quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O PT se perdeu



“No dia 26 vamos dar uma derrota em regra nos tucanos. Não vamos deixar nenhuma pena de tucano presa por aí. Vamos deixar elas espalhadas"
Dilma Rousseff

"De vez em quando, parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da Segunda Guerra Mundial"
Lula


Certo de que dar cacete é o melhor método para se conquistar votos, o PT errou a mão. Foi com tanta sede ao pote que se perdeu. Se enredou nas próprias pernas. Saiu disposto a só mostrar as mazelas dos outros. Esqueceu que está até o pescoço afundado em bosta.

A arregimentação de todos seus peões ministros aumentou a confusão. Com todos de “férias” para integrar o bonde da campanha – e o país desgovernado até com ministro demitido no cargo, o bate cabeça é geral. Cada uma “defesa” é um fogo amigo.

Um dos tiros da vez foi do eternizado Marco Aurélio Garcia, assessor presidencial há 12 anos. Em palestra, garantiu que Aécio Neves é igual a Hugo Chávez. Não caia na gargalhada, que o ministro falou sério e com convicção. Guarde o acesso de risada para o que nobre assessor desferiu depois: Ambos seriam controladores da mídia.

Garcia usou Chávez, o sempre amigo de Lula e Dilma, como um bicho papão? Com a campanha quente, apela-se para todos os santos. Ainda mais esse que virou passarinho, mas na Terra acertou com Lula a tramoia da refinaria Abreu e Lima, deixando a batata quente com a Petrobras. Belo exemplo de comparação. No mínimo, ridícula, coisa de gagá.

Deveria Garcia, com o fervor de puxa-saco, usar como exemplo algumas prefeituras petistas, exploradas pela pelegada, onde a mídia é controlada, comprada pelo governo do povo.

Mais estranho ainda na declaração é que quem vem falar de controle da mídia por Aécio e o PSDB é justamente o grande defensor lulista do marco regulatório da mídia, controle exercido pelos muy amigos governos Chavez-Maduro e Kirchner, que por sinal já revelaram seu medo de uma derrota de Dilma. Por que será?

Marco Aurélio entende muito do assunto defendido também por Franklin Martins e Ruy Falcão com unhas e dentes. Seria (ou será) o silenciamento da imprensa tão ao gosto do PT, que gestões municipais do partido já puseram em prática há seis anos, mesmo sem o projeto estar concluído no Congresso.

Municípios aplicam a lei do silêncio com retirada do ar de blogues “adversários”, financiamento de jornais digitais oficiosos, processos de calúnia contra jornalistas por expressarem opinião, criação de agremiações jornalísticas “oficiosas”, e até apelam para a pancadaria, como aconteceu recentemente quando um prefeito comandou pancadaria em jornalista que fazia a cobertura de evento petista.

O PT, por mais que critique os outros, aponte erros, não pode ficar incensado num altar, como uma vestal. É santo do pau oco. Se faz de bonzinho para poder aprontar. Político brasileiro tem que aprender que a única saída para o desenvolvimento será mais comprometimento com o país do que com os interesses partidários.

Há que se ficar atento, pois as pegadinhas que os governistas estão aprontando para cima da população não são mais do que balões de ensaio para que, se colarem, sejam eternizadas e eles entronizados de vez.   


terça-feira, 21 de outubro de 2014

É preciso cuidado


O Brasil de Dilma e o Brasil de Aécio


O país que está sendo desenhado para o futuro talvez não coincida com o resultado das eleições
A impressão é que estavam se dirigindo a dois países diferentes. E é verdade que nestas eleições, mais que em todas as anteriores desde a democratização, os brasileiros se apresentam divididos em duas metades praticamente iguais entre os que se dispõem a votar no Brasil de Dilma e os que preferem o Brasil de Aécio.

Como são esses dois Brasis apresentados pelos candidatos com vocação para governar o país? Ou se trata de uma divisão artificial criada pelos assessores de imagem dos candidatos já que, na realidade, existe um único Brasil? Quem e como foi dividido o país entre os que temem perder o que têm e os que desejam conseguir mais do que já foi conquistado, que é o que exigia o clamor da rua em 2013?

A candidata Rousseff em suas palavras finais no debate deixou claro que existe um projeto em curso que fez o país avançar com novas conquistas, como maior inclusão social, que não existia antes, e outro que seria o espelho de um passado que criou desemprego e salários baixos.

O candidato Neves, ao contrário, fez alusão a outros dois projetos diferentes: o que continua comparando o Brasil de hoje com o Brasil do passado, que seria o do PT, e o que desejaria mudar o país em tudo aquilo que hoje significa retrocesso para oferecer novas possibilidades, que seria o seu, o da mudança. Seria um choque entre o passado e o futuro. As duas posições têm força eleitoral quase igual.

É, no entanto, interessante analisar melhor quais brasileiros, por idade, estudos e posição social apoiam cada um desses projetos.

Pelo que revelaram até agora as pesquisas do Datafolha, fica bastante claro que o Brasil que poderíamos chamar de “do medo”, o que teme perder o já conquistado, se concentra principalmente entre os eleitores de idade mais avançada, de menor escolaridade e de menor posição econômica, localizado nas regiões menos ricas do país e nas menores cidades do interior.

Ao contrário, o chamado Brasil “da mudança”, se divide entre os mais jovens, os mais escolarizados e os de maior renda, que vivem nos Estados mais prósperos e nas grandes cidades.

Isso significa alguma coisa? Talvez signifique. Poderia indicar, segundo os sociólogos, que a tendência do Brasil para o futuro, independente de quem ganhar a eleição, será a de colocar mais foco no presente e no futuro do que no passado. São os jovens, que não conheceram o passado, que continuarão apoiando mais a política de mudança que a do medo, já que está mais próxima a seus pais. São os que mais estudaram e estão mais bem preparados para fazer uma análise completa da situação do Brasil que apresentarão, daqui para a frente, menos medo de mudar.
Leia mais o artigo de Juan Arias

Enigma que nos devora


A corrupção e a estagnação são filhas do dirigismo econômico e da concentração de poder político.
Os negócios de grandes grupos de interesse econômico com partidos políticos desidratados a serviço de um desenvolvimentismo estatizante são o nosso passado recente sob o regime militar. Ali foi moldado este aparelho de Estado dirigido por uma tecnoburocracia administrativa centralizada, este Leviatã alimentado por uma aliança entre autoritarismo político e oportunismo econômico.

A associação histórica entre enormes estruturas burocráticas de administração centralizada e a degeneração de regimes políticos é bem documentada. Tocqueville registrou a tradição dirigista francesa de centralização burocrática como um eixo de autoritarismo atravessando os tempos dos monarquistas, dos revolucionários e dos bonapartistas.

O despotismo absolutista, o Terror e as guerras napoleônicas resultaram dessa engrenagem dirigista. O mesmo dirigismo burocrático prussiano arquitetado por Bismarck, da máquina militarista imperial aos correios, às ferrovias e à previdência social, foi muito além do Antigo Regime.

Prosperou em meio à avalanche social-democrata da República de Weimar e atingiu seu clímax com o capitalismo de Estado sob o regime do Partido Nacional-Socialista na Alemanha de Hitler.

Das vítimas do stalinismo aos dissidentes na China contemporânea e aos não bolivarianos hoje perseguidos, a questão política não pode ser apenas como chegar ao poder, mas essencialmente em que grau se exerce tal poder. Como nunca se sabe quem será o próximo a controlar a máquina de moer adversários, é fundamental limitar seu grau de arbítrio.

O caminho para asfixiar a corrupção e recuperar a dinâmica de crescimento é acelerar as reformas de modernização. “A economia perdeu sua vitalidade. Acumulam-se os problemas. Instalaram-se a deterioração e a estagnação”, diagnosticava Mikhail Gorbachev em “Perestroika” (1987).

Haja voto do dinheiro


Ou você tem o voto ideológico ou você tem o voto do dinheiro. Se você gastar R$ 5 milhões, é difícil perder eleição
Deputado federal Stepan Nercessian (PPS) derrotado no Rio


Se com tantos milhões é difícil perder, então com R$ 10 milhões, por cabeça, dá para garantir duas cadeiras, na Alerj e na Câmara, em Brasília. Certo, Quaquá?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Monólogo petista


Pegando fogo - literalmente


Flechas incendiárias são desferidas pelos candidatos sem qualquer escrúpulo e respeito à verdade. Campanha fica mais ‘venenosa’ com empate na reta final
Arde o circo eleitoral montado pelos televisores, flechas incendiárias são desferidas pelos candidatos sem qualquer escrúpulo e respeito à verdade, a civilidade foi para o brejo e o brejo secou.

A pior estiagem de todos os tempos provoca perigosas queimadas na Mata Atlântica (teoricamente húmida), no cerrado, nos canaviais recém-colhidos e pastagens ressecadas por um inverno rigoroso.

São Paulo, a maior metrópole da América Latina, está calcinada, acalorada, suada, reservatórios no limite, indignação, idem, o calor prestes a completar um ano e a lata d’agua na cabeça convertida em ícone do retrocesso.

Desidratados, sufocados pela poluição, abatidos pelas previsões meteorológicas e conjunturais, olhamos súplices para Brasília e Brasília está “fora de área”, encoberta pela poeira e cinzas. Tuitamos para a presidência da República, ninguém atende, estão todos na rua batalhando por votos. Nem o vice candidato a vice - sempre pronto para participar de eventos chatos - está disponível.

Algumas regiões estão em estado de calamidade, mas não há ninguém para garantir que as providências estão sendo tomadas, mesmo que se contentem em colocar São Pedro no banco dos réus. O governo parece prestes a desmaiar, aparentemente solidário com a crise hipoglicêmica que acometeu a presidente da República ao fim do debate no SBT. Pior: todos aqueles capazes de dar murros na mesa em defesa da população foram convocados para esmurrar a oposição.

Esta é a grande calamidade para a qual candidatos, seus parceiros e mentores não estão dedicando a necessária atenção: uma democracia prestes a completar trinta anos – idade que Balzac considerava ideal para a mulher – mostra-se incapaz de manter um mínimo de estabilidade e governabilidade enquanto se envolve com gosto e prazer numa campanha belicosa, vitriólica, em níveis jamais vistos.

Leia mais o artigo de Alberto Dines

Máximo da cretinice


“E o que a gente está vendo? É o mesmo comportamento. A imprensa brasileira, possivelmente na mão da elite, não admite nenhum governante que olhe para os mais pobres”
Lula, aos gritos, em discurso em Belo Horizonte, comparando Aécio Neves a Collor, logicamente sem mencionar que esse é fiel “cumpanheiro” da trupe de Dilma. E ainda tem desfaçatez de usar Covas, Brizola e Ulysses, como gente de bem, de quem em outras vezes já falou bem mal.

Uma tremenda molecagem


Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade.

Qual Lula é o verdadeiro?

O bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora?

Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?

O segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.

A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele... Não sabia de nada. Nunca soube.

Justiça seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.

Na primeira reunião ministerial do seu governo em 2003, Lula se irritou com um ministro e desabafou: “Toda vez que me guiei pela esquerda me dei mal”.

Retifico: ele não disse que se deu mal. Usou um palavrão. Nada demais para o sujeito desbocado que nunca pesou o que diz. Grossura nada tem a ver com infância pobre.

Lula é um sucesso do jeito que é. Mudar, por quê? Todos admiram sua astúcia. Muitos se curvam à sua sabedoria. E outros tantos temem ser apontados como desafetos do retirante nordestino que se deu bem.
Leia mais artigo de Ricardo Noblat

domingo, 19 de outubro de 2014

Dilma admite desvio de dinheiro


O porteiro, a empregada, o cabelereiro


Cada um vota de um jeito. Todos querem qualidade de vida e o fim da “roubalheira”
Eles não acham que “é dando que se recebe”. O povo trabalhador, que sobrevive de salário com carteira assinada ou na informalidade, parece ser bem mais crítico do Bolsa Família que eu. É curioso. Pobre que trabalha desconfia de pobre que vive de benefício do Estado.

Entre os que se esfolam para fazer o dinheiro chegar ao fim do mês e dar instrução aos filhos, há a crença de que só o trabalho, duro e honesto, enobrece. Um dos momentos de lazer sagrados, além da ida ao culto ou à missa, é o churrasco com a família. Só que o secretário de Política Econômica de Dilma sugeriu comer frango e ovo, em vez da carne, que subiu mais de 3%. É preciso dizer ao PT que mexer no churrasco de domingo tira votos.

Os pobres também detestam a corja de políticos que roubam. A promiscuidade entre partidos e empreiteiras, o lamaçal que transborda da estatal Petrobras equivalem a assaltar, na surdina, quem se esforça, se espreme em ônibus ou morre na fila da cirurgia. Roubar de quem tem pouco é pecado. Se esse pessoal que desvia bilhões não pagar em vida, não escapará da justiça divina.

Por que falar dos pobres? A maioria da população não é beneficiária do Bolsa Família. A maioria batalha e tem medo da carestia atual, nos alimentos e nas contas, mesmo sem entender o que significam “espiral inflacionária”,  “centro da meta”,  “câmbio flutuante” ou “superavit primário”.

DNA dos petistas e aliados


Professora no Distrito Federal e candidata derrotada a deputada distrital pelo Partido Comunista Brasileiro, Sandra Teixeira Leite armou o maior barraco em Brasília. Defensora ferrenha de Dilma, mostrou a que ponto e com que falta de educação a turma coligada do PT pretende manter o poder.

A ameaça dos salafrários

Com o costumeiro fedor a coturno, a militância petista insiste em ameaçar o país com o “Retrocesso”, uma figura que fazem pairar sobre a cabeça do brasileiro, como uma Parca a cortar benefícios, a reduzir salários, a jogar enfim o país novamente em ditadura. Ou vota em “nóis”, ou se segura com o demônio do passado, que vamos botar pra quebrar.

Isso é chantagem deslavada de governo populista, que não preza a democracia conquistada. Prefere amedrontar, em particular os mesmos mais pobres, a quem dá suas dádivas, para se garantir como o anjo da bondade.

Como o diabo não olha para o próprio rabo, ficam sem ver o quanto são retrocesso na política. Alguém quer mais retrocesso do que um partido que se aliou de primeira com Zé Sarney, o Imperador do Maranhão, feudo fundado na ditadura? E aí não param as mostras de retrocesso do PT, em conluio com Collor, Renan e companhia, sem falar no aed eternum PMDB. Todo um passado que se perpetua graças ao tão revolucionário PT, que veio para mudar e não só roubou, arrombou.

As ameaças e o uso indiscriminado de acusações – bate primeiro e depois se finge de vítima – são constantes. Esquecem do próprio passado nefasto no governo, onde atropelaram as iniciativas que não interessavam a eles, mas seriam boas para o país. Apostaram sempre no projeto que faz vista, doa a quem doer, provoque o prejuízo que for. Vale a imagem como a do porto do Açu, da Abreu e Lima – em parceria com Hugo Chávez, o Comperj.

Alguém ainda se lembrará do Programa Amazônia Sustentável, de Marina Silva, jogado no lixo, com o soco da chefe do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, em troca das grandes construções de empreiteiras, hoje acusadas de suborno?

Nunca procuraram unir, mas seguem a máxima de se governar (ou dominar) melhor um país dividido. Para isso só fazem levar com a barriga as reformas, principalmente política e econômica. Uma porque não interessa em nada mudar o que está aí, e lhe serve bem; a outra poder pode levar a descaminhos que lhe tirem as boquinhas das propinas.

São os donos da verdade, mesmo que essa leve tudo de roldão para a latrina. Porque, se acontecer, no bolso do colete, já estão com o cartão vermelho para culpar o retrocesso dos “outros”. Pintam que, se perderem a mamata, vão continuar a fazer o diabo, a encher a paciência de todo mundo com seus motes, insuflar os pobres, mostrar as micagens de sempre. Enfim, fazer o que sempre fizeram só que no caso sem poderem mais fazer o mal como fizeram quando dominavam tudo através do Comando Vermelho da Capital.

sábado, 18 de outubro de 2014

A saída social

"Acredito que o melhor programa social é um emprego" 
Ex-presidente norte-americano Ronald Reagan (1911-2004)

Ovos, galinhas e ladrões


Quem chegou antes: empresários achacados por agentes públicos sob ameaças de grandes prejuízos ou os que subornaram para assaltar o Estado?

Com a explosão do escândalo da Petrobras e os depoimentos dos delatores premiados, tudo indica que, como nunca na História deste país, não veremos só políticos e banqueiros, mas os mais poderosos empreiteiros do Brasil, no banco dos réus, e talvez na cadeia. E o desmoronamento de uma organização criminosa formada por um cartel de empreiteiras numa ponta e partidos políticos na outra, com montanhas de dinheiro público no meio. Uma tsunami que provocará uma inevitável reforma política e eleitoral.

A extorsão e o suborno são o ovo e a galinha da corrupção brasileira. Quem chegou primeiro: os empresários achacados por agentes públicos sob ameaças de grandes prejuízos ou os que subornaram políticos e funcionários para assaltar o Estado? Além de eventuais prisões ou multas, se essas dez empreiteiras do cartel forem excluídas de concorrências públicas, que é o minimo que se pode esperar, o país vai parar. A coisa está feia para eles, mas principalmente para nós, que vamos pagar a conta que já estávamos pagando sem saber. O governo não sabia de nada.

O circo da empulhação

Não faltaram bancadas camelô para atrair os vauches de R$ 5 e R$ 10 da garotada
Quando se tem acesso à informação, é quando se vê como é cretina a administração petista em Maricá, onde chovem mentiras, como já se tornou tradição nos baronatos do PT. Bastou terminar a elogiadíssima festa literária municipal para as trombetas soarem como se o governo municipal tivesse parido uma Flip, quando gerou apenas uma traquinagem com dinheiro público.

O evento não passou de mais um espetáculo contratado com uma instituição para promover venda de saldão mais caro do que no Rio, sob o acerto com o dirigente da promotora, correligionário fiel da candidata petista.

O escândalo agora chega à mídia conivente como sucesso por movimentar 50 mil pessoas, numa população que não chega a 150 mil habitantes, durante 15 dias. É só fazer as contas e entender um pouco de matemática que se vê a impossibilidade de tal movimentação de olhômetro. 

Vai aí a diferença do que aconteceu quase na mesma época em Araxá, com pouco mais de 100 mil habitantes, no Triângulo Mineiro. Depois de quatro dias de debates, palestras, oficinas, intervenções artísticas e espetáculos teatrais, o III Festival Literário se encerrou atraindo 12 mil visitantes. O evento ainda promoveu um concurso de redação, que teve mais de três mil alunos inscritos e ainda incluiu a exposição do fotógrafo Daniel Mordzinski, Quartos de escrita – Retratos de Escritores em Hotéis, enfocando 70 grandes autores da literatura mundial clicados em hotéis, pelo mundo afora, que fica até o final do mês.

E não basta de mentira em Maricá, que consegue ainda índices mais fantásticos com as realizações petistas. Segundo a Prefeitura, a população com um PIB que beira R$ 1 mil foi capaz de sair comprando mais de 40 mil títulos. Mais e melhor fizeram em Araxá, onde o PIUB chega a quase R$ 3 mil. Lá foram vendidos os mesmos 40 mil títulos em quatro dias com menor e mais verídico público.

Quaquá e sua gangue novamente atacaram com mentiras a inteligência em Maricá, onde só financiam rabo de égua e caranguejo. Um só cresce para baixo e outro, só anda pra trás. Depois os petistas dizem que isso é a grande revolução no município. Bem, que pode ser, para os idiotas que mamam no Erário.

O pior que poderia acontecer


Após acusações, o perigo é que se monte um cenário que prejudique a governabilidade
E esse é o perigo de chegar às eleições com essa carga de agressividade e insultos mútuos, quer dizer, que o perdedor, seja quem for, monte outro cenário de guerra para impedir a governabilidade em vez de exercer uma oposição democrática e leal. Algo que desta vez seria ainda mais grave, já que aquele que assumir a responsabilidade de governar o país se verá obrigado a talvez tomar decisões impopulares para colocar o barco no rumo certo: não é nenhum segredo que o Brasil passa por uma grave crise econômica e de credibilidade por parte dos mercados.

O melhor para todos seria se o resultado final das eleições pusesse um ponto final na agressividade entre os candidatos, para que o novo responsável em comandar o destino de um país com a importância mundial do Brasil possa governar em paz, com a ajuda de todos, inclusive da oposição, sempre que esta também seja democrática, responsável e com o único objetivo de melhorar a nação.

O contrário seria um presente envenenado que os brasileiros não merecem. Alguns movimentos já teriam anunciado que, se Aécio ganhar, organizarão uma manifestação nas ruas todos os dias.

Difícil acreditar que seja verdade. Se for, seria injusto com um país que está lutando, com trabalho e esforço, para ser moderno, que está recuperando sua autoestima e que a única coisa que deseja é poder viver em paz e preparar para seus filhos um futuro de prosperidade que eles nunca puderam desfrutar.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O perigo dorme no Planalto


Fazem de tudo


O uso indevido dos setores do governo para favorecer a campanha de Dilma é indiscriminado. Até a Infraero abriu "uma janela" de três dias para o avião de Lula pousar em aeroporto interditado. O guru do PT participaria de evento de campanha e precisava em cima da hora ter o aval da Infraero. E conseguiu!!! Teve um aeroporto inteiro e livre para pousar e decolar só para ele.

A multidão da boquinha

O Bolsa Família atende a 14 milhões de beneficiários, abrangendo 56 milhões de pessoas. Cerca de um milhão de pescadores (haja pescador...) recebe a Bolsa Pesca, salário mínimo mensal por quatro ou cinco meses em que as espécies se reproduzem. Entre os esportistas, 6.715 recebem a Bolsa Atleta, inclusive os 157 da elite agraciados com a Bolsa Pódio, que pode chegar a R$ 15 mil. Muitos ainda são contratados pelas Forças Armadas e patrocinados por estatais.

Nos 39 ministérios e órgãos vinculados, existem 97.048 ocupantes de cargos e funções de confiança/gratificações, dentre os quais 22.729 de Direção e Assessoramento Superior (DAS).

Em ética, PT é pior que governo militar


Senador que está se aposentando após 41 anos de vida pública, Pedro Simon diz que ataques da campanha petista e a falta de comando do PSB derrotaram Marina

Após quatro mandatos como senador, um como governador e quatro como deputado estadual, Pedro Simon (Caxias do Sul, 1930) está deixando a vida pública. O que era para ser uma aposentadoria por vontade própria, transformou-se em um “exílio” forçado.

Simon (PMDB) havia decidido, no ano passado, que não iria concorrer a mais nenhum cargo eletivo. Seria a primeira eleição em 41 anos que ele só pediria votos para os outros. Foi forçado a mudar de ideia com a morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto. O nome que ele apoiava ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, virou o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de Marina Silva. Coube a Simon assumir uma candidatura, que diz ele, não tinha chances de vitória. Teve 16% dos votos para o Senado e acabou em terceiro lugar na disputa.

Na primeira entrevista após a derrota nas urnas, o expoente do PMDB gaúcho analisa as eleições deste ano dizendo que os ataques do PT e a falta de comando do PSB resultaram na derrota de Marina Silva no primeiro turno. Elogia a gestão Itamar Franco (1992-1994), afirma que até a ditadura militar tinha mais ética e moral do que o Governo petista e que o PMDB vive há mais de duas décadas, às custas de migalhas.
 Houve um momento que acreditei que o PT teria uma garra, uma coragem de um grande partido. Eles pareciam as comunidades de base que existiam no MDB. A luta que eles tinham quando eram oposição era qualquer coisa de notável. Quando chegaram ao poder, foi o pior partido do poder. Na história brasileira não há um período tão doloroso como em dois momentos nos últimos anos: o mensalão e a corrupção na Petrobras. O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história. Foi pior até do que a ditadura militar, no campo da ética, da seriedade.
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 Não é a primeira vez, talvez nem seja a última, em que Pedro Simon critica severamente o PT. No ano passado, condenou a restrição a novos partidos e chamou Dilma de “política vulgar” - "começando a perder a credibilidade", comparando o pacote governista ao pacote apresentado pela ditadura, que fechou o Congresso Nacional."começando a perder a credibilidade". As críticas eram ao projeto de lei que restringiu o acesso de novos partidos à propaganda em rádio e TV e ao fundo partidário. Simon se disse mesmo arrependido de ter votado em Dilma nas últimas eleições.

Simon inclusive questionou se Dilma estaria fazendo isso porque "se deixou ludibriar pela paixão do cargo e quer se manter no cargo, custe o que custar". Na prática, a matéria restringia a criação do Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva.


Descarrego urgente


O candidato Crivela fechou os olhos, em nome da conquista do poder, e se aliou ao que é o maior bonde da canalha política. Disposto a se coligar mesmo com quem não presta, e disso já deu suficientes provas, maculou a própria religião e terá muito que rezar para limpar o nome nas hostes celestiais.

Aparecer em Maricá com o apoio dos petistas é o mesmo que comprar com antecedência passagem para o inferno. Se pintou de vermelho e fez um discurso endiabrado.

Mas não é a primeira vez que se suja no município, onde quando era ministro da Pesca entregou uma máquina especial de piscicultura que nunca abriu um buraquinho – e anda desaparecida – e distribuiu à vontade Bolsa Pesca até para pescador amador.  

Diante dos militantes vindos majoritariamente de Santa Margarida, sub bairro de Campo Grande, em dois ônibus alugados pelo prefeitinho Quaquá, além da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, e dos eleitos petistas do município, a mulher de Quaquá e seu presidente da Câmara, Crivella pintou o diabo.

Com o olho grande em ocupar o governo do Rio, pousou sobre o ninho de ratos, fez as promessas que a cretinice do PT em Maricá elegeu como prioridades. Prometeu melhorias em saneamento, saúde e segurança pública, que falou ser um dos principais problemas do município. Guiado pela bandidagem, falou para militantes turistas, bem pagos, em problemas que nada mais são do que consequências da falta de governo em Maricá. E nunca se deve esquecer, da ladroagem nos cofres municipais sob a chancela de governo social.

Crivela não sabe que a saúde é gerida no município por um vereador que mal tem o 1º grau completo, sem contar a gestão que levou o setor quase à miséria de medicamentos e aparelhagens? Também nem desconfia que não há saneamento básico, mas uma bandeira defendida até ontem por alianças com o PMDB, hoje culpado pelo desmazelo pelos petistas, quando nunca foi tratado devidamente pelo prefeito? Sem falar na segurança pública, outro problema que o prefeito sempre olhou com olhos vesgos ao cobrar do Estado e esquecer de fazer sua parte.

Pecador, Crivela aceitou a cretinice politiqueira. Deixou Deus de lado e se aliou ao diabo, se tornou cúmplice. O que não fará para ajudar tantos criminosos quando no governo quando já admitiu entrega de “cargos técnicos” (lembram daquele prefeito em campanha) ? Vendeu muito caro sua alma a Quaquá, velho traíra que aproveitou para voltar a cuspir no prato que comeu. “Ninguém suporta mais o PMDB”. E com a costumeira bravata de quem tem um batalhão de segurança para mostrar que é homem, disparou: “Vamos dar uma surra neles (PMDB)”.


Depois da vinda a Maricá, Crivela deve fazer um banho de descarrego urgentemente para não ficar maculado de vez por esse pequeno comício mas suficiente para levar o religioso para o inferno.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Nova empresa do país


E bota fé


Suecos votam para garantir seu tempo livre. Americanos para defender seu quintal. Argentinos por masoquismo. Franceses para garantir a aposentadoria. Ingleses já não sabem se são pós-cristãos ou neomuculmanos.
E brasileiros votam porque querem mais Estado nas suas vidas. Mais Bolsa Família e mais bolsa empresário. Em mil anos, rirão de nossa fé na democracia

O PT carregou 'Paulinho' porque quis


Assim como ocorreu com o ‘mensalão’, o comissariado achou que levaria o caso com a barriga, errou duas vezes.

A doutora Dilma chamou de “golpe” a exposição dos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do operador financeiro Alberto Youssef. Pode-se achar que tenha sido meio girafa a escolha da ocasião, entre os dois turnos eleitorais. Mesmo assim, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouviu-os no desempenho de suas atribuições e tinha obrigação tornar públicas as informações que recebeu. “Golpe” houve quando a dupla e seus comparsas delinquiram.

Como aconteceu no caso do mensalão, o comissariado fez várias apostas e perdeu todas.

Na ata onde está o registro de sua saída lê-se que o presidente do conselho da Petrobras, ministro Guido Mantega, “determinou o registro do agradecimento do colegiado ao diretor que deixa o cargo, pelos relevantes serviços prestados à companhia”.
Leia mais o artigo de Elio Gaspari 

Ah, aquele PT...


A votação de Dilma em São Paulo e a redução da bancada na Câmara são “sintomas bastante alarmantes" que ameaçam tornar partido um “PMDB pós-moderno”. Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, vê necessidade de "se reestruturar” o partido sob a liderança de Lula.
O partido que sacudia as massas, levava multidões às ruas de vermelho e com estrela, ficou no passado. Se atemorizava militares com um esbanjamento de vermelho, virou cor de quadrilha.

Não mais precisa de shows com artistas engajados, que então eram maioria, jantares com candidatos e outros meios de angariar fundos. Hoje os fundos jorram como petróleo dos poços partidários abertos em empresas públicas. Resta só um pouco mais de tempo para se instalar de vez o propinoduto pré-sal da sustentação ditatorial.

Era, naqueles tempos, partido para mudar mesmo; levar o país a se aplicar mais no povo. Hoje a mudança foi criar uma classe média no assistencialismo, fiel na urna, para não perder a boquinha. Uma legião atemorizada em ficar sem pai nem mãe se não forem os angelicais petistas. O socialismo vermelho de raiva com a direita tange o povão como gado para, com antolhos, levar aos caminhos que deseja.

O PT de ontem era representado pelo idealismo, o de hoje é pelo cinismo. O PT do vamos fazer mudou para o vamos mandar. Mudou como qualquer governo populista, demagógico de doer. E está à beira de completar sua etapa final. Daqui pra frente, é nóis e só nóis. Revoga-se toda a Constituição em contrário.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eleições fluminenses


Receita de Goebbels


Ao assumir a propaganda nazista, Joseph Goebbels deu uma receitinha para Hitler, que de tão contente o nomeou para ministro da Propaganda. Acabou dando tão certo que até hoje ainda há gente que a usa sem qualquer contraindicação, abusando da boa fé.

- Não falar ou deixar falar da vida pessoal. Parecer assim um ser etéreo dedicado inteiramente à nação.
- Usar um uniforme (pode ser mesmo um estilo de terninho, quando em campanha, vermelho) para melhor ser identificado.
- Criar uma imagem para aparecer. No caso, um bigodinho, ou pode ser mesmo um tipo de penteado.

Quem no Brasil se atreveria a seguir a regra de três nazista apropriada para as massas ignorantes politicamente ou semialfabetizadas, que votam no visual e nas promessas?

De olho em novo cabide

Quaquá e mulher, eleita para Câmara, em desfile da Grande Rio
pago por Maricá para divulgar imagem da primeira dona
“Era uma vez um candidato derrotado, que sobrevivia dos míseros proventos partidários para não passar fome. Conseguiu através das alianças de governo uma subsecretaria na gestão de outro. Mas os fados fizeram com que um dia também fosse entronado com a ajuda daqueles. Aí aproveitou para dizer suas todas as obras dos outros. Cuspiu no prato e... Bem, aí é outra história”
A maré enlameada de vermelho está de volta, segundo anunciam os carros de som em Maricá. Quaquá vai comandar o batalhão de mercenários fiéis agora para soarem suas trombetas em favor de Crivella. Os cruzados, de estrela vermelha no peito – oh, santos guerreiros a peso de ouro -, carregarão as bandeiras contra Pezão, o dragão da maldade. O mesmo “dragão” que despejou as únicas obras que Quaquá conseguiu fazer de verdade como as pontes da Barra e da Mumbuca, o asfaltamento de ruas. O dinheiro estadual salvou muito a “boa” performance do prefeito ratão, inclusive para criar pelotões de comissionados em mais secretarias do que no Rio e São Paulo.

O que recebeu de ajuda para crescer e aparecer não importa mais. O olho agora é em um novo imbecil no governo para também secar até a última gota em proveito próprio. Como sempre fez na vida, sugando as dádivas e pisando quando não mais lhe interessam.

A bola da vez da próxima sucção do prefeito é Crivella, para poder continuar a abocanhar as verbas e obras estaduais que salvaram seu (des)governo de um desastre ainda maior. Nem importa que tenha que se aliar àquele Garotinho a quem sempre esculachou. Tudo fica em nome de salvar a pele do seu muso Lindinho: boa pinta, garotão do Rio, sarado, fala macia, o extremo do que é. E de quebra, dá aquela força aos candidatos seus que entronou e ajudem a livrar a cara do prefeitinho, quando pipocarem casos judiciais.

Verdade seja dita


Não é a presidente da República que manda prender. Ela tem, no máximo, poderes para não interferir na atuação do órgão!
Ex-ministro Joaquim Barbosa "surpreso" com a falta de desconhecimento 
de Dilma e o PT sobre a Constituição quanto às investigações no caso Petrobras

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A culpa


Ué, sumiu?


O “Direto de Maricá”, canal de propaganda do prefeito Quaquá, depois de ficar como cativo do programa jornalístico RJ 2, na Rede Globo, por mais de seis meses, saiu do ar? Criado para propalar as “transformações” do governo petista, chegou mesmo a ganhar espaço no horário nobre, com dinheiro pago pelo contribuinte, mas depois de eleitos os candidatos do coração do prefeito, tomou chá de sumiço. E a Rede Globo, em troca, virou saco de pancadas para os tais candidatos que puseram a culpa do atraso de obras na mídia, principalmente no plim-plim.

Seria, só uma suposição, propaganda eleitoral subliminar? Ninguém pode falar isso do PT, partido tão sério e comprometido com a honestidade, mas que pareceu até pareceu.

Ah, os bem vestidos!


O roubo, em nome do povo


Você já parou para pensar sobre a montanha de bilhões em propinas oriundas da cartelização que funciona há 12 anos nas barbas de Lula e Dilma para o caixa de PT, PP e PMDB e outros aliados? Não compute em suas contas a percentagem para os corretores da corrupção como funcionários de carreira, indicados, lavadores de dinheiro, políticos e militantes. Logicamente não é coisa para ladrão de galinha.

Segundo as revelações de Paulinho, o ex-diretor da Petrobras amicíssimo de Lula, “as empresas que atuam na Petrobras são as mesmas que atuam em obras de ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, usinas hidrelétricas, de saneamento básico, no Minha Casa Minha Vida. Ou seja, em todos os programas a nível de governo tem partidos políticos interessados”.

Portanto, a corrupção governamental dos petistas assume a dimensão do país e um montante equivalente a um banco privado. Dinheiro que tornou o Brasil o paraíso da criminalidade política. E não pense que isso aconteceu só na esfera federal. Os tentáculos corruptos desse polvo petista e aliado se estenderam por todas as esferas de governos.

Confira em seu município, em seu estado, quanto foi prometido e quanto realmente se efetivou de promessas e poderá ter certeza de que as obras concretizadas resultaram em 3%, taxa oficial da bolsa petista, as demais tiveram verbas desviadas pelos canais competentes.

Vai aqui só um exemplo de um município privilegiado pelos royalties, petista é claro, onde as obras são mais do que superfaturadas. Para 3 km de asfalto, chegaram a gastar mais de R$ 20 milhões; para a construção de um centro cultural, mais um milhão, mas como ficou a obra parada dois anos – deveria estar inaugurada em setembro 2012 – precisou de um ajuste de “complementação” quase igual ao custo inicial; 10 metros de uma “ampliação de ponte”, que nada mais foi do que um acréscimo de calçada, custou R$ 500 mil e ainda não está terminada. Mas não há dinheiro para saúde e o saneamento propalado é mera colocação de manilhas, tipo engana trouxa.

Não é pouco dizer que o esquemão sob a tutela do PT é o mais criminoso de toda a história brasileira. A dinheirama alimentou a politicanalha, as campanhas, os privilegiados por se associarem a partidos, o caixa dos políticos, e principalmente os mais ricos. Tudo sob a legenda de que é um governo dedicado a acabar com a miséria, enquanto, é claro, se locupleta com o roubo aos cofres públicos, o desvio de verbas, o enriquecimento ilícito da gentalha, a qualificação mais branda para gente dessa laia.

Toda a roubalheira se faz sob o acobertamento de motes marqueteiros influenciando os mais pobres, miseráveis e desinformados. Descaramento de usar a miséria dos mais necessitados para garantir a continuação da roubalheira, quiçá de uma ditadura demagógica que não se acanhará em exibir as riquezas de seus comparsas. Correligionários, sem um pingo de vergonha na cara. É essa desfaçatez, que se lixa para a própria biografia, de respeito, por uns trocados no bolso e troninhos políticos, que deseja continuar a roubar, em nome do povo. 

Por que será, ministro?


Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado de um grupo de petralhas que assaltaram o governo.
 Secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o coroinha do famigerado “bonde” milionário a Roma para o governo brasileiro ser o primeiro a falar com o novo papa Francisco

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que acontece com a política?


Esse (o populismo) é um dos antídotos que partidos e líderes políticos utilizam para se proteger da antipolítica. Motivar os eleitores enaltecendo as virtudes do povo e denunciando as elites corruptas e depredadores que causam as adversidades da sofrida nação é uma estratégia bem antiga. E funciona. Rendeu grandes dividendos políticos aos coronéis Perón, Chávez e Putin, por exemplo. Suas práticas são conhecidas: prometer ao povo o que ele gosta de ouvir, mesmo que seja impossível ou irresponsável cumprir essas promessas. E os resultados do populismo também são conhecidos: alta popularidade temporal do caudilho e danos permanentes na economia do país. E o surgimento de uma nova elite tão ou mais corrupta que a anterior.

Dilma e o PT insistem na mentira


Mentira tem pernas curtas, diz o ditado. A campanha de Dilma vai continuar a esticá-las no limite máximo. Ou dá certo, ou arrebentam.

Não há dinheiro desviado, partido algum recebeu um centavo sequer dos contratos da Petrobras, muito menos o PT. Tudo não passa de ação eleitoreira, da qual o ex Lula está de “saco cheio” e Dilma classifica como “golpe”.

A ordem unida no petismo é bater e rebater esse discurso, acrescido de duras críticas à mídia, responsável pelo “vazamento” das denúncias. Sobre a gravidade delas, nenhum pio.

Diante dos previsíveis danos dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef à campanha da reeleição, o PT e a candidata Dilma Rousseff não tinham saída: usar e abusar da inversão da culpa, tática que eles tão bem dominam – Lula à frente.

Quem conseguiu transformar compradores de um dossiê falso contra José Serra (PSDB-SP) em “aloprados”, mensalão em caixa dois, mensaleiros em “guerreiros do povo brasileiro”, tudo pode.

Quem tem parceiros como Fernando Collor e Renan Calheiros, com os quais a presidente desfilou em campanha em Alagoas, quem se aliou ao clã dos Sarneys e a Paulo Maluf, pode mesmo afirmar que é o maior combatente contra a corrupção, algo que Dilma passou a enfiar em todos os discursos.



domingo, 12 de outubro de 2014

As faces da mesma moeda


Cara a cara


PT se quis exemplar e jogou na roleta da corrupção seu capital ético, do qual nada sobrou. Vive dos dividendos de suas políticas sociais

Foi cara a cara, longe do país das maravilhas com que o PT bombardeou o Brasil na propaganda eleitoral, que Aécio Neves enfrentou Dilma Rousseff. É possível que esses poucos minutos do último debate na Globo tenham mudado a história do Brasil. A inesperada votação de Aécio não é alheia à maneira como ele quebrou o gesso dos marqueteiros e, descontraído, desestabilizou Dilma, que sobraçava um calhamaço de colas e procurava respostas nos manuais de João Santana.

Foi também no cara a cara que Luciana Genro pôde explicar a Levy Fidelix que a homofobia deveria ser crime pois, se já fosse, ele sairia dali algemado. O contraste entre a intensidade do debate e a propaganda pré-fabricada mostrou o quanto, sendo enganosa, ela distorce a democracia. Moral da história, quanto menos marqueteiro mais verdade, quanto mais verdade mais democracia. O debate cara a cara decidirá a eleição.

Marina não estará lá. Apesar de derrotada, é uma presença incontornável. Se não conseguiu, literalmente do dia para a noite, improvisar uma candidatura à Presidência, se teve que gastar seus parcos minutos na televisão apenas para se defender de ataques, nem por isso deixou de ter plantado suas sementes. Dilma não contará com o seu apoio. Está colhendo os frutos do veneno que sua campanha destilou.

É cara a cara que o PT deverá ouvir que mente quando só fala dos seus sucessos, não aceita críticas e desqualifica os adversários. A mentira está inscrita no autoritarismo dos que falam em nome do povo, arvoram-se em seus defensores enquanto se autoabsolvem de crimes comuns como o desvio de dinheiro público. A mentira foi, desde que o PT assumiu o poder, um instrumento de governo.
O PT mente quando quer controlar a mídia porque a teme — e a teme porque ela diz que ele mente — mas diz que o faz porque ela é “parcial” ou “vendida”. Parcial é o jornalista que discorda do seu modo de governar ou investiga suas transações.

O país 'de saco cheio'


O país, sim, está de saco cheio dessa conversa fiada de defensores dos pobres, vítimas da elite opressora.

No mesmo dia em que os depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef eram divulgados (quinta-feira, 9), o ex-presidente Lula desabafava, numa plenária do PT: “Eu já estou de saco cheio”.

Referia-se naturalmente às denúncias de corrupção, que envolvem seu partido e a ele próprio. E acrescentava: “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”.

Além de supor que a hipótese (não demonstrada) de o adversário habitar o mesmo chiqueiro o isentaria, Lula se esqueceu de que nenhuma das denúncias que “enchem o seu saco” partiu de tucanos. Esses sempre foram exageradamente polidos na questão. Coube a FHC, ao tempo do Mensalão, esvaziar a campanha do impeachment. Lula, de certa forma, deve-lhe o mandato.

Quem denunciou o Mensalão foi um então aliado do governo Lula, o deputado Roberto Jefferson, que presidia o PTB. E quem está trazendo à tona o escândalo da Petrobrás é Paulo Roberto Costa, nomeado pelo próprio Lula diretor de Abastecimento e Refino daquela empresa. Dilma diz que não gostava dele, mas o incluiu numa seleta lista de convidados ao casamento de sua filha.

Não se trata, porém, de cuidar de afinidades, mas dos fatos. E esses tendem a continuar a “encher o saco” de Lula. O que veio a público dos depoimentos de Paulinho (forma carinhosa com que Lula o tratava) e Beto (outro apelido afetivo que indica intimidade) é só a ponta do iceberg. Vejamos.

Eles não puderam nominar os agentes públicos de escalão superior, aos quais fazem menção em diversas partes do depoimento, em face do benefício do foro privilegiado, que confere essa prerrogativa ao Supremo Tribunal Federal.


Governadores, ministros, parlamentares e presidente (e ex) da República só podem ser julgados pelo STF. Mas o STF já acatou as denúncias, o que indica que estão fundamentadas. Se não estivessem, seriam rejeitadas.

Lula de nada sabia. Nem Dilma


É possível que Paulo Roberto e Yousseff tenham mentido à Justiça. Provável, porém, não é.

No caso do mensalão, nenhum dos acusados disse à Justiça que Lula sabia da existência do esquema de pagamento de propinas a deputados federais para que votassem no Congresso como o governo mandava.

Com o processo adiantado, e tendo perdido a esperança de ser salvo pelo PT, o ex-publicitário Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, afirmou que Lula sabia, sim, da existência do esquema.

Mas já era tarde. De resto, Valério não apresentou sequer indícios convincentes para sustentar o que dizia. A Justiça também não se mostrou interessada em investigar a participação de Lula no escândalo.

No caso da roubalheira na Petrobras para financiar políticos e partidos, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa, e o doleiro Alberto Youssef revelaram indiretamente que Lula sabia de tudo. Ou de quase tudo.

Lula cedeu à pressão de políticos para entregar-lhes diretorias da Petrobras, segundo Paulo Roberto. Foi assim que ele, por indicação do PP, acabou na diretoria de Abastecimento. Lula chamava Paulo Roberto de Paulinho.
Algum ingênuo poderá alegar que Lula jamais imaginou que Paulo Roberto ou qualquer outro diretor patrocinado por partidos teria como uma de suas missões roubar e deixar que roubassem. Santa ingenuidade.

O que ambiciona um partido ao emplacar um ocupante de cargo na administração pública? Conseguir por meio de ele colaborar com o presidente da República? Provar que dispõe de bons quadrados? Empregar alguém?
Na melhor das hipóteses, na mais sadia das hipóteses, contar com alguém no governo para arrancar de fornecedores doações capazes de fazer face a despesas de campanhas. O famoso Caixa 2.