terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Filme B
Neste faroeste do cerrado, bandido que se presa sai (e às vezes cai) atirando. Tenta convencer que sempre foi assim. Que é tudo igual. Que todos são o mesmo
Engana-se quem pensa que é pesadelo. Sonhos ruins duram pouco. Desaparecem com despertar sobressaltado, agitado, cheio de ansiedade. Tem vida curta e deixam poucos resíduos.
Também se engana quem já viu este filme. Não é filme antigo. Não se trata de reexibirão. O que não quer dizer que a historia seja original. O filme de hoje é refilmagem sem versão original.
Espécie de filme b que agride olhos; perfura ouvidos; ofende inteligências. Enfim, mesmo que tenha sobrado orçamento na produção da historia, falta qualidade a narrativa. Talento é coisa difícil de ser comprada.
Já faz tempo que o roteirista de dispensou da obrigação de produzir narrativas sem sentido. E, pior ainda, repete, em ciclos, a mesma sequencia narrativa. Nos primeiros momentos, esconde a realidade e vende castelos nas nuvens, contos de fada, ou historias desconectadas de qualquer sentido ou materialidade.
Baixada a poeira, a ilusão não mais se sustenta. E nosso roteirista abraça a negação. Faz de conta que o elefante não esta na sala. E diz que não existe, não viu, não sabe, ou não é com ele. Finge. Finge tão completamente que chega a se convencer de sua própria mentira.
Nem sempre a repetição da mentira parece verdade. Na maior parte dos casos, parece mentira velha mesmo. Diante disso, o dedo indicador parece começar a funcionar. Fabricar culpados é tarefa simples. Basta distender o indicador. Não precisa imaginação, talento, ou arte. Embora a falta de escrúpulos ajude muito, a falta de familiaridade com o idioma compromete.
O problema, neste caso, é que a eficácia do dedo indicador é diretamente proporcional a credibilidade de seu dono. E credibilidade é coisa rara neste ajuntamento de cérebros baldios. Na impossibilidade de culpar exclusivamente ao outro, as opções diminuem.
Neste faroeste do cerrado, bandido que se presa sai (e às vezes cai) atirando. No que vê e no que não vê. Invariavelmente acerta o próprio pé. Mas sempre espalha a lama. Pinta todos com a mesma cor. Tenta convencer que sempre foi assim. Que é tudo igual. Que todos são o mesmo.
Incapaz de levantar o nível investe em rebaixar o teto.
Pobre pobre
Amado seja aquele que tem percevejos,
o que anda sob a chuva com sapatos furados
o que vela o cadáver de um pão com dois fósforos,
o que prende um dedo numa porta,
o que não tem aniversário,
o que perdeu sua sombra num incêndio,
o animal, o que parece um papagaio,
o que parece um homem, o pobre rico,
o puro miserável, o pobre pobre!Cesar Vallejo
Vamos educar!
A educação também precisa de educadores. Precisamos de educadores para educar os educadores. Sinto que precisamos de dimensão moral. Por exemplo, faculdades de medicina, de engenharia, arquitetura, jornalismo. De algum modo, faltam conceitos morais, éticos. Acho que deve ser obrigatório o estudo da ética. É a principal coisa. Ao mesmo tempo devemos celebrar a vida. Eu disse antes que, no nazismo, havia o culto da morte. Devemos celebrar a vida. Eu digo, como escritor, que se pegarmos todos os livros do mundo que tratam da vida, e os colocarmos em um prato da balança e, no outro, uma vida humana, qualquer uma, essa vida humana é mais importante, pesa mais que todos os livros sobre a vida. E é isso que devemos ensinar aos nossos filhos, alunos, adultos, médicos, arquitetos. Não tenho o direito de denegrir a vida. Se eu fizer isso, é uma ofensa a Deus e a sua criação.
Elie Wiesel
O melhor silêncio
Em certos momentos tudo parece ser inconsolável, mas consolo há. Sempre. Como os faiscantes brilhos tingem a água de ouro, chegará o momento em que a luz mais tênue dará cor e profundidade ao oceano. Debaixo do espelho aparecerá um mundo de cores e de seres fantásticos que ignoram o que está acima. Os manacás no jardim hoje cheiram como nunca, mais ainda ao entardecer, e chamam atenção pela “inteligência” que neles se encontra. As potestades divinas que os sustentam, que brincam com eles como um músico brinca com seu instrumento, fornecem o testemunho da incalculável inteligência que melhora a natureza.
Em cada centímetro quadrado desse mundo se esconde o universo, e se aprendermos a notar o que tudo liga e interliga, inclusive os homens uns aos outros, poderemos ler o céu, as cartas e a palma da mão, poderemos ter explicação dos eventos, ler o passado, entender o presente e pressentir o futuro.
Quando as pessoas começam a usar enganos como facilitações e os criam em benefício próprio, estão perto de se perder. Os enganos enganam em todos os sentidos, a começar por quem os cria.Nunca revele, dizem os sábios, mais do que o necessário a um despreparado, a um estulto que por vias tortas quer chegar à afirmação de si. Esse, se chegar, não terá proveito, deixará oca sua lembrança, ou ela ficará marcada de negatividade.
É temerário dizer ao porco, que naturalmente gosta de seu semelhante, que existe maior beleza em outras raças, ainda explicar-lhe que o porco fede e chafurda em fezes. Ele se sentirá ofendido. Explicará, em seguida, aos outros porcos que todos eles são porcos e desagradáveis para o resto da humanidade. Nenhum deles entenderá, e todos juntos se armarão.
Portanto, nunca explique a ele o que faz dele um animal de pouca estima, não diga que sua prole é desafortunada em relação a outra. Pois o porco se invocará. Ele ainda atiçará na raça o sentido de injustiçado, que é absolutamente enganador. Porco é porco, apenas não pode ser lembrado de ser porco.
Este tem que ser mantido onde ele pode chafurdar, excluído de ambiente mais urbano. Pois vale o ditado de que “quem com porco anda farelo come”.
Também não explique a quem cometeu erros que esses fazem parte de sua derrota. Considerará a amigável e correta observação como fosse uma afronta.
Não fale mais que o necessário e deixe o silêncio executar inexoravelmente o que apenas a ele cabe. Do silêncio nascemos e no silêncio acabaremos. Findam-se ciclos, e outros nascem das ruínas.
Assim como quem perde uma luta e encontra a “principal” culpa nos outros, sem considerar a axiomática verdade de que cada um é artífice da sua sorte, não vale a pena informá-lo de seus erros. Muitas vezes, em vez de agradecer pela crítica, quem é estulto resvala na vingança contra quem lhe revelou o caminho certo.
Existem pessoas que fundamentalmente desconfiam de serem inferiores, não se resignam a esse papel, querem fraudar a realidade e vivem abatendo e capinando o que está em volta para se sobressaírem. Isso é o que mais acontece com a humanidade, e os resultados estão nesse incrível desconforto moral e social em que precipitamos.
Vittorio Medioli
Em cada centímetro quadrado desse mundo se esconde o universo, e se aprendermos a notar o que tudo liga e interliga, inclusive os homens uns aos outros, poderemos ler o céu, as cartas e a palma da mão, poderemos ter explicação dos eventos, ler o passado, entender o presente e pressentir o futuro.
Quando as pessoas começam a usar enganos como facilitações e os criam em benefício próprio, estão perto de se perder. Os enganos enganam em todos os sentidos, a começar por quem os cria.Nunca revele, dizem os sábios, mais do que o necessário a um despreparado, a um estulto que por vias tortas quer chegar à afirmação de si. Esse, se chegar, não terá proveito, deixará oca sua lembrança, ou ela ficará marcada de negatividade.
É temerário dizer ao porco, que naturalmente gosta de seu semelhante, que existe maior beleza em outras raças, ainda explicar-lhe que o porco fede e chafurda em fezes. Ele se sentirá ofendido. Explicará, em seguida, aos outros porcos que todos eles são porcos e desagradáveis para o resto da humanidade. Nenhum deles entenderá, e todos juntos se armarão.
Portanto, nunca explique a ele o que faz dele um animal de pouca estima, não diga que sua prole é desafortunada em relação a outra. Pois o porco se invocará. Ele ainda atiçará na raça o sentido de injustiçado, que é absolutamente enganador. Porco é porco, apenas não pode ser lembrado de ser porco.
Este tem que ser mantido onde ele pode chafurdar, excluído de ambiente mais urbano. Pois vale o ditado de que “quem com porco anda farelo come”.
Também não explique a quem cometeu erros que esses fazem parte de sua derrota. Considerará a amigável e correta observação como fosse uma afronta.
Não fale mais que o necessário e deixe o silêncio executar inexoravelmente o que apenas a ele cabe. Do silêncio nascemos e no silêncio acabaremos. Findam-se ciclos, e outros nascem das ruínas.
Assim como quem perde uma luta e encontra a “principal” culpa nos outros, sem considerar a axiomática verdade de que cada um é artífice da sua sorte, não vale a pena informá-lo de seus erros. Muitas vezes, em vez de agradecer pela crítica, quem é estulto resvala na vingança contra quem lhe revelou o caminho certo.
Existem pessoas que fundamentalmente desconfiam de serem inferiores, não se resignam a esse papel, querem fraudar a realidade e vivem abatendo e capinando o que está em volta para se sobressaírem. Isso é o que mais acontece com a humanidade, e os resultados estão nesse incrível desconforto moral e social em que precipitamos.
Vittorio Medioli
Revolta do cidadão não é golpe
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| O pedido nos cartazes é o mesmo, só mudou o nome a quem se apela |
O “golpe” da Oposição, como insistem as hordas petralhas, não passa de uma insistente revolta com os desmandos, a roubalheira e os arrochos que vêm aí. O que está se convencionando chamar de golpismo, por interessar muito à propaganda nazi-petista - dá um tremendo ibope na massa de imbecis - é a pura e simples saudável revolta. Essa mesma que saiu às ruas e foi apagada por um contragolpe, que alcunhou de vez manifestantes como black-blocks, esquecendo-se de que em 1968 foram estudantes fazendo o mesmo estardalhaço e quebra-quebra. Eram revolucionários, subversivos, poderiam derrubar o país com paus, pedras e bolas de gude.
Preferível, para afugentar gente das ruas, dar um novo nome, mais sugestivo e assustador, deixar o pau comer solto e muito holofote de câmera em cima para amedrontar a quem se atrever. Faz parte do jogo de cena da manutenção do poder. Sem tirar nem por, assim fizeram os militares. Até taxarem estudantes que se manifestavam de bandidos, dando aos “cabeças” até direito de foto em cartaz de Procura-se.
A tentativa é calar a boca de quem reclama para melhor e tranquilamente continuar com as práticas de se implantar de vez, no trono da República Petista do Brasil, um reino de assalto ordenado a uma população escravizada para pagar o comissariado, os banqueiros, os empresários e logicamente os políticos.
Com o manifestos contra o golpismo, divulgado e assinado pelos mesmos conhecidos correligionários ou simpatizantes dos desmandos, o objetivo é livrar muita gente da Justiça e em particular blindar as estelares Dilma e Lula de caírem em desgraça definitiva. Querem salvar a própria pele e o Partido dos Trabalhadores de ficarem estigmatizados como os maiores ladrões que já roubaram um país, porque até agora o recorde de empresa mais assaltada por um governo pertence à Petrobras.
Da tragédia à farsa
A presidente tem agora a oportunidade de reafirmar seu compromisso com as apurações dos malfeitos “doa a quem doer”. Pode até mesmo repreender seu ministro da Justiça“Hegel observou que todos os fatos e personagens de grande importância na História universal acabam por se repetir. E esqueceu-se de acrescentar: ocorrem a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, registrava Karl Marx em “O 18 Brumário de Luís Bonaparte” (1852).
Pois bem, socialistas bolivarianos e peronistas do século XXI insistem em praticar como farsa os mesmos experimentos que causaram tragédias no século XX. O poder político é conquistado essencialmente pela promessa do Paraíso na Terra.
Os pobres, deserdados pela insensibilidade dos liberais e pelo oportunismo dos conservadores, tornam-se então presas fáceis da secular seita socialista que arrancou das grandes religiões a bandeira da solidariedade.
Instalados no poder os socialistas, de sua ignorância em assuntos econômicos resulta inexorável desorganização da base produtiva. Segue-se o caos social e dispara-se finalmente a busca de bodes expiatórios. Assistimos depois aos sucessivos episódios de desonestidade intelectual, irresponsabilidade moral e truculência política como passos inevitáveis de uma desesperada tentativa de manutenção do poder.
Precisamos defender nossas instituições dessa grotesca e recorrente farsa histórica que já tragou nossos vizinhos. Estaremos nos próximos meses testando e aperfeiçoando nossas instituições. Veremos claramente quem são os inimigos de uma sociedade aberta no Brasil.
Joaquim Barbosa e Sergio Moro, cujas contribuições demarcaram a independência do Poder Judiciário, advertem-nos para a atuação do próprio ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, que estaria tentando evitar a delação premiada do coordenador de um cartel de empreiteiras para fraudar licitações na Petrobras.
A presidente Dilma tem agora a oportunidade de reafirmar seu compromisso com as apurações dos malfeitos “doa a quem doer”. Pode até mesmo repreender seu ministro da Justiça. Teori Zavascki poderá demonstrar, com impecável desempenho futuro, que não evitava a delação premiada de Renato Duque quando o soltou, mas apenas cumpria o devido rito processual.
Seria o Mensalão a tragédia e o Petrolão a farsa? Tempos interessantes, pois pede-se moralidade até mesmo em patrocínios de nossa amoral festa pagã. Escola carnavalesca patrocinada por ditadura não deveria ser campeã.
Paulo Guedes
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Chega de descaso na saúde pública e privada
Meu nome é Leandro Farias, tenho 25 anos, e há cinco meses enterrei minha jovem mulher, Ana Carolina Domingos Cassino, 23. Ela foi mais uma vítima de descaso neste país: morreu por causa de uma apendicite – em pleno século 21 – após esperar 28 horas por essa simples cirurgia em um hospital particular da Barra da Tijuca, no Rio.
Ana Carolina, como outros 50 milhões de brasileiros, tinha um plano de saúde na falsa certeza de que quando precisasse teria um atendimento digno e humanizado.
A grande mídia detona a saúde pública em seus noticiários e, em seguida, nos empurra goela abaixo propagandas de planos privados, buscando nos fazer acreditar que essa é a solução para todos os nossos problemas. Ledo engano. O governo, por sua vez, incentiva ainda mais a adesão aos planos de saúde – seja por meio de isenções e incentivos fiscais, seja através de uma agência reguladora (ANS).
Essa agência sempre deixou bem claro que tem por objetivo defender os interesses dos grandes empresários da saúde. Basta observar a composição da sua diretoria, formada a partir de indicações do governo, com aprovação do Senado, ocupada por diretores de hospitais particulares, administradoras de benefícios (Qualicorp, por exemplo), entre outros. Sem contar a falta de fiscalização em relação à modalidade dos planos coletivos por adesão.
Os órgãos e instituições públicas da saúde estão contaminados pelos interesses dos grandes empresários. Ministério da Saúde, ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Conselho Regional de Medicina, Vigilância Sanitária, entre outros, não cumprem com o seu papel e, com isso, cabe ao Judiciário fazer valer o direito à saúde, como consta do artigo 196 da Constituição Federal.
A Justiça fica, com isso, sobrecarregada por demandas que poderiam ser facilmente resolvidas. Faça uma visita ao plantão judiciário de sua região e entenderá do que estou falando. A judicialização da saúde demonstra sua importância, porém não é a única solução. Apenas punir exemplarmente os responsáveis por praticar crimes é enxugar o gelo.
Precisamos conscientizar a sociedade e saber que todos nós temos direitos e deveres. Nesse sentido surgiu o movimento Chega de Descaso organização da sociedade civil que visa estimular a consciência crítica na sociedade, de maneira a retomarmos a vertente da participação social que vem diminuindo desde a construção do SUS (Sistema Único de Saúde).
Queremos promover um grande debate e uma maior interação entre profissionais de saúde e usuários. Acreditamos que a solução para o problema da saúde está em um SUS público, 100% estatal, universal e de qualidade. Precisamos valorizar a defesa do direito à saúde por meio do fortalecimento das lutas contra a mercantilização desta.
Sabemos que saúde se produz com acesso a recursos, mas para que haja desenvolvimento econômico precisamos de uma população saudável e com qualidade de vida. Nesse cenário, o movimento Chega de Descaso se apresenta como um novo movimento sanitário e convidamos a todos a fazerem parte dessa luta.
Leandro Farias, 25 anos, farmacêutico da Fiocruz é um dos integrantes do movimento Chega de Descaso.
Ana Carolina, como outros 50 milhões de brasileiros, tinha um plano de saúde na falsa certeza de que quando precisasse teria um atendimento digno e humanizado.
A grande mídia detona a saúde pública em seus noticiários e, em seguida, nos empurra goela abaixo propagandas de planos privados, buscando nos fazer acreditar que essa é a solução para todos os nossos problemas. Ledo engano. O governo, por sua vez, incentiva ainda mais a adesão aos planos de saúde – seja por meio de isenções e incentivos fiscais, seja através de uma agência reguladora (ANS).
Essa agência sempre deixou bem claro que tem por objetivo defender os interesses dos grandes empresários da saúde. Basta observar a composição da sua diretoria, formada a partir de indicações do governo, com aprovação do Senado, ocupada por diretores de hospitais particulares, administradoras de benefícios (Qualicorp, por exemplo), entre outros. Sem contar a falta de fiscalização em relação à modalidade dos planos coletivos por adesão.
Os órgãos e instituições públicas da saúde estão contaminados pelos interesses dos grandes empresários. Ministério da Saúde, ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Conselho Regional de Medicina, Vigilância Sanitária, entre outros, não cumprem com o seu papel e, com isso, cabe ao Judiciário fazer valer o direito à saúde, como consta do artigo 196 da Constituição Federal.
A Justiça fica, com isso, sobrecarregada por demandas que poderiam ser facilmente resolvidas. Faça uma visita ao plantão judiciário de sua região e entenderá do que estou falando. A judicialização da saúde demonstra sua importância, porém não é a única solução. Apenas punir exemplarmente os responsáveis por praticar crimes é enxugar o gelo.
Precisamos conscientizar a sociedade e saber que todos nós temos direitos e deveres. Nesse sentido surgiu o movimento Chega de Descaso organização da sociedade civil que visa estimular a consciência crítica na sociedade, de maneira a retomarmos a vertente da participação social que vem diminuindo desde a construção do SUS (Sistema Único de Saúde).
Queremos promover um grande debate e uma maior interação entre profissionais de saúde e usuários. Acreditamos que a solução para o problema da saúde está em um SUS público, 100% estatal, universal e de qualidade. Precisamos valorizar a defesa do direito à saúde por meio do fortalecimento das lutas contra a mercantilização desta.
Sabemos que saúde se produz com acesso a recursos, mas para que haja desenvolvimento econômico precisamos de uma população saudável e com qualidade de vida. Nesse cenário, o movimento Chega de Descaso se apresenta como um novo movimento sanitário e convidamos a todos a fazerem parte dessa luta.
Leandro Farias, 25 anos, farmacêutico da Fiocruz é um dos integrantes do movimento Chega de Descaso.
Armas de San Francisco contra a seca
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| Com o custo de R$ 578 milhões, o prédio da Comissão de Serviços Públicos, de 13 andares, é equipado com painéis solares, turbinas eólicas e um sistema de reciclagem de água. Ali a água que escorre nos ralos ou descargas é tratada no próprio edifício e reaproveitada para irrigar jardins no entorno. |
Grave seca que atinge San Francisco há três anos obriga moradores a se adaptar
As duas mudanças de comportamento são os efeitos mais visíveis em San Francisco da grave seca que há três anos atinge o mais populoso Estado americano.
Entre os san-franciscanos, porém, a falta de chuvas parece preocupar bem menos do que entre os paulistanos. Afinal, com o reservatório que abastece a cidade com 56% de sua capacidade, San Francisco lida com a seca numa posição muito mais confortável que São Paulo, onde o sistema Cantareira opera na reserva técnica desde maio de 2014.
O relativo conforto foi conquistado à custa de um esforço após graves estiagens nas décadas de 1980 e 1990, quando San Francisco enfrentou racionamentos e teve de remodelar a gestão de suas águas. Os episódios alertaram autoridades e moradores sobre a importância de poupar o recurso e puseram o tema na agenda das escolas da cidade.
Nos últimos 20 anos, o consumo médio de água por pessoa em San Francisco caiu 12% e hoje é o mais baixo da Califórnia.
Mesmo assim, quando em 2013 a seca se agravou e o prefeito Ed Lee pediu aos moradores que reduzissem o uso de água em 10%, a cidade foi além e baixou seu consumo em 14%. A meta só era obrigatória para quem usava água para irrigação; entre os demais consumidores, a redução foi voluntária.
Não houve até agora racionamentos e, como voltou a chover nos últimos meses, acredita-se que a medida será evitada também neste ano.
"Pode parecer simples demais, mas nossa estratégia principal tem sido poupar a água", diz à BBC Brasil Tyrone Jue, diretor de comunicação da Comissão de Serviços Públicos de San Francisco, responsável pelo abastecimento de 2,3 milhões de moradores na região.
Entre as principais medidas adotadas pela comissão nos últimos anos, Jue cita a exigência de que donos de imóveis troquem vasos sanitários e chuveiros por modelos mais econômicos como condição para que possam vender os bens. Os bons resultados dessa política estimularam o governo da Califórnia a adotá-la em 2014.
San Francisco também passou a conceder descontos para os consumidores que substituíssem chuveiros, máquinas de lavar e privadas por equipamentos mais eficientes. E passou a investir na diversificação de suas fontes de água, até então restritas a uma represa no Parque Nacional Yosemite, no leste da Califórnia.
Hoje alguns parques, clubes e campos de golfe da cidade são irrigados com água de esgoto reciclada. San Francisco também começou a explorar um aquífero, que até 2016 deverá fornecer 15% da água potável distribuída aos consumidores.
Lula e os Castros
Minha capacidade de indignação
política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a
razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais,
independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de
liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os
indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando
ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.
Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.
Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.
Na semana passada experimentei
mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula
do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que
os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos
calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o
pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os
algozes castristas deixaram morrer de inanição — depois de submetê-lo em vida a
confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere
— depois de 85 dias de greve de fome.
Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.
Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.
Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.
Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.
O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.
Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.
Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato — dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. —, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.
Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.
O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.
O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao "estadista" brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário "democrático" latino-americano.
Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora — quando não têm mais remédio — praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de "progressistas" que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.
Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: "Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina — entre eles o algoz cubano — reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos." O único que se atreveu a protestar — um justo entre os fariseus — foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.
De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.
Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.
O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina.
Mario Vargas Llosa (Publicado pelo jornal
O Estado de São Paulo, em 07/03/2010)
Falta capacidade de planejamento
Não é incompetência, é burocracia. Os sistemas de água no Brasil, como muitas outras coisas, são altamente burocráticos e é muito difícil que absorvam inovações. A Sabesp tem abastecido água com qualidade, mas faltou planejamento a longo prazo e isso não é problema da Sabesp, é do Brasil que não tem capacidade de planejamento
A receita para quebrar o Brasil
No carro-chefe ficou o comissário de São Paulo Fernando Haddad. Argumentava que a cidade tinha perdido a capacidade de investimento. Mudando-se o sistema, sua divida cairia de R$ 62 bilhões para R$ 36 bilhões. Como dinheiro não nasce em árvore, a Viúva perderá receita. Neste ano, seria uma mixórdia, apenas R$ 1 bilhão. Quem pagou tudo direitinho ferrou-se.
Esse assunto não tinha personagens satanizáveis, nem podia ser tratado como um escândalo. Teve até o apoio do PSDB. Virou uma coisa boa.
Quatro anos antes, o mesmo Fernando Haddad estava no Ministério da Educação e mudou as regras do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.
Vivendo na ponta que distribui dinheiro, baixou os juros para 3,4% ao ano, ampliou os prazos de pagamento para três vezes o tempo de duração do curso e relaxou as exigências para os fiadores.
Criou-se a fiança solidária, bastando juntar três colegas da faculdade. De onde sairá o dinheiro emprestado a juros subsidiados e em condições imprevisíveis de retorno? Um palpite: da bolsa da Viúva.
Aquilo que poderia ser uma boa iniciativa virou uma estatização do risco do financiamento das universidades privadas. Esse tipo de crédito é socialmente necessário, desde que seja matematicamente sustentável.
Faculdades estimularam seus alunos a migrar para o Fies e, com isso, o número de bolsistas passou de 150 mil em 2010 para 4,4 milhões em 2014. Os financiamentos pularam de R$ 1,1 bilhão para R$ 13,4 bilhões.
Há faculdades onde os alunos que pagam as mensalidades tornaram-se uma raridade. Formaram-se conglomerados universitários, com ações na Bolsa.
O repórter José Roberto Toledo mostrou que, entre 2012 e novembro de 2014, enquanto o Ibovespa caiu 18%, as ações do grupo Kroton, com um milhão de alunos, valorizaram-se em 500% (Em 2014 o grupo recebeu R$ 2 bilhões do Fies, cifra inédita até para a Odebrecht).
O ministro Cid Gomes quis colocar método na maluquice, exigindo padrões de desempenho acadêmico às escolas, notas melhores dos alunos para o acesso ao programa e associou parte do desembolso à formatura do jovem.
Prenunciou-se uma “catástrofe”. Ou, nas palavras de Gabriel Mario Rodrigues, presidente da guilda das escolas privadas, “o governo fez uma cagada”, “o ministro não é do ramo” e “fala demais”.
Com toda a razão, ele diz que “não podemos confiar no governo”. Nem eles nem a torcida do Flamengo. Com a ajuda de parlamentares e de “gente trabalhando nas altas esferas” (em quem confiam), as empresas se articulam para desossar as medidas.
Ganha um fim de semana na Guiné Equatorial quem acredita que esses financiamentos dados com critérios frouxos e fianças capengas fecharão a conta na bolsa da Viúva. Vem por aí outro rombo. Como aconteceu com a dívida de estados e municípios, certamente será renegociado, noutros governos. É assim que se quebra um país.
Três letras que incomodam o PT
Que nunca faltem três letras
Nas lamúrias do PT
Embora haja vinte e seis
Pra quem aprendeu a ler.
Refiro-me concretamente
A apenas três: FHC.
São três letras que abreviam
Fernando Henrique Cardoso.
É o pesadelo de Lula,
Um político mafioso
Que usa o adversário
No sofrimento e no gozo.
Em dois mandatos seguidos,
Lula nunca apurou
Os erros de FHC
Que tanto denunciou.
Houve momentos em que
Ele até o elogiou.
Dizer que FHC
Arruinou a Petrobras
Num tempo já tão distante
(Quase quinze anos atrás)
Não deixa de ser bizarro
E duvidoso demais.
Durante seus dois mandatos
Lula não soube de nada
Ou então guardou silêncio
De forma premeditada,
Como quem quisesse andar
Tranquilo na mesma estrada.
Agora que está perdido,
Vendo o caminho estreitar,
Lula não faz um discurso
Sem as três letras citar:
É FHC aqui,
É FHC acolá.
Até uma CPI
Voltada pro Petrolão
Teria que retroagir
No tempo e na vastidão
De forma a intimidar
O grosso da oposição.
De repente FHC,
Por Lula sempre citado,
Teria que reviver
Todo o seu longo passado
Devendo então responder
Pelo que estivesse errado?
Impeachment para o PT
Seria golpe de estado.
Mas o de Collor não foi,
Eis que por ele pregado.
Só a Dilma é que não pode
Ter seu mandato cassado?
A petezada defende
Respeito ao eleitor,
Mas finge que não entende
O que Dilma aprontou,
Praticando tudo aquilo
Que em campanha condenou.
Ameaça retirar
Do pobre trabalhador
Aquilo que a duras penas
O coitado conquistou,
Coisa que nenhum governo
Algum dia imaginou.
Maltrata o aposentado
Como se fosse o demônio,
Fitando com desagrado
Seu suado patrimônio
Qualquer que seja a fortuna
Fruto de um longo sonho.
Aumenta o custo de vida
Nas alturas do avião,
Encarecendo a comida
Desde o arroz com feijão
Sem aumentar os salários
Na devida proporção.
Foi o PT que ensinou
Malandro a se rebelar,
Invadir propriedade
Quebrar tudo, espraguejar
E depois cair no mundo
Sem a despesa pagar.
Quem está na oposição
Jamais deve protestar:
É acusado de golpe.
Tem que sofrer e calar.
Caso contrário é golpista
Do regime militar.
Liberdade de expressão,
Para o PT, é golpismo.
Pensa em controlar a mídia
Como faz o comunismo
E não quer que as pessoas
Tenham medo desse abismo.
Manda dinheiro pra Cuba
E deixa faltar no Brasil.
Sobe o litro de gasolina
Sem que aumente o barril
E mente todos os dias
Como em primeiro de abril.
O PT que tanto prega
A igualdade social
Vende ilusão e entrega
Ruína descomunal.
Nivela tudo por baixo,
Maldizendo o capital.
Enquanto ataca a elite,
Igualada à burguesia,
O petista não consegue
Abrir mão da regalia.
Acumula patrimônio
Vinte e quatro horas por dia.
O exemplo de pobreza
Era o Lula operário.
Vivendo na esperteza,
Ludibriando o otário,
Hoje vive na riqueza
Como um grande milionário.
O fato é que neste mundo
O diabo tem os seus.
O PT segue à risca
A doutrina de Mateus,
Enquanto o povo humilhado
Entrega tudo pra Deus.
Mas chegará o momento
Em que o povo, maltratado,
Usará de um instrumento
Até hoje mal usado:
O voto como castigo
A quem o tem enganado.
Talvez tenha sido bom
Que o PT governasse,
Para que o povo entendesse
Como a maldade nasce
E assim sobrevivesse
Ao fanatismo de classe.
Se em tantos anos de mando
O PT só se queixou
Dos ricos e da elite
Que a ela se juntou,
Em ninguém mais mete medo:
Seu mundo desmoronou.
Nas lamúrias do PT
Embora haja vinte e seis
Pra quem aprendeu a ler.
Refiro-me concretamente
A apenas três: FHC.
São três letras que abreviam
Fernando Henrique Cardoso.
É o pesadelo de Lula,
Um político mafioso
Que usa o adversário
No sofrimento e no gozo.
Em dois mandatos seguidos,
Lula nunca apurou
Os erros de FHC
Que tanto denunciou.
Houve momentos em que
Ele até o elogiou.
Dizer que FHC
Arruinou a Petrobras
Num tempo já tão distante
(Quase quinze anos atrás)
Não deixa de ser bizarro
E duvidoso demais.
Durante seus dois mandatos
Lula não soube de nada
Ou então guardou silêncio
De forma premeditada,
Como quem quisesse andar
Tranquilo na mesma estrada.
Agora que está perdido,
Vendo o caminho estreitar,
Lula não faz um discurso
Sem as três letras citar:
É FHC aqui,
É FHC acolá.
Até uma CPI
Voltada pro Petrolão
Teria que retroagir
No tempo e na vastidão
De forma a intimidar
O grosso da oposição.
De repente FHC,
Por Lula sempre citado,
Teria que reviver
Todo o seu longo passado
Devendo então responder
Pelo que estivesse errado?
Impeachment para o PT
Seria golpe de estado.
Mas o de Collor não foi,
Eis que por ele pregado.
Só a Dilma é que não pode
Ter seu mandato cassado?
A petezada defende
Respeito ao eleitor,
Mas finge que não entende
O que Dilma aprontou,
Praticando tudo aquilo
Que em campanha condenou.
Ameaça retirar
Do pobre trabalhador
Aquilo que a duras penas
O coitado conquistou,
Coisa que nenhum governo
Algum dia imaginou.
Maltrata o aposentado
Como se fosse o demônio,
Fitando com desagrado
Seu suado patrimônio
Qualquer que seja a fortuna
Fruto de um longo sonho.
Aumenta o custo de vida
Nas alturas do avião,
Encarecendo a comida
Desde o arroz com feijão
Sem aumentar os salários
Na devida proporção.
Foi o PT que ensinou
Malandro a se rebelar,
Invadir propriedade
Quebrar tudo, espraguejar
E depois cair no mundo
Sem a despesa pagar.
Quem está na oposição
Jamais deve protestar:
É acusado de golpe.
Tem que sofrer e calar.
Caso contrário é golpista
Do regime militar.
Liberdade de expressão,
Para o PT, é golpismo.
Pensa em controlar a mídia
Como faz o comunismo
E não quer que as pessoas
Tenham medo desse abismo.
Manda dinheiro pra Cuba
E deixa faltar no Brasil.
Sobe o litro de gasolina
Sem que aumente o barril
E mente todos os dias
Como em primeiro de abril.
O PT que tanto prega
A igualdade social
Vende ilusão e entrega
Ruína descomunal.
Nivela tudo por baixo,
Maldizendo o capital.
Enquanto ataca a elite,
Igualada à burguesia,
O petista não consegue
Abrir mão da regalia.
Acumula patrimônio
Vinte e quatro horas por dia.
O exemplo de pobreza
Era o Lula operário.
Vivendo na esperteza,
Ludibriando o otário,
Hoje vive na riqueza
Como um grande milionário.
O fato é que neste mundo
O diabo tem os seus.
O PT segue à risca
A doutrina de Mateus,
Enquanto o povo humilhado
Entrega tudo pra Deus.
Mas chegará o momento
Em que o povo, maltratado,
Usará de um instrumento
Até hoje mal usado:
O voto como castigo
A quem o tem enganado.
Talvez tenha sido bom
Que o PT governasse,
Para que o povo entendesse
Como a maldade nasce
E assim sobrevivesse
Ao fanatismo de classe.
Se em tantos anos de mando
O PT só se queixou
Dos ricos e da elite
Que a ela se juntou,
Em ninguém mais mete medo:
Seu mundo desmoronou.
Raimundo Cazé
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Esse Deus brasileiro
Se entendermos que não somos protegidinhos do mandachuva, há esperanças. Mesmo sem a água a se derramarSemana de cinzas, início de quaresma. Para antigos preceitos religiosos, época de recolhimento e reflexão. Um bom momento para lembrar algo que sempre se prefere ignorar. Não devia ser novidade, mas, que jeito?
Melhor dizer de chofre. Desculpem se machuca. Mas o fato é que algum dia vamos ter de encarar. Usar a razão para admitir a realidade e aceitar o fato de que Deus não é brasileiro. Ou é de todos ou de ninguém. Sem preferências ou nepotismo.
É claro que há quem simplesmente ache que Deus não é, não existe. E há também aquele indivíduo que acha que Deus é ele, o ser perfeito que não erra nunca, sempre sabe tudo, mas pode se dar ao luxo de afirmar que nunca soube daquilo que acha que não deveria saber.
Ou, pelo menos, é o eleito de Deus, que não o traria até onde veio se não lhe reservasse grandioso destino.
Para acordar aos poucos essa gente delirante, alguns sinais divinos bem que insinuaram que não é bem assim que a banda toca. Perder de 7 x 1 em casa para a Alemanha, por exemplo, devia ter lembrado que não há um povo mais protegido que outros, capaz de vencer planejamento, técnica e talento apenas por se acreditar conterrâneo do Senhor e queridinho da turma lá de cima. Não houve pistolão poderoso que salvasse.
Se Deus não é brasileiro, seu assessor São Pedro não tem por que nos proteger de forma especial. Não dá para contar apenas com ele, que, aliás, tem se revelado bastante incompetente como provedor.
Afinal, o Brasil já tem tanta água, é o campeão mundial de água doce. Para que os brasileiros querem também que essa água natural seja bem distribuída, nos lugares onde se concentram, quando não conseguem nem ao menos repartir direito as outras riquezas, que dependem apenas de como eles mesmos distribuem?
E tome mais água onde há pouca gente; e mais gente onde há pouca água. A eterna atitude predadora, a urbanização desordenada, o desperdício, a falta de consciência ambiental vêm contribuindo para complicar as coisas.
Ficamos, então, nos autoenganando, sem usar a razão e racionalizar o uso de nossos recursos antes que tenhamos de racioná-los. Confiantes em que Deus é brasileiro e nada de ruim nos acontece. Ingenuamente crendo na carta de Caminha, ao anunciar ao rei de Portugal como ele era venturoso pela descoberta desta terra que o escrivão mal vira e uma semana depois já previa: "Águas são muitas, infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!"
Há anos estamos sofrendo enchentes e secas catastróficas, acompanhadas de mortes, desabrigados, migrações, gente passando necessidade. Mas não conseguimos captar, tratar e armazenar a água das inundações.
Custa ter leis que protejam os rios, preservem as matas ciliares, evitem o desmatamento. Quando há leis, falta fiscalização. Quando há fiscais, ou são corrompíveis ou não têm meios de se impor. São Pedro sozinho não dá conta, por mais que suas chaves possam fechar as portas de outro céu sem nuvens.
Dependemos dele, claro. E das chuvas, se são suas. Mas bem que podíamos fazer nossa parte. Primeiro, com este sufoco de agora, ao ter consciência do problema e levá-lo em conta para pressionar governantes.
Leia mais o artigo de Ana Maria Machado
Pedagogia da catástrofe
Aparentemente estamos em um tempo em que argumentos não têm papel pedagógico; só as catástrofes convencem. O mundo parece ter apenas duas cores e estar parado no tempoChama-se “pedagogia da catástrofe” o conjunto de lições tiradas de tragédias geralmente anunciadas e desprezadas. A população de São Paulo está passando por um aprendizado desse tipo.
Depois de anos desperdiçando água e sujando rios, investindo em asfalto e estádios, em vez de reservatórios, sem incluir nas escolas o respeito à água e demais preocupações ambientais, a população começou a conservar água.
A pedagogia da catástrofe funcionou para o povo, mas os governos, aparentemente, não aprenderam e continuam resistindo a fazer as necessárias políticas de investimento e de educação, e a população segue de olhos fechados para outros problemas.
Estamos esperando a destruição da Petrobras para só então aprendermos o risco do aparelhamento do Estado e da corrupção ligada ao financiamento de campanha por empreiteiras.
Por anos, o governo federal caminhou a passos firmes na direção da atual crise fiscal e a estagnação econômica.
Muitos alertamos para os riscos da baixa poupança, do excesso de gastos, da preferência pelo consumo, da falta de base educacional, mas o governo preferiu caminhar até o ponto da pedagogia da catástrofe.
Para conseguir a reeleição, o governo federal prometeu o que não ia cumprir, sem considerar as consequências da desconfiança criada pelo divórcio entre o discurso do marqueteiro na campanha e a fala dos ministros depois da posse.
Tudo indica que precisaremos da catástrofe de um engarrafamento absoluto para percebermos o erro da opção da indústria e do transporte com base no automóvel privado; e de uma guerra civil em todas as ruas das cidades para admitirmos a violência que criamos com um modelo de desenvolvimento centrado no crescimento econômico, concentrando a renda, relegando a busca de educação da cidadania e a construção de harmonia social.
A crise ecológica talvez só seja enfrentada quando o aquecimento global já tiver provocado todos os desastres planetários que se avizinham, mas que população e líderes se negam a ver.
Cristovam Buarque
Pondo os pingos nos is
Tenho acompanhado as análises em torno da crise que atualmente envolve o governo federal. Vou dizer o que penso.Começo por criticar os que usam o conceito de “intervencionismo estatal” para avaliar os equívocos no período em que Dilma (sobretudo esta) e Guido Mantega reinaram absolutos na condução da economia do país. A consequência imediata dessa avaliação é a de atribuir a esse keynesianismo tupiniquim (e, a meu ver, deslocado no tempo: qual nacional-desenvolvimentismo vai funcionar no mundo de hoje?, perguntaria, com certeza, Celso Furtado) o mal maior que assolou e destruiu supostos pilares saudáveis do desenvolvimento brasileiro. E o corolário inevitável disso é tecer loas ao mercado, ente maior e mais respeitável da vida das nações, esse deus diante de quem todos devemos nos curvar. Para esses, a escolha de Joaquim Levy é a tábua de salvação.
De minha parte, considero as receitas neoliberais ou liberais, ao contrário de muitos, em qualquer tempo da história das nações, também um brutal intervencionismo do Estado na condução da economia.
O busílis da questão se coloca – para ser muito clara – em termos de a quem beneficiar com essa intervenção: ao capital financeiro com total primazia ou também outros setores dominantes ou dominados na vida social? Então, Joaquim Levy, para mim, pratica um intervencionismo total: basta ver os cortes profundos que deseja produzir nos gastos públicos e os setores que ele quer penalizar com maior rigor. E olha que não sou daqueles que o consideram um demônio arrasador. Creio, inclusive, que ele poderá fazer um saneamento profundo em desperdícios que não se explicam na máquina federal. Vou dar um exemplo: por que manter dois sistemas de acompanhamento das questões ligadas ao trabalho? Refiro-me ao paralelismo entre as antigas DRTs, hoje superintendências, e os Sines. Ambos fazem a mesma coisa, mas ninguém pensa em unificá-las porque, nas primeiras, apenas o governo federal pode nomear pessoas. Verdadeira “farra do boi” porque não são apenas os salários, mas o trança-trança do pessoal com passagens aéreas cheias e as diárias desperdiçadas em reuniões aqui e acolá. Para quem não sabe, passagem “cheia” é a mais cara e serve para trocar horários ao sabor do freguês... Então, confio que Levy pode dar um “basta” nesse sorvedor de dinheiro do contribuinte, embora não afete nem de longe o superávit primário. Que ele também faça um bom saneamento no FGTS e no FAT, de onde d. Dilma tirou dinheiro do trabalhador para forjar seus “campeões nacionais”...
Discordo, e os petistas têm sido péssimos para reagir às medidas sobre seguro-desemprego, pensões e abonos, porque nesses há muita gordura a ser cortada, sim, mas fazendo incidir os cortes de maneira progressiva, e não linear... Acontece que Dilma tem deixado a esquerda atônita e a direita à vontade, e isso é o melhor dos mundos para o capital financeiro.
No mais, é a falta de tirocínio do outrora aguerrido Partido dos Trabalhadores.
Dilma, 4.435 dias depois
Quase 157 semanas se passaram desde que Lula recebeu a faixa presidencial de FHC. Tempo suficiente para Dilma & Cia construirem uma desculpa melhor. Nem isso conseguiramDepois de dois meses se escondendo de jornalistas, a presidente Dilma Rousseff falou. E até sobre a roubalheira na Petrobras. Suas palavras foram muito além das sandices de que a corrupção na estatal só existe agora porque FHC não apurou e não puniu um funcionário da empresa há 20 anos, ou da velha lengalenga do engavetador-geral da República. Dilma cumpriu a missão de distribuir recados aos petistas, à base aliada - suplicando para que não derrubem o veto à correção de 6,5% do Imposto de Renda - e, principalmente, às empreiteiras.
Por lei, quem comete ilícitos não pode ser contratado pela administração pública. Dilma gostaria de mudar isso e, claro, sem alterar o conjunto de leis que determina sanções a quem rouba os brasileiros. “Nós iremos tratar as empresas tentando principalmente considerar que é necessário criar emprego e gerar renda no Brasil”, disse ela.
Aproveitou-se da entrevista para emitir um sinal às empreiteiras parceiras de que elas têm apoio para continuar tocando seus negócios na Petrobras e em outros empreendimentos públicos.
A estratégia de alforria foi desenhada há algum tempo, com envolvimento das instâncias jurídicas do governo. Tentou-se, inclusive, convencer a opinião pública de que sem essas mega construtoras seria impossível tocar grandes obras de infraestrutura, tão essenciais ao país.
Besteira. No Brasil e lá fora há centenas de empresas dispostas a trabalhar duro e por preços competitivos. Talvez não tão dispostas às negociatas.
Leia mais o artigo de Mary Zaidan
O golpismo (mais um) do PT
Nelson Rodrigues
Os blocos ainda estão nas ruas, mesmo findo o Carnaval, e os petistas e seus seguidores tomam as vias das redes sociais com seu bloco de sujos. Talvez por senilidade ou fidelidade partidária, mas certamente com um esbanjamento de cretinice, lançam o manifesto "O que está em jogo agora", assinado por figurinhas carimbadas de sempre. Como reza na cartilha petista, é preciso reescrever a história em proveito próprio. E não faltam signatários prontos a jogar a biografia na lama para sustentar o aparelhamento e a roubalheira dos companheiros.
É apenas uma parcela da falta de vergonha o que o manifesto do Comando Vermelho da Capital assina: "A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia". Tentam aí transformar um caso policial de furto dos cofres públicos (para eles, apenas malfeitos, não devidamente benfeitos) devido ao aparelhamento da Petrobras em favor do PT e aliados em golpe.
Para os manifestantes chapa branca, haveria uma "campanha para esvaziar a Petrobras". Ou são idiotas ou mal intencionados, porque o esvaziamento da empresa ocorre sistematicamente há 12 anos, segundo um dos ex-diretores presos. A empresa foi seguidamente levada a pagar aditivos, criar empresas fantasmas, fazer obras sem licitação, jogar dinheiro em superfaturamento e até na “ruivinha” de Pasadena. Será que toda essa maracutaia feita pelos petistas e aliados seria “golpista” e da oposição? Quem mandava (e roubava) por lá era o PT.
Em meio a tanta picaretagem e sem vergonha, os gagás falam em atropelamento do "Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos". A divulgação dos roubos e rombos seria antinacional e antidemocrático? Não parece que desvendar crime contra o patrimônio nacional, como comandou o PT, sob a chancela de Lula e Dilma, possa assim ser enquadrado.
Não falta palhaço para vestir essa máscara como ainda usurpar a história e acrescentar que o "Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza". Confundem alhos com bugalhos para bem aparecer na fita para os incautos e ignorantes.
Querem de qualquer jeito transformar a roubalheira e o aparelhamento em favor do partido do governo, sob os olhos cúmplices de dois presidentes, como um crime político e joga a oposição como a ré. Isentarão assim os verdadeiros bandidos, chefes da quadrilha que assalta o país, para eles ainda os grandes beneméritos da luta em favor do social.
Novamente tentam mudar a história para blindar de qualquer investigação da Justiça quem deveria, no mínimo, ser condenado por irresponsabilidade como Lula e Dilma, ainda mais esta que foi nos últimos anos a toda poderosa mandante na Petrobras. Os dois sucatearam a empresa, hoje com ações no fundo do poço, fazendo dela um banco político sempre a fornecer os fundos necessários para a sustentação no poder.
Dos militares pode-se dizer que armaram um golpe, que já vinha sendo articulado há muito. Mas o que ocorre hoje é que o próprio governo, o PT e aliados simplesmente assaltaram os cofres da Petrobras e de outras estatais e agora estão no banco dos réus como criminosos. Não há golpe oposicionista com "objetivos, antinacionais e antidemocráticos", mas simplesmente que se faça justiça com a ida para a cadeia de quem quer que seja, doa a quem doer como ressalta a presidente, tão preocupada em usar a máquina governamental para defesa de bandidos.
Com o lançamento do tal manifesto o que se vê é o próprio PT e seus cúmplices tentando dar uma rasteira na Justiça, um nocaute no país e o definitivo soco no estômago do brasileiro, para tudo ficar como eles querem. Então poderão repetir a popular gíria da bandidagem para brindar seu golpismo: “Perdeu!”
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