sábado, 10 de maio de 2014

Revolução social de mentirinha


O PT tem enganado muita gente desde que assumiu o poder. O partido do social cada vez mais se tornou o partido do voto. Em vilazinhas como Maricá, chegou mesmo a emplacar o slogan de “Aqui o povo governa”. Só se for o povo da rua, empregado em massa para as quase 30 secretarias, e quase 96 subsecretarias, divididas em feudos entre os edis com uma reserva estratégica para atender aos privilegiados mais confiantes como secretaria de Governo e Gabinete do Prefeito.
O socialismo de fachada se tornou um chamariz para os incautos e emprego para os imbecis, dispostos a tudo pelo trocadinho mensal do Erário. E governos dessa laia se dispuseram a lotear terrenos, privilegiando imobiliárias, distribuindo fartamente moedas ditas sociais ou esmola anti-miséria como o bolsa família, cujo valor fica abaixo do considerado como ganho miserável pela Unesco.
O novo escândalo, entre os muitos por vir, revela a cafagestada de um partido de trambiqueiros em nome do social. O prefeitinho chegou a servir de garoto propaganda de uma imobiliária, abriu espaço na home da Prefeitura para anunciar o grande negócio de casas e apartamentos vendidos através do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Isso foi em 2011 e agora surge a notícia que a empresa tão privilegiada faliu.
As obras que deveriam começar em novembro daquele ano até hoje não se iniciaram e a incorporadora está fazendo propostas indecorosas para a devolução do dinheiro. Foi o primeiro dos muitos calotes previstos no setor, que está com vendas zero no município.
Essa é apenas uma parte da revolução socialista anunciada pelos petistas, que continuam a governar como outras gestões, apostando apenas no factóide, na mentira, no falso asfalto, na instalação de canos (para quando chegar a água), enfim, nas obrinhas de sempre que deveriam ser obrigação de quem está no governo, como em países sérios, e não dádivas governamentais a orgulhosos puxa-sacos. É a governabilidade de dar para receber, em votos.
O socialismo revolucionário, a ponto de nunca aplicar um centavo no verdadeiro atendimento à população, esbanja milhões em propagar uma maravilha de gestão. Não há hospital digno em instalações ou material para os doentes; há postos de saúde despencando e sem mínimas condições (alguns receberam uma demão de tinta, e só, para dar a sensação de mudança); não construiu novas escolas, adaptaram casas para tanto (contra a legislação é claro), distribuiu laptops, mas faltam material escolar, uniforme e o ensino é pra burro com cartilha cheia de erros. Insiste em estimular o emprego, mas apenas com promessas, pois nunca investiu em trazer indústrias ou em projetos de grande empregabilidade numa população que divulgam estar na casa dos 150 habitantes, muito maior do que grandes cidades no mundo.
O comércio foi entregue às moscas sem um programa de estímulo, organização de tráfego, fim da camelotagem, calçadas trafegáveis. O passo o ponto se tornou uma constante no atual governo, que insiste estar trazendo grandes nomes comerciais, mas sem qualquer contrapartida de uma melhoria urbana e transportes públicos adequados.
Fica difícil acreditar numa revolução social quando o que se tem é um saco de mentiras, outro saco de bobagens e muita ratazana comendo do bom e do melhor às custas do povo. 

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