O fascismo e suas variantes são uma preocupação constante para os democratas ao redor do mundo. Suas principais características estão presentes na política externa norte-americana e, também, no populismo latino-americano.
Tanto Donald Trump quanto Nicolás Maduro são exemplos perfeitos disso.
Refiro-me aqui às características do fascismo clássico italiano. São elas: nacionalismo exacerbado, irracionalidade, corporativismo sindical, conluio com o grande capital, presença do líder carismático, desprezo pelas instituições, demagogia recorrente, autoritarismo frequente e corrupção sistêmica. Um pacote completo, logo se vê.
Contudo, desses componentes da doutrina e da prática fascistas, o principal, a meu ver, é a irracionalidade. Se a Grécia desenvolveu, sobretudo no século V a.C., o pensamento, a literatura e a retórica, isso se deveu ao seu compromisso inabalável de buscar entender o homem do seu tempo por meio da razão. E razão é o que mais falta faz no mundo de hoje, sobretudo no contato entre as nações.
A situação atual se aproxima perigosamente daquela que forjou um cenário de guerras mundiais no passado. Daí a necessidade de uma política de Frente Ampla, e, também, da valorização da coexistência pacífica entre os povos do mundo.
Ivan Alves Filho

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