terça-feira, 20 de maio de 2014

Os xerifes de agora

Se há algo que mais irrita nestes tempos petistas, são os xerifes. Nada mais inconveniente do que esses desde a época dos fiscais do Sarney, que apenas se restringiam a ficar de olho no comércio. Os fiscais de hoje são bem diferentes. Se trocar a estrelinha que acreditam exibir no peito por uma cruz gamada, dá no mesmo. Fascistas brasileiros, com certeza.
São os donos da rua, do pedaço, dos espaços públicos. Criam as próprias leis e fiscalizam sua obediência. Realistas maiores do que o próprio rei, a quem mais interessa é que cumpram suas obrigações de votar o continuísmo.
Em cidades grandes, somem na multidão, mas nas médias e pequenas, quando o partido é situação, aí fazem valer suas “ordens”. Tomam espaços públicos como se fossem da estrela com a nova regra disso ou daquilo. Se arvoram em autoridade constituída pelo partido, nunca pela cidadania.
A maioria bebe nas fontes públicas ou tem parente se embriagando nelas. Portanto, literalmente vestem a camisa vermelha da vergonha nacional. E lá brilha no peito a estrelinha de xerife.


Não há canto onde não ponham o bedelho como autoridade. São eles que mandam e desmandam, até mesmo ordenam sem eira nem beira. Querem porque querem fazer valer a nova ordem.
Quem assistiu ao filme “A onda”, de Dennis Gansel, inspirado no livro homônio do americano Todd Strasser, tem visão bem didática de como os regimes de força se formam, controlam as massas e criam seus exércitos de colaboradores. Xerifes nazistas ou petistas, parece só haver diferença na língua. O jeitão prepotente é o mesmo, a fonte de onde brotam é a mesma burguesia de assalariados descontentes consigo próprios, sempre loucos por participar de uma mudança que nem sabem qual é ou a que leva.
No fundo querem ser o que não são nem nunca serão. Pretendem mostrar aos outros uma imagem de força e poder quando são os mais fragilizados, por não terem por base a educação e a formação. São meros nadas que se mostram número quando em bando. 

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