terça-feira, 24 de junho de 2014

Maricá se aparelha para a nova ordem



PT regional cria núcleos até de redes sociais para “aprimoramento das decisões que envolvam o Legislativo”, seguindo a ordem de uma “nova” democracia.

O novo decreto defendido com unhas e dentes pelo PT de criação de conselhos, que vem provocando polêmica, já tem paralelo em funcionamento nos municípios petistas. Sem contar o inchaço administrativo com até um subsecretário municipal para menos de mil habitantes, e um corpo de comissionados, oficial, que passa de 2 mil pessoas, a Prefeitura de Maricá agora se aplica em colocar em prática as linhas gerais do famigerado Decreto 8.243, que cria uma Política Nacional de Participação Social, ainda sequer sancionado pela presidência.
Em plenária realizada na última semana, o PT municipal apresentou a criação, com as devidas vagas no cabideiro, de 16 núcleos de bairro, sete núcleos setoriais e um núcleo digital para estabelecer "debates e sugestões para melhoria da qualidade de vida, assim como traçar novos rumos aprimorando mais a participação dos filiados nas decisões que envolva (sic) o Legislativo”. Isso sem contar os já existentes “conselhos” que são meras fachadas, abrigo de companheiros e companheiras, às vezes presididos por analfabetos informais com o 1º grau incompleto. Chega ou ainda é pouco do que são capazes?
A decisão municipal é a aplicação do decreto nem sancionado, mas posto em prática pelo partido com todas as letras para o devido aparelhamento do governo ainda mais que os tais núcleos estarão sob o comando da presidente regional do partido, que nada mais é do que a mulher do prefeito. A criação de uma tropa mercenária para assessorar um governo dito democrático, sem qualquer aprovação pelo Legislativo, extrapola qualquer legislação, e ainda é custeada por fundos públicos. 
A atitude da plenária mostra que o PT local, como o nacional, pretende aproveitar, entre as várias ações, a brecha do decreto para impulsionar as candidaturas partidárias, além de solidificar o controle total da governabilidade. No município, os dois candidatos à Câmara Federal e à Assembleia são respectivamente o presidente da Câmara Municipal e a presidente local do partido, também conhecida como a Prima Dona do município ou madame Z. O reforço de “correligionários” não seria à toa.
Com mais um latifúndio para abrigar outro lote de comissionados com o dinheiro público (ou será que alguém pensa que o dinheiro é de fundo partidário?), o partido faz uma grande jogada acrescentando novos batalhões de “soldados”, sob o anonimato das redes sociais, com a prerrogativa de “aprimoramento das decisões que envolvam o Legislativo”. Em letra miúda, pressionar com força total o Legislativo em decisões que o Executivo ache “importantes” e até mesmo “assessorando” com sua força a execução do que o prefeito mandar. Tudo sob a chancela de que se defende a melhoria da qualidade de vida e novos rumos no município. Mais aval para se instalar de forma “democrática” uma ditadura de esquerda festiva custe o que custar em dinheiro, porque o povo paga e o PT faz a farra.

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