quinta-feira, 8 de outubro de 2026
'Papai, por que você votou no Hitler?'
O líder prometia ordem e trabalho, o resto era menos importante. As ameaças, as propostas, o ódio, tudo era periférico. "Papai dizia que era preciso que as coisas mudassem."
Ao longo do livro, Otto testemunha os efeitos do regime apoiado por seu pai. Vizinhos desaparecem, livros queimados, censura, um primeiro campo de concentração para homossexuais, ciganos, judeus, pessoas com deficiência. Até que chega a tragédia familiar: nasce sua irmã, bebê com deficiência mental, alvo das políticas de eugenia do governo que seu pai ajudou a eleger.
A história ilustra o processo rápido e violento de radicalização pela perspectiva da família, pelos olhos de uma criança. Mostra a preocupação com conveniências imediatas do pai, rejeitadas pela mãe.
Ilumina a banalidade do voto que incentiva a força mais sociopática naquela comunidade. Não era um voto ideológico, apenas desespero e ressentimento, crente em soluções mágicas. O autoengano, a subestimação do risco, a cumplicidade. A miopia de curto prazo. O líder lhe deu uma explicação da crise, um culpado.
Otto nunca faz ao pai a pergunta do título ("Papai, Por Que Você Votou no Hitler?", de Didier Daeninckx, tradução de Julia Simões, Ed. Cecerelê). Ela ecoa no silêncio da casa, na sua incapacidade de entender e verbalizar a incongruência entre o voto do pai e o som ao redor.
Otto não julga, apenas sobrevive. E expõe a maior crueldade do voto extremista: atinge a família e deixa legado para o futuro. O pai, homem de bem, ignora sinais. Jornais também ignoram e não nomeiam o horror. Ele não sabia que poderia atingir a própria filha, cuja existência o regime não atribuía valor.
Analistas sabichões podem dizer que o livro não passa de um exemplo da "Lei de Godwin": à medida que uma discussão se estende, aumenta a probabilidade de surgir uma comparação com Hitler. Mike Godwin, que deu nome a essa "lei", se referia a abusos hiperbólicos, não à possibilidade de qualquer comparação com o nazismo. Ele próprio afirmou: "É ok comparar Trump com Hitler. Não me deixe impedi-lo".
Richard Hamilton, no livro "Quem Votou em Hitler?", mostrou que o voto no partido nazista crescia conforme aumentava o nível econômico. Milton Mayer, em "Eles Pensavam Que Eram Livres: Alemães Entre 1933-1945", mostra como cidadãos comuns vão ignorando perdas graduais nas liberdades até ser tarde demais.
A imagem viral que marca a comemoração do resultado eleitoral de domingo no Brasil foi a de um menino com camisa do Brasil dançando no capô de um carro segurando uma arma.
Essa a enormidade da barganha: você entra na mesa de negociação com pedido de ajuste fiscal. O outro lado promete atender, sem explicar como. Só cobra armar crianças, intimidar professores, jornalistas e artistas; descredibilizar médicos, discriminar homossexuais, desproteger mulheres; explodir o clima, enriquecer a família, legitimar a incivilidade gratuita e liberar recursos nacionais para país estrangeiro.
Ignorar a Constituição. E você diz sim, negócio fechado.
Muitos Bolsonaros para um Brasil só
Jair Bolsonaro, sem sair de casa, provisoriamente atado a um pé de mesa por uma tornozeleira eletrônica, emplacou o filho Flávio Bolsonaro, na boca para a Presidência; a mulher, Michelle Bolsonaro, senadora; outro filho, Carlos Bolsonaro, também senador; mais um filho, Jair Renan Bolsonaro, deputado federal; e até um irmão, Renato Bolsonaro, também federal. Uma bancada que só não se reunirá para um churrasco familiar porque madrasta e enteados se odeiam e não será surpresa se ela partir para voo solo.
Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair Bolsonaro, ficou na suplência para federal no DF. Se Flávio Bolsonaro for presidente, fará de um deputado eleito o chefe do armário de vassouras do Planalto e abrirá a vaga para a sua mãe. E, suplentes como ela, mas para os Legislativos regionais, Eduardo Torres, irmão de Michelle Bolsonaro, e Marcelo Bolsonaro (primo de Jair Bolsonaro) e sua esposa, Valéria Bolsonaro. Os Bolsonaros são muitos para um Brasil só.
Vários Bolsonaros avulsos, parentes ou não, também se elegeram ou foram para o banco em disputas locais, como Fabiana Bolsonaro e Samanta Bolsonaro (SP), Jean Bolsonaro (RJ), Joel Bolsonaro (RS) e Fã do Bolsonaro (PR). Inapelavelmente derrotados, só Freitas Bolsonaro (ES), Helio Rodrigues Bolsonaro (TO), Renata Bolsonaro (SP), Rodrigo Bolsonaro (RN), Bolsonaro Sergipano (SE) e Bolsonaro da Shopee (MT).
Hélio Negão não pôde concorrer como Hélio Bolsonaro. Perdeu. Logo ele, fiel Bolsonaro cenográfico.
Para que não digam depois que votaram em Flávio por engano
Isso suscita a questão sobre o que Flávio entende por democracia. Para ele, em 1964, não houve um golpe militar, mas sim “uma revolução” para salvar a democracia do comunismo. No mais, não importa que o golpe tenha implantado uma ditadura que se estendeu por 21 anos, torturou, matou e sumiu com os corpos de muitos dos seus oponentes para, no final, fracassar e bater em retirada.
Flávio pensa a mesma coisa sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, que resultou na condenação de seu pai a 27 anos e 3 meses de prisão. O que o Brasil assistiu pela televisão, na opinião dele, não passou de uma ação desesperada de pessoas acampadas às portas de quartéis e que, legitimamente, protestavam contra a eleição de Lula. Afinal, elas tinham o direito de expressar seu pensamento.
Deu na invasão e vandalização das sedes dos Três Poderes da República (Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal)? Infelizmente, sim. Mas havia, em meio à turba descontrolada, agentes da esquerda infiltrados que estimularam a baderna, segundo Flávio. Os culpados foram eles, não a massa de bolsonaristas convocada para participar da “Festa da Selma”.
A palavra “Selma” é uma alusão direta a “Selva!”, o tradicional grito de guerra do Exército Brasileiro, amplamente adotado por grupos de extrema-direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O uso desse tipo de jargão de mobilização ganhou tração logo após as eleições de 2022, impulsionado por narrativas alinhadas a articuladores internacionais da extrema-direita.
Coincidência ou não, a mulher do almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha — o único chefe militar que pôs suas tropas à disposição de Bolsonaro para dar o golpe —, chama-se Selma Foligne Crespio de Pinho. Garnier Santos cumpre pena em regime fechado na Estação de Rádio da Marinha, uma instalação militar no Distrito Federal. Foi condenado a 24 anos de prisão.
A exemplo do pai, que lhe deu como missão libertá-lo, o que disse e fez Flávio no passado, e o que diga ou venha a fazer agora, merece ser escrutinado sem dó nem piedade. Porque ele está a poucos passos de ser eleito (tomara que não seja). E para que ninguém, no futuro, possa alegar que não o conhecia muito bem ou que votou nele por engano.
Não há falta de futuros, mas há falta de sentidos
A sensação de que "nada acontece" tem sido usada como justificativa para uma tendência aceleracionista em política, principalmente à direita, mas não só, na tentativa de provocar uma transformação política e social extremada, qualquer que ela seja.
Mas olhem o mundo à nossa volta: alguém pode dizer verdadeiramente que nada acontece? Temos várias guerras em simultâneo, limpeza étnica e (por mais que alguns tentem evitar vê-lo) políticos que aceitam ou até promovem ideias de limpeza étnica e genocídio, da Ucrânia a Gaza.
O avanço tecnológico, em particular no campo da inteligência artificial, é de natureza exponencial. Tivemos pandemias, resultados inesperados em eleições e referendos, crises financeiras, golpes de Estado. Alguém pode seriamente dizer que está aborrecido porque nada acontece?
O aborrecimento pode ser genuíno, mas a razão tem de ser outra. E o mesmo se pode dizer desta sensação de "falta de futuro". Na verdade, nunca os futuros foram tantos e tão divergentes: da superabundância tecnológica ao colapso ecológico, do fim do trabalho à sociedade em rede, escolha não falta. Mas a sensação de falta de futuro é real, e não basta dizer a estes jovens: por que não se empenham numa destas versões do futuro desejável e lutam por ela?
A questão não é, portanto, a da falta. Nem falta de acontecimentos, nem falta de futuros possíveis. Mais plausível dizer que vivemos num problema de excesso: excesso de acontecimentos dramáticos e excesso de possibilidades de futuro, gerando confusão e pânico.
O problema é outro: o da falta de sentidos. Por duas razões.
A primeira é a da dessensibilização, fomentada em boa medida pelas redes sociais e pela mediação tecnológica entre humanos e acontecimentos. Não é que aconteçam poucas coisas: nós é que estamos como que entorpecidos e distantes. O sofrimento é lá longe; enquanto passamos os polegares pelas telas dos celulares, a desgraça do mundo começa por indignar, mas depois deprime e desmobiliza.
A segunda razão é a da crise de imaginação em que estamos mergulhados: ela atravessa a política progressista, a cultura e até as artes. A única imaginação que sobra é cínica e destrutiva. Democratas e progressistas ficam limitados a responder à sua ofensiva, em vez de terem tempo e espaço mental para inventar alternativas.
Discute-se muito se a pauta do campo progressista deve estar focada na narrativa ou nas questões materiais. A dicotomia é errada.
Nós podemos dar uma abundância de bens materiais às pessoas. Mas se não lhes dermos sentidos — para a democracia, para o progresso e até para a humanidade— não teremos vidas que valham a pena ser vividas. O vazio que explica a revolta começa por aí. A humanidade busca significados morais e não tem lideranças que lhos queiram dar.
A síndrome do segundo mandato
A literatura mostra que processos de erosão democrática patrocinados por líderes autoritários costumam ficar mais agudos a partir de seus segundos mandatos. E esses movimentos tendem a intensificar-se ainda mais se o dirigente tiver sido removido do poder por um período e depois retornado. É aí que eles vêm com sangue nos olhos. Vimos isso claramente nos casos de Trump 2, de Netanyahu pós-2022 e do último Viktor Orbán. Candidatos a explicar a radicalização incluem os ressentimentos acumulados, o maior conhecimento das engrenagens do poder, que torna suas ações mais eficazes, e o afastamento dos membros mais moderados de suas coalizões.
No caso brasileiro, um eventual Bolsonaros 2 encontrará ainda um ambiente institucional deteriorado. O STF, que no mandato de Jair foi uma importante linha de defesa contra abusos, está em frangalhos.
Registre-se que a fragilidade do Supremo decorre de erros e defeitos de seus próprios membros. Outra força moderadora da política brasileira é o centrão. O bloco de parlamentares com pouca ideologia e muito amor por cargos e verbas nunca teve problemas para apoiar qualquer administração que pagasse seu preço, mas costumava vetar radicalismos.
O centrão se opôs às iniciativas legislativas mais tresloucadas de Bolsonaro 1 e, mais recentemente, não permitiu a aprovação de uma anistia ao ex-presidente condenado. Bem, a vitória da direita bolsonarista no Parlamento foi tão contundente que o centrão, ao menos nominalmente, perdeu espaço.
O grupo segue existindo e continuará a atuar como fiel da balança. Mas, a partir da nova legislatura, o bolsonarismo não precisará cooptar mais do que meia dúzia de senadores e algumas dezenas de deputados do bloco para fazer passar suas boiadas constitucionais e impeachments.
O risco extremo da democracia
Para o Brasil, não há cenários fáceis à frente. Se o presidente Lula for eleito, pode enfrentar crises de governabilidade, a menos que tenha a capacidade de formar uma coalizão diante da direita fortalecida no Congresso. Se o eleito for Flávio Bolsonaro, ele terá nas mãos mais instrumentos para realizar o projeto autoritário do pai: bancadas robustas na Câmara e no Senado, o Supremo Tribunal Federal enfraquecido e o apoio do governo Donald Trump. A ciência política sabe que é no segundo mandato que o projeto autocrata dobra a aposta. Veja-se o caso de Donald Trump. O risco não é de o filho repetir o pai, é de superá-lo.
Só o então PMDB, no começo da redemocratização, teve bancadas maiores do que a que o PL terá na próxima legislatura. Mas o MDB, não tinha candidato competitivo à presidência, e o PL tem Flávio chegando com chances reais de ganhar o pleito no segundo turno. Portanto, será um partido ainda mais forte. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinha o projeto de ter apenas uma boa bancada para ficar com a parte maior dos fundos partidário e eleitoral. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleito por outro partido, o PSL, que usou como carona. Depois é que foi para o PL. O partido nunca teve um projeto ideológico. Preferia ser capaz de se adaptar às circunstâncias.
Se for eleito, Lula enfrentará uma oposição com a força que jamais enfrentou. Uma bancada de 121 deputados e 28 senadores apenas do PL. Para manter a governabilidade e aprovar seus projetos, Lula teria que atrair o centrão e negociar com os parlamentares com os quais seja possível algum diálogo.
A vitória de Lula no segundo turno de 2022 veio com o voto de eleitores progressistas que não se identificavam como petistas, e do movimento de personalidades que fizeram parte dos governos do PSDB, que o consideraram a barreira contra o risco de golpe. Tanto havia perigo de um ataque às instituições, que houve o atentado em 8 de janeiro. Esse grupo depois foi desprezado. O presidente não fez movimentos ao centro. E parte dos eleitores que se identificam com esse grupo pode ter simplesmente deixado de votar. Esse é o cálculo que alguns especialistas fazem para explicar o fato de Lula ter tido três milhões de votos a menos em 2026 do que em 2022.
Lula terá que fazer um caminho muito longo para ser reeleito em 25 de outubro, dado que chegou em segundo lugar, dois pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro. Terá que recuperar os votos perdidos, terá que convencer uma parte do eleitorado que optou pelos outros candidatos, e trazer de volta às urnas quem simplesmente se absteve por falta de interesse em qualquer um dos postulantes. Como ele fará isso não está claro. Ontem, em entrevista ao Estúdio i de Andréia Sadi, o presidente do PT, Edinho Silva, admitiu a ausência de material de campanha no primeiro turno e disse que será resolvido. Mas não explicitou nenhum outro movimento de mudança na campanha. Ele disse que faltou o confronto entre os candidatos no primeiro turno, que desta vez Flávio Bolsonaro não poderá fugir disso, e anunciou a ida de Lula aos debates.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entrevistado no mesmo programa, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai participar ativamente do mandato de Flávio Bolsonaro. Falou que o senador “aprendeu” com o pai e seguirá as mesmas diretrizes sobre como montar equipe e de que maneira governar. Em outras palavras, um governo de Flávio seria exercido por Jair, que sempre mostrou mão de ferro para comandar o clã. Mesmo preso, foi de Jair Bolsonaro a escolha de Flávio Bolsonaro para disputar a presidência. O perigo extremo e concreto da eleição do candidato do PL é nova tentativa de golpe de Estado. Flávio segue as mesmas ideias do pai e já disse que é preciso que haja uma intervenção nas instituições.
Lula precisa mudar radicalmente a campanha para ter alguma chance de vitória. Desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo lugar na disputa para a presidência ganhou a eleição. Caso eleito, Lula terá uma outra batalha para montar a coalizão. Flávio Bolsonaro, se eleito, terá provavelmente o seu chefe de campanha, Rogério Marinho, na presidência do Senado e uma tropa de choque para realizar o projeto antidemocrático da extrema direita.
Como o Plano Barrabás e mexida na Constituição ameaçam ajuste fiscal de um Bolsonaro 2
Não interessa agora se a expectativa vai se confirmar. Amanhã vai ser outro dia. Importa falar dos riscos das expectativas para Bolsonaro 2.
Para vencer, Lula precisa do voto de 2 de cada 3 eleitores que optaram por outros candidatos que não Flávio. É aritmética rudimentar, com pressupostos óbvios: abstenção, nulos e brancos na mesma; Flávio não perde votos. Serve apenas para indicar que a situação está difícil para Lula, o que se confirma com a mera inspeção de outros resultados do primeiro turno.
Enquanto pesquisas não desmentirem essa aritmética, a conversa é o "ajuste" de Flávio, de que ninguém sabe e ninguém viu, fora pequena panela bolsonarista. Há dúvidas.
Primeiro, não se sabe o quanto um Bolsonaro 2 vai se dedicar, por exemplo, ao Plano Barrabás (libertação de golpistas), que já conta com a ajuda de Kassio Nunes Marques. De modo geral, não se sabe se vai dar prioridade a atacar o "sistema" ou, como diz, "redemocratizar o país" mudando a Constituição. Vai fazê-lo no início, no meio ou no fim do governo?
Segundo, o histórico bolsonarista de gestão econômica é feito das mutretas de 2022 e das tentativas de Bolsonaro 1 de evitar reformas "liberais" em 2019 (era contra a reforma da Previdência). No mais, entregou o governo ao centrão vorcarista; a epidemia solapou outras possibilidades.
Terceiro, em 2027 o crescimento do PIB será baixo. Pode ser menor ainda pois, de início, "ajustes" tendem a ser recessivos. A receita do governo crescerá pouco ou nada. Não se sabe qual será a receita também por causa do início da reforma tributária. Vai haver menos emprego novo ou mais desemprego. Difícil que o peso de pagamento de dívidas diminua em relação à renda média das famílias. A inadimplência deve cair bem pouco. Nesse ambiente, empresas faturam menos; dívidas sufocam muitas delas.
Quarto, dificilmente haverá superávit nas contas públicas federais — vai faltar receita. Pode haver contenção de despesa, o que implica também que a renda das famílias seria afetada porque benefícios sociais não teriam reajuste real. Quanto menos corte de benefício de imposto para rico e certas empresas, mais o povo será esfolado. Será ambiente político difícil, a não ser que o povo aceite o sacrifício. Os Bolsonaros, demagogos sempiternos, aguentariam em paz a impopularidade?
Quinto, havendo plano capaz, coerente em termos macroeconômicos, goste-se ou não dele, o Congresso Nacional vai aceitá-lo ou "cortar na carne" das emendas?
Sexto, na hipótese de haver plano bom e de implementação longa (quatro anos e mais), Bolsonaro 2 vai sustentá-lo? Não vai dar jeito de gastar ou meter a mão de outra maneira?
Sétimo, a equipe de um Bolsonaro 2, Fazenda e Casa Civil, será capaz de negociar o pacote com o Congresso? A Casa Civil estará dedicada a isso ou a mudar "o sistema"? Qual será então o grau de apodrecimento institucional (Supremo, Congresso etc.)?
Oitavo, em troca de apoio para o "ajuste", Bolsonaro 2 vai negociar acordão entre Poderes, políticos e poderosos para ajudar todo mundo a fugir da polícia (nos casos Vorcaro, emendas, INSS etc.)? Quanto vai custar o apoio do centrão? Em qual moeda?
Vinicius Torres Freire







