domingo, 7 de setembro de 2014

Romance para piano e violino, Opus 11



Antonín Leopold Dvořák (1841 - 1904)

Rondó da Liberdade

 
Marighella em debate nos anos 1960

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
  
Carlos Marighella (1911-1969) 

O conto do horário premiado


Cerca de 30 milhões de pessoas estão vendo o horário eleitoral na TV aberta, informa o Ibope. Mas quase metade diz que vê “sem nenhum interesse”, um terço diz que tem “um pouco” de interesse, e só 20%, cerca de seis milhões de eleitores, entre uma garfada e outra, estão prestando alguma atenção às pirotecnias e armadilhas publicitárias dos filmes que custam fortunas e são os maiores gastos das campanhas.

Mas, além das maiores despesas, os filmes para TV são sempre as maiores esperanças das campanhas, “vocês vão ver quando entrar o horário eleitoral, vamos poder mostrar o que fizemos” ou “com o horário eleitoral vão me conhecer melhor e saber minhas propostas de mudanças”.

A essas alturas, talvez os estrategistas dilmistas estejam questionando o tempo, dinheiro e cargos que gastaram para conseguir 12 minutos no horário eleitoral. Sem falar no que custa produzir esses 12 minutos por dia, embora dinheiro não seja o problema da campanha.

Tudo isso só para reiterar a esses seis milhões, nas faixas de menor escolaridade e renda, que o Bolsa Família vai continuar, que Dilma é sua pastora e nada lhes faltará?

Não é muito caro para chover no molhado? Não estão pagando cada vez mais e fazendo maiores bandalhas por um tempo que vale cada vez menos?

sábado, 6 de setembro de 2014

À deriva



A presidente está em constantes viagens de campanha; os ministros tiram “férias” para incrementar a candidatura da reeleição; os deputados e senadores estão em recesso branco por causa da eleição - ainda assim trabalhando apenas quatro meses este ano terão direito até a 14° salário integral. Com a cúpula dos poderes executivo e legislativo de fora, quem está governando o Brasil? Até 5 de outubro, estaremos navegando conforme as marés. E depois, seja lá o que Deus quiser e resta cantar: “Qual cisne branco em noite de lua/ Vai navegando num mar azul...”  

Brasil que político não vê


Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo, diz OMS
A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida e 75% das mortes acontecem em países mais pobres ou de renda média

Brasil está em sexto lugar em taxa de homicídios de menores, diz Unicef
Em números absolutos, país está atrás somente da Nigéria, que registrou 13 mil mortes de crianças e adolescentes


E tome Brasil na rabeira de todo mundo. Mas culpa não tem pai, nem mãe 

Eleitor já não acredita no impossível

A propaganda eleitoral gratuita passou a ser um tema apetitoso para os humoristas, o que indica que perdeu sua antiga sacralidade
Às vezes, quando se diz que a maioria dos brasileiros deseja mudar, os políticos costumam ironizar dizendo que esses mesmos cidadãos, ao mesmo tempo, "não sabem o que querem mudar". Não é verdade. São eles que têm dificuldade de enumerar as coisas concretas que pretendem modificar e que os cidadãos conhecem muito bem porque, além do mais, sofrem na carne muitas de suas consequências.

Os brasileiros às vezes revelam o que querem que seja mudado demonstrando com fatos o que rejeitam por considerarem inútil, desgastado e até ridículo.

Um exemplo concreto estamos vivenciando nestas eleições. Já é tema de conversa nos bares, ônibus e supermercados –um conjunto de lugares que os realizadores de pesquisas eleitorais deveriam frequentar mais – que a chamada "propaganda eleitoral gratuita", que perdeu 50% da audiência de outras vezes, assim como a propaganda que cria a poluição visual e acústica de ruas e praças que está irritando as pessoas, não só não interessa mais, como ainda chega a ser contraproducente.


Sai listão do escândalo Petrobras

Desta vez não se disse traído
Alertado sobre depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que envolvem parlamentares no escândalo, o ex-presidente Lula disse: “Dentre nós, se alguém cometer erro, que pague”. Resta cobrar.

Segundo a edição da revista Veja que começou a circular este fim de semana, o nome dos seguintes políticos envolvidos com negócios sujos da Petrobras são:

Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, PMDB
João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB
Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB
Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP
Romero Jucá, senador do PMDB
Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT
João Pizzolatti, deputado federal do PT
Mario Negromonte, ex-ministro das Cidades, PP
Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, PMDB
Roseana Sarney, governadora do Maranhão, PMDB
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, PSB - morto no mês passado em um acidente aéreo


Na época em que era diretor da Petrobras Paulo Roberto conversava frequentemente com o então presidente Lula, segundo contou à Polícia Federal.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Vem aí!


Partidos indicavam os dirigentes no governo Lula


Envolvido no processo que investiga a polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás Ildo Sauer quebrou o silêncio e admitiu ao Broadcast que "o governo de coalizão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitia que partidos indicassem dirigentes para obter "ajuda".

Segundo ele, "o folclore" na Petrobrás era que Lula estava impressionado com a contribuição do ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa, atualmente preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula, gigolô do passado


Em carreata ao lado de Dilma, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Lula pregou enfático:

- [O eleitor] não tem duas escolhas nem uma e meia para fazer o país continuar avançando econômica... e socialmente, sem ser subordinado ao sistema financeiro.

E encaixou:

- Eu tenho fé nesse povo, em Deus, que no dia 5 de outubro valerá a razão, o coração e reconhecimento do povo brasileiro a uma mulher que apanhou, foi torturada, foi massacrada por um setor da imprensa desse país e nem assim essa mulher se curvou.

Lula é gigolô do seu passado de retirante nordestino que levou uma vida de pobreza em São Paulo enquanto era jovem. Sempre que pode ele lembra disso. Como se lhe devêssemos algo.

Hasta la vista


A turbulência provocada pelo tsunami Marina Silva está deixando baratinados muitos analistas. Sem falar no PT com um exército de “soldados’ nas redes sociais, a máquina pública a todo vapor, ministros se convertendo em cabo eleitoral de pracinha do interior e uma milionária indústria de marketing produzindo em linha de montagem as mais mirabolantes “armas” contra a candidata do PSB. É um gasto astronômico para ao menos manter a candidata governamental cabeça a cabeça com a ex-senadora, e ainda lucrando uma derrota no segundo turno.

A gerentona Dilma, que vende hoje a alma ao diabo pela reeleição, apela para qualquer santo a fim de garantir sua permanência no troninho. Retomou agora a bandeira do medo no futuro, do “salvador da pátria” que frustrou o país, pecha com que quer cimentar a imagem da adversária. Esquece que o “seu” PT se tornou amiguinho do ex-presidente afastado do poder e sua própria carreira política a aproxima mais da de Collor. O esquemão está segurando a queda, mas não assegura ainda a vitória.

O medo não está surgindo o efeito esperado e pode transformar uma presidente em uma candidata caricata, como vem se demonstrando nos debates. Em meio às caretices, fala o que quer e não responde diretamente às perguntas; despeja o que fez em borbotões, mas não explica o que deixou de fazer. Tudo fica para depois, para quando continuar, e aí fará mudanças. E isso o eleitor está acenando que não deseja.   

O eleitor ainda indica que quer apostar e ver pra crer. Não confia mais em “marquetadas” de encomenda,  sinal de que a “nova política” pode vir mesmo de um “novo eleitor” menos crédulo das palavras politiqueiras, com ojeriza de mentirosos e safados.

O noticiário dá conta que o próprio PT, diante de uma derrocada eminente, vem demonstrando que conta o tempo para a pá de cal das eleições. Se tudo correr como manda o figurino, também sabem que não haverá mais jeito e restará ao governo atual e aliados ouvirem a frase imortalizada no filme “O exterminador do futuro” pelo ator Arnold Schwarzenegger: “Hasta la vista, baby”. Eis o que esperam muitos para assistir ao final feliz de um pesadelo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Responda rápido


Entendeu?


Na boca de o eleitor ir às urnas, surge uma campanha do Tribunal Superior Eleitoral que faz bem pensar. Como quem muito explica deve ter algo a esconder, é sintomático que o nobre tribunal lance uma campanha sobre a excelência das eleições brasileiras, sua segurança, seu modelo exemplar, sua invulnerabilidade.

Como o Brasil é um dos raros países, e entre os grandes democráticos o único, a utilizar a urna eletrônica, o TSE acaba por colocar uma pulga atrás da orelha. Sem querer, é claro. 

Aparelhando a juventude


A cretinice não tem mesmo limites quando se trata de Quaquá, prefeito de Maricá, presidente regional do PT, coordenador de campanha de Lindbergh Lindinho a governador e articulador da campanha da própria companheira à Assembléia Legislativa e do seu presidente da Câmara a deputado federal. Se não bastasse o currículo político, o prefeitinho ainda acumula um prontuário judicial de fazer inveja aos grandes bandidos brasileiros.

Com tanto “sucesso” na carreira, ainda desperdiça dinheiro público em propagandas como essa em que alia gesto do mensaleiro-chefe aos estudantes sob a administração petista.


Depois Lula, que apadrinhou esses canalhas, fica sem saber por que estão rejeitando o PT. Não é por nada, Lula, é porque o país já está cansado de tanta bandidagem petista e aliada.       

Eleição

No fundo, todo radical quer o retorno da imobilidade aristocrática, escondida nas nomenclaturas

Sou fascinado pelo “período eleitoral”. Mudar é complicado em qualquer lugar, mas é um drama nas sociedades que combinaram escravidão africana com uma aristocracia branca eurocentrada e católica no campo da política e dos hábitos sociais. No Brasil, a hierarquia das boas maneiras impediu o civismo e derivou num esquerdismo salvacionista, curiosamente cristão.

Esse cenário talvez explique a ideia de que a política é o lugar do vale-tudo — exceto perder ou “cair”. Como se o poder fosse uma montanha onde sobem os eleitos, quando o que precisamos é de um estado a serviço da sociedade. É poder demandar mais responsabilidade e transparência do que arrogância e a familiar má-fé, cuja santidade não conhece erros.

Como instituir uma sociedade igualitária tendo como ponto de partida o legado desumano de uma escravidão abençoada? Dessa matriz vem a confusão entre o ator-candidato e o cargo público. A confusão entre pessoa e papel é o mecanismo fundamental tanto da dominação patrimonialista-familística (a lei é relativa aos amigos) quando da carismática (X ou Y é santo e talhado para o cargo), dificultando a dominação burocrática (a regra da lei para todos) porque, sem regras fixas, as instituições não funcionam e estados-nacionais não conseguem prover educação, saúde e segurança aos seus cidadãos.

Não é apenas uma questão de programa, mas de como administrar. De como passar de “governo” (que pode esbanjar e roubar) a gerenciamento público (que tem o dever de ser eficiente). Mas sem honrar as demandas éticas dos cargos públicos que não pertencem nem ao ator nem ao seu partido, jamais iremos controlar os aparelhamentos e as impunidades com as quais estamos entalados.

O jogo entre pessoas e papéis é a base da eleição como o ritual político mais importante nas democracias liberais e competitivas — esses sistemas abertos até mesmo a candidatos cuja proposta é liquidá-los. No fundo, todo radical quer o retorno da imobilidade aristocrática, escondida nas nomenclaturas. Esse é o paradoxo político do radicalismo moderno. Ele inventou a liberdade individual que empreende, mas rejeita a sua criatividade sem controle. E odeia discipliná-la por meio de consenso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Arrogância de cara de pau



"Acho que o caminho da nova política passa pela nossa candidatura"
Lindbergh Farias, senador candidato ao governo do Rio

Você viu o Lula pelaí?


Em plena efervescência eleitoral, há uma figurinha que sumiu da mídia. Dizem até que estaria “doente”. Com certas dores que sempre o atormentaram quando a situação do partido está feia ou negra, como agora. Chá de sumiço é a receita caseira que mais usa, quando não as frases de efeitos para não dizer nada, parecendo que diz tudo.

Lula está fora de cena, com raras aparições para “vender” a imagem da sua eleita, e cada vez mais se torna um fantasma assombrado. Como aqueles ditadores que com o tempo são atacados por alucinações. Vagueia pelos corredores, em verdade, maquinando uma saída para si próprio quando o cataclismo estourar. Não terá nenhum escrúpulo em detonar mesmo os companheiros, sejam quais forem.

O importante é não ser atingida sua imagem de grande presidente como assim sonharam outros, tiranos e imbecis. Treme de ouvir uma revisão histórica dos seus mandatos para não passar no futuro a ser a sombra de FHC, em seu primeiro mandato. Porque a partir daí mostrou de vez que a única coisa que o diferenciava de ditadores de republiquetas era o fato de ter nascido no Brasil.

Um futuro de trevas para o partido pode colocar o ex-presidente, que se acha ainda o maior da República, mais assombrado por alucinações. Principalmente a de ser apenas pó como muitos outros, misturados numa vala comum de nomes comuns, quase como um ex-operário.

O pelego de ontem não se conforma com a História. E silencia para não ser envolvido e engolido pelo esquecimento de ter sido apenas mais um. Está convencido de que só ele poderia fazer um país, esquecido de que outros, menos cafajestes, cretinos e megalomaníacos, fariam muito mais do que fez e a custo bem menor.


Doente deve estar mesmo desde que mordido pela mosca azul, ainda no Planalto. Agora se agravou, porque não tem mais aquele poder de tudo mudar custando o que custasse, criando até a governança para reeleição, lançada em 2012, quando o governo se tornou máquina eleitoral com vistas a administrar a vitória em outubro. E o sonho agora fica cada vez mais distante e o pavor das assombrações aumenta.

Dilma foge de entrevista

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, apesar de passar o dia em São Paulo, sem qualquer explicação, não participou da série de entrevistas do Jornal da Globo com os principais candidatos à  Presidência. É a primeira vez que um candidato à Presidência não comparece à entrevista desde o início da série, em 2002.

Sem Dilma, os jornalistas William Waack e Christiane Pelajo leram no ar as perguntas que ficaram sem resposta da candidata.

1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?

2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?

3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?

4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?

5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?


6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?

O bicho vai pegar em quem?


Marina pode ser o olho de um furacão que, claro, jamais conseguirá renovar a velha política sólida; mas ela pode criar um 'caos' na vida politica

O Brasil se move por acaso. Os rumos da História, se é que tem rumos, tendem a se enrolar em si mesmos e só fatos, traumas inesperados disparam a mutação. Que quer dizer essa frase? Que não são apenas as “relações de produção” que explicam nossa marcha, mas os detalhes, as ínfimas causas, as bobagens casuais e tragédias intempestivas fazem o Brasil andar.

Getúlio deu um tiro no peito e adiou a ditadura por dez anos. Jânio tomou um porre e pediu o boné, um micróbio entrou na barriga do Tancredo e mudou nossa vida, encarando o Sarney por cinco anos, o Collor foi eleito por sua pinta de galã renovador e acabou “impichado” por suas maracutaias. Roberto Jefferson mostrou sua carteirinha de corrupto, se denunciou junto com os mensaleiros e mudou a paisagem política. E agora Marina Silva pode ser presidente, em vez da Presidenta.

Com a população mal-informada em sua maioria (não falo dos miseráveis e analfabetos, mas de gente de terno e gravata) sobre as complexas questões da política e da economia, a emoção e a catarse movem o país.

Agora, estamos na expectativa; somos o país do eterno suspense: Marina vai ser eleita ou não? Será que o efeito “tragédia” vai se evaporar? A grande mudança seria, claro, a social-democracia apta a desfazer as boquinhas e os pavorosos erros com que o PT nos brindou. Aécio, se eleito, pode trazer a agenda correta. Mas, se Marina ganhar, teremos um outro tipo de mudança, uma virada para um “novo” desconhecido, uma virada psicológica e cultural inesperada. Não adianta analisar Marina com os instrumentos de análise costumeiros.

Agora em vez dos óbvios vexames do PT, estamos diante do mistério Marina.

Os petistas têm uma visão de mundo deturpada por conceitos acusatórios: luta de classes, vitimização, culpados e inocentes, traidores e traídos. Petistas só pensam no passado como vítimas ou no futuro como salvadores e heróis. O presente é ignorado, pois eles não têm reflexão crítica para entendê-lo.