"A habilidade específica do político consiste em saber
que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando
despertas, que sejam nocivas a ele próprio e aos seus aliados. Na política como
na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objetivos mais nobres será
expulso, exceto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o
idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além
disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a
nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem à
custa do “ruído e da fúria, que nada significam”. Não podem prestar atenção a
nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja
entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos
políticos como classe".
Bertrand Russell (1872/1970)
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
O alto risco Brasil, segundo a Alemanha
Quando faltam apenas seis semanas para o começo da grande
festa esportiva que representa o campeonato mundial de futebol no Brasil,
o ministério de Assuntos Exteriores alemão divulgou um novo relatório sobre um
tema muito sensível: a segurança que o país oferece aos milhares de turistas
que chegarão à nação para aproveitar a grande festa e, ao mesmo tempo, torcer
pelos seus times.
O relatório do ministério, em sua seção “serviços ao
cidadão”, que é lida com atenção por todas as grandes agências de turismo do
país e pelos turistas que compram pacotes de férias, oferece uma imagem
desoladora do Brasil: uma nação onde não as leis não são respeitadas e onde o
turista corre o risco de ser vítima de ladrões, sequestradores ou simplesmente
de se envolver em confrontos entre a polícia e grupos criminosos,
como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.
Leia na íntegra
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Dez anos em queda
O Brasil é um dos países cuja indústria mais perdeu
competitividade na última década, segundo um estudo da consultoria Boston
Consulting Group (BCG) divulgado na sexta-feira. O estudo analisa a
competitividade de 25 economias exportadoras e tem como base um novo indicador
criado pela BCG para medir os custos de produção da indústria em cada país.
Ele mostra que enquanto em 2004 os custos da indústria
brasileira eram 3% menores que os da indústria americana, hoje são 23% maiores.
Com isso, estariam hoje no mesmo patamar da indústria italiana e belga e só
seriam mais baixos que os de fabricantes australianos, suíços e franceses.
Leia na íntegra
sábado, 26 de abril de 2014
Mentirinhas em promoção
A prefeitura de Vila dos Patos armou mais uma arapuca – de
muito custo e bem feita profissionalmente – para enganar os trouxas de sempre e
servir para alarde na carteira dos comissionados. São 9 minutos de vídeo
divulgado no site do governo sobre uma maravilhosa cidade, riquíssima com o
dinheiro do pré-sal, a ponto de dedicar 1 minuto da peça ao desfile da Grande
Rio, no sambódromo, falando da cidade. Mas a beleza é um saco de mentiras das
mais cabeludas, quando não de engambelações politiqueiras das mais
escandalosas.
A fantasia de estilo Second Life está à solta no vídeo
promocional para dar a sensação de um futuro mais maravilhoso do que se pode
ter em grandes cidades pelo mundo, que respeitam o cidadão. Mais ainda, a
realidade da tela sugere que tudo aquilo será feito no tempo recorde, digno de
registro do Guiness, de dois anos e meio. O infeliz que diz sim ao que vê só
pode mesmo pastar em meio à lama e ao lodaçal, porque adora engolir mentiras.
Uma que está sendo propalada inclusive é da ligação de
monotrilho, com “trens japoneses que já estão aí”, - segundo uns mais afoitos
propalam para a grandeza do prefeito - com mais de 120 km como se tal obra
pudesse ser feita nas coxas, a toque de caixa de um dia para o outro. Mais
ainda, estariam os apressadinhos em vangloriar o “trabalho” do alcunhado
prefeito divulgando mesmo os trabalhos da obra que só está mesmo na
internet.
O vídeo encanta os boçais com um toque de que tudo está
sendo feito e em pouco tempo o município sairá da lama para o primeiro mundo.
São amostras de encher os olhos: teleférico, ligação aquaviária e a urbanização
de 46 km
de costa, inclusive com um campo de golfe aberto ao público e um aquário
municipal. Tudo aparece no melhor estilo virtual sem qualquer obra começada ou
sequer estar no papel. Um vídeo, que custou os olhos da cara, para continuar a
empulhação.
Como anuncia o vídeo, esse “futuro já começou”, pois não há
qualquer referência a construção de hospitais - ao menos um, digno – nem se
fala em melhoria do fornecimento de água, tratamento das lagoas efetivo, ou
instalação de usinas de tratamento de lixo e esgotos. Afinal, a maravilha de
cidade, segundo o vídeo, não produz lixo nem cocô.
A apresentação é um corolário de engana que eu gosto. Há
referência de investimentos de R$ 500 milhões para saneamento e distribuição de
água quando ambos inexistem na cidade. Para ser ver o engabelamento dos
números, a mesma quantia foi aplicada há mais de 25 anos, em recursos privados
e públicos, no saneamento das lagoas de Araruama, que ainda continuam poluídas.
No entanto, em Vila dos Patos, a quantia é considerada fabulosa e está
resolvendo o problema. Chegam a anunciar crescimento sustentável e planejado!
Quá-quá-rá-quá-quá.
São os investimentos virtuais que tapam os olhos. O tal
saneamento não passa de instalação de canos para recolher água pluvial e
esgotos que seguirão in natura para as lagoas, o que um bom cidadão sabe que é
crime recolher as duas espécies de água num mesmo cano. E o abastecimento de
água continuará por anos ainda muito precário. Talvez se torne ainda mais
crítico com a instalação da cidade maravilha proposta na internet, uma vez que
há propaganda de criação de inúmeros condomínios residenciais.
O que o vídeo não mostra são os asfaltos recém colocados,
finos e aguados, que se rompem a qualquer chuva; as drenagens solucionadoras de
enchentes que alagam tudo em segundos de chuvisco; o péssimo recolhimento de
lixo e a falta de um aterro sanitário prometido; as servidões espalhadas no
entorno das lagoas com tubulações secas por falta de ligações; dois grandes
rios da cidade sem dragagem; a falta de calçadas dignas. Isso sem contar com as
promessas que só serviram à campanha passada como o hospital, o centro cultural
– já vai para dois anos em construção, e a escola técnica entre um colar de
outras pérolas inventadas para continuar no poder.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Boa ideia: cinema sustentável
As cidades paulistas, a partir deste mês, estão contando com
um novo ingrediente em suas agendas culturais. O Cinesolar, baseado em projeto
holandês, é o primeiro cinema itinerante sustentável do Brasil. Patrocinado
pelas empresas Votorantim Cimentos e Votorantim Energia e pelo Instituto
Votorantim, o projeto realizará exibições de curtas e longas-metragens, além de
oficinas de sustentabilidade voltadas para crianças e adolescentes. Todas as
atividades são gratuitas e abertas ao público.
O Cinesolar é uma estação móvel equipada com placas solares
que possibilitam, através de um sistema conversor de energia solar para
elétrica, a exibição de filmes e apresentações artísticas – tudo isso
utilizando energia limpa e renovável. O diferencial desta iniciativa é que o
próprio veículo possui toda a estrutura para realizar esse tipo de ações, desde
cadeiras para o público até uma cabine de DJ.
O veículo percorrerá 20 cidades de São Paulo até junho.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Uma casa de tolerância
As relações espúrias, criminosas, são flagrantes no país.
Merecem maior destaque na imprensa, mas menor tratamento quando se trata de
punição. Chegam mesmo a desaparecer do noticiário com o tempo e ficam restritas
a gabinetes da Justiça, sempre ocultos, nunca transparentes como deviam numa
democracia.
As ligações entre corruptores e integrantes dos governos, em
todos os níveis, são conhecidas, divulgadas aos quatro ventos. Mesmo um imbecil
sabe quem corrompeu quem nos governos. Estão lá os nomes e os fatos, mas nunca
merecem a devida atenção. Passam de passagem pelas páginas da mídia e se
esfumam no ar empesteado do acobertamento.
Por onde andam os processos envolvendo empresários,
políticos, contraventores, doleiros, que formam uma rede quase de sustentação
aos cargos ministeriais e comissionados de grandes empresas estatais?
A rede de corrupção se tornou tão vasta dos pequenos aos
grandes poderes da res publica a ponto de colocar todo o país no mesmo balaio,
ou saco de gatos. Se antes se reclamava dos monopólios, das trustes, havia
condenações por sua criação, quem hoje critica os grande aglomerados, os
famigerados consórcios com os quais se consorciam de doleiros a contraventores?
Às custas da República, mamam todos nas tetas que deveriam ser apenas para os
cidadãos com vida mais digna, mas agora servem de canos jorrando para a
corrupção.
A delinqüência está à solta nos poderes com a mesma
conivência descrita por Gabriel García Márquez, em “Memórias de minhas putas tristes”.
Escrevia Gabo sobre a cafetina Rosa Cabarcas: “Nunca tinha pago uma única
multa, porque seu quintal era a arcádia da autoridade local, do governador até
o último bedel da prefeitura, e não era imaginável que à dona daquilo tudo
faltassem poderes para delinquir a seu bel-prazer”. A situação hoje é idêntica
nesta casa de tolerância em que se tornou o Brasil.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Apenas uma fábula (imoral)
O pobre quis conquistar a cidade para se tornar rei. Juntou um
grupo, mas nunca conseguiu abalar qualquer parte da muralha. Então se muniu de
uma matilha de cães e um monte de abutres a quem prometeu uma fartura de comida.
A promessa correu por todo o canto e mais cães famintos e muitas aves carnívoras
se juntaram ao grupo. Assim as muralhas caíram.
Posto no trono, com bolsos engordados, sob muita proteção, assistiu
cães e abutres disputarem a pouca comida que os cidadãos guardavam. Mas o pasto
prometido não dava para tantas bocas e cães e abutres começaram a brigar pela
carniça.
Os habitantes da cidade viram que se tornaram escravos de cães
e abutres, mas então já era tarde. E passaram todos a brigar por um naco de
comida, enquanto o rei, cada vez mais engordado por ver seu sonho realizado e
financiado, apesar de custar muito aos cães, aos abutres e ao povo.
Serenata cínica para o Bettencourt cantar
Menino que vais na rua,
não cantes nem chores: berra!
Cospe no céu e na lua
e aprende a pisar a terra.
Aprende a pisar o mundo.
Deixa a lua aos violinos
dos olhos dos vagabundos
e dos poetas caninos.
Aprende a pisar a vida.
Deixa a lua às costureiras
- pobre moeda caída
de quem não tem algibeiras.
Aprende a pisar no chão
o silêncio do luar
sem sentir no coração
outras pedras a gritar.
Pisa a lua sem remorsos,
estatelada no solo...
Não hesites! quebre os ossos
dessa criança de colo.
Pisa-a, frio, com coragem,
sem olhos de serenata;
que isso que vês na paisagem
não é ouro nem é prata.
Menino que vais na rua,
não chores, nem cantes: berra!
ou então, salta pra lua
e mija de lá na terra.
não cantes nem chores: berra!
Cospe no céu e na lua
e aprende a pisar a terra.
Aprende a pisar o mundo.
Deixa a lua aos violinos
dos olhos dos vagabundos
e dos poetas caninos.
Aprende a pisar a vida.
Deixa a lua às costureiras
- pobre moeda caída
de quem não tem algibeiras.
Aprende a pisar no chão
o silêncio do luar
sem sentir no coração
outras pedras a gritar.
Pisa a lua sem remorsos,
estatelada no solo...
Não hesites! quebre os ossos
dessa criança de colo.
Pisa-a, frio, com coragem,
sem olhos de serenata;
que isso que vês na paisagem
não é ouro nem é prata.
Menino que vais na rua,
não chores, nem cantes: berra!
ou então, salta pra lua
e mija de lá na terra.
José Gomes Ferreira (1900/1985), poeta e escritor português, publicou memórias, contos, ficção, estudos, diários e ensaios.
terça-feira, 22 de abril de 2014
O grande roubo
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881/1922)
O segredo do poder
Um conto indiano fala do espanto do rei Asoka quando viu uma mulher, com gestos, fazer o rio Ganges subir contra a corrente. Soube então que a velha era uma prostituta muito conhecida em uma das suas cidades. Impressionado com o feito, mandou chamar a prostituta, que se apresentou diante dos sábios do reino para questionarem a façanha. Ficaram ainda mais impressionados, porque a velha confessou ter poder sobre as coisas como arrancar árvores e fazê-las rodopiar, ou virar montanhas de ponta cabeça. Podia mesmo tirar Asoka do trono e lançá-lo nos ares. Todos surpresos com as infinitas possibilidades da prostituta quiseram saber de onde provinha tanto poder.
- Conheci muitos homens mas não faço distinção entre eles. Não privilegiei, nem desprezei ninguém. A todos, apesar das diferenças, concedi os mesmos favores. Nunca demonstrei nem subserviência, nem desdém. O segredo do meu poder é só esse.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Voo de aloprados
Todos sabem que há governo na cabine de comando, mas não há
piloto. Há lá dentro pelo menos dois maus elementos, mesmo que a Física nos
informe que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. A não ser, como na
física nuclear, ambos sejam nêutrons, o que não é o caso. E a porta está
blindada impedindo que se saiba o que andam fazendo. Mas certo mesmo é que
colocaram o avião Republiqueta voando pelo piloto automático. Os passageiros
sofrem horrores, porque não há como tirar os aloprados da cabine.
E o Republiqueta voa numa montanha russa. Sobe e desce, faz
looping e o escambau, porque a turma da cabine fica apertando botão atrás de
botão tentando acertar o rumo.
Sabe-se lá quando vão conseguir ao menos estabilizar o
Republiqueta para continuar por pouco tempo um voo tranquilo.Também sequer
pode-se pensar que pretendam pousar alguma vez, deixar as alturas dos urubus.
Quem sabe queiram passear mais tempo como condores. Resta mesmo rezar para que
alguma vez acertem nos botões, porque não se agüenta mais looping de aloprado.
O partido oportunista
“Não sou adversário do PT, nem de Lula, nem de partido
nenhum. Sou um cidadão que pensa e analisa a situação do país. Falo do que está
diante de mim. Lula combateu toda a política de Fernando Henrique e depois
adotou tudo, mas nunca disse que fez isso. Ao contrário, disse que era herança
maldita. Ele não tinha projeto político, exceto aquela utopia comunista que
havia fracassado no mundo inteiro. Ele inventou um jogo de mão dupla constante:
Bolsa família para os pobres e empréstimos do BNDES para os ricos. Divulguei
recentemente o manifesto de fundação do PT, cujo teor é quase igual ao
Manifesto Comunista de Karl Marx, de 1848. Mas o que sobrou disso? Aliança com
Paulo Maluf e o bispo Edir Macedo? Esse é o comunismo do PT? Virou um partido
oportunista”
Ferreira Gullar, em entrevista para o jornal Cândido, do
Paraná
Rede Pau nos Ratos
“Limpeza” in natura
Site dito jornalístico, integrante do jornalixo de Vila dos
Patos, anuncia que estão sendo feitas a dragagem e a limpeza de um dos rios que
desembocam nas lagoas da região. A obra serve para solucionar as enchentes na
região. Também integram a primeira parte de um projeto de implantação do
sistema de esgotamento sanitário. Essa primeira etapa, ao custo de R$ 60
milhões, atendendo dois bairros, será bancada pela Petrobras. O que não informa
o jornalixo é que o trabalho não vai evitar as enchentes na região, que não têm
como causa os rios, mas seu entorno, que vem recebendo água de outros locais. E
a grande mentira é uma implantação de rede de esgotos, quando se sabe que a
mesma foi “implantada” precariamente pelo governo municipal com o vazamento dos
dejetos in natura e das águas pluviais numa mesma rede. Ao mesmo tempo, os
esgotos sanitários não terão estação de tratamento. Em conclusão, a bosta vai
continuar a poluir as lagoas e sujar a casa alheia nas chuvas.
Novo dicionário
Os petistas estão mudando o significado dos termos do
dicionário. Difamação pública virou mera liberdade de opinião quando aplicada
aos adversários. Se o difamado for do partido, então é caso mesmo de crime.
Assim também roubo, apropriação indébita, só se for referente aos outros. Ações
desse tipo feitas por eles não passam de contribuição social. O importante,
para eles, “é fazer a história mentir em proveito próprio”, segundo Jean-Claude
Carrière
Estrategistas de galinheiro
Com o surgimento das Unidades de Polícia Pacificadora,
criadas pelo governo Cabral, no Rio de Janeiro, ninguém desconhece que a
bandidagem resolveu emigrar para cidades pequenas sem qualquer aparato policial
para contê-la. O problema vem se agravando rapidamente por falta de solução dos
órgãos estaduais. Devido a isso os vereadores de uma dessas cidades resolveram
jogar para a galera. Num festival de purpurina, discutiram por duas sessões, como
se não tivessem mais o que fazer, as medidas que podem adotar para conter o
tsunami de bandidos. É de uma deslavada cara de pau a atitude dos edis, porque
muitos estão com fichas bem sujas de processos judiciais. Agora é descobrir
como políticos bandidos podem dar uma solução à marginalidade que assola a
vilazinha se não a mera fórmula de recorrer às autoridades policiais, o que
levaram duas sessões para aprovar, depois de até bancarem estrategistas de
ocasião.
Resposta engatilhada
Com a grita geral pelo aumento dos crimes em Vila dos Patos,
o governo municipal, depois de uma “atitude” dos vereadores, ressuscitou o
velho projeto de quatro anos atrás: um gabinete de gestão integrada com central
de monitoramento de ruas. O custo está orçado em R$ 1,5 milhão – segundo alguns
já sumiu - para um prédio de três andares e 20 câmeras de seguranças espalhadas
pelas ruas do Centro. A derrubada de um antigo posto da Guarda Municipal para a
construção do prédio do novo gabinete é uma “resposta” atrasada ao problema.
Mais uma vez o governo municipal zela por manter engatilhado sempre um projeto
miraculoso para resolver questões municipais que nunca serão resolvidas com
paliativos.
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