Gesto deselegante, para dizer pouco, e nada democrático, como costuma ser a atitude petista que atropela tudo para ser o vencedor. No caso, eleger a mulher do prefeito à Alerj, o que está sendo repudiado pela população. E assim o PT vai engolindo o país com suas safadezas e pilantragens.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
‘Não tem Coronel aqui. Quem manda é o povo!’
Gesto deselegante, para dizer pouco, e nada democrático, como costuma ser a atitude petista que atropela tudo para ser o vencedor. No caso, eleger a mulher do prefeito à Alerj, o que está sendo repudiado pela população. E assim o PT vai engolindo o país com suas safadezas e pilantragens.
Licença para enganar
Fica, pois, assentado que campanha é assim mesmo, um
vale-tudo emocional, sem relação com os fatos e com a lógica.
Dá para compreender: eleição tem muito de emoção, de modo
que as campanhas, dominantemente de rádio e TV, precisam apelar para o
sentimento dos eleitores. Mas vale enganar, especialmente, as pessoas mais
desinformadas?
Pessoal que trabalha com Dilma tem dito que muitas
afirmações feitas pela presidente, como a que os banqueiros querem dominar o
Banco Central para tirar a comida do povo, são “coisa de campanha”. Reparem: o
pessoal faz essa ressalva para os eleitores mais informados, líderes de
setores, formadores de opinião ou, para usar a linguagem de Lula, a elite rica.
Supondo que vale a ressalva, fica assim, portanto: a
campanha tem umas mentirinhas para pegar o voto daquela turma que, vocês sabem,
não é muito esperta; mas no governo será diferente, mais razoável e menos
emocional.
E a campanha da presidente Dilma está no lado oposto, no lado do máximo vale-tudo: banqueiro é ladrão de comida, os ricos querem expulsar os pobres dos aeroportos, a imprensa é contra o povo, as empresas querem matar os seus trabalhadores para ter mais lucro, ter uma colaboradora acionista de banco é grave falta pessoal. Já ter aliados na cadeia ou perto disso é perseguição política do Judiciário das elites.
Arremedo de democracia
Nem a Folha de S. Paulo, que publicou a entrevista na última
segunda-feira, nem os demais veículos de comunicação deram importância ao que
disse Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo
e dono da Companhia Siderúrgica Nacional, sobre a eleição presidencial do
próximo domingo.
A certa altura da entrevista, o repórter Fernando Rodrigues
perguntou em quem Steinbruch votaria. O poderoso industrial respondeu:
- Não sinto necessidade de revelar. Meu voto é a favor das
mudanças. Se a presidente Dilma propuser mudanças com relação ao futuro do
Brasil, ela tem chance de ter o meu voto. Se a candidata Marina propuser
mudanças, ela tem a possibilidade de ter o meu voto. Assim como o Aécio.
Rodrigues insistiu:
- Se um empresário como o senhor revelar o voto no Brasil,
pode sofrer perseguição?
A resposta foi espantosa, a se levar em conta que vivemos
numa democracia e que as pessoas são livres para votar em quem quiser:
- Com certeza. Pode.
Rodrigues foi adiante:
- Se disser que vota em Marina e ela perder a eleição, o
senhor acha que poderia ser perseguido?
- Acho que sim. O empresário brasileiro e o banqueiro são
tremendamente dependentes do governo. Lá fora você não tem essa necessidade de
ter a boa vontade do governo. Aqui, só o BNDES te dá financiamento de longo
prazo com carência.
Quer dizer: se o presidente da República não for com a sua
cara, o BNDES lhe fechará as portas.
Temos um arremedo de democracia – a verdade é essa. E a democracia entre nós é tanto mais fraca quanto maior é a determinação dos donos do poder de não abrir mão do poder.
Chantagem de prefeito
Já asfaltei muito. Mas vou asfaltar toda Maricá. Vou fazer ainda mais pela cultura, pela educação, pela segurança. Vou construir o novo hospital. Mas para isso preciso de seu voto para eleger Zeidan para a Câmara estadual e Fabiano Horta para federal.
(Gravação do prefeito Quaquá em carro de som circulando há dois
dias pela cidade. Embutida a chantagem de que se não forem eleitos seus
candidatos petistas não serão cumpridas as promessas. Aliás, que sequer foram
cumpridas ainda)
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Mercado sinaliza temporada difícil para Dilma
Ações da Petrobras caíram 11% nesta segunda, num recado claro de que os agentes financeiros esperam muito de um eventual Governo “Dilma 2.0”, que precisará ser mais pragmático
O comportamento de cavalo selvagem desta segunda lembrou o
período pré eleitoral de 2002, quando o ex-presidente Lula liderava as
pesquisas, e a bolsa de valores oscilava de modo descontrolado, assim como o
câmbio, que chegou a 4 reais quando seu nome foi confirmado nas urnas. Embora
alguns indicadores fundamentais sejam até melhores do que há 12 anos, o cenário
para uma repetição de Dilma Rousseff é muito mais desafiador do que
naquela eleição, acredita a economista Zeina Latif. “Naquele ano havia o medo
do que havia por vir. Agora, a história é outra, pois a credibilidade do
Governo está muito abalada, dizendo inclusive que tudo está muito bem”, diz
Latif. “Pois se está tudo bem é como se achassem que não há ajustes a serem
feitos”, completa.
Vale a pena votar domingo?
É preocupante e assustador o desleixo com que tratamos a nosso passado recente – e essa incapacidade de refletir sobre a história. A mudança depende somente de nós, de nosso engajamento.
Por uma dessas coincidências, as eleições de domingo ocorrem
no exato dia em que comemoramos 26 anos de promulgação da Constituição vigente,
cujo ordenamento jurídico pôs fim efetivo à nunca por demais execrada ditadura
militar brasileira, que até hoje permanece assombrando a nossa frágil e débil
democracia. Das oito da manhã às cinco da tarde, parte expressiva dos 140
milhões de eleitores aptos a votar, cerca de 70% do total da população, deverá
se apresentar às urnas eletrônicas, exercendo o direito de escolher seus
representantes no Poder Executivo e Legislativo estadual e federal (se o voto
deve ser facultativo ou continuar obrigatório é uma discussão que não cabe aqui
e agora).
O quadro que se pinta não é dos mais animadores, certamente.
Em São Paulo, que, concentrando um terço do Produto Interno Bruto (PIB)
nacional, é tido como o estado mais parecido com o modelo econômico-social que
desejamos aperfeiçoar e exportar para o resto da Federação, encontramos
candidatos cujo deboche pela política aparece no próprio nome com que se
apresentam ao eleitor. Eis algumas bizarrices, pinçadas ao acaso, entre
postulantes a deputado federal: Obama Brasil, Toninho do Diabo, Carlão do Doce,
Macaco Tião Cláudia, Rique O Tchê-Tchê, Doutor Verme, Meu Querido, Mick Jagger
do Brasil, Valmir Olho de Lobo, Newton – O Homem do Chapéu, e outros, e muitos.
Neste ano, em que completam-se 50 anos do golpe que instalou os militares no poder, temos assistido a uma profusão de manifestações autoritárias a nos lembrar que estamos longe ainda de constituirmos um sólido estado de direito. Apesar de realizarmos a sétima eleição direta consecutiva para a Presidência da República – o maior período de democracia de toda a história política do Brasil –, superando traumas (como o impeachment de Fernando Collor) e preconceitos (como a investidura de um ex-metalúrgico e de uma ex-guerrilheira), o pensamento prepotente cavalga pelas ruas e avenidas e, principalmente, pelas redes sociais.
Cospe no prato que paga com fortunas
“A gente agora vai mostrar pra essa elite, dessa Rede Globo, pra essa cambada de elite arrogante, que o povo brasileiro sabe o que quer!"
Companheira de Quaquá, prefeito de Maricá, em fiasco de
comício com militância de aluguel, repete a costumeira petista lengua-lengua
contra a Rede Globo, só esquecendo que o próprio governo municipal paga
fortunas para a mesma rede de televisão, através da propaganda “Direto de
Maricá”, em horário nobre da mesma emissora, divulga as "maravilhas' em
que transformou o município.
Assim são os petistas, pagam fortunas para apresentar
grandes obras e depois atacam a mesma mídia de que se utilizam com farto
dinheiro público.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A lista dos perigos
Tenho vontade de registrar este texto em cartório, para
depois mostrar aos eleitores da Dilma
O que acontecerá com o Brasil se a Dilma for eleita?
Aqui vai a lista:
A catástrofe anunciada vai chegar pelo desejo teimoso de
governar um país capitalista com métodos “socialistas”. Os “meios” errados nos
levarão a “fins” errados. Como não haverá outra “reeleição”, o PT no governo
vai adotar medidas bolivarianas tropicais, na “linha justa” de Venezuela,
Argentina e outros.
Dilma já diz que vai controlar a mídia, economicamente, como
faz a Cristina na Argentina. Quando o programa do PT diz: “Combater o monopólio
dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento”, leia-se, como
um velho petista deixou escapar: “Eliminar o esterco da cultura internacional e
a “irresponsabilidade “da mídia conservadora”. Poderão enfim pôr em prática a
velha frase de Stalin: “As ideias são mais poderosas do que as armas. Nós não
permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que
tenham ideias?”
As agências reguladoras serão mais esvaziadas do que já
foram para o governo PT ter mais controle sobre a vida do país. Também para
“controlar”, serão criados os “conselhos” de consulta direta à população,
disfarce de “sovietes” como na Rússia de Stalin.
A solidez fiscal se desmancha no ar
O que está acontecendo nas contas públicas é gravíssimo. A
solidez fiscal necessária para sustentar a estabilização da economia está se
desfazendo. Se alguém tinha alguma dúvida, o dado que acaba de ser divulgado
pelo Banco Central eliminou todas elas: quatro meses de déficit primário! É um
déficit gigante, o maior de que se tem registro. Quando a conta é feita em 12
meses, o superávit primário é menor do que o necessário, mas ainda é
apresentável. Mas o dado do ano é lamentável, de apenas 0,3%, mesmo com os
truques como os dividendos maiores de empresas estatais, que desconsidera a
necessidade de investimento delas.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
A sociedade foi a grande ausente do debate
Será que os candidatos pensam que a educação é um assunto que não dá votos e por isso não vale a pena perder tempo com ele nos debates?
Por incrível que pareça, a palavra “educação” não foi
pronunciada nem uma vez em todo o debate.
Será que os candidatos pensam que o Brasil poderá um dia
sair de seu atraso, que os filhos da nova classe média vinda da pobreza poderão
construir um país melhor, mais moderno do que aqueles em que seus pais viveram
– muitos deles ainda hoje vítimas do analfabetismo –, sem uma mudança radical
no ensino?
Será que os candidatos pensam que a educação é um assunto
que não dá votos e por isso não vale a pena perder tempo com ele nos debates?
E, no entanto, os países cujas sociedades hoje desfrutam de
melhores condições de vida, e que se desenvolveram economicamente e socialmente
com rapidez, foram os que souberam colocar a educação no centro nervoso do
interesse público.
Será que os candidatos à Presidência não sabem que o Brasil,
que aspira ser líder no continente, ainda aparece entre os últimos na lista
mundial de qualidade de ensino?
A fantasia da vez
Em meio à
tempestade de corrupção que flagela o país, com a revelação de que os
integrantes das quadrilhas frequentavam livremente os poderes da República, eis
que como um relâmpago surge uma nova personagem de HQ em pleno Planalto.
Ninguém esperava que em um passe de mágica a presidente se transformasse
rapidamente na SuperDilma, a justiceira contra a corrupção.
Só mesmo como
uma gozação se pode encarar a palhaçada marqueteira que a presidente virou uma
justiceira. Isso depois de conviver durante anos com os criminosos e até mesmo
convidar alguns para festa de aniversário, receber em palácio, etc.
Dilma se
presta para qualquer fantasia que a campanha exija. Tudo em nome da enorme fome
de poder. Não será nada para o bem do povo e felicidade geral da nação que quer
repetir o “Fico”.
Engavetou de novo
Em país sério, os candidatos apresentam suas propostas para
serem debatidas, discutidas.
No Brasil, quando apenas uma candidata faz o correto, o que
se espera de seriedade, chovem abutres para distorcer cada item em proveito
próprio. Longe de mostrarem ao eleitor suas metas, indicarem mesmo possíveis
assessores, vê-se gente em palco como se comportando como se estivesse numa
rinha. O importante é bater. No caso, esculhambar o máximo possível com o adversário, mentir,
mentir, mentir.
Os marqueteiros, com aval de candidatos gananciosos de poder
- aplaudindo - destroem o debate democrático em prol das artimanhas
publicitárias. É o conluio da arte de enganar.
Os políticos até se acham num picadeiro. Deixam de lado o
debate, pois não interessa que mostrem suas ideias, base de uma política de
Estado, que verdadeiramente está em discussão. Preferem os tais programas de
governo que nada são do que meros papeluchos rasgados e enfurnados no lixo na
primeira oportunidade.
É por temer ataques arrasadores, que despencariam sua
escalada eleitoral, e também por não ter política de Estado sequer esboçada que
Dilma resolveu engavetar todas as propostas preparados pelo próprio partido
como em 2010. E repete o feito preferindo levar os eleitores no bico.
A engavetadora foge ao debate a que nunca foi afeita,
inclusive por seu viés ditatorial, para contar com a mãozinha salvadora do guru
João Santana, mestre em ilusionismo. Assim terá mais quatro anos para fazer o
diabo no governo com toda a arrogância de santinha do pau oco - onde não por
acaso se escondem todos os escândalos - acobertando com propaganda seus
malfeitos.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Pobre país
Dilma e o pacto com o diabo
Campanhas eleitorais costumam ser mais emoção do que razão.
São sempre criticadas por não se aprofundar em temas urgentes, por abusar dos
ataques e contra-ataques. Mas nunca antes na história deste país uma campanha
foi tão infame e deseducadora. O retorno da presidente Dilma Rousseff à liderança
isolada da disputa depois de artilharia intensa – tendo a mentira como
principal arma – não deixa dúvidas. Corrobora com a maquiavélica tese do vale
tudo, de se fazer o diabo.
Marina Silva foi bombardeada por Dilma e Aécio Neves. Mas
até o capeta se assustou com a tática usada pelos petistas para desconstruí-la.
De uma hora para outra, a ex-ministra de Lula virou
defensora do capital e dos banqueiros, companheira de tucanos neoliberais que
querem aniquilar com as estatais, acabar com o Bolsa Família e com a CLT.
Vencida a primeira batalha, a campanha de Dilma tratou de
proteger o flanco que poderia sangrá-la: a roubalheira na Petrobrás, que
começou a ganhar forma e endereço com a delação premiada de Paulo Roberto
Costa.
Especialistas em transformar os males que os afligem em
virtudes, os petistas rapidamente produziram uma nova Dilma contra a corrupção.
Não aquela Dilma-faxineira que chegou a fazer sucesso no primeiro ano de
mandato e que sucumbiu. Outra personagem, desta vez encarnando a líder no combate
à impunidade.
Há duas semanas, em todas as entrevistas e discursos –
incluindo a fala eleitoral na abertura da Assembleia da ONU –, Dilma empunha a
bandeira anticorrupção. Na sexta-feira, prometeu endurecer contra agentes
públicos que prevaricam, além de reformar a Justiça e criar leis para facilitar
a perda de bens adquiridos de forma ilícita.
Medo de perder conquistas favorece Dilma
Apesar de 70% dos brasileiros afirmarem que querem “mudar”, na hora de votar, o conhecido inspira mais confiança
Nem sempre a História se repete. Nessas eleições, por
exemplo, está acontecendo o oposto do que ocorreu em 2002, quando Luiz Inácio
Lula da Silva conquistou a Presidência da República.
Naquela época, os brasileiros tinham medo de Lula. Era a
esquerda que chegava ao poder e o sindicalista havia ganhado com a estratégia
de “vencer o medo com a esperança”.
Hoje, o PT trouxe de volta às eleições aquele medo que tinha
impedido Lula de vencer três vezes a disputa pelo cargo. E, ao contrário do que
houve antes, a arma de difundir entre os eleitores de classe baixa o medo em
relação à candidata rival, a ambientalista Marina Silva, apresentada como a
amiga dos banqueiros, a preferida pelos ricos e aquela que poderia retirar dos
mais pobres o que já conquistaram, está dando resultados positivos para Dilma
Rousseff.
A já mítica classe C, formada por esses mais de 30
milhões de brasileirosque conseguiram saltar a linha da pobreza e passar para o
mundo do consumo, aparece ainda, de maneira geral, sensível ao medo de perder o
que já conquistaram.
Apesar disso, os filhos dessas famílias, que já estudaram,
são mais críticos que seus pais e já demonstraram, durante as manifestações de
2013, que querem não só programas assistenciais, mas melhorias estruturais para
poderem dar um verdadeiro salto social.
Esse medo de perder as conquistas sociais está,
efetivamente, dando resultados entre os eleitores dos estados mais pobres como
os do Nordeste, para os quais a maioria dos debates eleitorais teóricos, como
os da independência do Banco Central, o maior ou menor crescimento do PIB e a
flutuação cambial do dólar têm muito menos importância do que a vida real das
famílias.
domingo, 28 de setembro de 2014
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