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| O varredor de rua, Georges Seurat |
Entra ano
sai ano
e eu?
varrendo sempre
as mesmas folhas secas
das mesmas velhas árvores
nesta mesma cidade fantasma
Dalton Trevisan
Excesso de ministérios e cargos comissionados só servem para abrigar a base aliada e revelam a urgência de uma reforma administrativa, afirmam analistas. Brasil tem mais ministérios que Estados Unidos e Argentina juntos.
Os políticos que se dizem de esquerda, por ser o bom sítio
de se ser político, estão sempre a afirmar que são de esquerda, não vá a gente
esquecer-se ou julgar que mudaram de poiso. Mas dito isso, não é preciso ter de
explicar de que sítio são os atos que a necessidade política os vai obrigando a
praticar. Como os de direita, aliás, que é um lugar mais espinhoso. O que
importa é dizerem onde instalaram a sua reputação, na ideia de que o nome é que
dá a realidade às coisas. E se antes disso nos explicassem o que é isso de ser
de esquerda ou de direita? Nós trabalhamos com papéis que não sabemos se têm
cobertura, como no faz-de-conta infantil. Mas o que é curioso é que o comércio
político funciona à mesma com os cheques sem cobertura. E ninguém tira a limpo
esse abuso de confiança, para as cadeias existirem. Mas o homem é um ser
fictício em todo o seu ser. E é precisa a morte para ele enfim ser
verdadeiro. "Desinformados, raramente conseguimos destacar o raro do medíocre" Martha Medeiros
Indicador foi o único que se manteve estável dentro do Índice de Desenvolvimento Humano
No último quartel de século, contudo, apesar das sucessivas eleições, a cultura democrática pouco avançou, principalmente nos últimos 12 anos. As presidências petistas reforçaram o autoritarismo. A transformação da luta armada em ícone nacional é um bom (e triste) exemplo. Em vez de recordar a luta democrática contra o arbítrio, o governo optou pela santificação daqueles que desejavam substituir a ditadura militar por outra, a do “proletariado".
Levantamento traz os dez parlamentares mais votados em 2010; montante representa 8,4% do valor total
O “partido que mudou o Brasil” espalha por Maricá os “zeidanetes” ou “fabianetes”, os miseráveis pagos com uma quentinha, vale-transporte e R$ 50 por dia para ficarem exibindo bandeiras dos figurões candidatos. No Brasil desses, ainda se continua a explorar os mais pobres sem que lhes dê trabalho, educação, saúde, mas as migalhas das campanhas. Tudo sob a égide do vale tudo do voto
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O crime virou de vez uma vaquinha eleitoreira. É mais uma
área de governo que se tornou máquina para eleger, ou mesmo reeleger, os
alcunhados bandidos diplomados em eleição, os políticos de conchavo e outros
mais meliantes. O país, e em particular cada cidadão, fica à sanha da
criminalidade - até mesmo as instituições policiais e seus integrantes - para
que os políticos possam demagogicamente fazer firula, aparecer na mídia
solicitando providências de segurança e outras mumunhas mais. Fazem pose de
que estão providenciando o que nunca providenciaram, nem lhes interessa
resolver, apenas para dar ibope na mídia e receberem a claque dos seus
"soldados" correligionários, meros perus emplumados.
Todos sabem de longe que as tais medidas propostas são pirotecnia da politicanalha que impera há anos no troninho. Fingem que batalham pela segurança quando são os primeiros a usar o dinheiro público para garantir sua própria segurança. Preferem armar um exército de proteção até para evitar qualquer confronto com adversários ou encontros indesejáveis. Essa vaquinha eleitoreira, uma das muitas implantadas nos últimos anos pelo país, foi incrementada com a falta de empenho que os desgovernos trataram e tratam o problema. Criam medidas, acenam com factóides pela mídia, falam da proteção do cidadão, mas o que mais fazem é não fazer nada. Quando muito se esforçam em casos de repercussão, e olhe lá. Mas blindam a si e aos amigos.
Esquecem esses mentores da vaquinha a falta de empenho em
aplicar o máximo de esforços em liquidar de vez com as drogas. Quando o país
é assolado por uma epidemia de crack - segundo país em consumo no mundo e
primeiro em crack - , o que se vê é o silêncio pré-eleitoral. O problema será
base da campanha para que possam render votos seguros dos incautos com os
anunciados projetos mirabolantes. E a droga continuará a rolar solta, os
drogados virando ladrões, quiçá assassinos, para na roda-viva manter em seus
cargos aqueles mesmos que bolaram as maravilhas de combate ao crime, e não
resolveram nada. Porque não é mesmo para resolver, mas só para render o
continuísmo de poder.
Maricá trilha há bom tempo essa carreira criminal. A
começar pela inauguração dos "atentados" eleitoreiros trombeteados
em 2008. Cresceu tanto a violência na região que na grande mídia Maricá só dá
as caras com destaques negativos. Ou são as matérias pagas do governo de
Quaquá para anunciar suas mentiras sem pé nem cabeça – verdadeiros atentados
à cidadania e à democracia -, ou os casos policiais de repercussão como a
morte de turista russo, sequestro de empresário ou prisão de fugitivos de
favelas cariocas. O próprio governo municipal chegou a providenciar um
abaixo-assinado junto à população para pedir mais policiamento militar ao
Estado, incapaz que é de gerir com os outros poderes medidas eficazes. Tudo
para se eximir e jogar a batata quente para terceiros.
É assim que o povo se vê rendido ao crime, a polícia
exposta ao criminoso. Tudo em bom nome da maracutaia política que assegura
uma e única coisa: o sacrifício do cidadão e mesmo dos policiais imolados nas
urnas.
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“(...) Não repousemos, trabalhemos, velemos sobre nós e sobre os outros, entreguemo-nos por inteiro à probidade, prodigalizemo-nos para a justiça, arruinemo-nos pela verdade, sem contar o que perdemos, porquanto o que perdemos o ganhamos. Nada de frouxidão. Façamos segundo as nossas forças e além de nossa forças. Onde existe um dever? Onde existe uma luta? Onde há um exílio? Onde há uma dor? Corramos para aí”
(...) No Brasil, são tantos os homicídios que é como se um avião da Malaysia Airlines fosse abatido em nosso território a cada 43 horas. Por um míssil chamado subdesenvolvimento, com a seguinte munição: impunidade, crueldade, omissão e abuso policial. E a crônica falta de educação.