sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dilma sabia de irregularidade desde 2009

Denúncia foi repassada à CGU, que alegou falta de pessoal para investigar
 Documentos obtidos pelo jornal O Globo revelam que a presidente Dilma Rousseff foi informada em 2009 sobre “indícios de irregularidades graves” nas obras da refinaria Abreu e Lima, quando era ministra da Casa Civil. Na época, ela pediu para a Controladoria Geral da União (CGU) apurar o caso, mas o processo acabou arquivado sem punir ninguém.

A CGU apenas requereu informações da Petrobras sobre os indícios de superfaturamento apontados em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e mandou o processo ao arquivo em janeiro de 2014, sem qualquer avanço. Outro processo havia sido arquivado pela CGU em 2012. Ontem, o Palácio do Planalto afirmou que a CGU “acompanha” as deliberações do TCU e as providências adotadas pela Petrobras.

A CGU deu duas justificativas para arquivar o processo que tem como origem informações levadas a Dilma. A primeira foi o “avanço físico” das obras em Pernambuco, com 80% da refinaria construída até o dia do arquivamento. A outra foi uma nota informativa elaborada pela área técnica da CGU responsável por acompanhar os processos da Petrobras.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cara de Marina


Lembrou algum país?

Formalmente, Cingapura é uma democracia. Na prática, nem um pouco. Qualquer crítico do governo se arrisca a um processo criminal, pesadas multas, processos por calúnia, ameaças e cadeia. O líder do partido oposicionista certa vez disse eufemisticamente que o governo estava metido em negócios escusos. Foi processado. (...) Críticos ou políticos iniciantes em Cingapura são perseguidos nos tribunais com zelo fanático, processados com uma severidade que os leva à falência. Os juízes são nomeados pelo governo e o obedecem cegamente. Destruídos financeiramente, os políticos de oposição não conseguem disputar eleições – mal conseguem viver.

Paul Theroux

Você viu Lula por aí?


Localizar Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, desaparecido desde que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, há mais de um mês, citou seu nome como envolvido no escândalo que abala a empresa e o governo?

Ou localizar Lula, que mora em São Bernardo do Campo, São Paulo, e tem sido visto com frequência em compromissos das campanhas de Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e de Alexandre Padilha, candidato ao governo paulista?

Depende de quem esteja à caça de Lobão e de Lula. À caça de Lobão ninguém está – a não ser, talvez, algum jornalista curioso. E ainda assim por sua conta e risco – não por encomenda da empresa onde trabalha.

À caça de Lula deveria estar a Polícia Federal. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ela tenta ouvir Lula há sete meses sobre confissões feitas por Marcos Valério, um dos operadores do esquema do mensalão, preso e condenado a mais de 40 anos de cadeiaa.

Valério acusa Lula de juntamente com o ex-ministro José Dirceu ter tramado a doação ilegal de dinheiro ao PT pela Portugal Telecom. O ex-ministro Antonio Palocci, da Fazenda, já foi ouvido a respeito pela Polícia Federal. Negou tudo, naturalmente. E Lula?

Ora, pois sim. Lula sabe que a Polícia Federal quer ouvi-lo. A Polícia Federal sabe que Lula sabe. Mas não o intima – como faria com qualquer mortal comum. Espera que Lula, um dia, admita depor. E a procure.

Isso tem nome. Para dizer o mínimo, negligência, da parte da Polícia Federal. Ou cumplicidade.

Ricardo Noblat

***
Segundo o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deve falar com a Polícia Federal após o término da eleição na avaliação da cúpula do PT. Desde fevereiro, Lula é convidado pela Polícia Federal (PF) para colaborar nas novas investigações instauradas sobre o esquema do mensalão. O medo dos petistas é de que o interrogatório seja vazado à imprensa e prejudique a tentativa de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Escolheu?


Dilma destaca avanço e esconde aumento

 

Em discurso na Cúpula do Clima da ONU, a presidenta Dilma Rousseff disse que o Brasil é um exemplo de que é possível aliar desenvolvimento industrial com respeito ao meio ambiente. “Nós, países em desenvolvimento, temos igual direito ao bem-estar. E estamos provando que um modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível”, afirmou.


A mandatária brasileira destacou que em dez anos (2003 e 2013) o desmatamento do país foi reduzido em 79%. Rousseff, contudo, escondeu o fato de que entre 2012 e 2013 a taxa de destruição da floresta amazônica cresceu 29%. No ano passado, 5.891 quilômetros quadrados da região foram devastados, segundo dados obtidos no Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite. A área desmatada equivale a quase quatro vezes o município de São Paulo, o mais populoso do Brasil. No ano retrasado, o desmatamento tinha atingido a menor taxa desde o ano de 1988, quando os dados passaram a ser monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Na ocasião, a devastação atingiu a marca de 4.571 quilômetros quadrados.

Por quê?

Por que o governo Dilma pune o servidor que usa de seu cargo para espalhar mitos contra adversários, enquanto a campanha de Dilma faz o mesmo contra sua principal adversária? Vale tudo para ganhar uma campanha eleitoral?

Somos perdulários

Com tanto estímulo desde criancinha, o brasileiro é um gastador nato. Chavões como país do futuro, gigante Brasil, terra abençoada por Deus, em se plantando tudo dá, país que vai pra frente, fizeram a cabeça das massas no país. A maioria ainda acredita que são infindáveis os recursos e que pode, sem qualquer trabalho, colher frutos gigantescos.

É essa visão de grandeza que faz dos governos eternos aproveitadores da crendice popular. Acredita-se que sempre se vai sair de uma enrascada com um jeitinho.

Os políticos se fartam da ignorância. Em plena ditadura, com a crise mundial do petróleo, se falava que tínhamos petróleo para dar e vender. Pagamos muito caro pelo abuso interno dos cretinos. Recentemente, com a bolha estourando nos Estados Unidos, nosso máximo guru prometia que só sentiríamos uma marolinha, que nem daria para molhar a canela, e prometeu que tinha no bolso a receita para conter crises de fora. Continuamos a pagar a conta que cada vez aumenta mais. Como da outra vez perdemos tempo para crescer, acreditando piamente nos profetas governamentais.

Depois do pibinho, estamos frente a um mini-pib e saudamos as maquiagens governamentais com que vão nos tirar do poço. As perspectivas internacionais já apontam em crescimento no próximo ano de 1,4%, com tendência de queda, sem incluir aí as turbulências econômicas e os problemas ambientais. No entanto, o governo insiste, como na fala do vice-presidente, que estamos crescendo fantasticamente. Só se for em estatísticas de corrupção, em que somos quase imbatíveis.

Gastamos absurdamente até a rapa do tacho para que os governos saiam bem na foto em eleição, camuflando o nepotismo, os ganhos escusos, o desperdício em obras inacabadas ou o superfaturamento, a altíssima taxa de desocupados, conhecidos na era petista como comissionados (nunca se viu tanto desses comes-e-dormes). Enfim, esbanjamos com mediocridade o futuro de gerações para que a marginalidade se locuplete. E ainda por cima saímos às ruas, com militância de aluguel, infringindo leis eleitorais, para que ainda se gaste mais absurdamente a fim de manter o continuísmo.

Somos perdulários até a raiz dos cabelos até quando escolhemos políticos que nada mais fazem do que gastar o dinheiro público com o sorriso dos hipócritas. E ainda adoram apertar a mão dessa cambada, ou por ser sem vergonha de berço ou imbecil de nascença.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Faltará brejo

“Não há dúvida de que a vaca está indo para o brejo. A questão
é saber a distância do brejo e a velocidade da vaca”

A mancha do petróleo

A principal vítima do escândalo causado pelas confissões explosivas de Paulo Roberto Costa é o Partido dos Trabalhadores. Sempre que sentiu um perigo eleitoral, o PT escudou-se na Petrobras. 

O Governo do Brasil está ferido por uma novidade que percorre a região: a bonança internacional, que permitiu a distribuição das receitas extraordinárias, começou a diminuir. Na última década, os que exerciam o poder pareciam imbatíveis. Hoje estão vulneráveis. Também estão em risco a Frente Ampla no Uruguai e o kirchnerismo na Argentina. O declínio vem sempre acompanhado de escândalos de corrupção. Nada surpreendente. Quando os recursos escasseiam, as sociedades se tornam mais sensíveis à ética.

O Brasil está emperrado

A economia brasileira, exemplo de estímulo durante uma década, começa a ficar paralisada devido ao cansaço do consumo interno, bem quando acontecem as eleições gerais
Muitos especialistas previam isso já faz algum tempo e por fim aconteceu há duas semanas: a economia brasileira, a sétima do mundo, enfrentava o segundo trimestre consecutivo de retrocesso do PIB e entrava no que, no jargão dos economistas, é chamado de “recessão técnica”. Paralelamente, a agência classificadora Moody’s baixou, na semana passada, a nota do país em um ponto, passando de “estável” a “negativa”. Nem as cifras, nem a chamada de atenção da agência são alarmantes, mas são significativas: de janeiro a março, o PIB brasileiro recuou 0,2%. Nos últimos três meses o recuo foi de 0,6%. Mais que o alcance, o importante é a novidade. Nos últimos anos, o Brasil só tinha registrado números vermelhos no último trimestre de 2008 e no primeiro de 2009, quer dizer, nos piores dias do turbilhão da crise planetária que sacudiu o mundo financeiro.

Outros países ficaram aí, no buraco, mas o Brasil, animado por um consumo interno vigoroso, pelas exportações à China e um ciclo econômico em alta, se recuperou em seguida. Até agora. Hoje, sem fôlego, o país parece condenado a parar a fim de conseguir recuperar suas forças. A maioria dos especialistas coincide que é uma parada quase técnica, um tipo de tempo morto para recompor suas linhas antes de recomeçar. Mas, no meio de uma disputada campanha eleitoral entre três candidatos cujo primeiro assalto será resolvido no próximo dia 5 de outubro, a notícia da recessão teve o efeito de um tijolo jogado no meio de um tanque. Os candidatos Marina Silva, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Aécio Neves, do mais conservador Partido Social-Democrata Brasileiro (PSDB) se apressaram a acusar a presidenta Dilma Rousseff de não reconhecer seus erros e de ter levado o país a um beco sem saída. Neves foi explícito: “A senhora vai entregar um Brasil pior do que encontrou e isso acontece pela primeira vez em nossa história moderna.”

Gestão sem ética é indigestão

 

A ferramenta de monitoramento das redes da Fundação Getulio Vargas tem mostrado com eloquência que os temas da transparência e do combate à corrupção vieram para ficar.

Assim, análises que atribuíam a ascensão de Marina Silva à sua superexposição de mídia ficaram prejudicadas. O buraco é mais embaixo.

Além de uma demanda histórica por ética na política, há a figura da própria Marina. Sua biografia é mais eloquente que qualquer discurso ou marquetagem eleitoral. Querem um teste? Suprimam o som dos debates televisivos e perguntem a um popular quem lhe parece mais confiável entre os candidatos.

Assim como qualquer cidadão brasileiro que vive de sua profissão, Marina foi seringueira, doméstica e professora antes de ser política. Como qualquer um de nós, que vive de seu trabalho e tem um nome a zelar, ao contrário do “caçador de marajás” ou do que denunciou “os 300 picaretas” antes de se juntar a eles. Como diz o ditado popular, “diz-me com quem andas, e eu te direi quem és!"

O eleitor resolveu cobrar o que fizeram Lula, Collor, Dilma e até mesmo Aécio Neves, noves fora a vida de políticos profissionais. Já buscaram o pão com o suor do rosto ou sempre viveram às custas do poder público?

Quanto mais os analistas criticam a candidata por não ter jogo de cintura e não abrir mão de seus princípios e valores, mais a sua figura ascética ganha adesão. Não consideram que talvez o país esteja cansado de indistinção moral, da geleia geral das coalizões espúrias e das alianças de bordel.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Urna na visão política




O papel de Dilma


Petrobras, Correios, IBGE. Maltratadas pela ingerência do governo, instituições que até pouco tempo eram sinônimos de orgulho, confiança e credibilidade, foram postas na berlinda. Roubadas, abusadas e desrespeitadas, elas sofrem as consequências do perverso modus operandi do PT que, em seu benefício, se apossa do patrimônio do país.

A mancha do petróleo


A principal vítima do escândalo causado pelas confissões explosivas de Paulo Roberto Costa é o Partido dos Trabalhadores. Sempre que sentiu um perigo eleitoral, o PT escudou-se na Petrobras. 

O Governo do Brasil está ferido por uma novidade que percorre a região: a bonança internacional, que permitiu a distribuição das receitas extraordinárias, começou a diminuir. Na última década, os que exerciam o poder pareciam imbatíveis. Hoje estão vulneráveis. Também estão em risco a Frente Ampla no Uruguai e o kirchnerismo na Argentina. O declínio vem sempre acompanhado de escândalos de corrupção. Nada surpreendente. Quando os recursos escasseiam, as sociedades se tornam mais sensíveis à ética.

O tamanho do pré-sal



Não usar a riqueza do pré-sal seria uma estupidez, usá-la para iludir a Nação é uma indecência. As estimativas para as reservas do pré-sal podem não ser exatas, mas não são mitos, são resultados de pesquisas geológicas; a exploração na sua profundidade não é um mito, a engenharia dispõe de ferramentas; a crença de que pode ser feita sem riscos para a ecologia não é um mito, embora haja exemplos de vazamentos em campos similares; a expectativa de que a demanda e os preços continuarão altos não é um mito, apesar das novas fontes.

Mito, contudo, é a afirmação de que o pré-sal mudará a realidade brasileira.

Se tudo der certo, em 2036 a receita líquida prevista do setor petrolífero corresponderá a R$ 100 bilhões, aproximadamente R$ 448 por brasileiro, quando a renda per capita será de R$ 27,8 mil, estimando crescimento de 2% ao ano para o PIB. Apesar da dimensão da sua riqueza, o pré-sal não terá o impacto que o governo tenta passar. Explorá-lo é correto, concentrar sua receita na educação é ainda mais correto, mas é indecente usar o pré-sal como uma ilusão para enganar a Nação e como mecanismo para justificar o adiamento de investimentos em educação.

domingo, 21 de setembro de 2014

Assim nos tratam


Desemprego da companheirada


Se Dilma Rousseff for derrotada, milhares de militantes do PT não vão apenas perder a eleição. Perderão também os cargos de confiança que garantem aos ocupantes o que é mais que um emprego. É um passaporte para expedientes magros e salários obesos, um salvo-conduto para desfrutar do feriadão a cada 15 dias, a certeza da vida mansa. Os pendurados nos cabides em poder do Partido dos Trabalhadores perderam o sono não com o destino do Bolsa Família ou do Fome Zero. O que confiscou o sossego da turma é a iminente desativação da mais bem sucedida pilantragem assistencialista forjada pelo lulopetismo: o programa Desemprego Zero Pró-Companheirada.

A guerra dos companheiros


O “abraço à Petrobras”, empreendido no início da semana pelo PT, na sede da empresa, no Rio, faz lembrar o clássico ditado policial de que “o criminoso sempre volta ao local do crime”.

Desta vez, não para avaliar os danos, como observador oculto, mas para testar às escâncaras sua capacidade de virar o jogo. Em meio às mais cabeludas denúncias, produzidas pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino, Paulo Roberto Costa – que pontificou nos dois governos de Lula e na metade do de Dilma -, o PT testou a tese de que a melhor defesa é o ataque. Falhou.

Em sua campanha, Dilma quer transformar as denúncias de assalto à empresa – e a respectiva cobrança por investigações - em tentativa de sabotagem, imputando, de quebra, a Marina Silva o sórdido objetivo de liquidar o pré-sal. É o “pega ladrão!”, mas gritado pelo próprio ladrão. Já funcionou antes.

O mais significativo no ato, porém, não foi ele em si, mas a escassa presença de manifestantes. Lá estava a militância de sempre, acrescida do MST, que dela sempre fez parte. Povo mesmo não se viu. A Polícia Militar registrou cerca de 600 pessoas.

No passado recente, seriam milhares e milhares. Onde estão? Terá o PT perdido musculatura onde há muito reinava? Aparentemente, sim. A candidatura de Marina dividiu a esquerda e os chamados movimentos sociais. Não se sabe ainda em que escala, mas não há dúvida de que houve quebra de unidade.

O que se assiste é uma guerra civil entre companheiros. Não é uma guerra de ideias, mas por cargos, o que explica a fúria de quem se sente ameaçado com o desemprego. É mais fácil, em política, absorver a derrota de uma ideia que a perda de um cargo.

Marina de Wall Street


Campanhas eleitorais produzem milagres.

Transformam Neca Setúbal, por exemplo, a notável educadora de 2012 convidada a integrar o governo revolucionário do cicloviário Fernando Haddad, num pérfido logotipo do Itaú interessado em obter perdão de suas dívidas e defender a autonomia do Banco Central para agradar a neoliberal Marina Silva, seringueira de Wall Street.

Marina de Wall Street quer, num golpe de mestre, tirar a comida da mesa das crianças brasileiras para reforçar o banquete dos banqueiros.

En passant, a seringueira quer eliminar o Bolsa Familia, o 13o salário, as férias, o salário mínimo e acabar com esse mar de abundância que passou a assolar a mesa dos pobres brasileiros depois que o PT colocou a miséria fora da lei.

Mas isso Marina de Wall Street não vai conseguir porque o coração valente de Dilma Rousseff não permitirá que aconteça, “nem que a vaca tussa”.

Estamos falando apenas dos lances mais edificantes e mais educativos da campanha eleitoral. Há também as baixarias, como a ameaça daquele Stédile – dos-sem- terra, de colocar sua gente nas ruas “todos os dias” para evitar que a ex-fada da floresta, mesmo que escolhida equivocadamente pelo povo, aplique o veneno neoliberal diretamente nas veias da Nação.

No pasarán!

E os que já passaram não querem nem pensar em comprar o bilhete de volta.

Alternância de poder, desde que seja uma alternância interna - esse parece ser o lema da versão revista e reduzida do tipo de democracia com o qual o PT sonha nas noites de verão.

Uns 40 mil cargos de confiança clamam aos céus: daqui não saio, daqui ninguém me tira.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CPI da Petrobras


Lula requenta o truque de 2006




Nosso Guia quer confundir a Petrobras com a gestão do comissariado petista com que aparelhou a empresa.

Lula fez uma involuntária defesa do voto útil, aquele que vai para qualquer lugar, desde que o PT vá embora. Foi para a frente do prédio da Petrobras e disse o seguinte: "Já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. (...) Se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia.”

A Petrobras petista apareceu em várias CPIs. A primeira, de 2005, foi a do mensalão. Duas outras foram específicas e, com a ajuda do comissariado, deram em nada. Se Nosso Guia acha (e tem motivos para isso) que, incentivando-as, há “pessoas” achacando empresários que correm “atrás delas”, não se conhece uma só fala de petista denunciando achacados ou achacadores. O relator da comissão que está funcionando é o petista Marco Maia.

O carro-chefe

Em países ainda em fase de consolidação institucional, ou que tenham instituições débeis, a reeleição funciona como o carro-chefe, a mãe de todas as corrupções de toda a espécie.

Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

Pobreza alimenta corruptos


Nem só a Índia vive de seus pobres. Há 12 anos, o PT está se locupletando e enchendo bolsos com a exploração dos pobres. Na mais descarada demagogia, enchem a boca para falar do que fizeram pelos pobres. Governo sério não explora o que tem obrigação de fazer, ainda mais quando não faz, para lotar as urnas e garantir poder. Pai ou mãe dos pobres, dos descamisados, dos mujiques é a criação da idolatria, mais adequada para ditadores, que adoram espalhar o próprio nome ou de familiares em suas “obras” ou alheias.   

Detentora da verdade, em discurso aos “pobres”, Dilma anunciou que com o PT “as pessoas agora têm direitos” como se isso não estivesse garantido na Constituição, mas fosse outra das benesses petistas com que “papai” Lula e “mamãe” Dilma presentearam o país. Como também garantiu que antes não havia emprego nem salário, outras das maravilhas propiciadas pelo partido em particular para os apadrinhados, que sem a ajuda petista não conseguem nem emprego para burro-sem-rabo.

A mesma candidata alardeia uma luta contra a desinformação e a mentira, só não informa sobre os desastres de Bolsa Família, locupletando até quem não precisa, e pelo Minha Casa, Minha Vida, construindo casa e prédios em locais impróprios, muitas vezes sem água e saneamento básico. Mas uma pérola da desinformação é dizer que graças ao PT, “as pessoas podem andar de avião”.

Não é dádiva, mas uma série de mecanismos que permitem às empresas aeroviárias e de viagens aproveitarem nichos da população. Há empresários apostando em conquistar esses passageiros através de passagens em até 12 prestações como acontece no comércio. Portanto, é o empresariado o grande estimulador sem nada a ver com o governo, que disso está se aproveitando para angariar votos como se houvesse ganho salarial.


Mais uma balela de aproveitamento do trabalho alheio, da incrementação do consumismo, para implantar como maravilha do governo, artifício bem conhecido sob o jugo do comando vermelho municipal. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pesadelo da bomba-relógio


O porco de Dilma


O assalto político aos cofres da Petrobras não está só pesando na campanha de Dilma. A própria biografia da ex-guerrilheira, que sonhou um Brasil melhor em seus tempos de juventude, vai ficar manchada como a presidente que acobertou os desmandos na empresa e a desastrosa gerente. Como comandou a maior empresa do país sem saber que lá estava uma gangue armada para assaltar seus cofres? A mancha entrará para a história como o maior desastre do presidencialismo brasileiro.

Impossível que a candidata negue relações com Paulo Roberto Costa, da alta cúpula da Petrobras, seu subalterno por anos, ou queira se afastar do perigo que é estar com um homem-bomba da corrupção petroleira. Afinal quem é que convocaria o dirigente, amigavelmente tratado por Lula como “Paulinho”, para a festa de casamento da filha se não tivesse o mínimo de intimidade com ele?

Dilma está como aquele personagem de uma piada antiga, quando só existiam ladrões de galinha. O homem roubou um porco no quintal do vizinho e saiu com aquele peso todo nas costas. Apanhado em flagrante pelo guarda-noturno (naquele tempo existia isso) que queria saber aonde ia com o porcão, respondeu aflito: “Que porco? Tira isso daí, tira isso daí”.


A candidata está carregando um porco de Troia nas costas, mas inocentemente nem sabe. 

Para refletir

No caso do propinoduto da Petrobras, o ex-diretor, preso, já admitiu devolver 23 milhões de dólares do seu patrimônio em bancos estrangeiros para aliviar sua barra na Justiça. É escandaloso que um bandido desse calibre se disponha facilmente a aliviar-se de uma quantia extraordinária como quem paga um cafezinho no bar da esquina, ou uma propina para não levar multa, e ninguém dá por isso.

Se paga tanto, e devolve milhões como água, é porque o rombo foi assustadoramente maior e muita gente saiu ganhando em dinheiro e postos de governo.

Marina apanha, mas Dilma é quem cai


Espantosa a capacidade de resistência de Marina Silva à pancadaria, a se levar em conta os resultados da mais recente pesquisa IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional. Pela lógica, ela deveria estar caindo. E Dilma avançando. Mas eleição não é razão – é emoção. Ganha quem erra menos. E Marina tem errado pouco.

É esmagadora a vantagem que Dilma tem em relação aos seus adversários no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. São 12 minutos contra seis de Aécio e dois de Marina. Por ora, a vantagem de pouco tem adiantado. Dilma não emociona ninguém. É razão pura. E seus programas de propaganda refletem o que ela é. Não poderia ser diferente.

O marketing político de Dilma apostou na desconstrução da imagem de Marina. Há mais de 20 dias que Marina apanha dia e noite. Contra ela foram assacadas até aqui as mentiras mais corrosivas. Do tipo: “Vai acabar com O Bolsa Família e o Mais Médicos. Marina está a serviço dos banqueiros”. Algum efeito a desconstrução produziu. Não o suficiente para desidratar Marina

Jamais neste país um candidato a presidente contou com a gigantesca coligação de partidos montada para reeleger Dilma. No Rio, por exemplo, todos os candidatos ao governo fazem parte da coligação de Dilma. Em São Paulo, nenhum candidato ao governo apoia Marina. Em Minas Gerais, o que apoia tem menos de 5% das intenções de voto. Tudo isso não basta.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tem gato na tuba


Se aqui pegasse a moda...


O incidente ocorreu com Vitaly Zhuravsky, um ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich. O episódio aconteceu antes de
uma sessão em que os parlamentares ratificaram um acordo da Ucrânia com a União Europeia e apoiaram leis para dar um status especial a regiões controladas por separatistas. "Vivemos em um país onde o sangue escorre por sua causa", gritavam os manifestantes que cercaram o lixo no qual o deputado, de 59 anos, foi jogado.

A mentira virou verdade

Nunca antes se roubou em nome de um projeto político alastrante em todos os escaninhos do Estado.

Aproxima-se a hora da verdade política do país. Hora da verdade ou hora da mentira?

Mentira virou verdade? Nossas “verdades” institucionais foram construídas por 500 anos de mentiras. Portanto, virou uma razão de Estado para o governo do PT a proteção à mentira brasileira inventada pela secular escrotidão portuguesa. Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Por isso, o Governo acha que é necessário proteger as mentiras para que a falsa “verdade” do país permaneça. E não é só a mentira que indigna. É a arrogância com que mentem. E a mentira vai se acumulando como estrume durante um ano e acaba convencendo muitos ingênuos de que “sempre foi assim” ou de que “erraram com boa intenção”.

Não só roubaram cerca de R$ 2 bilhões desviados de aparelhos do Estado, de chantagem com empresários, de fundos de pensão, de contratos falsos, mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. A verdadeira esquerda se modificou, avançou, autocriticou-se enquanto eles não arredaram os pés dos velhos dogmas da era stalinista e renegaram todo trabalho de uma esquerda mais social-democrata, como aliás fazem desde que não votaram nos “tucanos” da época e o Hitler subiu ao poder.
Leia mais o artigo de Arnaldo Jabor 

Soneto da educação

Um diagnóstico da nossa educação em uma conversa com o primeiro ministro da área na era Lula
De repente, não mais que de repente, fez-se de inteligente o ignorante, fez-se de próximo o distante, fez-se da educação uma aventura edificante. De repente, todos os candidatos à Presidência só falam naquilo: educação. O primeiro ministro da Educação da era petista, Cristovam Buarque, pressionou Lula a fazer a revolução que, hoje, todos prometem. Caiu por isso.

O governo federal deveria escolher e adotar escolas de cidades e implantar um novo sistema para substituir o atual. As escolas federais, melhoradas, podem ser um padrão a espalhar. Uma revolução na educação de base custaria 6,4% do PIB. Um grande programa para a população adulta, entre 9% e 10%. Espero um presidente que diga: “Só descansarei quando nenhuma família precisar de Bolsa Escola”.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Qualquer semelhança


Os partidos terão futuro se tiverem menos de partido


Em vez de se aproximarem, as formações políticas se afastam cada vez mais dos problemas reais da sociedade moderna
As pesquisas sobre as eleições brasileiras estão revelando que os brasileiros votam nos protagonistas segundo seu coração e não seguindo as complexas e às vezes absurdas alianças feitas pelos partidos. Não votam em um candidato para a presidência, por exemplo, porque é apoiado pelo partido, o governador ou o deputado.

O povo se interessa mais pelas pessoas do que pelos partidos políticos.

E o que dizer do modo ainda primitivo como são realizadas as campanhas eleitorais e do rio de dinheiro que elas tragam? O que podem dizer aos jovens que estão no meio de tantas coisas?
Uma pergunta que ninguém se atreve a fazer nestas eleições do Brasil, carregadas de incógnitas e cada vez mais agressivas, é se os partidos políticos são um dogma da democracia, algo sagrado sobre cuja existência e utilidade nem sequer se pode discutir.

Dilma faz com Marina o que Collor fez com Lula


O que há em comum entre Dilma e Lobinho?

Conhecido no passado recente como “Lobinho 10%”, o senador Lobão Filho é candidato do PMDB, da família Sarney, de Dilma e de Lula ao governo do Maranhão. Está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Perde para Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

O que há em comum entre Dilma e Lobinho? Aguardem o parágrafo seguinte.

O medo da derrota aproxima Dilma e Lobinho. Bem como a principal arma que os dois usam para tentar vencer: a mentira. Além da mentira, manipulações, exageros, meias verdades e infâmias.


Dilma e Lobão estão por trás das tempestades perfeitas de críticas que ameaçam afogar a evangélica Marina Silva (PSB) e o católico Flávio Dino.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quero morar na propaganda do PT

Dinheiro falso


Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.

Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.

Lavagem no churrasco


Um dos réus na ação penal sobre a lavagem de dinheiro do mensalão junto com o doleiro Alberto Youssef, Meheidin Jenani, vangloriava-se de assar carneiros para Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil de Lula.

Na campanha eleitoral de 2006, o petista Jorge Lorenzetti, um dos acusados do escândalo do dossiê dos aloprados, era mais conhecido como churrasqueiro das festas de Lula.

Ricardo Noblat

domingo, 14 de setembro de 2014

Resposta de Marina

Para ser presidente é preciso ter programa. É preciso ter disposição para o diálogo político, trabalhar com o respeito, com a verdade e não com o boato. É preciso que se busque a legitimidade necessária para isso, e que não se terceirize essa legitimidade
Marina Silva

A empresa é deles ou do Brasil?


No rastro do dinheiro da Propinobrás

Entenda como o esquema na Petrobras abasteceu o caixa de aliados do governo e conheça os novos nomes denunciados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa na delação premiada

Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.

A relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).

Ventania

Jerônimo José Telles Júnior (1851-1914) 

A ilegalidade legal

Ônibus até participaram de desfile
cívico como mais uma dádiva petista
Nas barbas do TRE, aquele que nada vê, nada ouve e nada pune, está sendo armada uma arapuca eleitoral descarada em Maricá, segundo revela jornal do município. A Maricá Transportes Urbanos, única empresa de ônibus com chapa branca do país, deve entrar em operação coincidentemente no dia 1º de outubro e os ônibus, mesmo sem autorização, já estariam circulando pelos “itinerários” com ponto final ao lado de escola. Como estará em testes, farão viagens gratuitas inclusive no dia das eleições.

A empresa, que sequer tem funcionários, pátio de estacionamento – usa para isso o aeroporto – ou garagem, foi “criada” pelo prefeito e presidente regional do PT, Quaquá, para aniquilar o que chama de “monopólio” da empresa Amparo, que sempre foi mote de suas campanhas. Numa jogada eleitoreira que vem se protelando, fala em colocar passagens a R$ 2, tarifa essa que se diluirá com o tempo até ser de graça. Logicamente com dinheiro público, que não é de graça nem cai do céu.


Com um histórico desses, os ônibus devem passar a circular quatro dias antes das eleições, a que concorrem a mulher do prefeito e o presidente da Câmara. Se não é jogada para levar eleitores de graça às urnas, deve ser muita coincidência. Com a palavra o TRE. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Eleição brasileira


A caricata pit-bull



A máquina de fabricar mitos recorreu aos estereótipos arraigados no inconsciente coletivo infantilizado de boa parte do eleitorado brasileiro, e reinventou a figura sinistra do banqueiro (o ricaço barrigudo com seu charuto na boca e cartola na cabeça, sobrevivente da caricatura da Belle Époque) e colocou a fada Marina ao seu lado-uma dupla sinistra espoliando o pobre povo brasileiro. Sandro Vaia 
  
As tão propaladas eleições democráticas brasileiras desde a briga da reeleição de Lula se tornaram uma guerrilha de marqueteiros. Passamos a ser vítimas das arapucas, das “táticas”, das maquiagens, dos filmetes de propaganda, da arrogância, das acusações, das declarações do medo. Uma enxurrada de promessas arrumadas como se fossem verdades concretizadas, propostas que não passam de programa de partido, que nunca será projeto de Estado.

Com uma imensidão de analfabetos políticos, em todos os níveis – impressiona o número desses entre os ditos politizados -, não se estranha que haja um carnaval de más intenções e mentiras, principalmente do lado do PT, especialista em imputar aos outros defeitos, por se achar digno proprietário da verdade. Se não bastasse ser o único partido do mundo que sabe tudo sobre governança, como demonstra o caos econômico-social do país.

Com a ameaça de Marina e o fim do duelo com o PSDB, os marqueteiros, ordenadores à sombra da política brasileira, decretaram ordem de ataque como “tática” para acabar com qualquer ameaça, como bem fazem os ditadores. Como em democracia não se deve usar meios violentos para aniquilar adversários, senão o fariam sem qualquer motivo, usam a mentira, a denúncia vazia, a propaganda terrorista. Os meios podem ser outros, mas o fim é o mesmo: não vamos largar o osso que nos alimenta.

É essa ânsia de continuar a qualquer custo que faz Dilma vociferar, como um cão raivoso, contra Marina, numa caricatura grotesca do que deveria ser um governante. Mais parece uma pit-bull solta no Planalto protegendo a corja que se instalou no governo.

É um espantalho de quem deveria respeitar o próprio passado e seus ideais de ontem, jogados na lama de uma política própria a ditaduras. A ex-dona de uma loja de R$1,99 que levou à falência, culpando a economia pelo desastre, repete a lenga-lenga. Leva um país ladeira abaixo, culpando a economia mundial.


Não satisfeita como Recruta Zero, antes auspiciosa gerentona, defende com unhas e dentes, ferocíssima, os ideais da pelegada, que tanto fez mal ao trabalhador em velhos tempos, hoje travestida de partido. Faz o jogo de quem protege a galinha dos ovos de ouros de corruptos, canalhas, cafajestes e medíocres. 

Um presente que envergonha aquele passado de lutas e ideais de liberdade e democracia, agora jogados à sarjeta da politicalha com o único interesse de se reeleger, custe o que custar (quem paga são os outros) e doa a quem doer (quem sofre é o cidadão). 

O contra-ataque do Império


Como uma nostalgia caricata da monarquia, uma das piores distorções do presidencialismo brasileiro é a sua atitude imperial. Os governantes falam eu fiz isso/eu fiz aquilo como se tivessem feito com as próprias mãos, pagando do próprio bolso.

O governo federal se mostra como um magnânimo monarca quando repassa verbas públicas aos estados e municípios, como um grande favor e um gesto de bondade a ser retribuído. Quando era ministro do Trabalho, Carlos Lupi apresentava em rede nacional estatísticas de emprego e eu quase acreditava que tivessem sido criados por ele e seu ministério, e não pela indústria, comércio e serviços… rsrs.


Não é só uma cara de pau algumas vezes hilariante, e outras, constrangedora, mas símbolo de uma cultura popular em que o presidente é imaginado como um imperador, que distribui dinheiro, empregos, progresso e justiça por vontade soberana, como se não existissem o Congresso, os tribunais, o Ministério Publico, a imprensa, as redes sociais e a opinião pública.