quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Dilma destaca avanço e esconde aumento
Em discurso na Cúpula do Clima da ONU, a presidenta Dilma
Rousseff disse que o Brasil é um exemplo de que é possível aliar
desenvolvimento industrial com respeito ao meio ambiente. “Nós, países em
desenvolvimento, temos igual direito ao bem-estar. E estamos provando que um
modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível”, afirmou.
A mandatária brasileira destacou que em dez anos (2003 e
2013) o desmatamento do país foi reduzido em 79%. Rousseff, contudo, escondeu o
fato de que entre 2012 e 2013 a taxa de destruição da floresta amazônica
cresceu 29%. No ano passado, 5.891 quilômetros quadrados da região foram
devastados, segundo dados obtidos no Projeto de Monitoramento do Desmatamento
na Amazônia Legal por Satélite. A área desmatada equivale a quase quatro vezes
o município de São Paulo, o mais populoso do Brasil. No ano retrasado, o
desmatamento tinha atingido a menor taxa desde o ano de 1988, quando os dados
passaram a ser monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Na
ocasião, a devastação atingiu a marca de 4.571 quilômetros quadrados.
Por quê?
Somos perdulários
Com tanto estímulo desde criancinha, o brasileiro é um
gastador nato. Chavões como país do futuro, gigante Brasil, terra abençoada por
Deus, em se plantando tudo dá, país que vai pra frente, fizeram a cabeça das
massas no país. A maioria ainda acredita que são infindáveis os recursos e que
pode, sem qualquer trabalho, colher frutos gigantescos.
É essa visão de grandeza que faz dos governos eternos
aproveitadores da crendice popular. Acredita-se que sempre se vai sair de uma
enrascada com um jeitinho.
Os políticos se fartam da ignorância. Em plena ditadura, com
a crise mundial do petróleo, se falava que tínhamos petróleo para dar e vender.
Pagamos muito caro pelo abuso interno dos cretinos. Recentemente, com a bolha
estourando nos Estados Unidos, nosso máximo guru prometia que só sentiríamos
uma marolinha, que nem daria para molhar a canela, e prometeu que tinha no
bolso a receita para conter crises de fora. Continuamos a pagar a conta que
cada vez aumenta mais. Como da outra vez perdemos tempo para crescer,
acreditando piamente nos profetas governamentais.
Depois do pibinho, estamos frente a um mini-pib e saudamos
as maquiagens governamentais com que vão nos tirar do poço. As perspectivas
internacionais já apontam em crescimento no próximo ano de 1,4%, com tendência
de queda, sem incluir aí as turbulências econômicas e os problemas ambientais.
No entanto, o governo insiste, como na fala do vice-presidente, que estamos
crescendo fantasticamente. Só se for em estatísticas de corrupção, em que somos
quase imbatíveis.
Gastamos absurdamente até a rapa do tacho para que os
governos saiam bem na foto em eleição, camuflando o nepotismo, os ganhos
escusos, o desperdício em obras inacabadas ou o superfaturamento, a altíssima
taxa de desocupados, conhecidos na era petista como comissionados (nunca se viu
tanto desses comes-e-dormes). Enfim, esbanjamos com mediocridade o futuro de
gerações para que a marginalidade se locuplete. E ainda por cima saímos às
ruas, com militância de aluguel, infringindo leis eleitorais, para que ainda se
gaste mais absurdamente a fim de manter o continuísmo.
Somos perdulários até a raiz dos cabelos até quando
escolhemos políticos que nada mais fazem do que gastar o dinheiro público com o
sorriso dos hipócritas. E ainda adoram apertar a mão dessa cambada, ou por ser
sem vergonha de berço ou imbecil de nascença.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Faltará brejo
“Não há dúvida de
que a vaca está indo para o brejo. A questão
é saber a distância do brejo e a
velocidade da vaca”
A mancha do petróleo
A principal vítima do escândalo causado pelas confissões
explosivas de Paulo Roberto Costa é o Partido dos Trabalhadores. Sempre que
sentiu um perigo eleitoral, o PT escudou-se na Petrobras.
O Governo do Brasil está ferido por uma novidade que
percorre a região: a bonança internacional, que permitiu a distribuição das
receitas extraordinárias, começou a diminuir. Na última década, os que exerciam
o poder pareciam imbatíveis. Hoje estão vulneráveis. Também estão em risco a
Frente Ampla no Uruguai e o kirchnerismo na Argentina. O declínio vem sempre
acompanhado de escândalos de corrupção. Nada surpreendente. Quando os recursos
escasseiam, as sociedades se tornam mais sensíveis à ética.
O Brasil está emperrado
A economia brasileira, exemplo de estímulo durante uma década, começa a ficar paralisada devido ao cansaço do consumo interno, bem quando acontecem as eleições gerais
Muitos especialistas previam isso já faz algum tempo e por
fim aconteceu há duas semanas: a economia brasileira, a sétima do mundo,
enfrentava o segundo trimestre consecutivo de retrocesso do PIB e entrava no
que, no jargão dos economistas, é chamado de “recessão técnica”.
Paralelamente, a agência classificadora Moody’s baixou, na semana passada, a
nota do país em um ponto, passando de “estável” a “negativa”. Nem as cifras,
nem a chamada de atenção da agência são alarmantes, mas são significativas: de
janeiro a março, o PIB brasileiro recuou 0,2%. Nos últimos três meses o recuo
foi de 0,6%. Mais que o alcance, o importante é a novidade. Nos últimos anos, o
Brasil só tinha registrado números vermelhos no último trimestre de 2008 e no
primeiro de 2009, quer dizer, nos piores dias do turbilhão da crise planetária
que sacudiu o mundo financeiro.
Outros países ficaram aí, no buraco, mas o Brasil, animado
por um consumo interno vigoroso, pelas exportações à China e um ciclo econômico
em alta, se recuperou em seguida. Até agora. Hoje, sem fôlego, o país parece
condenado a parar a fim de conseguir recuperar suas forças. A maioria dos
especialistas coincide que é uma parada quase técnica, um tipo de tempo morto
para recompor suas linhas antes de recomeçar. Mas, no meio de uma disputada
campanha eleitoral entre três candidatos cujo primeiro assalto será resolvido
no próximo dia 5 de outubro, a notícia da recessão teve o efeito de um tijolo
jogado no meio de um tanque. Os candidatos Marina Silva, pelo Partido Socialista
Brasileiro (PSB) e Aécio Neves, do mais conservador Partido
Social-Democrata Brasileiro (PSDB) se apressaram a acusar a presidenta Dilma
Rousseff de não reconhecer seus erros e de ter levado o país a um beco sem
saída. Neves foi explícito: “A senhora vai entregar um Brasil pior do que
encontrou e isso acontece pela primeira vez em nossa história moderna.”
Gestão sem ética é indigestão
A ferramenta de monitoramento das redes da Fundação Getulio
Vargas tem mostrado com eloquência que os temas da transparência e do combate à
corrupção vieram para ficar.
Assim, análises que atribuíam a ascensão de Marina Silva à
sua superexposição de mídia ficaram prejudicadas. O buraco é mais embaixo.
Além de uma demanda histórica por ética na política, há a
figura da própria Marina. Sua biografia é mais eloquente que qualquer discurso
ou marquetagem eleitoral. Querem um teste? Suprimam o som dos debates
televisivos e perguntem a um popular quem lhe parece mais confiável entre os
candidatos.
Assim como qualquer cidadão brasileiro que vive de sua
profissão, Marina foi seringueira, doméstica e professora antes de ser
política. Como qualquer um de nós, que vive de seu trabalho e tem um nome a
zelar, ao contrário do “caçador de marajás” ou do que denunciou “os 300
picaretas” antes de se juntar a eles. Como diz o ditado popular, “diz-me com
quem andas, e eu te direi quem és!"
O eleitor resolveu cobrar o que fizeram Lula, Collor, Dilma
e até mesmo Aécio Neves, noves fora a vida de políticos profissionais. Já
buscaram o pão com o suor do rosto ou sempre viveram às custas do poder público?
Quanto mais os analistas criticam a candidata por não ter
jogo de cintura e não abrir mão de seus princípios e valores, mais a sua figura
ascética ganha adesão. Não consideram que talvez o país esteja cansado de
indistinção moral, da geleia geral das coalizões espúrias e das alianças de
bordel.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O papel de Dilma
Petrobras, Correios, IBGE. Maltratadas pela ingerência do
governo, instituições que até pouco tempo eram sinônimos de orgulho, confiança
e credibilidade, foram postas na berlinda. Roubadas, abusadas e desrespeitadas,
elas sofrem as consequências do perverso modus operandi do PT que, em seu
benefício, se apossa do patrimônio do país.
A mancha do petróleo
A principal vítima do escândalo causado pelas confissões
explosivas de Paulo Roberto Costa é o Partido dos Trabalhadores. Sempre que
sentiu um perigo eleitoral, o PT escudou-se na Petrobras.
O Governo do Brasil está ferido por uma novidade que
percorre a região: a bonança internacional, que permitiu a distribuição das
receitas extraordinárias, começou a diminuir. Na última década, os que exerciam
o poder pareciam imbatíveis. Hoje estão vulneráveis. Também estão em risco a
Frente Ampla no Uruguai e o kirchnerismo na Argentina. O declínio vem sempre
acompanhado de escândalos de corrupção. Nada surpreendente. Quando os recursos
escasseiam, as sociedades se tornam mais sensíveis à ética.
O tamanho do pré-sal
Não usar a riqueza do pré-sal seria uma estupidez, usá-la
para iludir a Nação é uma indecência. As estimativas para as reservas do
pré-sal podem não ser exatas, mas não são mitos, são resultados de pesquisas
geológicas; a exploração na sua profundidade não é um mito, a engenharia dispõe
de ferramentas; a crença de que pode ser feita sem riscos para a ecologia não é
um mito, embora haja exemplos de vazamentos em campos similares; a expectativa
de que a demanda e os preços continuarão altos não é um mito, apesar das novas
fontes.
Mito, contudo, é a afirmação de que o pré-sal mudará a realidade
brasileira.
Se tudo der certo, em 2036 a receita líquida prevista do
setor petrolífero corresponderá a R$ 100 bilhões, aproximadamente R$ 448 por
brasileiro, quando a renda per capita será de R$ 27,8 mil, estimando
crescimento de 2% ao ano para o PIB. Apesar da dimensão da sua riqueza, o
pré-sal não terá o impacto que o governo tenta passar. Explorá-lo é correto,
concentrar sua receita na educação é ainda mais correto, mas é indecente usar o
pré-sal como uma ilusão para enganar a Nação e como mecanismo para justificar o
adiamento de investimentos em educação.
domingo, 21 de setembro de 2014
Desemprego da companheirada
Se Dilma Rousseff for derrotada, milhares de militantes do PT
não vão apenas perder a eleição. Perderão também os cargos de confiança que
garantem aos ocupantes o que é mais que um emprego. É um passaporte para
expedientes magros e salários obesos, um salvo-conduto para desfrutar do
feriadão a cada 15 dias, a certeza da vida mansa. Os pendurados nos cabides em
poder do Partido dos Trabalhadores perderam o sono não com o destino do Bolsa
Família ou do Fome Zero. O que confiscou o sossego da turma é a iminente
desativação da mais bem sucedida pilantragem assistencialista forjada pelo
lulopetismo: o programa Desemprego Zero Pró-Companheirada.
A guerra dos companheiros
O “abraço à Petrobras”, empreendido no início da semana pelo
PT, na sede da empresa, no Rio, faz lembrar o clássico ditado policial de que
“o criminoso sempre volta ao local do crime”.
Desta vez, não para avaliar os danos, como observador
oculto, mas para testar às escâncaras sua capacidade de virar o jogo. Em meio
às mais cabeludas denúncias, produzidas pelo ex-diretor de Abastecimento e
Refino, Paulo Roberto Costa – que pontificou nos dois governos de Lula e na
metade do de Dilma -, o PT testou a tese de que a melhor defesa é o ataque.
Falhou.
Em sua campanha, Dilma quer transformar as denúncias de
assalto à empresa – e a respectiva cobrança por investigações - em tentativa de
sabotagem, imputando, de quebra, a Marina Silva o sórdido objetivo de liquidar
o pré-sal. É o “pega ladrão!”, mas gritado pelo próprio ladrão. Já funcionou
antes.
O mais significativo no ato, porém, não foi ele em si, mas a
escassa presença de manifestantes. Lá estava a militância de sempre, acrescida
do MST, que dela sempre fez parte. Povo mesmo não se viu. A Polícia Militar
registrou cerca de 600 pessoas.
No passado recente, seriam milhares e milhares. Onde estão?
Terá o PT perdido musculatura onde há muito reinava? Aparentemente, sim. A
candidatura de Marina dividiu a esquerda e os chamados movimentos sociais. Não
se sabe ainda em que escala, mas não há dúvida de que houve quebra de unidade.
O que se assiste é uma guerra civil entre companheiros. Não
é uma guerra de ideias, mas por cargos, o que explica a fúria de quem se sente
ameaçado com o desemprego. É mais fácil, em política, absorver a derrota de uma
ideia que a perda de um cargo.
Marina de Wall Street
Campanhas eleitorais produzem milagres.
Transformam Neca Setúbal, por exemplo, a notável educadora
de 2012 convidada a integrar o governo revolucionário do cicloviário Fernando
Haddad, num pérfido logotipo do Itaú interessado em obter perdão de suas
dívidas e defender a autonomia do Banco Central para agradar a neoliberal
Marina Silva, seringueira de Wall Street.
Marina de Wall Street quer, num golpe de mestre, tirar a
comida da mesa das crianças brasileiras para reforçar o banquete dos
banqueiros.
En passant, a seringueira quer eliminar o Bolsa Familia, o
13o salário, as férias, o salário mínimo e acabar com esse mar de abundância
que passou a assolar a mesa dos pobres brasileiros depois que o PT colocou a
miséria fora da lei.
Mas isso Marina de Wall Street não vai conseguir porque o
coração valente de Dilma Rousseff não permitirá que aconteça, “nem que a vaca
tussa”.
Estamos falando apenas dos lances mais edificantes e mais
educativos da campanha eleitoral. Há também as baixarias, como a ameaça daquele
Stédile – dos-sem- terra, de colocar sua gente nas ruas “todos os dias” para
evitar que a ex-fada da floresta, mesmo que escolhida equivocadamente pelo
povo, aplique o veneno neoliberal diretamente nas veias da Nação.
No pasarán!
E os que já passaram não querem nem pensar em comprar o bilhete
de volta.
Alternância de poder, desde que seja uma alternância interna
- esse parece ser o lema da versão revista e reduzida do tipo de democracia com
o qual o PT sonha nas noites de verão.
Uns 40 mil cargos de confiança clamam aos céus: daqui não saio,
daqui ninguém me tira.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Lula requenta o truque de 2006
Nosso Guia quer confundir a Petrobras com a gestão
do comissariado petista com que aparelhou a empresa.
Lula fez uma involuntária defesa do voto útil, aquele que
vai para qualquer lugar, desde que o PT vá embora. Foi para a frente do prédio
da Petrobras e disse o seguinte: "Já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a
impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem
atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. (...) Se alguém
roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for
culpado, tem que ir para a cadeia.”
A Petrobras petista apareceu em várias CPIs. A primeira, de
2005, foi a do mensalão. Duas outras foram específicas e, com a ajuda do
comissariado, deram em nada. Se Nosso Guia acha (e tem motivos para isso) que,
incentivando-as, há “pessoas” achacando empresários que correm “atrás delas”,
não se conhece uma só fala de petista denunciando achacados ou achacadores. O
relator da comissão que está funcionando é o petista Marco Maia.
O carro-chefe
Pobreza alimenta corruptos
Nem só a Índia vive de seus pobres. Há 12 anos, o PT está se
locupletando e enchendo bolsos com a exploração dos pobres. Na mais descarada
demagogia, enchem a boca para falar do que fizeram pelos pobres. Governo sério
não explora o que tem obrigação de fazer, ainda mais quando não faz, para lotar
as urnas e garantir poder. Pai ou mãe dos pobres, dos descamisados, dos
mujiques é a criação da idolatria, mais adequada para ditadores, que adoram
espalhar o próprio nome ou de familiares em suas “obras” ou alheias.
Detentora da verdade, em discurso aos “pobres”, Dilma
anunciou que com o PT “as pessoas agora têm direitos” como se isso não
estivesse garantido na Constituição, mas fosse outra das benesses petistas com
que “papai” Lula e “mamãe” Dilma presentearam o país. Como também garantiu que
antes não havia emprego nem salário, outras das maravilhas propiciadas pelo
partido em particular para os apadrinhados, que sem a ajuda petista não
conseguem nem emprego para burro-sem-rabo.
A mesma candidata alardeia uma luta contra a desinformação e a mentira, só não informa sobre os desastres de Bolsa Família, locupletando até quem não precisa, e pelo Minha Casa, Minha Vida, construindo casa e prédios em locais impróprios, muitas vezes sem água e saneamento básico. Mas uma pérola da desinformação é dizer que graças ao PT, “as pessoas podem andar de avião”.
Não é dádiva, mas uma série de mecanismos que permitem às
empresas aeroviárias e de viagens aproveitarem nichos da população. Há
empresários apostando em conquistar esses passageiros através de passagens em até
12 prestações como acontece no comércio. Portanto, é o empresariado o grande
estimulador sem nada a ver com o governo, que disso está se aproveitando para
angariar votos como se houvesse ganho salarial.
Mais uma balela de aproveitamento do trabalho alheio, da
incrementação do consumismo, para implantar como maravilha do governo,
artifício bem conhecido sob o jugo do comando vermelho municipal.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
O porco de Dilma
O assalto político aos cofres da Petrobras não está só
pesando na campanha de Dilma. A própria biografia da ex-guerrilheira, que
sonhou um Brasil melhor em seus tempos de juventude, vai ficar manchada como a
presidente que acobertou os desmandos na empresa e a desastrosa gerente. Como
comandou a maior empresa do país sem saber que lá estava uma gangue armada para
assaltar seus cofres? A mancha entrará para a história como o maior desastre do
presidencialismo brasileiro.
Impossível que a candidata negue relações com Paulo Roberto
Costa, da alta cúpula da Petrobras, seu subalterno por anos, ou queira se
afastar do perigo que é estar com um homem-bomba da corrupção petroleira.
Afinal quem é que convocaria o dirigente, amigavelmente tratado por Lula como
“Paulinho”, para a festa de casamento da filha se não tivesse o mínimo de
intimidade com ele?
Dilma está como aquele personagem de uma piada antiga,
quando só existiam ladrões de galinha. O homem roubou um porco no quintal do
vizinho e saiu com aquele peso todo nas costas. Apanhado em flagrante pelo
guarda-noturno (naquele tempo existia isso) que queria saber aonde ia com o
porcão, respondeu aflito: “Que porco? Tira isso daí, tira isso daí”.
A candidata está carregando um porco de Troia nas costas,
mas inocentemente nem sabe.
Para refletir
No caso do propinoduto da Petrobras, o ex-diretor, preso, já
admitiu devolver 23 milhões de dólares do seu patrimônio em bancos estrangeiros
para aliviar sua barra na Justiça. É escandaloso que um bandido desse calibre
se disponha facilmente a aliviar-se de uma quantia extraordinária como quem
paga um cafezinho no bar da esquina, ou uma propina para não levar multa, e
ninguém dá por isso.
Se paga tanto, e devolve milhões como água, é porque o rombo
foi assustadoramente maior e muita gente saiu ganhando em dinheiro e postos de
governo.
Marina apanha, mas Dilma é quem cai
Espantosa a capacidade de resistência de Marina Silva à
pancadaria, a se levar em conta os resultados da mais recente pesquisa IBOPE
divulgada pelo Jornal Nacional. Pela lógica, ela deveria estar caindo. E Dilma
avançando. Mas eleição não é razão – é emoção. Ganha quem erra menos. E Marina
tem errado pouco.
É esmagadora a vantagem que Dilma tem em relação aos seus
adversários no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
São 12 minutos contra seis de Aécio e dois de Marina. Por ora, a vantagem de
pouco tem adiantado. Dilma não emociona ninguém. É razão pura. E seus programas
de propaganda refletem o que ela é. Não poderia ser diferente.
O marketing político de Dilma apostou na desconstrução da
imagem de Marina. Há mais de 20 dias que Marina apanha dia e noite. Contra ela
foram assacadas até aqui as mentiras mais corrosivas. Do tipo: “Vai acabar com
O Bolsa Família e o Mais Médicos. Marina está a serviço dos banqueiros”. Algum
efeito a desconstrução produziu. Não o suficiente para desidratar Marina
Jamais neste país um candidato a presidente contou com a
gigantesca coligação de partidos montada para reeleger Dilma. No Rio, por
exemplo, todos os candidatos ao governo fazem parte da coligação de Dilma. Em
São Paulo, nenhum candidato ao governo apoia Marina. Em Minas Gerais, o que
apoia tem menos de 5% das intenções de voto. Tudo isso não basta.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Se aqui pegasse a moda...
O incidente ocorreu com Vitaly Zhuravsky, um ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich. O episódio aconteceu antes de
uma sessão em que os parlamentares ratificaram um acordo da Ucrânia com a União Europeia e apoiaram leis para dar um status especial a regiões controladas por separatistas. "Vivemos em um país onde o sangue escorre por sua causa", gritavam os manifestantes que cercaram o lixo no qual o deputado, de 59 anos, foi jogado.
A mentira virou verdade
Nunca antes se roubou em nome de um projeto político
alastrante em todos os escaninhos do Estado.
Aproxima-se a hora da verdade política do país. Hora da
verdade ou hora da mentira?
Mentira virou verdade? Nossas “verdades” institucionais
foram construídas por 500 anos de mentiras. Portanto, virou uma razão de Estado
para o governo do PT a proteção à mentira brasileira inventada pela secular
escrotidão portuguesa. Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas
instituições cairiam ao chão. Por isso, o Governo acha que é necessário
proteger as mentiras para que a falsa “verdade” do país permaneça. E não é só a
mentira que indigna. É a arrogância com que mentem. E a mentira vai se
acumulando como estrume durante um ano e acaba convencendo muitos ingênuos de
que “sempre foi assim” ou de que “erraram com boa intenção”.
Não só roubaram cerca de R$ 2 bilhões desviados de aparelhos
do Estado, de chantagem com empresários, de fundos de pensão, de contratos falsos,
mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. A verdadeira esquerda se
modificou, avançou, autocriticou-se enquanto eles não arredaram os pés dos
velhos dogmas da era stalinista e renegaram todo trabalho de uma esquerda mais
social-democrata, como aliás fazem desde que não votaram nos “tucanos” da época
e o Hitler subiu ao poder.
Leia mais o artigo de Arnaldo Jabor
Soneto da educação
Um diagnóstico da nossa educação em uma conversa com o primeiro ministro da área na era Lula
De repente, não mais que de repente, fez-se de inteligente o
ignorante, fez-se de próximo o distante, fez-se da educação uma aventura
edificante. De repente, todos os candidatos à Presidência só falam naquilo:
educação. O primeiro ministro da Educação da era petista, Cristovam Buarque,
pressionou Lula a fazer a revolução que, hoje, todos prometem. Caiu por isso.
O governo federal deveria escolher e adotar escolas de cidades e implantar um novo sistema para substituir o atual. As escolas federais, melhoradas, podem ser um padrão a espalhar. Uma revolução na educação de base custaria 6,4% do PIB. Um grande programa para a população adulta, entre 9% e 10%. Espero um presidente que diga: “Só descansarei quando nenhuma família precisar de Bolsa Escola”.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Os partidos terão futuro se tiverem menos de partido
Em vez de se aproximarem, as formações políticas se afastam cada vez mais dos problemas reais da sociedade moderna
As pesquisas sobre as eleições brasileiras estão revelando
que os brasileiros votam nos protagonistas segundo seu coração e não seguindo
as complexas e às vezes absurdas alianças feitas pelos partidos. Não votam em
um candidato para a presidência, por exemplo, porque é apoiado pelo partido, o
governador ou o deputado.
O povo se interessa mais pelas pessoas do que pelos partidos
políticos.
E o que dizer do modo ainda primitivo como são realizadas as
campanhas eleitorais e do rio de dinheiro que elas tragam? O que podem dizer
aos jovens que estão no meio de tantas coisas?
Uma pergunta que ninguém se atreve a fazer nestas eleições
do Brasil, carregadas de incógnitas e cada vez mais agressivas, é se os
partidos políticos são um dogma da democracia, algo sagrado sobre cuja
existência e utilidade nem sequer se pode discutir.
Dilma faz com Marina o que Collor fez com Lula
O que há em comum entre Dilma e Lobinho?
Conhecido no passado recente como “Lobinho 10%”, o senador
Lobão Filho é candidato do PMDB, da família Sarney, de Dilma e de Lula ao
governo do Maranhão. Está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Perde para Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
O que há em comum entre Dilma e Lobinho? Aguardem o
parágrafo seguinte.
O medo da derrota aproxima Dilma e Lobinho. Bem como a
principal arma que os dois usam para tentar vencer: a mentira. Além da mentira,
manipulações, exageros, meias verdades e infâmias.
Dilma e Lobão estão por trás das tempestades perfeitas de
críticas que ameaçam afogar a evangélica Marina Silva (PSB) e o católico Flávio
Dino.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Dinheiro falso
Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.
Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.
Lavagem no churrasco
Um dos réus na ação penal sobre a lavagem de dinheiro do
mensalão junto com o doleiro Alberto Youssef, Meheidin Jenani, vangloriava-se
de assar carneiros para Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil de Lula.
Na campanha eleitoral de 2006, o petista Jorge Lorenzetti,
um dos acusados do escândalo do dossiê dos aloprados, era mais conhecido como
churrasqueiro das festas de Lula.
Ricardo Noblat
domingo, 14 de setembro de 2014
Resposta de Marina
No rastro do dinheiro da Propinobrás
Entenda como o esquema na Petrobras abasteceu o caixa de
aliados do governo e conheça os novos nomes denunciados pelo ex-diretor de
Abastecimento Paulo Roberto Costa na delação premiada
Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da
Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para
detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para
abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram
conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da
Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da
República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou
nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos
contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de
distribuição, entre 2004 e 2012.
A relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é
ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à
investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por
Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará,
Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles
(PP-RJ).
A ilegalidade legal
![]() |
| Ônibus até participaram de desfile cívico como mais uma dádiva petista |
Nas barbas do TRE, aquele que nada vê, nada ouve e nada
pune, está sendo armada uma arapuca eleitoral descarada em Maricá, segundo
revela jornal do município. A Maricá Transportes Urbanos, única empresa de
ônibus com chapa branca do país, deve entrar em operação coincidentemente no
dia 1º de outubro e os ônibus, mesmo sem autorização, já estariam circulando
pelos “itinerários” com ponto final ao lado de escola. Como estará em testes,
farão viagens gratuitas inclusive no dia das eleições.
A empresa, que sequer tem funcionários, pátio de
estacionamento – usa para isso o aeroporto – ou garagem, foi “criada” pelo
prefeito e presidente regional do PT, Quaquá, para aniquilar o que chama de
“monopólio” da empresa Amparo, que sempre foi mote de suas campanhas. Numa
jogada eleitoreira que vem se protelando, fala em colocar passagens a R$ 2,
tarifa essa que se diluirá com o tempo até ser de graça. Logicamente com
dinheiro público, que não é de graça nem cai do céu.
Com um histórico desses, os ônibus devem passar a circular
quatro dias antes das eleições, a que concorrem a mulher do prefeito e o
presidente da Câmara. Se não é jogada para levar eleitores de graça às urnas,
deve ser muita coincidência. Com a palavra o TRE.
sábado, 13 de setembro de 2014
A caricata pit-bull
A máquina de fabricar mitos recorreu aos estereótipos arraigados no inconsciente coletivo infantilizado de boa parte do eleitorado brasileiro, e reinventou a figura sinistra do banqueiro (o ricaço barrigudo com seu charuto na boca e cartola na cabeça, sobrevivente da caricatura da Belle Époque) e colocou a fada Marina ao seu lado-uma dupla sinistra espoliando o pobre povo brasileiro. Sandro Vaia
As tão propaladas eleições democráticas brasileiras desde a
briga da reeleição de Lula se tornaram uma guerrilha de marqueteiros. Passamos
a ser vítimas das arapucas, das “táticas”, das maquiagens, dos filmetes de
propaganda, da arrogância, das acusações, das declarações do medo. Uma
enxurrada de promessas arrumadas como se fossem verdades concretizadas,
propostas que não passam de programa de partido, que nunca será projeto de
Estado.
Com uma imensidão de analfabetos políticos, em todos os
níveis – impressiona o número desses entre os ditos politizados -, não se
estranha que haja um carnaval de más intenções e mentiras, principalmente do
lado do PT, especialista em imputar aos outros defeitos, por se achar digno
proprietário da verdade. Se não bastasse ser o único partido do mundo que sabe
tudo sobre governança, como demonstra o caos econômico-social do país.
Com a ameaça de Marina e o fim do duelo com o PSDB, os
marqueteiros, ordenadores à sombra da política brasileira, decretaram ordem de
ataque como “tática” para acabar com qualquer ameaça, como bem fazem os
ditadores. Como em democracia não se deve usar meios violentos para aniquilar
adversários, senão o fariam sem qualquer motivo, usam a mentira, a denúncia
vazia, a propaganda terrorista. Os meios podem ser outros, mas o fim é o mesmo:
não vamos largar o osso que nos alimenta.
É essa ânsia de continuar a qualquer custo que faz Dilma
vociferar, como um cão raivoso, contra Marina, numa caricatura grotesca do que
deveria ser um governante. Mais parece uma pit-bull solta no Planalto
protegendo a corja que se instalou no governo.
É um espantalho de quem deveria respeitar o próprio passado
e seus ideais de ontem, jogados na lama de uma política própria a ditaduras. A
ex-dona de uma loja de R$1,99 que levou à falência, culpando a economia pelo
desastre, repete a lenga-lenga. Leva um país ladeira abaixo, culpando a
economia mundial.
Não satisfeita como Recruta Zero, antes auspiciosa
gerentona, defende com unhas e dentes, ferocíssima, os ideais da pelegada, que
tanto fez mal ao trabalhador em velhos tempos, hoje travestida de partido. Faz
o jogo de quem protege a galinha dos ovos de ouros de corruptos, canalhas,
cafajestes e medíocres.
Um presente que envergonha aquele passado de lutas e
ideais de liberdade e democracia, agora jogados à sarjeta da politicalha com o
único interesse de se reeleger, custe o que custar (quem paga são os outros) e
doa a quem doer (quem sofre é o cidadão).
O contra-ataque do Império
Como uma nostalgia caricata da monarquia, uma das piores
distorções do presidencialismo brasileiro é a sua atitude imperial. Os
governantes falam eu fiz isso/eu fiz aquilo como se tivessem feito com as
próprias mãos, pagando do próprio bolso.
O governo federal se mostra como um magnânimo monarca quando
repassa verbas públicas aos estados e municípios, como um grande favor e um
gesto de bondade a ser retribuído. Quando era ministro do Trabalho, Carlos Lupi
apresentava em rede nacional estatísticas de emprego e eu quase acreditava que
tivessem sido criados por ele e seu ministério, e não pela indústria, comércio
e serviços… rsrs.
Não é só uma cara de pau algumas vezes hilariante, e outras,
constrangedora, mas símbolo de uma cultura popular em que o presidente é imaginado
como um imperador, que distribui dinheiro, empregos, progresso e justiça por
vontade soberana, como se não existissem o Congresso, os tribunais, o
Ministério Publico, a imprensa, as redes sociais e a opinião pública.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
O lado B da democracia
Eu não quero um país eternamente governado por tipos cordiais, que
se entendem por baixo dos panos. Eu não quero um país de canalhas festejados em
palácio, de criminosos tratados como heróis, de ditadores recebidos como
irmãos. Não quero um país em que ex-presidentes bajulam foragidos da Interpol.
Não quero um país em que a presidente mente sobre as suas qualificações acadêmicas
e fica por isso mesmo, como se falsificar currículo Lattes fosse coisa normal.
Não quero um país sem valores morais.
Também não quero um país onde presidentes possam ser reeleitos.
Quero presidentes — e governadores, e prefeitos — que se dediquem ao trabalho
durante todo o mandato; quero candidatos que não possam usar a máquina do
estado, paga por todos nós, para defender os seus interesses e os interesses
mesquinhos da sua curriola.
Acho obscena a divisão do tempo da propaganda eleitoral gratuita,
até por saber o que ela implica. Não é assim que se constrói um bom país.
Urnas pedem socorro
Aliado de família Sarney fará gestão de urnas eletrônicas no Maranhão.Dono da empresa tem vínculos com marido da governadora Roseana
Uma empresa cujo dono
é ligado ao clã Sarney ficará a cargo da gestão das urnas eletrônicas nos 217
municípios do Maranhão, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo nesta
quarta-feira. A Atlântica Serviços Gerais foi contratada em 28 de agosto para o
serviço, por 2,9 milhões de reais, após vencer licitação promovida pelo
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado. A empresa tem como dono Luiz
Carlos Catanhede Fernandes, ligado a Jorge Murad, marido da governadora Roseana
Sarney (PMDB), à própria Roseana e ao candidato dos Sarney ao governo neste
ano, Lobão Filho (PMDB).
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Só eles podem
![]() |
| Emilio Botin, banqueiro espanhol, e Lula |
Que o PT sempre teve duas caras, ninguém desconhece. Sempre foi um
partido jeitoso no tratamento aos pobres, enquanto acariciava os ricos. Afinal os
petistas também têm família para sustentar e são milhares a mamar nas tetas
republicanas, em todos os níveis. Mas isso renegam de mãos postas e de joelhos,
pois são crentes de que fazem tudo certinho. E quase mesmo fazem, se não fosse
o crime uma imperfeição.
Na recente campanha, dando uma de santinhos, estão colando a pecha
de “amiga dos banqueiros” em Marina Silva, quando nunca os banqueiros lucraram
tanto quanto nos governos petistas. Isso sem esquecer de certos bancos que
colaboraram no esquema do mensalão.
Mas como mentira tem perna curta eis aí a nota de pesar do ex Lula
ao presidente do banco Santander, morto ontem, em Madri, aos 79 anos. É uma
clara demonstração de como são excelentes e amigáveis as relações petistas com
os bancos. Também revela como Lula foi auxiliado por banqueiro em suas
campanhas.
"Fomos surpreendidos nesta manhã com a triste notícia da morte do nosso amigo Emilio Botín. Lamentamos essa grande perda e nos solidarizamos com toda a família.É inesquecível para nós o seu gesto, ainda em 2002, quando em meio a uma grave crise econômica, ele fez questão de mostrar sua confiança no futuro do Brasil e no povo brasileiro. Além de renomado líder empresarial, Botín sempre valorizou a democracia e as boas relações entre os países. Nesse momento de dor, enviamos nosso abraço para a família, amigos e colaboradores de Emilio Botín.Dona Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva"
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