quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Nunca ovelha
"O que não somos nunca é ovelha - fiel ovelha do Santo Padre,
de Sua Majestade o Rei, do Partido, da Convenção Social, dos Códigos da Moral
Absoluta, do Batalhão, de tudo que mata a personalidade das criaturas."
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
A mensagem do vento de março
(...)
Ouve, o vento no olmo! É de Londres que sopra
E fala de ouro, de esperança e mal-estar
De poder que não ajuda; de saber de sobra
Que do pior e melhor não é capaz de ensinar
Dos ricos ele fala, e estranha é a história
Dos que têm, cobiçam, e de mais se apossam;
E eles vivem e morrem; e a terra e sua glória
São apenas um fardo que mal suportam
William Morris (1834/1896) escritor inglês concentrou seu
interesse em poesia narrativa sempre transparecendo idéias socialistas
Patologia de um prefeito
Quaquá, prefeitinho de Vila dos Patos (daí o adequado
vulgo), não é apenas um modelo de político corrupto. Atestam isso as dezenas de
processos a que responde como ainda as duas condenações (não cumulativas) por
inelegibilidade numa aberrante decisão dos tribunais, que ainda deixa impune e
solto o condenado. Se por isso ainda não conseguiu vaga no xilindró, agora cada
vez mais esbanja como um caso patológico de psiquiatria. A megalomania tomou
conta do ex-menino pobre da Mumbuca, que caçava rã para comer. Com a ascensão à
presidência regional do PT, - só podia ser mesmo desse antro -, vestiu de vez a
capa presidencial e como um chefe de nação caiçara esbanja em viagens para
tratar de negócios para o feudo. Assim foi com os bondes de comissionados para
a Itália e França, onde vendeu empreendimentos imobiliários, a custos
milionários para os cofres públicos; a Cuba, para pedir benção e jogar pra
galera, e agora chega mesmo à China, com um secretário que saiu do subúrbio
carioca para tratar de portos em mandarim.
O Brasil tem 7.408 km de costas, do cabo Orange ao arroio
Chuí - 9.198 km se considerarmos as saliências e as reentrâncias do
litoral - mas o tal sujeitinho empombou com a construção de um porto justamente
numa área de proteção ambiental e cultural. Quer porque quer instalar um porto
que empresas já deram para trás desde o início para poder anunciar
eleitoralmente um grande feito, já que não fez nada em seis anos. Insiste em
criar mais um factóide como essa viagem à China para fazer a cabeça dos imbecis
caiçaras, que só estão com ele devido ao dindim mensal do Erário. Com isso pode
arrecadar os votos para eleger a digníssima madame Z, sua consorte amasiada, à
Câmara estadual.
Esse é o reflexo mais recente de sua megalomania de medíocre
depois que vestiu o manto de chefe do seu partido no Estado, que vem gerindo
com os coturnos de um ditador.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O 'soldadinho-playboy'
O PT descobriu que era preciso possuir uma milícia política para se proteger de seus adversários e tem financiado – Vila dos Patos é um celeiro deles – seus soldadinhos de bosta. São eles que promovem atos que os correligionários não poderiam praticar por falta de decoro e assim manchar a imagem imaculada do santo partido. Daí recorre aos mercenários sempre dispostos a tudo por dinheiro.
Como o recente caso de Rodrigo Grassi Cademartori,
autointitulado “Rodrigo Pilha”, baderneiro com carteirinha de assessor
parlamentar da deputada federal Érika Kokay (DF). O “soldadinho” postou na
internet o vídeo hostilizando e insultando o presidente do Supremo Tribunal
Federal, Joaquim Barbosa, chamado de “fascista” e de outros nomes. A deputada
classifica como um direito de expressão (?) o insulto público ao ministro da
Suprema Corte, a quem, em outro vídeo, o palyboyzinho classifica o ministro
Joaquim Barbosa de “covarde” e o chama de “coxinha”.
O assessor baderneiro é um grande trabalhador do país, pago
com dinheiro público, ocupado que está em repetir chavões para intimidar,
inclusive fisicamente, qualquer um que avalie ser adversário do PT, e divulgar
suas fotos em momentos de lazer – pilotando uma lancha, por exemplo, com um
copaço de cerveja do lado do timão. Também organiza “protestos” como aqueles contra
o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e a blogueira cubana Yoani Sánchez. É uma
farra, mais uma, que o PT promove com o dinheiro público que deveria estar
financiando trabalho, nunca “armando” desocupados. A mesma ladainha
A resolução da Comissão Executiva Nacional do PT, lançada semana
passada, é mais uma das gracinhas que os petralhas adoram aplicar no povo
sempre de olho em garantir apoio nas urnas. Num arroubo de patriotismo,
vestiram a camisa da “defesa incondicional da Petrobras” contra os que querem
sua privatização, repetindo o discurso que já usaram e abusaram nas eleições de
Lula e Dilma. Foram agora até capazes de um gesto muito mais típico de
propaganda de Estado Novo: “Quem agride a Petrobras, agride o Brasil”. Poderiam
até reviver no documento “O Petróleo é nosso”, mas aí poderia sugerir que a
Petrobras é deles, o que pegaria muito pior.
Como sempre o partido mostra que vive de slogans, por vezes
de modelo não muito respeitável e repetindo fórmulas de outros tempos, para se
defender dos escândalos em que seus próprios protegidos são protagonistas. É
preciso para eles manter a máscara de protetores de patrimônio nacional desde
que o mesmo esteja sob o domínio deles.
À nota divulgada pela comissão petista não convém lembrar
que o que está em jogo nos escândalos recentes nada mais é do que a péssima
gestão da empresa apadrinhada pelo loteamento de cargos feito pelos próprios
governo e PT.
Ninguém em sã consciência é contra a Petrobras como empresa,
mas contra a farta distribuição de cargos a incapazes de gerência, que só estão
lá para favorecimento e fortalecimento do partido, promovendo casos esdrúxulos
como o de Pasadena e da refinaria em Pernambuco. Qualquer
um é contra o sucateamento da empresa promovido em 12 anos de governo petista,
que levou a nº 4 do petróleo mundial a cair desbragadamente para posição de
empresinha em 120ª posição. Tudo para que o governo seja servido, e bem, nas
jogadas eleitoreiras.
Ninguém deve esquecer que é a Petrobras quem vem sofrendo,
principalmente nos últimos anos de Didi, a faxineira do Planalto, com o
controle de seus preços, abaixo do mercado mundial, só para impedir que suba a inflação
e não seja com isso afetada a imagem da presidente em plena aceleração
eleitoral. Sem falar que se tornou um propinoduto importante na malha de
distribuição de recursos para políticos e suas siglas.
O que mais querem os petistas é tapar o sol com a peneira.
Sempre fizeram esse trabalho sujo de imputar aos outros crimes, que eles mesmos
cometem sob outras formas, ou embrulhar CPIs gigantes para não dar em nada. É
preciso para eles sempre parecerem as vestais, todas puras, imaculadas. Mais
franciscanos do que os coturnos petistas não há.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Mozart Bicalho - Noites que não Voltam Mais
Mozart Bicalho (1901/1986) foi violonista, compositor e poeta pouco
lembrado, mas que deveria figurar entre os mais importantes compositores
brasileiros na primeira metade do século XX.
brasileiros na primeira metade do século XX.
Cântico negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí.
José Régio, pseudônimo de José Maria dos Reis Pereira
(1901/1969) foi talvez o único escritor em língua portuguesa a dominar todos os
gêneros. Poeta e dramaturgo, escreveu romances, contos, novelas, crônicas,
memórias, ensaios, críticas. Também publicou diários e obras sobre história da
literatura.
Que país é este!!
O Brasil vive uma enxurrada de más notícias. Não há citado
um grave terremoto, nem um ataque terrorista, ou um tufão arrasou qualquer
região. Afora uma persistente enchente no Norte do país, por mais de 40 dias,
que só há pouco recebeu a visita de Didi, a faxineira do Planalto, não se tem
notícia até o momento de uma série de catástrofes. Em compensação chove
noticiário sobre as mazelas sempre freqüentes da sociedade brasileira. Os
esforços do governo para debelar o alastramento de escândalos parece não dar
resultado. Os fatos são mais contundentes do que o besteirol com que tentam
debelá-los.
Pipocam por todo canto notícias que demonstram indubitavelmente
o quanto o país está entregue às baratas políticas, disputando poder com
milícias de corruptos em todos os níveis. O escândalo da vez fica para o
senador Gim Argello (PTB-DF), que foi pressionado a renunciar à indicação para
ministro do Tribunal de Contas da União devido ao seu prontuário. O senador,
que teve a indicação apoiada mesmo por Didi, tem uma ficha de dar inveja a
muito bandido sem que parece nunca ninguém, nem os altos poderes, se deram
conta. Além de responder a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal, Argello
ainda é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva,
falsidade ideológica, peculato (desvio de dinheiro público) e crime contra a
lei de licitações. Seria um poderoso ministro do TCU, mas com um repertório
digno de criminosos.
Nessa onda de más notícias, ainda há outras muito parecidas
com muitas nas quais o Brasil aparece sempre na rabeira. Uma delas é que o
avanço do PIB ficará em 18º lugar entre 21 países da América Latina, quando o
governo insiste no crescimento brasileiro do país que vai pra frente, segundo o
slogan da ditadura. E sai novo levantamento que também coloca o Brasil outra
vez mal na fita. Entre as 30 cidades mais violentas, 11 delas estão aqui e o
Brasil lidera como o país que tem mais cidades violentas no mundo apesar de
todos os “esforços” anunciados pelos governos.
Mais do que nunca o governo se enrosca numa luta feroz com o
próprio desmazelo, e mesmo um certo desleixo, com que vem tratando o público
sempre de olho no que o privado tem a oferecer para não largar o osso do poder.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Sem brincadeira!
“O Brasil é uma das dez maiores democracias do mundo. Isso
aqui não é lugar pra brincadeira”
Joaquim Barbosa, ministro-presidente do STF, em entrevista a programa de TV
No suor da cama
Província
IX
Ouve, covarde,
que trazes nos ossos
o sonho de morrer numa barricada
bêbado de Chama.
Hás-de morrer aqui
no suor desta cama,
a olhar para a doçura longa duma tarde...
(...ah! mas com que trovoada
dentro de ti!)
José Gomes Ferreira (1900/1985), poeta e escritor português,
publicou memórias, contos, ficção, estudos, diários e ensaios.
Rede Pau nos Ratos
Nova no dicionário
O deputado federal André Vargas, em nota, criou uma
expressão a ser incorporada ao dicionário do partido. Em breve os releases deles
podem reclamar de
"vazamento ilegal de informações" quando surgirem
na imprensa notícias sobre as trambicagens petistas. Querem sigilo total sobre
as maracatuaias e logicamente o silêncio noticioso.
No lugar de São Pedro
Pouco se comentou na mídia como o Brasil será afetado
segundo o relatório da ONU sobre as alterações climáticas, mas os políticos já apontam
insistentemente o clima como o culpado único pelo sofrimento do povo devido ao
descaso público. Como nunca fizeram o que deveriam ter feito há anos, agora
saem pondo a culpa do racionamento de água nas mudanças do clima. Preferem isso
a escolher a fórmula antiga de colocar a culpa em São Pedro.
A todo vapor
São mais de R$ 5 bilhões que o governo está investindo para distribuir mais de 14,1 mil máquinas para municípios. No total, serão mais de 18 mil máquinas entregues em 5.061 municípios com cada cidade de até 50 mil habitantes recebendo uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba e em alguns regiões o kit inclui caminhão-pipa e pá-carregadeira. Com tanta fartura só há elogios como o do prefeito de Joaima, Donizete Lemos (PT), um dos 151 agraciados com máquinas em Contagem (MG) esta semana. “Não tenham medo de apoiar a presidente Dilma. Não tenham medo de encarar a campanha. Vamos manter esse governo. Prefeito não tem que ter medo, a Dilma tem que continuar”. Depois a entrega de máquinas não é campanha eleitoral nem muito menos compra de votos, não é TRE?quarta-feira, 9 de abril de 2014
Estado bandido
A mídia há muito tempo publica nas páginas de política o que
nada mais são do que assuntos de polícia. Não há dia sem que um crime,
registrado em código civil, e às vezes no penal ou no eleitoral, não seja
noticiado em página errada. Hoje se espremer essa página sai sangue do povo de
tanta criminalidade dos governos e casas legislativas, às escancaras, sem uma
punição para os envolvidos à vista ou a prazo.
O país vive na promiscuidade política, num limbo de
prostituição de instituições, com o único objetivo de se manter o poder. É
inadmissível que um vice-líder do Congresso, que afrontou a Presidência do mais
alto tribunal do país, admita com a maior tranqüilidade – um pequeno “equívoco”
- uma conivência de anos com um doleiro, preso e envolvido em uma série de
escândalos. Mais ainda, teria planejado com o criminoso um plano para se
locupletar com dinheiro público da Saúde, feudo do partido do governo que vai
dar um candidato à Prefeitura mais rica do país.
Por falar em prisão, também não se admite que haja regalias
a presos, só pelo fato de serem ligados ao partido do governo. Tudo isso sem
lembrar o maior escândalo que explodiu neste início de semana com a revelação
de que a empresa responsável pela refinaria Passadena, a refinaria do bilhão,
tenha contribuído com R$ 1 milhão para a campanha da candidata Didi e ainda
dado uns trocados ao partido do governo.
O país vivencia o toma lá dá cá com total falta de
escrúpulos se é que alguma vez na vida os envolvidos tiveram algum. O povo
assiste de arquibancada ao grande espetáculo de roubalheira, conchavos,
maracutaias, armações, articulações escusas, joguinhos de camaradagem, que vai
minando o Estado.
Os negócios, envolvendo rombos bilionários para o país, em
proveito de uma comissãozinha para os integrantes de poder demonstram que já
não estamos num Estado de Direito. Fomos levados de roldão para um estado
promíscuo de vale-tudo pelo poder que garanta aos mesmos bandidos manterem-se
nos cargos para outras e talvez maiores negociatas, que engordem bolsos
próprios e assegurem o continuísmo. Se mascara de democracia um sistema que é
descaradamente uma ditadurazinha de partido, ou de aliados políticos, que
loteia ministérios, governos e empresas a bem da sua manutenção no trono, com
uma comissão por fora.
Sem um basta para esse quadro de convivência liberalíssima e
alegre entre poderosos eleitos ou indicados e a bandidagem, vai-se continuar
vivendo num Estado de barbárie política, que vão chamar de democracia quando
não passa de criminalidade pública.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Caixa-preta da Saúde
A Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com Sociedades
de Especialidade, Associações Médicas Regionais, lançou o projeto Caixa-Preta
da Saúde, que tem como finalidade receber e compilar denúncias do caos em que
se encontra a saúde no Brasil. Segundo a AMB, há 25 anos, o Brasil possui o
Sistema Único de Saúde, no qual, pela constituição, todos os brasileiros devem
ter assistência gratuita e universal. Os pacientes ficam anos na fila de espera
para cirurgias e exames. Não há infraestrutura e faltam desde medicamentos até
materiais básicos para atender a população. Os brasileiros pagam muitos e altos
impostos, mas não possuem os serviços mais básicos dos quais necessitam.
Devido às constantes denúncias, a associação e seus
parceiros decidiram mapear os problemas da saúde pública do Brasil e estimular
a população a denunciar as condições encontradas nos hospitais, postos de
atendimento e demais unidades de saúde. O projeto Caixa-Preta da Saúde é um
meio pelo qual todas as pessoas, de qualquer lugar e a qualquer hora, podem
enviar fotos e vídeos, apresentando os locais procurados e as dificuldades
enfrentadas na busca por serviços de saúde, públicos ou não. O site http://www.caixapretadasaude.org.br/ e
as redes sociais Facebook e Twitter serão os canais de interação com o
público. O usuário precisa apenas clicar no mapa e enviar a denúncia. A
equipe do projeto fará a análise do material e, após esta análise, a denúncia
entrará na web.
A associação denuncia também que hospitais e postos de saúde
estão precários e o SUS desativou quase 42 mil leitos nos últimos sete anos, decorrendo
nas superlotações em emergências e pronto-socorros. “O Ministério da Saúde
deixou de utilizar R$ 17 bilhões em 2012, mas o governo, para justificar o caos
em que se encontra o setor, afirma que não tem recursos para investir em
melhorias”, informa a AMB.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Rondó da Liberdade
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Neto de escravos trazidos do Sudão, o também poeta baiano Carlos Marighella (1911/1969)
foi deputado federal pelo PCB, militante comunista e um dos principais
organizadores da resistência contra o regime militar, apontado como o
inimigo "número um".
Cadê a água?
Há 64 anos, o Rio era assolado naquele Verão por um forte calor e agravado por
falta de chuvas. Para piorar, havia falta de água causada pelo mesmo problema
registrado nesta estiagem: falta de investimento. É a causa atual do sofrimento
nas pequenas cidades que não recebem a mesma cobertura jornalística dos grandes
centros.
Por isso, sob céu de brigadeiro, há mais carro-pipa nas ruas,
principalmente de Vila dos Patos, do que se possa imaginar. E os preços, lá nas
alturas estratosféricas. Ninguém fala em racionamento, mas em descarada falta
de abastecimento.
“Tomara que chova,
Três dias sem parar”
Foi uma grita geral nos anos 1950 contra a falta água e um
conseqüente sucesso carnavalesco no ano seguinte, “Tomara que chova” (Paquito e
Romeu Gentil), que resultou na instalação da primeira Adutora do Rio Guandu no
ano seguinte. No entanto, sem grita, a badalada empresa de águas fluminense Cedae
continua a brincar de grande empresa, anunciando que levará água daqui a anos a
essa ou àquela região, mas sem resolver o problema urgente atual. Xodó do Estado,
que com seus factóides tem promovido muito governo cafajeste, continua a gozar
com a cara do cidadão obrigado a gastar fortuna para ter água ao menos para
higiene. O descaso é tanto que na maior cara de pau está hoje agendando
entregas de água para fins de junho. O fato acontece numa região onde o
governador montou palanque para inaugurar estação de bombeamento numa cidade
sem abastecimento e juntinho ao alcaide andou esburacando tudo quanto é canto
para instalar canos (sem água, é claro). Resta-nos gritar como Emilinha Borba:
“De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar,
Que lá em casa não tem água,
Nem pra cozinhar”
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar,
Que lá em casa não tem água,
Nem pra cozinhar”
sábado, 5 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
O Pato sentou
Foram necessários cinco anos de espera para que a maioria da
população de Vila dos Patos, que não reelegeu o desqualificado, visse enfim o
prefeitinho sentar por duas vezes, num mesmo dia, no banco dos réus dentro do Fórum.
Foi uma vitória e tanto dos abnegados que lutam há anos com denúncias gravíssimas
sobre a administração corrupta.
Prefeito com extenso prontuário na Justiça conseguiu, a
muito custo, por todo este tempo fugir das audiências como o diabo foge da
cruz. E a cada vez que não comparecia frente ao juiz resultava em mais uma
comemoração de sua tropa, que ficou amuada com o acontecimento. Para muitos
deles, o Pato, como é também conhecido o de vulgo, depois que provou o gostinho
do banco dos réus, pode agora sentar lá com mais freqüência do que se imagina
devido aos inúmeros processos que estão correndo na Justiça desde aquele distante
2009.
Ainda não é para abrir o champanha, mas pode-se desde já ter
mais esperança de que a casa vai cair.
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