domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
O melhor (e mais atual) discurso
Este é talvez o melhor e mais atual dos discursos. E não foi
feito por nenhum político, mas por Charlie Chaplin, em seu primeiro filme
sonoro, “O grande ditador” (1940), numa sátira aos regimes totalitários da época.
Mesmo tantas décadas depois, ainda defende e propala os ideais inerentes à Humanidade
com maiúscula, contra a mascarada destes tempos.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
O ministro cabeçudo
O ministro Wang Anshi (1021/1086), na China imperial, apesar
de reformador, ganhou popularidade como o “Ministro Cabeçudo”, considerado que
era de incapaz de aceitar bons conselhos e se recusar a admitir erros. Se
implantou instituições de socorro popular, hospitais, dispensários, cemitérios públicos,
baseando-se num modelo de fundações caritativas criadas pelos mosteiros
budistas, ficou mesmo conhecido como o homem dos três não vale a pena: “Não
vale a pena temer a ira divina, não vale a pena respeitar a opinião pública e
não vale a pena conservar as tradições”.
Segundo Lin Yutang (1895/1976), escritor chinês muito
conhecido no Ocidente, em “O sábio jovial”, o ministro tinha muita semelhança
com certos administradores públicos de hoje. Wang Anshi não tolerava oposição de
nenhuma espécie, viesse de amigos ou de adversários. Com grande capacidade de
persuasão, sabia como fascinar o imperador com a ideia de um Estado forte e
estava decidido a lutar por suas teorias sociais mesmo com “o esmagamento de
toda oposição e em particular com a anulação da censura imperial, cujo primeiro
dever era fazer a crítica da orientação política e da maneira pela qual se
conduziam os negócios públicos”.
A grande curiosidade do relato de Yutang sobre o ancestral
ministro é a semelhança com que hoje qualquer um pode esbarrar virando uma
esquina brasileira. Wang Anshi se considerava um reformador e todo aquele de
quem não gostava era um “reacionário”. “Acusava todos que o criticavam de
pretenderem malevolamente dificultar as reformas”. O ministro até mesmo chegou
a ser apontado de tentar fechar a boca do povo, “amordaçar toda a liberdade de
crítica ao governo”. Parece longe a história do ministro cabeçudo chinês, mas há
nela muita coincidência com certos governantes de hoje no Brasil.
O mal do encantamento
“O homem deixa-se facilmente enlevar pelo encanto do maravilhoso,
e é explorando este segredo da fraqueza humana que o charlatanismo abusa da
simplicidade dos crédulos e à custa deles bate moeda na forja da impostura, ou
sacrifica à sua corrupção as inocentes vítimas que loucamente espontâneas se
precipitam nesse perigoso desvio da razão”
(Joaquim Manuel de Macedo , “As
víctimas-algozes”, 1869)
Soube que vocês nada querem aprender
Valeriano Bécquer, "Gustavo Adolfo Bécquer lendo" (1864),
Biblioteca Nacional, Madrid
Bertolt Brecht
Soube que vocês nada querem aprender
então devo concluir que são milionários.
Seu futuro está garantido – à sua frente
Iluminado. Seus pais
cuidaram para que seus pés
não topassem com nenhuma pedra. Neste caso
vocês nada precisam aprender. Assim como estão
podem ficar.
Havendo dificuldades, pois os tempos
como ouvi dizer, são incertos
Vocês têm seus líderes, que lhes dizem exatamente
o que têm a fazer para que fiquem bem.
Eles leram aqueles que sabem
as verdades válidas para todos os tempos
e as receitas que sempre funcionam.
Onde há tantos a seu favor
vocês não precisam levantar um dedo.
Sem dúvida, porém, se fosse diferente
vocês teriam muito o que aprender.
Eugen Berthold Friedrich Brech (1898/1956), além de poeta,
foi um dos mais influentes dramaturgos e encenadores do século XX contribuindo com
o teatro moderno criando principalmente o conhecido Berliner Ensemble.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A paixão (nossa) de García Márquez
"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
Gabriel José García Márquez (1927/2014)
Ernesto Nazareth, um clássico
Ernesto Júlio de Nazareth (1863/1934) foi pianista e um dos
grandes compositores brasileiros, deixando 211 peças para piano.
Confissão de um imbecil
“Leve para longe de mim essa inteligência perigosa, porque
minha estupidez é sagrada!”
(De um conto indiano sobre a inteligência de um viajante e a
estupidez de um beduíno, bem pode ser a fala de muitos)
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Nunca ovelha
"O que não somos nunca é ovelha - fiel ovelha do Santo Padre,
de Sua Majestade o Rei, do Partido, da Convenção Social, dos Códigos da Moral
Absoluta, do Batalhão, de tudo que mata a personalidade das criaturas."
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
A mensagem do vento de março
(...)
Ouve, o vento no olmo! É de Londres que sopra
E fala de ouro, de esperança e mal-estar
De poder que não ajuda; de saber de sobra
Que do pior e melhor não é capaz de ensinar
Dos ricos ele fala, e estranha é a história
Dos que têm, cobiçam, e de mais se apossam;
E eles vivem e morrem; e a terra e sua glória
São apenas um fardo que mal suportam
William Morris (1834/1896) escritor inglês concentrou seu
interesse em poesia narrativa sempre transparecendo idéias socialistas
Patologia de um prefeito
Quaquá, prefeitinho de Vila dos Patos (daí o adequado
vulgo), não é apenas um modelo de político corrupto. Atestam isso as dezenas de
processos a que responde como ainda as duas condenações (não cumulativas) por
inelegibilidade numa aberrante decisão dos tribunais, que ainda deixa impune e
solto o condenado. Se por isso ainda não conseguiu vaga no xilindró, agora cada
vez mais esbanja como um caso patológico de psiquiatria. A megalomania tomou
conta do ex-menino pobre da Mumbuca, que caçava rã para comer. Com a ascensão à
presidência regional do PT, - só podia ser mesmo desse antro -, vestiu de vez a
capa presidencial e como um chefe de nação caiçara esbanja em viagens para
tratar de negócios para o feudo. Assim foi com os bondes de comissionados para
a Itália e França, onde vendeu empreendimentos imobiliários, a custos
milionários para os cofres públicos; a Cuba, para pedir benção e jogar pra
galera, e agora chega mesmo à China, com um secretário que saiu do subúrbio
carioca para tratar de portos em mandarim.
O Brasil tem 7.408 km de costas, do cabo Orange ao arroio
Chuí - 9.198 km se considerarmos as saliências e as reentrâncias do
litoral - mas o tal sujeitinho empombou com a construção de um porto justamente
numa área de proteção ambiental e cultural. Quer porque quer instalar um porto
que empresas já deram para trás desde o início para poder anunciar
eleitoralmente um grande feito, já que não fez nada em seis anos. Insiste em
criar mais um factóide como essa viagem à China para fazer a cabeça dos imbecis
caiçaras, que só estão com ele devido ao dindim mensal do Erário. Com isso pode
arrecadar os votos para eleger a digníssima madame Z, sua consorte amasiada, à
Câmara estadual.
Esse é o reflexo mais recente de sua megalomania de medíocre
depois que vestiu o manto de chefe do seu partido no Estado, que vem gerindo
com os coturnos de um ditador.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O 'soldadinho-playboy'
O PT descobriu que era preciso possuir uma milícia política para se proteger de seus adversários e tem financiado – Vila dos Patos é um celeiro deles – seus soldadinhos de bosta. São eles que promovem atos que os correligionários não poderiam praticar por falta de decoro e assim manchar a imagem imaculada do santo partido. Daí recorre aos mercenários sempre dispostos a tudo por dinheiro.
Como o recente caso de Rodrigo Grassi Cademartori,
autointitulado “Rodrigo Pilha”, baderneiro com carteirinha de assessor
parlamentar da deputada federal Érika Kokay (DF). O “soldadinho” postou na
internet o vídeo hostilizando e insultando o presidente do Supremo Tribunal
Federal, Joaquim Barbosa, chamado de “fascista” e de outros nomes. A deputada
classifica como um direito de expressão (?) o insulto público ao ministro da
Suprema Corte, a quem, em outro vídeo, o palyboyzinho classifica o ministro
Joaquim Barbosa de “covarde” e o chama de “coxinha”.
O assessor baderneiro é um grande trabalhador do país, pago
com dinheiro público, ocupado que está em repetir chavões para intimidar,
inclusive fisicamente, qualquer um que avalie ser adversário do PT, e divulgar
suas fotos em momentos de lazer – pilotando uma lancha, por exemplo, com um
copaço de cerveja do lado do timão. Também organiza “protestos” como aqueles contra
o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e a blogueira cubana Yoani Sánchez. É uma
farra, mais uma, que o PT promove com o dinheiro público que deveria estar
financiando trabalho, nunca “armando” desocupados. A mesma ladainha
A resolução da Comissão Executiva Nacional do PT, lançada semana
passada, é mais uma das gracinhas que os petralhas adoram aplicar no povo
sempre de olho em garantir apoio nas urnas. Num arroubo de patriotismo,
vestiram a camisa da “defesa incondicional da Petrobras” contra os que querem
sua privatização, repetindo o discurso que já usaram e abusaram nas eleições de
Lula e Dilma. Foram agora até capazes de um gesto muito mais típico de
propaganda de Estado Novo: “Quem agride a Petrobras, agride o Brasil”. Poderiam
até reviver no documento “O Petróleo é nosso”, mas aí poderia sugerir que a
Petrobras é deles, o que pegaria muito pior.
Como sempre o partido mostra que vive de slogans, por vezes
de modelo não muito respeitável e repetindo fórmulas de outros tempos, para se
defender dos escândalos em que seus próprios protegidos são protagonistas. É
preciso para eles manter a máscara de protetores de patrimônio nacional desde
que o mesmo esteja sob o domínio deles.
À nota divulgada pela comissão petista não convém lembrar
que o que está em jogo nos escândalos recentes nada mais é do que a péssima
gestão da empresa apadrinhada pelo loteamento de cargos feito pelos próprios
governo e PT.
Ninguém em sã consciência é contra a Petrobras como empresa,
mas contra a farta distribuição de cargos a incapazes de gerência, que só estão
lá para favorecimento e fortalecimento do partido, promovendo casos esdrúxulos
como o de Pasadena e da refinaria em Pernambuco. Qualquer
um é contra o sucateamento da empresa promovido em 12 anos de governo petista,
que levou a nº 4 do petróleo mundial a cair desbragadamente para posição de
empresinha em 120ª posição. Tudo para que o governo seja servido, e bem, nas
jogadas eleitoreiras.
Ninguém deve esquecer que é a Petrobras quem vem sofrendo,
principalmente nos últimos anos de Didi, a faxineira do Planalto, com o
controle de seus preços, abaixo do mercado mundial, só para impedir que suba a inflação
e não seja com isso afetada a imagem da presidente em plena aceleração
eleitoral. Sem falar que se tornou um propinoduto importante na malha de
distribuição de recursos para políticos e suas siglas.
O que mais querem os petistas é tapar o sol com a peneira.
Sempre fizeram esse trabalho sujo de imputar aos outros crimes, que eles mesmos
cometem sob outras formas, ou embrulhar CPIs gigantes para não dar em nada. É
preciso para eles sempre parecerem as vestais, todas puras, imaculadas. Mais
franciscanos do que os coturnos petistas não há.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Mozart Bicalho - Noites que não Voltam Mais
Mozart Bicalho (1901/1986) foi violonista, compositor e poeta pouco
lembrado, mas que deveria figurar entre os mais importantes compositores
brasileiros na primeira metade do século XX.
brasileiros na primeira metade do século XX.
Cântico negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí.
José Régio, pseudônimo de José Maria dos Reis Pereira
(1901/1969) foi talvez o único escritor em língua portuguesa a dominar todos os
gêneros. Poeta e dramaturgo, escreveu romances, contos, novelas, crônicas,
memórias, ensaios, críticas. Também publicou diários e obras sobre história da
literatura.
Que país é este!!
O Brasil vive uma enxurrada de más notícias. Não há citado
um grave terremoto, nem um ataque terrorista, ou um tufão arrasou qualquer
região. Afora uma persistente enchente no Norte do país, por mais de 40 dias,
que só há pouco recebeu a visita de Didi, a faxineira do Planalto, não se tem
notícia até o momento de uma série de catástrofes. Em compensação chove
noticiário sobre as mazelas sempre freqüentes da sociedade brasileira. Os
esforços do governo para debelar o alastramento de escândalos parece não dar
resultado. Os fatos são mais contundentes do que o besteirol com que tentam
debelá-los.
Pipocam por todo canto notícias que demonstram indubitavelmente
o quanto o país está entregue às baratas políticas, disputando poder com
milícias de corruptos em todos os níveis. O escândalo da vez fica para o
senador Gim Argello (PTB-DF), que foi pressionado a renunciar à indicação para
ministro do Tribunal de Contas da União devido ao seu prontuário. O senador,
que teve a indicação apoiada mesmo por Didi, tem uma ficha de dar inveja a
muito bandido sem que parece nunca ninguém, nem os altos poderes, se deram
conta. Além de responder a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal, Argello
ainda é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva,
falsidade ideológica, peculato (desvio de dinheiro público) e crime contra a
lei de licitações. Seria um poderoso ministro do TCU, mas com um repertório
digno de criminosos.
Nessa onda de más notícias, ainda há outras muito parecidas
com muitas nas quais o Brasil aparece sempre na rabeira. Uma delas é que o
avanço do PIB ficará em 18º lugar entre 21 países da América Latina, quando o
governo insiste no crescimento brasileiro do país que vai pra frente, segundo o
slogan da ditadura. E sai novo levantamento que também coloca o Brasil outra
vez mal na fita. Entre as 30 cidades mais violentas, 11 delas estão aqui e o
Brasil lidera como o país que tem mais cidades violentas no mundo apesar de
todos os “esforços” anunciados pelos governos.
Mais do que nunca o governo se enrosca numa luta feroz com o
próprio desmazelo, e mesmo um certo desleixo, com que vem tratando o público
sempre de olho no que o privado tem a oferecer para não largar o osso do poder.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Sem brincadeira!
“O Brasil é uma das dez maiores democracias do mundo. Isso
aqui não é lugar pra brincadeira”
Joaquim Barbosa, ministro-presidente do STF, em entrevista a programa de TV
No suor da cama
Província
IX
Ouve, covarde,
que trazes nos ossos
o sonho de morrer numa barricada
bêbado de Chama.
Hás-de morrer aqui
no suor desta cama,
a olhar para a doçura longa duma tarde...
(...ah! mas com que trovoada
dentro de ti!)
José Gomes Ferreira (1900/1985), poeta e escritor português,
publicou memórias, contos, ficção, estudos, diários e ensaios.
Rede Pau nos Ratos
Nova no dicionário
O deputado federal André Vargas, em nota, criou uma
expressão a ser incorporada ao dicionário do partido. Em breve os releases deles
podem reclamar de
"vazamento ilegal de informações" quando surgirem
na imprensa notícias sobre as trambicagens petistas. Querem sigilo total sobre
as maracatuaias e logicamente o silêncio noticioso.
No lugar de São Pedro
Pouco se comentou na mídia como o Brasil será afetado
segundo o relatório da ONU sobre as alterações climáticas, mas os políticos já apontam
insistentemente o clima como o culpado único pelo sofrimento do povo devido ao
descaso público. Como nunca fizeram o que deveriam ter feito há anos, agora
saem pondo a culpa do racionamento de água nas mudanças do clima. Preferem isso
a escolher a fórmula antiga de colocar a culpa em São Pedro.
A todo vapor
São mais de R$ 5 bilhões que o governo está investindo para distribuir mais de 14,1 mil máquinas para municípios. No total, serão mais de 18 mil máquinas entregues em 5.061 municípios com cada cidade de até 50 mil habitantes recebendo uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba e em alguns regiões o kit inclui caminhão-pipa e pá-carregadeira. Com tanta fartura só há elogios como o do prefeito de Joaima, Donizete Lemos (PT), um dos 151 agraciados com máquinas em Contagem (MG) esta semana. “Não tenham medo de apoiar a presidente Dilma. Não tenham medo de encarar a campanha. Vamos manter esse governo. Prefeito não tem que ter medo, a Dilma tem que continuar”. Depois a entrega de máquinas não é campanha eleitoral nem muito menos compra de votos, não é TRE?
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