sábado, 18 de outubro de 2014

O pior que poderia acontecer


Após acusações, o perigo é que se monte um cenário que prejudique a governabilidade
E esse é o perigo de chegar às eleições com essa carga de agressividade e insultos mútuos, quer dizer, que o perdedor, seja quem for, monte outro cenário de guerra para impedir a governabilidade em vez de exercer uma oposição democrática e leal. Algo que desta vez seria ainda mais grave, já que aquele que assumir a responsabilidade de governar o país se verá obrigado a talvez tomar decisões impopulares para colocar o barco no rumo certo: não é nenhum segredo que o Brasil passa por uma grave crise econômica e de credibilidade por parte dos mercados.

O melhor para todos seria se o resultado final das eleições pusesse um ponto final na agressividade entre os candidatos, para que o novo responsável em comandar o destino de um país com a importância mundial do Brasil possa governar em paz, com a ajuda de todos, inclusive da oposição, sempre que esta também seja democrática, responsável e com o único objetivo de melhorar a nação.

O contrário seria um presente envenenado que os brasileiros não merecem. Alguns movimentos já teriam anunciado que, se Aécio ganhar, organizarão uma manifestação nas ruas todos os dias.

Difícil acreditar que seja verdade. Se for, seria injusto com um país que está lutando, com trabalho e esforço, para ser moderno, que está recuperando sua autoestima e que a única coisa que deseja é poder viver em paz e preparar para seus filhos um futuro de prosperidade que eles nunca puderam desfrutar.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O perigo dorme no Planalto


Fazem de tudo


O uso indevido dos setores do governo para favorecer a campanha de Dilma é indiscriminado. Até a Infraero abriu "uma janela" de três dias para o avião de Lula pousar em aeroporto interditado. O guru do PT participaria de evento de campanha e precisava em cima da hora ter o aval da Infraero. E conseguiu!!! Teve um aeroporto inteiro e livre para pousar e decolar só para ele.

A multidão da boquinha

O Bolsa Família atende a 14 milhões de beneficiários, abrangendo 56 milhões de pessoas. Cerca de um milhão de pescadores (haja pescador...) recebe a Bolsa Pesca, salário mínimo mensal por quatro ou cinco meses em que as espécies se reproduzem. Entre os esportistas, 6.715 recebem a Bolsa Atleta, inclusive os 157 da elite agraciados com a Bolsa Pódio, que pode chegar a R$ 15 mil. Muitos ainda são contratados pelas Forças Armadas e patrocinados por estatais.

Nos 39 ministérios e órgãos vinculados, existem 97.048 ocupantes de cargos e funções de confiança/gratificações, dentre os quais 22.729 de Direção e Assessoramento Superior (DAS).

Em ética, PT é pior que governo militar


Senador que está se aposentando após 41 anos de vida pública, Pedro Simon diz que ataques da campanha petista e a falta de comando do PSB derrotaram Marina

Após quatro mandatos como senador, um como governador e quatro como deputado estadual, Pedro Simon (Caxias do Sul, 1930) está deixando a vida pública. O que era para ser uma aposentadoria por vontade própria, transformou-se em um “exílio” forçado.

Simon (PMDB) havia decidido, no ano passado, que não iria concorrer a mais nenhum cargo eletivo. Seria a primeira eleição em 41 anos que ele só pediria votos para os outros. Foi forçado a mudar de ideia com a morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto. O nome que ele apoiava ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, virou o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de Marina Silva. Coube a Simon assumir uma candidatura, que diz ele, não tinha chances de vitória. Teve 16% dos votos para o Senado e acabou em terceiro lugar na disputa.

Na primeira entrevista após a derrota nas urnas, o expoente do PMDB gaúcho analisa as eleições deste ano dizendo que os ataques do PT e a falta de comando do PSB resultaram na derrota de Marina Silva no primeiro turno. Elogia a gestão Itamar Franco (1992-1994), afirma que até a ditadura militar tinha mais ética e moral do que o Governo petista e que o PMDB vive há mais de duas décadas, às custas de migalhas.
 Houve um momento que acreditei que o PT teria uma garra, uma coragem de um grande partido. Eles pareciam as comunidades de base que existiam no MDB. A luta que eles tinham quando eram oposição era qualquer coisa de notável. Quando chegaram ao poder, foi o pior partido do poder. Na história brasileira não há um período tão doloroso como em dois momentos nos últimos anos: o mensalão e a corrupção na Petrobras. O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história. Foi pior até do que a ditadura militar, no campo da ética, da seriedade.
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 Não é a primeira vez, talvez nem seja a última, em que Pedro Simon critica severamente o PT. No ano passado, condenou a restrição a novos partidos e chamou Dilma de “política vulgar” - "começando a perder a credibilidade", comparando o pacote governista ao pacote apresentado pela ditadura, que fechou o Congresso Nacional."começando a perder a credibilidade". As críticas eram ao projeto de lei que restringiu o acesso de novos partidos à propaganda em rádio e TV e ao fundo partidário. Simon se disse mesmo arrependido de ter votado em Dilma nas últimas eleições.

Simon inclusive questionou se Dilma estaria fazendo isso porque "se deixou ludibriar pela paixão do cargo e quer se manter no cargo, custe o que custar". Na prática, a matéria restringia a criação do Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva.


Descarrego urgente


O candidato Crivela fechou os olhos, em nome da conquista do poder, e se aliou ao que é o maior bonde da canalha política. Disposto a se coligar mesmo com quem não presta, e disso já deu suficientes provas, maculou a própria religião e terá muito que rezar para limpar o nome nas hostes celestiais.

Aparecer em Maricá com o apoio dos petistas é o mesmo que comprar com antecedência passagem para o inferno. Se pintou de vermelho e fez um discurso endiabrado.

Mas não é a primeira vez que se suja no município, onde quando era ministro da Pesca entregou uma máquina especial de piscicultura que nunca abriu um buraquinho – e anda desaparecida – e distribuiu à vontade Bolsa Pesca até para pescador amador.  

Diante dos militantes vindos majoritariamente de Santa Margarida, sub bairro de Campo Grande, em dois ônibus alugados pelo prefeitinho Quaquá, além da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, e dos eleitos petistas do município, a mulher de Quaquá e seu presidente da Câmara, Crivella pintou o diabo.

Com o olho grande em ocupar o governo do Rio, pousou sobre o ninho de ratos, fez as promessas que a cretinice do PT em Maricá elegeu como prioridades. Prometeu melhorias em saneamento, saúde e segurança pública, que falou ser um dos principais problemas do município. Guiado pela bandidagem, falou para militantes turistas, bem pagos, em problemas que nada mais são do que consequências da falta de governo em Maricá. E nunca se deve esquecer, da ladroagem nos cofres municipais sob a chancela de governo social.

Crivela não sabe que a saúde é gerida no município por um vereador que mal tem o 1º grau completo, sem contar a gestão que levou o setor quase à miséria de medicamentos e aparelhagens? Também nem desconfia que não há saneamento básico, mas uma bandeira defendida até ontem por alianças com o PMDB, hoje culpado pelo desmazelo pelos petistas, quando nunca foi tratado devidamente pelo prefeito? Sem falar na segurança pública, outro problema que o prefeito sempre olhou com olhos vesgos ao cobrar do Estado e esquecer de fazer sua parte.

Pecador, Crivela aceitou a cretinice politiqueira. Deixou Deus de lado e se aliou ao diabo, se tornou cúmplice. O que não fará para ajudar tantos criminosos quando no governo quando já admitiu entrega de “cargos técnicos” (lembram daquele prefeito em campanha) ? Vendeu muito caro sua alma a Quaquá, velho traíra que aproveitou para voltar a cuspir no prato que comeu. “Ninguém suporta mais o PMDB”. E com a costumeira bravata de quem tem um batalhão de segurança para mostrar que é homem, disparou: “Vamos dar uma surra neles (PMDB)”.


Depois da vinda a Maricá, Crivela deve fazer um banho de descarrego urgentemente para não ficar maculado de vez por esse pequeno comício mas suficiente para levar o religioso para o inferno.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Nova empresa do país


E bota fé


Suecos votam para garantir seu tempo livre. Americanos para defender seu quintal. Argentinos por masoquismo. Franceses para garantir a aposentadoria. Ingleses já não sabem se são pós-cristãos ou neomuculmanos.
E brasileiros votam porque querem mais Estado nas suas vidas. Mais Bolsa Família e mais bolsa empresário. Em mil anos, rirão de nossa fé na democracia

O PT carregou 'Paulinho' porque quis


Assim como ocorreu com o ‘mensalão’, o comissariado achou que levaria o caso com a barriga, errou duas vezes.

A doutora Dilma chamou de “golpe” a exposição dos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do operador financeiro Alberto Youssef. Pode-se achar que tenha sido meio girafa a escolha da ocasião, entre os dois turnos eleitorais. Mesmo assim, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouviu-os no desempenho de suas atribuições e tinha obrigação tornar públicas as informações que recebeu. “Golpe” houve quando a dupla e seus comparsas delinquiram.

Como aconteceu no caso do mensalão, o comissariado fez várias apostas e perdeu todas.

Na ata onde está o registro de sua saída lê-se que o presidente do conselho da Petrobras, ministro Guido Mantega, “determinou o registro do agradecimento do colegiado ao diretor que deixa o cargo, pelos relevantes serviços prestados à companhia”.
Leia mais o artigo de Elio Gaspari 

Ah, aquele PT...


A votação de Dilma em São Paulo e a redução da bancada na Câmara são “sintomas bastante alarmantes" que ameaçam tornar partido um “PMDB pós-moderno”. Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, vê necessidade de "se reestruturar” o partido sob a liderança de Lula.
O partido que sacudia as massas, levava multidões às ruas de vermelho e com estrela, ficou no passado. Se atemorizava militares com um esbanjamento de vermelho, virou cor de quadrilha.

Não mais precisa de shows com artistas engajados, que então eram maioria, jantares com candidatos e outros meios de angariar fundos. Hoje os fundos jorram como petróleo dos poços partidários abertos em empresas públicas. Resta só um pouco mais de tempo para se instalar de vez o propinoduto pré-sal da sustentação ditatorial.

Era, naqueles tempos, partido para mudar mesmo; levar o país a se aplicar mais no povo. Hoje a mudança foi criar uma classe média no assistencialismo, fiel na urna, para não perder a boquinha. Uma legião atemorizada em ficar sem pai nem mãe se não forem os angelicais petistas. O socialismo vermelho de raiva com a direita tange o povão como gado para, com antolhos, levar aos caminhos que deseja.

O PT de ontem era representado pelo idealismo, o de hoje é pelo cinismo. O PT do vamos fazer mudou para o vamos mandar. Mudou como qualquer governo populista, demagógico de doer. E está à beira de completar sua etapa final. Daqui pra frente, é nóis e só nóis. Revoga-se toda a Constituição em contrário.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eleições fluminenses


Receita de Goebbels


Ao assumir a propaganda nazista, Joseph Goebbels deu uma receitinha para Hitler, que de tão contente o nomeou para ministro da Propaganda. Acabou dando tão certo que até hoje ainda há gente que a usa sem qualquer contraindicação, abusando da boa fé.

- Não falar ou deixar falar da vida pessoal. Parecer assim um ser etéreo dedicado inteiramente à nação.
- Usar um uniforme (pode ser mesmo um estilo de terninho, quando em campanha, vermelho) para melhor ser identificado.
- Criar uma imagem para aparecer. No caso, um bigodinho, ou pode ser mesmo um tipo de penteado.

Quem no Brasil se atreveria a seguir a regra de três nazista apropriada para as massas ignorantes politicamente ou semialfabetizadas, que votam no visual e nas promessas?

De olho em novo cabide

Quaquá e mulher, eleita para Câmara, em desfile da Grande Rio
pago por Maricá para divulgar imagem da primeira dona
“Era uma vez um candidato derrotado, que sobrevivia dos míseros proventos partidários para não passar fome. Conseguiu através das alianças de governo uma subsecretaria na gestão de outro. Mas os fados fizeram com que um dia também fosse entronado com a ajuda daqueles. Aí aproveitou para dizer suas todas as obras dos outros. Cuspiu no prato e... Bem, aí é outra história”
A maré enlameada de vermelho está de volta, segundo anunciam os carros de som em Maricá. Quaquá vai comandar o batalhão de mercenários fiéis agora para soarem suas trombetas em favor de Crivella. Os cruzados, de estrela vermelha no peito – oh, santos guerreiros a peso de ouro -, carregarão as bandeiras contra Pezão, o dragão da maldade. O mesmo “dragão” que despejou as únicas obras que Quaquá conseguiu fazer de verdade como as pontes da Barra e da Mumbuca, o asfaltamento de ruas. O dinheiro estadual salvou muito a “boa” performance do prefeito ratão, inclusive para criar pelotões de comissionados em mais secretarias do que no Rio e São Paulo.

O que recebeu de ajuda para crescer e aparecer não importa mais. O olho agora é em um novo imbecil no governo para também secar até a última gota em proveito próprio. Como sempre fez na vida, sugando as dádivas e pisando quando não mais lhe interessam.

A bola da vez da próxima sucção do prefeito é Crivella, para poder continuar a abocanhar as verbas e obras estaduais que salvaram seu (des)governo de um desastre ainda maior. Nem importa que tenha que se aliar àquele Garotinho a quem sempre esculachou. Tudo fica em nome de salvar a pele do seu muso Lindinho: boa pinta, garotão do Rio, sarado, fala macia, o extremo do que é. E de quebra, dá aquela força aos candidatos seus que entronou e ajudem a livrar a cara do prefeitinho, quando pipocarem casos judiciais.

Verdade seja dita


Não é a presidente da República que manda prender. Ela tem, no máximo, poderes para não interferir na atuação do órgão!
Ex-ministro Joaquim Barbosa "surpreso" com a falta de desconhecimento 
de Dilma e o PT sobre a Constituição quanto às investigações no caso Petrobras

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A culpa


Ué, sumiu?


O “Direto de Maricá”, canal de propaganda do prefeito Quaquá, depois de ficar como cativo do programa jornalístico RJ 2, na Rede Globo, por mais de seis meses, saiu do ar? Criado para propalar as “transformações” do governo petista, chegou mesmo a ganhar espaço no horário nobre, com dinheiro pago pelo contribuinte, mas depois de eleitos os candidatos do coração do prefeito, tomou chá de sumiço. E a Rede Globo, em troca, virou saco de pancadas para os tais candidatos que puseram a culpa do atraso de obras na mídia, principalmente no plim-plim.

Seria, só uma suposição, propaganda eleitoral subliminar? Ninguém pode falar isso do PT, partido tão sério e comprometido com a honestidade, mas que pareceu até pareceu.

Ah, os bem vestidos!


O roubo, em nome do povo


Você já parou para pensar sobre a montanha de bilhões em propinas oriundas da cartelização que funciona há 12 anos nas barbas de Lula e Dilma para o caixa de PT, PP e PMDB e outros aliados? Não compute em suas contas a percentagem para os corretores da corrupção como funcionários de carreira, indicados, lavadores de dinheiro, políticos e militantes. Logicamente não é coisa para ladrão de galinha.

Segundo as revelações de Paulinho, o ex-diretor da Petrobras amicíssimo de Lula, “as empresas que atuam na Petrobras são as mesmas que atuam em obras de ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, usinas hidrelétricas, de saneamento básico, no Minha Casa Minha Vida. Ou seja, em todos os programas a nível de governo tem partidos políticos interessados”.

Portanto, a corrupção governamental dos petistas assume a dimensão do país e um montante equivalente a um banco privado. Dinheiro que tornou o Brasil o paraíso da criminalidade política. E não pense que isso aconteceu só na esfera federal. Os tentáculos corruptos desse polvo petista e aliado se estenderam por todas as esferas de governos.

Confira em seu município, em seu estado, quanto foi prometido e quanto realmente se efetivou de promessas e poderá ter certeza de que as obras concretizadas resultaram em 3%, taxa oficial da bolsa petista, as demais tiveram verbas desviadas pelos canais competentes.

Vai aqui só um exemplo de um município privilegiado pelos royalties, petista é claro, onde as obras são mais do que superfaturadas. Para 3 km de asfalto, chegaram a gastar mais de R$ 20 milhões; para a construção de um centro cultural, mais um milhão, mas como ficou a obra parada dois anos – deveria estar inaugurada em setembro 2012 – precisou de um ajuste de “complementação” quase igual ao custo inicial; 10 metros de uma “ampliação de ponte”, que nada mais foi do que um acréscimo de calçada, custou R$ 500 mil e ainda não está terminada. Mas não há dinheiro para saúde e o saneamento propalado é mera colocação de manilhas, tipo engana trouxa.

Não é pouco dizer que o esquemão sob a tutela do PT é o mais criminoso de toda a história brasileira. A dinheirama alimentou a politicanalha, as campanhas, os privilegiados por se associarem a partidos, o caixa dos políticos, e principalmente os mais ricos. Tudo sob a legenda de que é um governo dedicado a acabar com a miséria, enquanto, é claro, se locupleta com o roubo aos cofres públicos, o desvio de verbas, o enriquecimento ilícito da gentalha, a qualificação mais branda para gente dessa laia.

Toda a roubalheira se faz sob o acobertamento de motes marqueteiros influenciando os mais pobres, miseráveis e desinformados. Descaramento de usar a miséria dos mais necessitados para garantir a continuação da roubalheira, quiçá de uma ditadura demagógica que não se acanhará em exibir as riquezas de seus comparsas. Correligionários, sem um pingo de vergonha na cara. É essa desfaçatez, que se lixa para a própria biografia, de respeito, por uns trocados no bolso e troninhos políticos, que deseja continuar a roubar, em nome do povo. 

Por que será, ministro?


Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado de um grupo de petralhas que assaltaram o governo.
 Secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o coroinha do famigerado “bonde” milionário a Roma para o governo brasileiro ser o primeiro a falar com o novo papa Francisco

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que acontece com a política?


Esse (o populismo) é um dos antídotos que partidos e líderes políticos utilizam para se proteger da antipolítica. Motivar os eleitores enaltecendo as virtudes do povo e denunciando as elites corruptas e depredadores que causam as adversidades da sofrida nação é uma estratégia bem antiga. E funciona. Rendeu grandes dividendos políticos aos coronéis Perón, Chávez e Putin, por exemplo. Suas práticas são conhecidas: prometer ao povo o que ele gosta de ouvir, mesmo que seja impossível ou irresponsável cumprir essas promessas. E os resultados do populismo também são conhecidos: alta popularidade temporal do caudilho e danos permanentes na economia do país. E o surgimento de uma nova elite tão ou mais corrupta que a anterior.

Dilma e o PT insistem na mentira


Mentira tem pernas curtas, diz o ditado. A campanha de Dilma vai continuar a esticá-las no limite máximo. Ou dá certo, ou arrebentam.

Não há dinheiro desviado, partido algum recebeu um centavo sequer dos contratos da Petrobras, muito menos o PT. Tudo não passa de ação eleitoreira, da qual o ex Lula está de “saco cheio” e Dilma classifica como “golpe”.

A ordem unida no petismo é bater e rebater esse discurso, acrescido de duras críticas à mídia, responsável pelo “vazamento” das denúncias. Sobre a gravidade delas, nenhum pio.

Diante dos previsíveis danos dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef à campanha da reeleição, o PT e a candidata Dilma Rousseff não tinham saída: usar e abusar da inversão da culpa, tática que eles tão bem dominam – Lula à frente.

Quem conseguiu transformar compradores de um dossiê falso contra José Serra (PSDB-SP) em “aloprados”, mensalão em caixa dois, mensaleiros em “guerreiros do povo brasileiro”, tudo pode.

Quem tem parceiros como Fernando Collor e Renan Calheiros, com os quais a presidente desfilou em campanha em Alagoas, quem se aliou ao clã dos Sarneys e a Paulo Maluf, pode mesmo afirmar que é o maior combatente contra a corrupção, algo que Dilma passou a enfiar em todos os discursos.



domingo, 12 de outubro de 2014

As faces da mesma moeda


Cara a cara


PT se quis exemplar e jogou na roleta da corrupção seu capital ético, do qual nada sobrou. Vive dos dividendos de suas políticas sociais

Foi cara a cara, longe do país das maravilhas com que o PT bombardeou o Brasil na propaganda eleitoral, que Aécio Neves enfrentou Dilma Rousseff. É possível que esses poucos minutos do último debate na Globo tenham mudado a história do Brasil. A inesperada votação de Aécio não é alheia à maneira como ele quebrou o gesso dos marqueteiros e, descontraído, desestabilizou Dilma, que sobraçava um calhamaço de colas e procurava respostas nos manuais de João Santana.

Foi também no cara a cara que Luciana Genro pôde explicar a Levy Fidelix que a homofobia deveria ser crime pois, se já fosse, ele sairia dali algemado. O contraste entre a intensidade do debate e a propaganda pré-fabricada mostrou o quanto, sendo enganosa, ela distorce a democracia. Moral da história, quanto menos marqueteiro mais verdade, quanto mais verdade mais democracia. O debate cara a cara decidirá a eleição.

Marina não estará lá. Apesar de derrotada, é uma presença incontornável. Se não conseguiu, literalmente do dia para a noite, improvisar uma candidatura à Presidência, se teve que gastar seus parcos minutos na televisão apenas para se defender de ataques, nem por isso deixou de ter plantado suas sementes. Dilma não contará com o seu apoio. Está colhendo os frutos do veneno que sua campanha destilou.

É cara a cara que o PT deverá ouvir que mente quando só fala dos seus sucessos, não aceita críticas e desqualifica os adversários. A mentira está inscrita no autoritarismo dos que falam em nome do povo, arvoram-se em seus defensores enquanto se autoabsolvem de crimes comuns como o desvio de dinheiro público. A mentira foi, desde que o PT assumiu o poder, um instrumento de governo.
O PT mente quando quer controlar a mídia porque a teme — e a teme porque ela diz que ele mente — mas diz que o faz porque ela é “parcial” ou “vendida”. Parcial é o jornalista que discorda do seu modo de governar ou investiga suas transações.

O país 'de saco cheio'


O país, sim, está de saco cheio dessa conversa fiada de defensores dos pobres, vítimas da elite opressora.

No mesmo dia em que os depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef eram divulgados (quinta-feira, 9), o ex-presidente Lula desabafava, numa plenária do PT: “Eu já estou de saco cheio”.

Referia-se naturalmente às denúncias de corrupção, que envolvem seu partido e a ele próprio. E acrescentava: “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”.

Além de supor que a hipótese (não demonstrada) de o adversário habitar o mesmo chiqueiro o isentaria, Lula se esqueceu de que nenhuma das denúncias que “enchem o seu saco” partiu de tucanos. Esses sempre foram exageradamente polidos na questão. Coube a FHC, ao tempo do Mensalão, esvaziar a campanha do impeachment. Lula, de certa forma, deve-lhe o mandato.

Quem denunciou o Mensalão foi um então aliado do governo Lula, o deputado Roberto Jefferson, que presidia o PTB. E quem está trazendo à tona o escândalo da Petrobrás é Paulo Roberto Costa, nomeado pelo próprio Lula diretor de Abastecimento e Refino daquela empresa. Dilma diz que não gostava dele, mas o incluiu numa seleta lista de convidados ao casamento de sua filha.

Não se trata, porém, de cuidar de afinidades, mas dos fatos. E esses tendem a continuar a “encher o saco” de Lula. O que veio a público dos depoimentos de Paulinho (forma carinhosa com que Lula o tratava) e Beto (outro apelido afetivo que indica intimidade) é só a ponta do iceberg. Vejamos.

Eles não puderam nominar os agentes públicos de escalão superior, aos quais fazem menção em diversas partes do depoimento, em face do benefício do foro privilegiado, que confere essa prerrogativa ao Supremo Tribunal Federal.


Governadores, ministros, parlamentares e presidente (e ex) da República só podem ser julgados pelo STF. Mas o STF já acatou as denúncias, o que indica que estão fundamentadas. Se não estivessem, seriam rejeitadas.

Lula de nada sabia. Nem Dilma


É possível que Paulo Roberto e Yousseff tenham mentido à Justiça. Provável, porém, não é.

No caso do mensalão, nenhum dos acusados disse à Justiça que Lula sabia da existência do esquema de pagamento de propinas a deputados federais para que votassem no Congresso como o governo mandava.

Com o processo adiantado, e tendo perdido a esperança de ser salvo pelo PT, o ex-publicitário Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, afirmou que Lula sabia, sim, da existência do esquema.

Mas já era tarde. De resto, Valério não apresentou sequer indícios convincentes para sustentar o que dizia. A Justiça também não se mostrou interessada em investigar a participação de Lula no escândalo.

No caso da roubalheira na Petrobras para financiar políticos e partidos, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da empresa, e o doleiro Alberto Youssef revelaram indiretamente que Lula sabia de tudo. Ou de quase tudo.

Lula cedeu à pressão de políticos para entregar-lhes diretorias da Petrobras, segundo Paulo Roberto. Foi assim que ele, por indicação do PP, acabou na diretoria de Abastecimento. Lula chamava Paulo Roberto de Paulinho.
Algum ingênuo poderá alegar que Lula jamais imaginou que Paulo Roberto ou qualquer outro diretor patrocinado por partidos teria como uma de suas missões roubar e deixar que roubassem. Santa ingenuidade.

O que ambiciona um partido ao emplacar um ocupante de cargo na administração pública? Conseguir por meio de ele colaborar com o presidente da República? Provar que dispõe de bons quadrados? Empregar alguém?
Na melhor das hipóteses, na mais sadia das hipóteses, contar com alguém no governo para arrancar de fornecedores doações capazes de fazer face a despesas de campanhas. O famoso Caixa 2.

sábado, 11 de outubro de 2014

Cuidado que pega fogo!


'Estou de saco cheio'


Lula, então estamos, e conosco a maioria esmagadora da população. Não, é claro, com as “denúncias” como você se refere aos depoimentos prestados à Justiça federal. O país está cheio é com a hipocrisia de um pelego que distorce até a justiça em proveito de uma ladroagem partidária, de uma corrupção desenfreada em favor da “cumpanheirada”.

Estamos cheios de 12 anos de mentiras, rombos e roubos para enriquecimento do partido do trambique e seus correligionários. Da institucionalização do assalto aos cofres públicos, sob o mote de defesa dos pobres, quando os mais ricos ficam mais ricos, os banqueiros ganham juros acima de juros, e os vagabundos (as), que não quererem trabalhar, enchem a burra de dinheiro.

O país se revolta contra a falta de caráter, de vergonha na cara, desses alcunhados petistas que metem a mão em qualquer cargo que conseguem alcançar através do voto ou de indicação; que mentem para encobrir a própria corrupção em todas as esferas. Está dizendo não à canalhice de presidentes que lavam as mãos diante do roubo partidário ou em proveito de militantes.

O país está de saco cheio de quem distorce os fatos para proveito próprio, de quem abusa de todos os recursos, inclusive da máquina pública, para esconder seus crimes; de quem empurrou por sete anos com a barriga um julgamento que demonstrou a podridão de um governo e agora pretende continuar para jogar uma pá de cal na sequência multimilionária de crimes; de quem foge há sete meses de prestar depoimento na Polícia Federal, porque nunca é encontrado mesmo sendo o mais conhecido dos brasileiros.

Estamos de saco cheio, Lula, mas é de ladrões governamentais, que diferem muito pouco dos assaltantes que intranquilizam cidades em todo o país. Se esses vêm das favelas, que o PT nunca mexeu um dedo para melhorar, os outros saem aos borbotões dos partidos. São os correligionários, os militantes, os “soldados”, os políticos, enfim a escória da pilantragem.


Vamos mudar o disco?


(...) Foi uma campanha estressante para o eleitor consciente. O medo da máquina petista me assombrava. Sofrimento tolo. Vejam a que ponto o PT minguou: a maior prova do derretimento do partido foi sua derrota em São Bernardo do Campo, já que ali ele foi sonhado e ali vive seu nome mais ilustre, fundador, criador, militante-mor e alma do PT.

Lula não disse uma palavra desde a fragorosa derrota de seu PT que perdeu muito mais que uma vitória no primeiro turno: perdeu o 'poste' com o qual sonhava iluminar São Paulo, perdeu uma cadeira cativa no Senado Federal, perdeu em seu estado natal e foi derrotado pelo PSDB no berço do sindicalismo paulista.

Leia mais o artigo de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Desespero da piedade


Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.
Vinicius de Moraes 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E vem mais


No segundo turno, um plebiscito


‘Chega de PT’, ou ‘Mais PT’, essa será a escolha que o eleitorado fará daqui a três semanas
A doutora Dilma vai para o segundo turno sem uma plataforma clara. Em junho, durante a convenção do PT para anunciar um “Plano de Transformação Nacional”, no qual, além de generalidades, ela prometeu uma reforma dos entraves burocráticos e um projeto de universalização do acesso à banda larga. Como? Não explicou. No seu lugar, entraram autolouvações e manobras satanizadoras contra os adversários. Delas, a mais mistificadora é aquela que confunde os oito anos de Fernando Henrique Cardoso com uma ruína econômica e social. Foi o período de esplendor da privataria, época em que um hierarca do Ministério do Trabalho dizia que o aumento do número de brasileiros sem carteira assinada era uma boa notícia, mas deve-se ao tucanato algo muito maior: o restabelecimento do valor da moeda. Sem isso, Lula, Dilma e o PT não teriam conseguido quaisquer avanços sociais. Por questão de justiça, reconheça-se que o DNA demofóbico de parte do tucanato seria um obstáculo para que fizesse o que Lula fez.

A ideia segundo a qual o PT precisa continuar no poder porque no poder deve continuar é pobre e pode funcionar como uma armadilha. Na noite de domingo, a doutora Dilma afirmou que o “povo brasileiro vai dizer que não quer os fantasmas do passado de volta”. Pode ser, desde que se entenda que o Brasil de FHC foi um castelo mal-assombrado. Mesmo nesse caso, o PT faz sua campanha pretendendo continuar no governo pelos defeitos do adversário e não pelas suas próprias virtudes. Colocando a questão dessa maneira, deu a Aécio Neves a oportunidade de responder: “O Brasil tem medo dos monstros do presente”.

A corrupção de Estado


O principal nó a desatar nas democracias desenvolvidas é a corrupção institucional que engendraram o imensurável crescimento dos aparatos dos partidos e o enorme aumento dos gastos eleitorais na luta interpartidária.
Javier Pradera, no recém lançado “Los costes de la democracia”, quando investiga as relações entre corrupção e política, ainda critica os políticos intransigentes, de direita ou de esquerda, que pretendem queimar as democracias existentes em nome de democracias imaginárias

Tô de férias


Prefeito de Maricá e presidente regional do PT, Quaquá anunciou que vai tirar férias – se não bastassem as “viagem de negócios” por todo canto. Agora neste merecido descanso, batalhará pela eleição de Crivella e a reeleição de Dilma, já que a mulher e o fiel cumpanheiro garantiram troninhos nas Câmaras.

Nem Dilma é Lula, nem Aécio é FHC


No Brasil, os filhos da classe C já não querem ser vistos nem tratados como pobres
As simplificações são sempre errôneas, assim como as dicotomias. Também nestas eleições. Por exemplo, é uma simplificação dizer que Dilma é Lula ou que Aécio é Fernando Henrique.

Se a Presidenta candidata Dilma fosse Lula, provavelmente teria sido eleita no primeiro turno. O PT sabia muito bem disso ao proclamar o “Volta Lula”.

Aécio também não é Fernando Henrique. Se fosse, não teria chegado ao segundo turno já que, no inconsciente coletivo, o sociólogo do PSDB sofre, ainda que injustamente, muito mais rejeição que o ex-senador mineiro.

Não só as simplificações costumam estar erradas, como também as dicotomias. Exemplo disso é a divisão do país entre ricos e pobres. O PT seria o partido dos pobres e o PSDB o dos ricos. Acontece que nunca os ricos foram tão ricos, nem os banqueiros e empresários ganharam tanto neste país como nos 12 anos de governo do PT. Por outro lado, as primeiras reformas sociais desde o Bolsa Escola até a revolução no ensino que colocou 90% das crianças nas salas de aula, metade das quais trabalhavam sem poder estudar, foram obra do PSDB.

Sem a revolução monetária realizada pelo partido de Fernando Henrique, que acabou com o drama da inflação, Lula e Dilma não teriam podido concretizar sua outra revolução: a de colocar milhões de trabalhadores pobres no mundo do consumo e, desse modo, superar a grave crise mundial de 2008.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

À espera


Basta de PT



Dilma foi a terceira pior presidente em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto e Fernando Collor

Estamos vivendo um momento histórico. A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginam os marginais do poder — feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão —, a vitória de Dilma Rousseff abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder. Em um eventual segundo governo Dilma, o presidente de fato será Lula. Esperto como é, o nosso Pedro Malasartes da política vai preparar o terreno para voltar, como um Dom Sebastião do século XXI, mesmo que parecendo mais um personagem de samba-enredo ao estilo daquele imortalizado por Sérgio Porto.

Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994. Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados.

Se Lula é o réu oculto do mensalão, o que dizer do doleiro petista Alberto Youssef? Imagine o leitor quando o depoimento — já aceito pela Justiça Federal — for divulgado ou vazar? De acordo com o ministro Teori Zavascki, o envolvimento de altas figuras da República faz com que o processo tenha de ir para o STF. E, basta lembrar, segundo o doleiro, que só ele lavou R$ 1 bilhão de corrupção da Refinaria Abreu e Lima. Basta supor o que foi desviado da Petrobras, de outras empresas e bancos estatais e dos ministérios para entender o significado dos 12 anos de petismo no poder. É o maior saque de recursos públicos da História do Brasil.
(...)
O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado. Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.
Leia mais o artigo de Marco Antonio Villa

Crime, agora, é inocência


Os Correios, em Minas, entregaram propaganda de Dilma de forma irregular. Os Correios no Mato Grosso e Santa Catarina divulgaram cartas dos seus diretores pedindo aos funcionários votos para a turma petista, de deputado estadual a presidente. E o Ministério Público pede explicações sobre os crimes em 30 dias.


Logicamente o PT não tem nada com isso, é claro. Em qualquer crime, é sempre inocente, os culpados são sempre as vítimas. Ainda por cima conta com um longo prazo de investigação. Resta perguntar se, em 30 dias, caso Dilma seja eleita, haverá alguma punição ao governo que abusou da máquina pública. E a resposta já se sabe antecipadamente, será inocentado, lógico. A inocência do criminoso partido é inquestionável.  

Um soco na onipotência



O lulopetismo está convencido (como ocorre com todo radical) que o Brasil e o mundo começam com eles

Todo mundo deve saber que a onipotência é o poder infinito e esmagador de um deus ou de uma figura dotada de capacidades titânicas para o bem ou para o mal.

No Brasil, os onipotentes que chegam ao poder são idolatrados porque nossa cultura tem como base e modelo a gradação e a hierarquia e ambas têm uma extraordinária afinidade com o puxa-saquismo, com a bajulação, com a hipocrisia e com o bater em cavalo morto. É fácil torcer para o Brasil quando ele é pentacampeão e é mais fácil ainda negá-lo mil vezes, como fez São Pedro com Cristo, quando o Brasil perde de 7 a 1 para a Alemanha. Essa Alemanha que voltou a ocupar o lugar de superior em tudo — disciplina, coerência, treinamento e — quem sabe — a velha pureza racial que nós ainda lamentamos em certas situações.

Com essas eleições, iremos controlar os personalismos lulistas de índole malandra e neofascista. Todos os resultados pedem mais honestidade e seriedade com o governo da coisa pública. Tenho a esperança de liquidar com esses donos espúrios de um Brasil que é de todos nós. Esse é o pleito que nocauteou a onipotência e, com ela, a demagogia, a roubalheira, o aparelhamento do estado pelo governo, a corrupção deslavada, os dois pesos duas medidas no plano jurídico e econômico e, por último, mas não por fim, a autoridade absoluta de um partido cujo objetivo era muito mais o de trabalhar para um projeto de poder do que para o poder do Brasil.