Três dos atuais ministros atingirão a idade limite de 75 anos ao longo do próximo mandato presidencial: Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (dezembro de 2030). Há uma vaga aberta no STF desde que Luís Roberto Barroso se aposentou precocemente em 2025. Para fechar o número de cinco indicações, Flávio afirma que trabalha com a hipótese de impeachment ou destituição de Alexandre de Moraes. É tudo o que ele quer.
O filho do único ex-presidente do Brasil condenado por tentativa de golpe de Estado tem reiterado que seus escolhidos serão homens e mulheres “defensores da Constituição”, com perfil conservador, posicionando-se de forma contrária ao aborto e à descriminalização das drogas. Se tudo acontecer como ele imagina, ao final do seu mandato, contará com a simpatia de 7 dos 11 ministros do tribunal, incluindo-se aí André Mendonça e Nunes Marques.
Considerando toda a história do Brasil, o presidente que indicou o maior número de ministros para o STF foi Getúlio Vargas, com um total de 21 nomeações. Ele governou o país em dois períodos diferentes: de 1930 a 1945, como ditador, e de 1951 a 1954, como presidente eleito pelo voto popular. Logo atrás de Vargas no ranking histórico, aparecem os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, ambos com 15 indicações cada um.
Lula indicou 10 ministros para o STF ao longo de seus três mandatos – 8 nos dois primeiros e 2 no terceiro. Dos 10, apenas 4 ainda permanecem lá: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Quis emplacar Jorge Messias na vaga de Luís Roberto Barroso, mas o nome dele foi rejeitado pelo Senado. Duas vezes presidente, Dilma Rousseff não teve esse problema, tendo indicado 5 ministros. Destes, apenas 2 seguem no cargo: Luiz Fux e Edson Fachin.
Se você pretende votar em Flávio para presidente, não tem com que se preocupar. Se ele se reeleger em 2030, no mínimo indicará mais um ministro para o STF na vaga que se abrirá com a aposentadoria de Fachin. Só não venha, depois, a se queixar.
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