sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CPI da Petrobras


Lula requenta o truque de 2006




Nosso Guia quer confundir a Petrobras com a gestão do comissariado petista com que aparelhou a empresa.

Lula fez uma involuntária defesa do voto útil, aquele que vai para qualquer lugar, desde que o PT vá embora. Foi para a frente do prédio da Petrobras e disse o seguinte: "Já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão de que essas pessoas pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. (...) Se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia.”

A Petrobras petista apareceu em várias CPIs. A primeira, de 2005, foi a do mensalão. Duas outras foram específicas e, com a ajuda do comissariado, deram em nada. Se Nosso Guia acha (e tem motivos para isso) que, incentivando-as, há “pessoas” achacando empresários que correm “atrás delas”, não se conhece uma só fala de petista denunciando achacados ou achacadores. O relator da comissão que está funcionando é o petista Marco Maia.

O carro-chefe

Em países ainda em fase de consolidação institucional, ou que tenham instituições débeis, a reeleição funciona como o carro-chefe, a mãe de todas as corrupções de toda a espécie.

Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

Pobreza alimenta corruptos


Nem só a Índia vive de seus pobres. Há 12 anos, o PT está se locupletando e enchendo bolsos com a exploração dos pobres. Na mais descarada demagogia, enchem a boca para falar do que fizeram pelos pobres. Governo sério não explora o que tem obrigação de fazer, ainda mais quando não faz, para lotar as urnas e garantir poder. Pai ou mãe dos pobres, dos descamisados, dos mujiques é a criação da idolatria, mais adequada para ditadores, que adoram espalhar o próprio nome ou de familiares em suas “obras” ou alheias.   

Detentora da verdade, em discurso aos “pobres”, Dilma anunciou que com o PT “as pessoas agora têm direitos” como se isso não estivesse garantido na Constituição, mas fosse outra das benesses petistas com que “papai” Lula e “mamãe” Dilma presentearam o país. Como também garantiu que antes não havia emprego nem salário, outras das maravilhas propiciadas pelo partido em particular para os apadrinhados, que sem a ajuda petista não conseguem nem emprego para burro-sem-rabo.

A mesma candidata alardeia uma luta contra a desinformação e a mentira, só não informa sobre os desastres de Bolsa Família, locupletando até quem não precisa, e pelo Minha Casa, Minha Vida, construindo casa e prédios em locais impróprios, muitas vezes sem água e saneamento básico. Mas uma pérola da desinformação é dizer que graças ao PT, “as pessoas podem andar de avião”.

Não é dádiva, mas uma série de mecanismos que permitem às empresas aeroviárias e de viagens aproveitarem nichos da população. Há empresários apostando em conquistar esses passageiros através de passagens em até 12 prestações como acontece no comércio. Portanto, é o empresariado o grande estimulador sem nada a ver com o governo, que disso está se aproveitando para angariar votos como se houvesse ganho salarial.


Mais uma balela de aproveitamento do trabalho alheio, da incrementação do consumismo, para implantar como maravilha do governo, artifício bem conhecido sob o jugo do comando vermelho municipal. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pesadelo da bomba-relógio


O porco de Dilma


O assalto político aos cofres da Petrobras não está só pesando na campanha de Dilma. A própria biografia da ex-guerrilheira, que sonhou um Brasil melhor em seus tempos de juventude, vai ficar manchada como a presidente que acobertou os desmandos na empresa e a desastrosa gerente. Como comandou a maior empresa do país sem saber que lá estava uma gangue armada para assaltar seus cofres? A mancha entrará para a história como o maior desastre do presidencialismo brasileiro.

Impossível que a candidata negue relações com Paulo Roberto Costa, da alta cúpula da Petrobras, seu subalterno por anos, ou queira se afastar do perigo que é estar com um homem-bomba da corrupção petroleira. Afinal quem é que convocaria o dirigente, amigavelmente tratado por Lula como “Paulinho”, para a festa de casamento da filha se não tivesse o mínimo de intimidade com ele?

Dilma está como aquele personagem de uma piada antiga, quando só existiam ladrões de galinha. O homem roubou um porco no quintal do vizinho e saiu com aquele peso todo nas costas. Apanhado em flagrante pelo guarda-noturno (naquele tempo existia isso) que queria saber aonde ia com o porcão, respondeu aflito: “Que porco? Tira isso daí, tira isso daí”.


A candidata está carregando um porco de Troia nas costas, mas inocentemente nem sabe. 

Para refletir

No caso do propinoduto da Petrobras, o ex-diretor, preso, já admitiu devolver 23 milhões de dólares do seu patrimônio em bancos estrangeiros para aliviar sua barra na Justiça. É escandaloso que um bandido desse calibre se disponha facilmente a aliviar-se de uma quantia extraordinária como quem paga um cafezinho no bar da esquina, ou uma propina para não levar multa, e ninguém dá por isso.

Se paga tanto, e devolve milhões como água, é porque o rombo foi assustadoramente maior e muita gente saiu ganhando em dinheiro e postos de governo.

Marina apanha, mas Dilma é quem cai


Espantosa a capacidade de resistência de Marina Silva à pancadaria, a se levar em conta os resultados da mais recente pesquisa IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional. Pela lógica, ela deveria estar caindo. E Dilma avançando. Mas eleição não é razão – é emoção. Ganha quem erra menos. E Marina tem errado pouco.

É esmagadora a vantagem que Dilma tem em relação aos seus adversários no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. São 12 minutos contra seis de Aécio e dois de Marina. Por ora, a vantagem de pouco tem adiantado. Dilma não emociona ninguém. É razão pura. E seus programas de propaganda refletem o que ela é. Não poderia ser diferente.

O marketing político de Dilma apostou na desconstrução da imagem de Marina. Há mais de 20 dias que Marina apanha dia e noite. Contra ela foram assacadas até aqui as mentiras mais corrosivas. Do tipo: “Vai acabar com O Bolsa Família e o Mais Médicos. Marina está a serviço dos banqueiros”. Algum efeito a desconstrução produziu. Não o suficiente para desidratar Marina

Jamais neste país um candidato a presidente contou com a gigantesca coligação de partidos montada para reeleger Dilma. No Rio, por exemplo, todos os candidatos ao governo fazem parte da coligação de Dilma. Em São Paulo, nenhum candidato ao governo apoia Marina. Em Minas Gerais, o que apoia tem menos de 5% das intenções de voto. Tudo isso não basta.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tem gato na tuba


Se aqui pegasse a moda...


O incidente ocorreu com Vitaly Zhuravsky, um ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich. O episódio aconteceu antes de
uma sessão em que os parlamentares ratificaram um acordo da Ucrânia com a União Europeia e apoiaram leis para dar um status especial a regiões controladas por separatistas. "Vivemos em um país onde o sangue escorre por sua causa", gritavam os manifestantes que cercaram o lixo no qual o deputado, de 59 anos, foi jogado.

A mentira virou verdade

Nunca antes se roubou em nome de um projeto político alastrante em todos os escaninhos do Estado.

Aproxima-se a hora da verdade política do país. Hora da verdade ou hora da mentira?

Mentira virou verdade? Nossas “verdades” institucionais foram construídas por 500 anos de mentiras. Portanto, virou uma razão de Estado para o governo do PT a proteção à mentira brasileira inventada pela secular escrotidão portuguesa. Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Por isso, o Governo acha que é necessário proteger as mentiras para que a falsa “verdade” do país permaneça. E não é só a mentira que indigna. É a arrogância com que mentem. E a mentira vai se acumulando como estrume durante um ano e acaba convencendo muitos ingênuos de que “sempre foi assim” ou de que “erraram com boa intenção”.

Não só roubaram cerca de R$ 2 bilhões desviados de aparelhos do Estado, de chantagem com empresários, de fundos de pensão, de contratos falsos, mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. A verdadeira esquerda se modificou, avançou, autocriticou-se enquanto eles não arredaram os pés dos velhos dogmas da era stalinista e renegaram todo trabalho de uma esquerda mais social-democrata, como aliás fazem desde que não votaram nos “tucanos” da época e o Hitler subiu ao poder.
Leia mais o artigo de Arnaldo Jabor 

Soneto da educação

Um diagnóstico da nossa educação em uma conversa com o primeiro ministro da área na era Lula
De repente, não mais que de repente, fez-se de inteligente o ignorante, fez-se de próximo o distante, fez-se da educação uma aventura edificante. De repente, todos os candidatos à Presidência só falam naquilo: educação. O primeiro ministro da Educação da era petista, Cristovam Buarque, pressionou Lula a fazer a revolução que, hoje, todos prometem. Caiu por isso.

O governo federal deveria escolher e adotar escolas de cidades e implantar um novo sistema para substituir o atual. As escolas federais, melhoradas, podem ser um padrão a espalhar. Uma revolução na educação de base custaria 6,4% do PIB. Um grande programa para a população adulta, entre 9% e 10%. Espero um presidente que diga: “Só descansarei quando nenhuma família precisar de Bolsa Escola”.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Qualquer semelhança


Os partidos terão futuro se tiverem menos de partido


Em vez de se aproximarem, as formações políticas se afastam cada vez mais dos problemas reais da sociedade moderna
As pesquisas sobre as eleições brasileiras estão revelando que os brasileiros votam nos protagonistas segundo seu coração e não seguindo as complexas e às vezes absurdas alianças feitas pelos partidos. Não votam em um candidato para a presidência, por exemplo, porque é apoiado pelo partido, o governador ou o deputado.

O povo se interessa mais pelas pessoas do que pelos partidos políticos.

E o que dizer do modo ainda primitivo como são realizadas as campanhas eleitorais e do rio de dinheiro que elas tragam? O que podem dizer aos jovens que estão no meio de tantas coisas?
Uma pergunta que ninguém se atreve a fazer nestas eleições do Brasil, carregadas de incógnitas e cada vez mais agressivas, é se os partidos políticos são um dogma da democracia, algo sagrado sobre cuja existência e utilidade nem sequer se pode discutir.

Dilma faz com Marina o que Collor fez com Lula


O que há em comum entre Dilma e Lobinho?

Conhecido no passado recente como “Lobinho 10%”, o senador Lobão Filho é candidato do PMDB, da família Sarney, de Dilma e de Lula ao governo do Maranhão. Está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Perde para Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

O que há em comum entre Dilma e Lobinho? Aguardem o parágrafo seguinte.

O medo da derrota aproxima Dilma e Lobinho. Bem como a principal arma que os dois usam para tentar vencer: a mentira. Além da mentira, manipulações, exageros, meias verdades e infâmias.


Dilma e Lobão estão por trás das tempestades perfeitas de críticas que ameaçam afogar a evangélica Marina Silva (PSB) e o católico Flávio Dino.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quero morar na propaganda do PT

Dinheiro falso


Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.

Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.

Lavagem no churrasco


Um dos réus na ação penal sobre a lavagem de dinheiro do mensalão junto com o doleiro Alberto Youssef, Meheidin Jenani, vangloriava-se de assar carneiros para Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil de Lula.

Na campanha eleitoral de 2006, o petista Jorge Lorenzetti, um dos acusados do escândalo do dossiê dos aloprados, era mais conhecido como churrasqueiro das festas de Lula.

Ricardo Noblat

domingo, 14 de setembro de 2014

Resposta de Marina

Para ser presidente é preciso ter programa. É preciso ter disposição para o diálogo político, trabalhar com o respeito, com a verdade e não com o boato. É preciso que se busque a legitimidade necessária para isso, e que não se terceirize essa legitimidade
Marina Silva

A empresa é deles ou do Brasil?