Relatório médico entregue ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira diz que Bolsonaro voltou a sofrer de crises de soluço “acima da média” nos últimos sete dias. Algo extemporâneo? Não. Ele vive, há muito tempo, de crise de soluço em crise de soluço, fora outras anomalias. É um paciente crônico desde a facada que levou em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018.
A coincidência está em que, no próximo dia 25, vence o prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes para reavaliar sua decisão de transferir Bolsonaro da “Papudinha” — um espaço, digamos, VIP do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal — para a prisão domiciliar. O ex-presidente Fernando Collor, condenado por corrupção, cumpre a pena em domicílio à beira-mar, em Maceió. Bolsonaro ainda não tem garantia alguma de que poderá cumprir a sua em definitivo.
Todo cuidado com os Bolsonaro é pouco, e Moraes está cansado de saber disso — e é bom jamais esquecer. Eles mentem despudoradamente em seu favor e em desfavor de seus adversários. Espalham notícias falsas e são capazes de fazer qualquer coisa, até mesmo conspirar no estrangeiro contra os interesses nacionais.
Outro membro da família deverá ser condenado este mês pelo crime de coação no curso do processo: o deputado cassado Eduardo. Já Flávio, em troca de apoio para se eleger presidente da República, ofereceu-se a Donald Trump para servir de biombo aos efeitos perversos da nova taxação a produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.
Eleitores de carteirinha de Bolsonaro pai justificam tudo o que a família propaga, inclusive que Lula é o verdadeiro culpado pela má vontade de Trump com o Brasil. Renovo meus votos de boa saúde e vida longa a Bolsonaro para que ele pague por tudo de ruim que fez ao país.
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