sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pobreza alimenta corruptos


Nem só a Índia vive de seus pobres. Há 12 anos, o PT está se locupletando e enchendo bolsos com a exploração dos pobres. Na mais descarada demagogia, enchem a boca para falar do que fizeram pelos pobres. Governo sério não explora o que tem obrigação de fazer, ainda mais quando não faz, para lotar as urnas e garantir poder. Pai ou mãe dos pobres, dos descamisados, dos mujiques é a criação da idolatria, mais adequada para ditadores, que adoram espalhar o próprio nome ou de familiares em suas “obras” ou alheias.   

Detentora da verdade, em discurso aos “pobres”, Dilma anunciou que com o PT “as pessoas agora têm direitos” como se isso não estivesse garantido na Constituição, mas fosse outra das benesses petistas com que “papai” Lula e “mamãe” Dilma presentearam o país. Como também garantiu que antes não havia emprego nem salário, outras das maravilhas propiciadas pelo partido em particular para os apadrinhados, que sem a ajuda petista não conseguem nem emprego para burro-sem-rabo.

A mesma candidata alardeia uma luta contra a desinformação e a mentira, só não informa sobre os desastres de Bolsa Família, locupletando até quem não precisa, e pelo Minha Casa, Minha Vida, construindo casa e prédios em locais impróprios, muitas vezes sem água e saneamento básico. Mas uma pérola da desinformação é dizer que graças ao PT, “as pessoas podem andar de avião”.

Não é dádiva, mas uma série de mecanismos que permitem às empresas aeroviárias e de viagens aproveitarem nichos da população. Há empresários apostando em conquistar esses passageiros através de passagens em até 12 prestações como acontece no comércio. Portanto, é o empresariado o grande estimulador sem nada a ver com o governo, que disso está se aproveitando para angariar votos como se houvesse ganho salarial.


Mais uma balela de aproveitamento do trabalho alheio, da incrementação do consumismo, para implantar como maravilha do governo, artifício bem conhecido sob o jugo do comando vermelho municipal. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pesadelo da bomba-relógio


O porco de Dilma


O assalto político aos cofres da Petrobras não está só pesando na campanha de Dilma. A própria biografia da ex-guerrilheira, que sonhou um Brasil melhor em seus tempos de juventude, vai ficar manchada como a presidente que acobertou os desmandos na empresa e a desastrosa gerente. Como comandou a maior empresa do país sem saber que lá estava uma gangue armada para assaltar seus cofres? A mancha entrará para a história como o maior desastre do presidencialismo brasileiro.

Impossível que a candidata negue relações com Paulo Roberto Costa, da alta cúpula da Petrobras, seu subalterno por anos, ou queira se afastar do perigo que é estar com um homem-bomba da corrupção petroleira. Afinal quem é que convocaria o dirigente, amigavelmente tratado por Lula como “Paulinho”, para a festa de casamento da filha se não tivesse o mínimo de intimidade com ele?

Dilma está como aquele personagem de uma piada antiga, quando só existiam ladrões de galinha. O homem roubou um porco no quintal do vizinho e saiu com aquele peso todo nas costas. Apanhado em flagrante pelo guarda-noturno (naquele tempo existia isso) que queria saber aonde ia com o porcão, respondeu aflito: “Que porco? Tira isso daí, tira isso daí”.


A candidata está carregando um porco de Troia nas costas, mas inocentemente nem sabe. 

Para refletir

No caso do propinoduto da Petrobras, o ex-diretor, preso, já admitiu devolver 23 milhões de dólares do seu patrimônio em bancos estrangeiros para aliviar sua barra na Justiça. É escandaloso que um bandido desse calibre se disponha facilmente a aliviar-se de uma quantia extraordinária como quem paga um cafezinho no bar da esquina, ou uma propina para não levar multa, e ninguém dá por isso.

Se paga tanto, e devolve milhões como água, é porque o rombo foi assustadoramente maior e muita gente saiu ganhando em dinheiro e postos de governo.

Marina apanha, mas Dilma é quem cai


Espantosa a capacidade de resistência de Marina Silva à pancadaria, a se levar em conta os resultados da mais recente pesquisa IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional. Pela lógica, ela deveria estar caindo. E Dilma avançando. Mas eleição não é razão – é emoção. Ganha quem erra menos. E Marina tem errado pouco.

É esmagadora a vantagem que Dilma tem em relação aos seus adversários no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. São 12 minutos contra seis de Aécio e dois de Marina. Por ora, a vantagem de pouco tem adiantado. Dilma não emociona ninguém. É razão pura. E seus programas de propaganda refletem o que ela é. Não poderia ser diferente.

O marketing político de Dilma apostou na desconstrução da imagem de Marina. Há mais de 20 dias que Marina apanha dia e noite. Contra ela foram assacadas até aqui as mentiras mais corrosivas. Do tipo: “Vai acabar com O Bolsa Família e o Mais Médicos. Marina está a serviço dos banqueiros”. Algum efeito a desconstrução produziu. Não o suficiente para desidratar Marina

Jamais neste país um candidato a presidente contou com a gigantesca coligação de partidos montada para reeleger Dilma. No Rio, por exemplo, todos os candidatos ao governo fazem parte da coligação de Dilma. Em São Paulo, nenhum candidato ao governo apoia Marina. Em Minas Gerais, o que apoia tem menos de 5% das intenções de voto. Tudo isso não basta.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tem gato na tuba


Se aqui pegasse a moda...


O incidente ocorreu com Vitaly Zhuravsky, um ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich. O episódio aconteceu antes de
uma sessão em que os parlamentares ratificaram um acordo da Ucrânia com a União Europeia e apoiaram leis para dar um status especial a regiões controladas por separatistas. "Vivemos em um país onde o sangue escorre por sua causa", gritavam os manifestantes que cercaram o lixo no qual o deputado, de 59 anos, foi jogado.

A mentira virou verdade

Nunca antes se roubou em nome de um projeto político alastrante em todos os escaninhos do Estado.

Aproxima-se a hora da verdade política do país. Hora da verdade ou hora da mentira?

Mentira virou verdade? Nossas “verdades” institucionais foram construídas por 500 anos de mentiras. Portanto, virou uma razão de Estado para o governo do PT a proteção à mentira brasileira inventada pela secular escrotidão portuguesa. Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Por isso, o Governo acha que é necessário proteger as mentiras para que a falsa “verdade” do país permaneça. E não é só a mentira que indigna. É a arrogância com que mentem. E a mentira vai se acumulando como estrume durante um ano e acaba convencendo muitos ingênuos de que “sempre foi assim” ou de que “erraram com boa intenção”.

Não só roubaram cerca de R$ 2 bilhões desviados de aparelhos do Estado, de chantagem com empresários, de fundos de pensão, de contratos falsos, mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. A verdadeira esquerda se modificou, avançou, autocriticou-se enquanto eles não arredaram os pés dos velhos dogmas da era stalinista e renegaram todo trabalho de uma esquerda mais social-democrata, como aliás fazem desde que não votaram nos “tucanos” da época e o Hitler subiu ao poder.
Leia mais o artigo de Arnaldo Jabor 

Soneto da educação

Um diagnóstico da nossa educação em uma conversa com o primeiro ministro da área na era Lula
De repente, não mais que de repente, fez-se de inteligente o ignorante, fez-se de próximo o distante, fez-se da educação uma aventura edificante. De repente, todos os candidatos à Presidência só falam naquilo: educação. O primeiro ministro da Educação da era petista, Cristovam Buarque, pressionou Lula a fazer a revolução que, hoje, todos prometem. Caiu por isso.

O governo federal deveria escolher e adotar escolas de cidades e implantar um novo sistema para substituir o atual. As escolas federais, melhoradas, podem ser um padrão a espalhar. Uma revolução na educação de base custaria 6,4% do PIB. Um grande programa para a população adulta, entre 9% e 10%. Espero um presidente que diga: “Só descansarei quando nenhuma família precisar de Bolsa Escola”.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Qualquer semelhança


Os partidos terão futuro se tiverem menos de partido


Em vez de se aproximarem, as formações políticas se afastam cada vez mais dos problemas reais da sociedade moderna
As pesquisas sobre as eleições brasileiras estão revelando que os brasileiros votam nos protagonistas segundo seu coração e não seguindo as complexas e às vezes absurdas alianças feitas pelos partidos. Não votam em um candidato para a presidência, por exemplo, porque é apoiado pelo partido, o governador ou o deputado.

O povo se interessa mais pelas pessoas do que pelos partidos políticos.

E o que dizer do modo ainda primitivo como são realizadas as campanhas eleitorais e do rio de dinheiro que elas tragam? O que podem dizer aos jovens que estão no meio de tantas coisas?
Uma pergunta que ninguém se atreve a fazer nestas eleições do Brasil, carregadas de incógnitas e cada vez mais agressivas, é se os partidos políticos são um dogma da democracia, algo sagrado sobre cuja existência e utilidade nem sequer se pode discutir.

Dilma faz com Marina o que Collor fez com Lula


O que há em comum entre Dilma e Lobinho?

Conhecido no passado recente como “Lobinho 10%”, o senador Lobão Filho é candidato do PMDB, da família Sarney, de Dilma e de Lula ao governo do Maranhão. Está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Perde para Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

O que há em comum entre Dilma e Lobinho? Aguardem o parágrafo seguinte.

O medo da derrota aproxima Dilma e Lobinho. Bem como a principal arma que os dois usam para tentar vencer: a mentira. Além da mentira, manipulações, exageros, meias verdades e infâmias.


Dilma e Lobão estão por trás das tempestades perfeitas de críticas que ameaçam afogar a evangélica Marina Silva (PSB) e o católico Flávio Dino.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quero morar na propaganda do PT

Dinheiro falso


Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.

Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.

Lavagem no churrasco


Um dos réus na ação penal sobre a lavagem de dinheiro do mensalão junto com o doleiro Alberto Youssef, Meheidin Jenani, vangloriava-se de assar carneiros para Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil de Lula.

Na campanha eleitoral de 2006, o petista Jorge Lorenzetti, um dos acusados do escândalo do dossiê dos aloprados, era mais conhecido como churrasqueiro das festas de Lula.

Ricardo Noblat

domingo, 14 de setembro de 2014

Resposta de Marina

Para ser presidente é preciso ter programa. É preciso ter disposição para o diálogo político, trabalhar com o respeito, com a verdade e não com o boato. É preciso que se busque a legitimidade necessária para isso, e que não se terceirize essa legitimidade
Marina Silva

A empresa é deles ou do Brasil?


No rastro do dinheiro da Propinobrás

Entenda como o esquema na Petrobras abasteceu o caixa de aliados do governo e conheça os novos nomes denunciados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa na delação premiada

Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.

A relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).

Ventania

Jerônimo José Telles Júnior (1851-1914) 

A ilegalidade legal

Ônibus até participaram de desfile
cívico como mais uma dádiva petista
Nas barbas do TRE, aquele que nada vê, nada ouve e nada pune, está sendo armada uma arapuca eleitoral descarada em Maricá, segundo revela jornal do município. A Maricá Transportes Urbanos, única empresa de ônibus com chapa branca do país, deve entrar em operação coincidentemente no dia 1º de outubro e os ônibus, mesmo sem autorização, já estariam circulando pelos “itinerários” com ponto final ao lado de escola. Como estará em testes, farão viagens gratuitas inclusive no dia das eleições.

A empresa, que sequer tem funcionários, pátio de estacionamento – usa para isso o aeroporto – ou garagem, foi “criada” pelo prefeito e presidente regional do PT, Quaquá, para aniquilar o que chama de “monopólio” da empresa Amparo, que sempre foi mote de suas campanhas. Numa jogada eleitoreira que vem se protelando, fala em colocar passagens a R$ 2, tarifa essa que se diluirá com o tempo até ser de graça. Logicamente com dinheiro público, que não é de graça nem cai do céu.


Com um histórico desses, os ônibus devem passar a circular quatro dias antes das eleições, a que concorrem a mulher do prefeito e o presidente da Câmara. Se não é jogada para levar eleitores de graça às urnas, deve ser muita coincidência. Com a palavra o TRE. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Eleição brasileira


A caricata pit-bull



A máquina de fabricar mitos recorreu aos estereótipos arraigados no inconsciente coletivo infantilizado de boa parte do eleitorado brasileiro, e reinventou a figura sinistra do banqueiro (o ricaço barrigudo com seu charuto na boca e cartola na cabeça, sobrevivente da caricatura da Belle Époque) e colocou a fada Marina ao seu lado-uma dupla sinistra espoliando o pobre povo brasileiro. Sandro Vaia 
  
As tão propaladas eleições democráticas brasileiras desde a briga da reeleição de Lula se tornaram uma guerrilha de marqueteiros. Passamos a ser vítimas das arapucas, das “táticas”, das maquiagens, dos filmetes de propaganda, da arrogância, das acusações, das declarações do medo. Uma enxurrada de promessas arrumadas como se fossem verdades concretizadas, propostas que não passam de programa de partido, que nunca será projeto de Estado.

Com uma imensidão de analfabetos políticos, em todos os níveis – impressiona o número desses entre os ditos politizados -, não se estranha que haja um carnaval de más intenções e mentiras, principalmente do lado do PT, especialista em imputar aos outros defeitos, por se achar digno proprietário da verdade. Se não bastasse ser o único partido do mundo que sabe tudo sobre governança, como demonstra o caos econômico-social do país.

Com a ameaça de Marina e o fim do duelo com o PSDB, os marqueteiros, ordenadores à sombra da política brasileira, decretaram ordem de ataque como “tática” para acabar com qualquer ameaça, como bem fazem os ditadores. Como em democracia não se deve usar meios violentos para aniquilar adversários, senão o fariam sem qualquer motivo, usam a mentira, a denúncia vazia, a propaganda terrorista. Os meios podem ser outros, mas o fim é o mesmo: não vamos largar o osso que nos alimenta.

É essa ânsia de continuar a qualquer custo que faz Dilma vociferar, como um cão raivoso, contra Marina, numa caricatura grotesca do que deveria ser um governante. Mais parece uma pit-bull solta no Planalto protegendo a corja que se instalou no governo.

É um espantalho de quem deveria respeitar o próprio passado e seus ideais de ontem, jogados na lama de uma política própria a ditaduras. A ex-dona de uma loja de R$1,99 que levou à falência, culpando a economia pelo desastre, repete a lenga-lenga. Leva um país ladeira abaixo, culpando a economia mundial.


Não satisfeita como Recruta Zero, antes auspiciosa gerentona, defende com unhas e dentes, ferocíssima, os ideais da pelegada, que tanto fez mal ao trabalhador em velhos tempos, hoje travestida de partido. Faz o jogo de quem protege a galinha dos ovos de ouros de corruptos, canalhas, cafajestes e medíocres. 

Um presente que envergonha aquele passado de lutas e ideais de liberdade e democracia, agora jogados à sarjeta da politicalha com o único interesse de se reeleger, custe o que custar (quem paga são os outros) e doa a quem doer (quem sofre é o cidadão). 

O contra-ataque do Império


Como uma nostalgia caricata da monarquia, uma das piores distorções do presidencialismo brasileiro é a sua atitude imperial. Os governantes falam eu fiz isso/eu fiz aquilo como se tivessem feito com as próprias mãos, pagando do próprio bolso.

O governo federal se mostra como um magnânimo monarca quando repassa verbas públicas aos estados e municípios, como um grande favor e um gesto de bondade a ser retribuído. Quando era ministro do Trabalho, Carlos Lupi apresentava em rede nacional estatísticas de emprego e eu quase acreditava que tivessem sido criados por ele e seu ministério, e não pela indústria, comércio e serviços… rsrs.


Não é só uma cara de pau algumas vezes hilariante, e outras, constrangedora, mas símbolo de uma cultura popular em que o presidente é imaginado como um imperador, que distribui dinheiro, empregos, progresso e justiça por vontade soberana, como se não existissem o Congresso, os tribunais, o Ministério Publico, a imprensa, as redes sociais e a opinião pública. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Humor ou verdade?


Qual será o futuro?


O lado B da democracia

Eu não quero um país eternamente governado por tipos cordiais, que se entendem por baixo dos panos. Eu não quero um país de canalhas festejados em palácio, de criminosos tratados como heróis, de ditadores recebidos como irmãos. Não quero um país em que ex-presidentes bajulam foragidos da Interpol. Não quero um país em que a presidente mente sobre as suas qualificações acadêmicas e fica por isso mesmo, como se falsificar currículo Lattes fosse coisa normal. Não quero um país sem valores morais.

Também não quero um país onde presidentes possam ser reeleitos. Quero presidentes — e governadores, e prefeitos — que se dediquem ao trabalho durante todo o mandato; quero candidatos que não possam usar a máquina do estado, paga por todos nós, para defender os seus interesses e os interesses mesquinhos da sua curriola.

Acho obscena a divisão do tempo da propaganda eleitoral gratuita, até por saber o que ela implica. Não é assim que se constrói um bom país.

Urnas pedem socorro

Aliado de família Sarney fará gestão de urnas eletrônicas no Maranhão.Dono da empresa tem vínculos com marido da governadora Roseana
 Uma empresa cujo dono é ligado ao clã Sarney ficará a cargo da gestão das urnas eletrônicas nos 217 municípios do Maranhão, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira. A Atlântica Serviços Gerais foi contratada em 28 de agosto para o serviço, por 2,9 milhões de reais, após vencer licitação promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado. A empresa tem como dono Luiz Carlos Catanhede Fernandes, ligado a Jorge Murad, marido da governadora Roseana Sarney (PMDB), à própria Roseana e ao candidato dos Sarney ao governo neste ano, Lobão Filho (PMDB).

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Chega de lixo


Só eles podem

Emilio Botin, banqueiro espanhol, e Lula
Que o PT sempre teve duas caras, ninguém desconhece. Sempre foi um partido jeitoso no tratamento aos pobres, enquanto acariciava os ricos. Afinal os petistas também têm família para sustentar e são milhares a mamar nas tetas republicanas, em todos os níveis. Mas isso renegam de mãos postas e de joelhos, pois são crentes de que fazem tudo certinho. E quase mesmo fazem, se não fosse o crime uma imperfeição.

Na recente campanha, dando uma de santinhos, estão colando a pecha de “amiga dos banqueiros” em Marina Silva, quando nunca os banqueiros lucraram tanto quanto nos governos petistas. Isso sem esquecer de certos bancos que colaboraram no esquema do mensalão.

Mas como mentira tem perna curta eis aí a nota de pesar do ex Lula ao presidente do banco Santander, morto ontem, em Madri, aos 79 anos. É uma clara demonstração de como são excelentes e amigáveis as relações petistas com os bancos. Também revela como Lula foi auxiliado por banqueiro em suas campanhas.
"Fomos surpreendidos nesta manhã com a triste notícia da morte do nosso amigo Emilio Botín. Lamentamos essa grande perda e nos solidarizamos com toda a família.É inesquecível para nós o seu gesto, ainda em 2002, quando em meio a uma grave crise econômica, ele fez questão de mostrar sua confiança no futuro do Brasil e no povo brasileiro. Além de renomado líder empresarial, Botín sempre valorizou a democracia e as boas relações entre os países. Nesse momento de dor, enviamos nosso abraço para a família, amigos e colaboradores de Emilio Botín.Dona Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva"

A mesma cara de sempre


Quem conhece o petismo e convive há quatro anos sob o jugo da cafajestada bem sabe que o discurso de grandiosidade é o mesmo. Não se faz nada, mas se propala a sensação de que está tudo feito e caminhando para melhorar ainda mais.

Os clichês adotados na campanha de Dilma, às vezes em um só discurso da presidente, levam a marca indiscutível de Made in PT. São sempre os mesmos como um carimbo no talonário do jogo do bicho. Só que não vale o que está escrito. É mais um engodo institucionalizado pelo partido.

Na recente campanha, os discursos repetem a mesma lenga-lenga do que foi aplicado, por exemplo, em Maricá, hoje um feudo petista que é um 3x4 do Brasil.

Dilma se proclamou contra a "mentira" e a "desinformação". Quem vive numa pequena cidade vermelha de ódio pela cretinice imperante, já viu discurso igual, nem se arrepia. Sabe que tudo isso é apenas blá-blá-blá. Ainda se partir do cacique local do petismo, especialista em falar muito e nada dizer.   

Lula, grande cabo eleitoral de volta, quando a situação está periclitante, conclamou que a candidata "vai fazer os pobres subirem mais dois degraus na escala social", porque “o que vamos fazer no país apenas começou”. Nem começou, pois os níveis propalados de pobreza continuam altos e há muita maquiagem nos dados, publicados apenas os que interessam. Fala idêntica a de seu pupilo municipal, que proclama o fim do problema de habitação com programas Minha Casa, Minha Vida sequer entregues, mas enfurnados em áreas alagadas dos cafundós do Judas, sem água e esgoto, é claro. Em resumo, aos pobres a bosta como dádiva.

Em Maricá, também fazem a limpa nos cofres públicos para pagar shows, propaganda caríssimas na mídia, para anunciar que os pobres não mais existem no município, onde não há água, saneamento básico, atendimento de saúde, segurança e educação. Mas a publicidade oficial conclama que "O Havaí é em Maricá", reportagem a peso de ouro em jornalão da capital.

É essa balela aqui e lá. Quando Lula fala em fazer "essa mulher ser presidente por mais quatro anos, para fazer o país crescer mais, gerar mais emprego, mais salário", é o mesmo que o prefeitinho Quaquá prenuncia para a sua consorte, ex-funcionária do baixo escalão do partido, hoje pela segunda vez candidata à Alerj. Será a mãe dos pobres municipais, a educadora, o amparo da saúde, que não há nem está na lista da sua revistinha sobre um futuro trabalho na Câmara estadual.

Enfim chove no Planalto como em todo curral petista a mesma balela.


O governo acabou

 
Mantega sustentou a vaidade de ser recordista no comando da Fazenda. Agora, Dilma deseja que ele fique 112 dias arrastando correntes na Esplanada dos Ministérios

Governos têm prazo de validade constitucional. A presidência Dilma Rousseff tem mais 112 dias de duração, a partir de hoje. A novidade é que, daqui para a frente, ela pretende administrar o país com 39 ex-ministros.

Dilma, virtualmente, anunciou o fim do seu governo na semana passada, quando subtraiu do poder quem está ministro. “Alguns poderão ficar, outros eu irei trocar” — confirmou no domingo, em entrevista numa varanda do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Leia mais o artigo de José Casado 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Duas versões pra mesma cara

Lula foi traído; Dilma tem telhado (blindado)
Duas versões presidenciáveis para a mesma falta de vergonha na cara em querer tapar os roubos do PT e aliados

'Quando o Brasil murcha, murcha uma parte de nós'

A dor dos brasileiros consiste em que creem que lhes estão roubando algo que lhes pertence
Li com uma mistura de admiração e dor a afirmação de Fernando Gabeira em sua coluna do Globo: "quando o Brasil murcha, murcha uma parte de nós". Admiração, porque evidencia que o Brasil constitui uma parte da identidade de cada um dos brasileiros.

Dor porque dá a entender que a vontade de mudança no país está ao mesmo tempo ameaçada por esse murchar. Algo que os brasileiros sentem como que lhes pertence por direito e lhes estão roubando.

Sempre me impressionou o fato de que, quando pergunto a alguém desse país como se sente, responde sem hesitar: "brasileiro".

Daí que eles gozem e sofram com essa identidade que lhes concede pertença ao país. Não é assim em outros povos do planeta? Não. Essa sensação de gozo de pertença e essa dor que se percebe quando o lugar de origem começa a se deteriorar é uma das características que nós, estrangeiros, notamos e admiramos nos brasileiros.

O silêncio de Lula


Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal

Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.

Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.
Leia mais o artigo de Marco Antonio Villa 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sem comentários


A encruzilhada da mudança


Não é a primeira vez que o Brasil se vê desafiado pelas encruzilhadas da História. Os eleitores escolherão caminhos de mudança, uns mais bem pavimentados, outros potencialmente acidentados. Manter as coisas como estão não é boa alternativa, como já está claro para a maioria.

Não é segredo para ninguém que a candidata Dilma Rousseff, independentemente das boas intenções que tenha – e as tem – embarcou num desvio que está custando caro a ela e ao país. A partir da crise de 2008, ainda no governo Lula, como ministra toda-poderosa, Dilma (e Mantega, ou sei lá quais outros ideólogos) definiram uma “nova matriz econômica” para o Brasil. Acontece que a nova matriz era velha e não produziu o feitiço esperado. Repetiu-seu erro de pensar que misturando ingredientes (gasto público solto, política monetária leniente, crédito público a mil, isenções fiscais aqui e acolá, microgerenciamento das decisões empresariais, etc) e agitando o caldeirão da política econômica, o governo asseguraria o milagre do crescimento contínuo e a felicidade geral do povo. As preocupações contrárias foram consideradas fórmulas velhas, “ortodoxas”, monetaristas, submissas ao FMI, propensas a fazer o ajuste fiscal à custa do povo.


Os resultados estão à vista e em mau momento: o das eleições. O PIB não cresce, antes se contrai e a inflação roça o teto da meta e só não o ultrapassa porque há preços artificialmente represados pelo governo; a indústria diminui de tamanho e perde competitividade e os investimentos despencam junto com a confiança das empresas no governo. Pudera, o superávit primário virou pó, apesar dos artifícios contábeis e das “pedaladas fiscais”; os bancos públicos, chamados a injetar anabolizantes creditícios na economia e a bancar o voluntarismo do governo no setor elétrico, encontram-se expostos a créditos de qualidade duvidosa, criando dúvidas adicionais sobre a situação fiscal do país; a Petrobras e a Eletrobras igualmente submetidas ao voluntarismo governamental perderam valor e capacidade de inversão; as reservas do Banco Central encontram-se comprometidas pelos swaps cambiais (quase cem bilhões de dólares) e por aí vai. Cáspite! como se dizia nas histórias em quadrinhos dos anos 1940, é encrenca para não botar defeito.

Na hora de votar


Politicagem é a nova libido. Dá grana, horário político eleitoral e foto fofa.

A todos esses senhores e senhoras de honra impoluta que têm aparecido aqui em casa, veementemente determinados em me convencer de que não querem outra coisa senão arregaçar as mangas e, telha por telha, obrar o hospital com médicos de última geração que me manterão o pâncreas em ordem por mais um século — a todos eles eu devoto o voto da minha mais profunda desconfiança.

Ponham-se daqui, digníssimos decididos em encher a boca para falar da nova política, dos projetos sociais que erradicarão a miséria nacional e até mesmo os gritos preconceituosos de “viado” nas arquibancadas. Ponham-se longe da minha audiência, senhoras e senhores sobre os quais nada consta até o momento, nada se provou nos autos, mas algo me diz que é bom ir com calma e esperar pela edição de amanhã dos jornais.

Eu sei que um dos senhores é cordeiro de Deus, o outro é obreiro da Palavra. Sobre todos eu esparjo meu turíbulo de fé e candomblé, pois ouço compungido como se sacrificarão, em muitos casos com o risco da própria vida, para livrar o povo brasileiro da criminalidade e do assédio das bundudas do BBB. A todos vocês, candidatos a excelências, eu lanço o contundente escrutínio de quem já viu Cacareco, Tiririca, Collor e mensalão. Só tenho a declarar que: “comigo não, violão”.
Leia mais o artigo de Joaquim Ferreira dos Santos 

Dilma apressa a faxina


"Quem ameaça o pré-sal é a corrupção que está assolando a Petrobras"
Marina Silva

Dilma, sem qualquer abalo no capacete, prometeu que vai tomar providências quando tiver as informações sobre o escândalo na Petrobras. Também admitiu que, por enquanto, não vai despedir ninguém, apesar de o caso não ser o de demissão, mas de admissão de culpa. Como pensar nessa inocência e prestante prontidão da presidente quando a mesma foi durante nove anos a mandona na empresa?

Dilma quer a todo custo afastar o escândalo de sua candidatura e, do alto de sua arrogância, proclama que o depoimento não lança suspeita sobre o governo. Alguém esqueceu que a Petrobras esteve sob seu comando como ministra das Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração, chefe da Casa Civil de Lula e presidente da República? E ela nunca soube que a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, dirigida por Paulo Roberto Costa, era autônoma assim transformada por Sérgio Gabrielli, o braço-forte de Lula? Não pode negar em momento algum que fez vista grossa, no mínimo, à corrupção desenfreada.

As questões estão colocadas e respostas não há. Dilma, como é de costume, acusa, fala mal dos outros, mas nunca explica o que deve, por obrigação do cargo, explicar. E ainda pinta e borda com a maior desfaçatez. Agora muda o comando de campanha tirando meia dúzia e colocando seis.

Colocou o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), que foi seu “chefe” quando era vice-governador do Rio Grande do Sul, e ela, secretária de Minas, Energia e Telecomunicações do estado. Até aí uma mudança tática se não fosse um pequeno detalhe no currículo do ministro com autonomia e carta branca. Rossetto não só ocupou o mesmo cargo no governo Lula e, por um desses acaso da vida, também foi presidente da Petrobras Biocombustível (???).

Ficaria tudo por aí se a candidata não fizesse uma confissão de que houve sim corrupção na empresa, e quando sob seu comando. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas - vamos dizer assim - as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas”. Num dia fala que espera mais informações sobre o caso e em outro, admite que houve falcatrua. E ficamos todos por isso mesmo, presidente?

É muita cretinice de um governo admitir que lava as mãos, em virtude da campanha, para um rombo bilionário na maior empresa do país. Além de admitir o crime, para o qual desvia o rosto, Dilma parece achar uma normalidade sua existência e se lixa para o que ocorreu, não manifestando nenhum interesse em condenar os culpados. Segundo a candidata do PT, eles já estariam “condenados” pelo seu descaso, o que para ela, “divina”, já é o suficiente.


A presidente mais uma vez lança brioches para o país. Do alto do trono, como uma rainha imune, livra a cara dos companheiros para conseguir mais uma gestão de roubos e rombos. Só esquece que Antonieta, a dos brioches, teve seu dia de guilhotina. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sobre o fim de uma era



Não há mágicas para criar um novo mundo político. Mas há possibilidades de algo melhor. Por que não aceitar isto?
No livro de Milan Kundera “A festa da insignificância”, um personagem disse: “Ninguém em torno de Stálin sabia mais o que é uma brincadeira. É por isso, a meu ver, que um grande novo período da história se anunciava”. O personagem, chamado Charles, referia-se a uma piada que Stálin contava e nenhum dos seus ministros conseguia rir, com medo de que o ditador estivesse falando sério.

É muito difícil prever fins de era. Mas quando o país entra numa recessão econômica é razoável prever o fim de uma longa política que resultou num desastre: foi a pior performance da História, pior que a do Marechal Floriano, em tempo de guerra.

No Flamengo, um amigo me perguntou o que era recessão técnica. Repeti o que tenho lido: o país não cresceu nos dois últimos trimestres. É como um time que passasse meio ano sem vencer.

— Se é a recessão técnica, por que não demitir o técnico, como no futebol? — concluiu o amigo.

Aloprado como sempre

“Nós temos muito o que mostrar e nada a esconder”
ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante 

Querem matar Eduardo Campos outra vez

“É necessário ter toda a cautela possível com essa inclusão do nome de Eduardo Campos nesse novo escândalo na Petrobras promovido pelo Governo do PT. Eduardo não está mais aqui para se defender. Ele se afastou do Governo justamente por discordar desse tipo de prática.

O Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, vai fazer de tudo para escapar da prisão e escolher este ou aquele, visando poupar os principais responsáveis pela degradação ética e administrativa dentro da maior estatal brasileira: o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.
A inclusão do nome de Eduardo nesse lamaçal do PT tem o único objetivo de atingir a candidatura de Marina Silva, que representa hoje a mais viável possibilidade de mudar tudo isso que o PT instalou no Brasil.


Não podemos aceitar que um réu confesso tente incluir nomes de inocentes nas falcatruas comandas pelo PT.”
Nota distribuída pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

domingo, 7 de setembro de 2014

Profecia

"Queres conhecer o Inácio, coloca-o num palácio"

Assim escreveu o Barão de Itararé (Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly 1895-1971) bancando profeta. Não deu outra. Colocaram o Inácio e agora todos sabem quem ele é, e como manda debaixo dos panos.

Romance para piano e violino, Opus 11



Antonín Leopold Dvořák (1841 - 1904)

Rondó da Liberdade

 
Marighella em debate nos anos 1960

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
  
Carlos Marighella (1911-1969) 

O conto do horário premiado


Cerca de 30 milhões de pessoas estão vendo o horário eleitoral na TV aberta, informa o Ibope. Mas quase metade diz que vê “sem nenhum interesse”, um terço diz que tem “um pouco” de interesse, e só 20%, cerca de seis milhões de eleitores, entre uma garfada e outra, estão prestando alguma atenção às pirotecnias e armadilhas publicitárias dos filmes que custam fortunas e são os maiores gastos das campanhas.

Mas, além das maiores despesas, os filmes para TV são sempre as maiores esperanças das campanhas, “vocês vão ver quando entrar o horário eleitoral, vamos poder mostrar o que fizemos” ou “com o horário eleitoral vão me conhecer melhor e saber minhas propostas de mudanças”.

A essas alturas, talvez os estrategistas dilmistas estejam questionando o tempo, dinheiro e cargos que gastaram para conseguir 12 minutos no horário eleitoral. Sem falar no que custa produzir esses 12 minutos por dia, embora dinheiro não seja o problema da campanha.

Tudo isso só para reiterar a esses seis milhões, nas faixas de menor escolaridade e renda, que o Bolsa Família vai continuar, que Dilma é sua pastora e nada lhes faltará?

Não é muito caro para chover no molhado? Não estão pagando cada vez mais e fazendo maiores bandalhas por um tempo que vale cada vez menos?