quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A mesma cara de sempre


Quem conhece o petismo e convive há quatro anos sob o jugo da cafajestada bem sabe que o discurso de grandiosidade é o mesmo. Não se faz nada, mas se propala a sensação de que está tudo feito e caminhando para melhorar ainda mais.

Os clichês adotados na campanha de Dilma, às vezes em um só discurso da presidente, levam a marca indiscutível de Made in PT. São sempre os mesmos como um carimbo no talonário do jogo do bicho. Só que não vale o que está escrito. É mais um engodo institucionalizado pelo partido.

Na recente campanha, os discursos repetem a mesma lenga-lenga do que foi aplicado, por exemplo, em Maricá, hoje um feudo petista que é um 3x4 do Brasil.

Dilma se proclamou contra a "mentira" e a "desinformação". Quem vive numa pequena cidade vermelha de ódio pela cretinice imperante, já viu discurso igual, nem se arrepia. Sabe que tudo isso é apenas blá-blá-blá. Ainda se partir do cacique local do petismo, especialista em falar muito e nada dizer.   

Lula, grande cabo eleitoral de volta, quando a situação está periclitante, conclamou que a candidata "vai fazer os pobres subirem mais dois degraus na escala social", porque “o que vamos fazer no país apenas começou”. Nem começou, pois os níveis propalados de pobreza continuam altos e há muita maquiagem nos dados, publicados apenas os que interessam. Fala idêntica a de seu pupilo municipal, que proclama o fim do problema de habitação com programas Minha Casa, Minha Vida sequer entregues, mas enfurnados em áreas alagadas dos cafundós do Judas, sem água e esgoto, é claro. Em resumo, aos pobres a bosta como dádiva.

Em Maricá, também fazem a limpa nos cofres públicos para pagar shows, propaganda caríssimas na mídia, para anunciar que os pobres não mais existem no município, onde não há água, saneamento básico, atendimento de saúde, segurança e educação. Mas a publicidade oficial conclama que "O Havaí é em Maricá", reportagem a peso de ouro em jornalão da capital.

É essa balela aqui e lá. Quando Lula fala em fazer "essa mulher ser presidente por mais quatro anos, para fazer o país crescer mais, gerar mais emprego, mais salário", é o mesmo que o prefeitinho Quaquá prenuncia para a sua consorte, ex-funcionária do baixo escalão do partido, hoje pela segunda vez candidata à Alerj. Será a mãe dos pobres municipais, a educadora, o amparo da saúde, que não há nem está na lista da sua revistinha sobre um futuro trabalho na Câmara estadual.

Enfim chove no Planalto como em todo curral petista a mesma balela.


O governo acabou

 
Mantega sustentou a vaidade de ser recordista no comando da Fazenda. Agora, Dilma deseja que ele fique 112 dias arrastando correntes na Esplanada dos Ministérios

Governos têm prazo de validade constitucional. A presidência Dilma Rousseff tem mais 112 dias de duração, a partir de hoje. A novidade é que, daqui para a frente, ela pretende administrar o país com 39 ex-ministros.

Dilma, virtualmente, anunciou o fim do seu governo na semana passada, quando subtraiu do poder quem está ministro. “Alguns poderão ficar, outros eu irei trocar” — confirmou no domingo, em entrevista numa varanda do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Leia mais o artigo de José Casado 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Duas versões pra mesma cara

Lula foi traído; Dilma tem telhado (blindado)
Duas versões presidenciáveis para a mesma falta de vergonha na cara em querer tapar os roubos do PT e aliados

'Quando o Brasil murcha, murcha uma parte de nós'

A dor dos brasileiros consiste em que creem que lhes estão roubando algo que lhes pertence
Li com uma mistura de admiração e dor a afirmação de Fernando Gabeira em sua coluna do Globo: "quando o Brasil murcha, murcha uma parte de nós". Admiração, porque evidencia que o Brasil constitui uma parte da identidade de cada um dos brasileiros.

Dor porque dá a entender que a vontade de mudança no país está ao mesmo tempo ameaçada por esse murchar. Algo que os brasileiros sentem como que lhes pertence por direito e lhes estão roubando.

Sempre me impressionou o fato de que, quando pergunto a alguém desse país como se sente, responde sem hesitar: "brasileiro".

Daí que eles gozem e sofram com essa identidade que lhes concede pertença ao país. Não é assim em outros povos do planeta? Não. Essa sensação de gozo de pertença e essa dor que se percebe quando o lugar de origem começa a se deteriorar é uma das características que nós, estrangeiros, notamos e admiramos nos brasileiros.

O silêncio de Lula


Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal

Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.

Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.
Leia mais o artigo de Marco Antonio Villa 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sem comentários


A encruzilhada da mudança


Não é a primeira vez que o Brasil se vê desafiado pelas encruzilhadas da História. Os eleitores escolherão caminhos de mudança, uns mais bem pavimentados, outros potencialmente acidentados. Manter as coisas como estão não é boa alternativa, como já está claro para a maioria.

Não é segredo para ninguém que a candidata Dilma Rousseff, independentemente das boas intenções que tenha – e as tem – embarcou num desvio que está custando caro a ela e ao país. A partir da crise de 2008, ainda no governo Lula, como ministra toda-poderosa, Dilma (e Mantega, ou sei lá quais outros ideólogos) definiram uma “nova matriz econômica” para o Brasil. Acontece que a nova matriz era velha e não produziu o feitiço esperado. Repetiu-seu erro de pensar que misturando ingredientes (gasto público solto, política monetária leniente, crédito público a mil, isenções fiscais aqui e acolá, microgerenciamento das decisões empresariais, etc) e agitando o caldeirão da política econômica, o governo asseguraria o milagre do crescimento contínuo e a felicidade geral do povo. As preocupações contrárias foram consideradas fórmulas velhas, “ortodoxas”, monetaristas, submissas ao FMI, propensas a fazer o ajuste fiscal à custa do povo.


Os resultados estão à vista e em mau momento: o das eleições. O PIB não cresce, antes se contrai e a inflação roça o teto da meta e só não o ultrapassa porque há preços artificialmente represados pelo governo; a indústria diminui de tamanho e perde competitividade e os investimentos despencam junto com a confiança das empresas no governo. Pudera, o superávit primário virou pó, apesar dos artifícios contábeis e das “pedaladas fiscais”; os bancos públicos, chamados a injetar anabolizantes creditícios na economia e a bancar o voluntarismo do governo no setor elétrico, encontram-se expostos a créditos de qualidade duvidosa, criando dúvidas adicionais sobre a situação fiscal do país; a Petrobras e a Eletrobras igualmente submetidas ao voluntarismo governamental perderam valor e capacidade de inversão; as reservas do Banco Central encontram-se comprometidas pelos swaps cambiais (quase cem bilhões de dólares) e por aí vai. Cáspite! como se dizia nas histórias em quadrinhos dos anos 1940, é encrenca para não botar defeito.

Na hora de votar


Politicagem é a nova libido. Dá grana, horário político eleitoral e foto fofa.

A todos esses senhores e senhoras de honra impoluta que têm aparecido aqui em casa, veementemente determinados em me convencer de que não querem outra coisa senão arregaçar as mangas e, telha por telha, obrar o hospital com médicos de última geração que me manterão o pâncreas em ordem por mais um século — a todos eles eu devoto o voto da minha mais profunda desconfiança.

Ponham-se daqui, digníssimos decididos em encher a boca para falar da nova política, dos projetos sociais que erradicarão a miséria nacional e até mesmo os gritos preconceituosos de “viado” nas arquibancadas. Ponham-se longe da minha audiência, senhoras e senhores sobre os quais nada consta até o momento, nada se provou nos autos, mas algo me diz que é bom ir com calma e esperar pela edição de amanhã dos jornais.

Eu sei que um dos senhores é cordeiro de Deus, o outro é obreiro da Palavra. Sobre todos eu esparjo meu turíbulo de fé e candomblé, pois ouço compungido como se sacrificarão, em muitos casos com o risco da própria vida, para livrar o povo brasileiro da criminalidade e do assédio das bundudas do BBB. A todos vocês, candidatos a excelências, eu lanço o contundente escrutínio de quem já viu Cacareco, Tiririca, Collor e mensalão. Só tenho a declarar que: “comigo não, violão”.
Leia mais o artigo de Joaquim Ferreira dos Santos 

Dilma apressa a faxina


"Quem ameaça o pré-sal é a corrupção que está assolando a Petrobras"
Marina Silva

Dilma, sem qualquer abalo no capacete, prometeu que vai tomar providências quando tiver as informações sobre o escândalo na Petrobras. Também admitiu que, por enquanto, não vai despedir ninguém, apesar de o caso não ser o de demissão, mas de admissão de culpa. Como pensar nessa inocência e prestante prontidão da presidente quando a mesma foi durante nove anos a mandona na empresa?

Dilma quer a todo custo afastar o escândalo de sua candidatura e, do alto de sua arrogância, proclama que o depoimento não lança suspeita sobre o governo. Alguém esqueceu que a Petrobras esteve sob seu comando como ministra das Minas e Energia, presidente do Conselho de Administração, chefe da Casa Civil de Lula e presidente da República? E ela nunca soube que a Diretoria de Abastecimento da Petrobras, dirigida por Paulo Roberto Costa, era autônoma assim transformada por Sérgio Gabrielli, o braço-forte de Lula? Não pode negar em momento algum que fez vista grossa, no mínimo, à corrupção desenfreada.

As questões estão colocadas e respostas não há. Dilma, como é de costume, acusa, fala mal dos outros, mas nunca explica o que deve, por obrigação do cargo, explicar. E ainda pinta e borda com a maior desfaçatez. Agora muda o comando de campanha tirando meia dúzia e colocando seis.

Colocou o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), que foi seu “chefe” quando era vice-governador do Rio Grande do Sul, e ela, secretária de Minas, Energia e Telecomunicações do estado. Até aí uma mudança tática se não fosse um pequeno detalhe no currículo do ministro com autonomia e carta branca. Rossetto não só ocupou o mesmo cargo no governo Lula e, por um desses acaso da vida, também foi presidente da Petrobras Biocombustível (???).

Ficaria tudo por aí se a candidata não fizesse uma confissão de que houve sim corrupção na empresa, e quando sob seu comando. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas - vamos dizer assim - as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas”. Num dia fala que espera mais informações sobre o caso e em outro, admite que houve falcatrua. E ficamos todos por isso mesmo, presidente?

É muita cretinice de um governo admitir que lava as mãos, em virtude da campanha, para um rombo bilionário na maior empresa do país. Além de admitir o crime, para o qual desvia o rosto, Dilma parece achar uma normalidade sua existência e se lixa para o que ocorreu, não manifestando nenhum interesse em condenar os culpados. Segundo a candidata do PT, eles já estariam “condenados” pelo seu descaso, o que para ela, “divina”, já é o suficiente.


A presidente mais uma vez lança brioches para o país. Do alto do trono, como uma rainha imune, livra a cara dos companheiros para conseguir mais uma gestão de roubos e rombos. Só esquece que Antonieta, a dos brioches, teve seu dia de guilhotina. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sobre o fim de uma era



Não há mágicas para criar um novo mundo político. Mas há possibilidades de algo melhor. Por que não aceitar isto?
No livro de Milan Kundera “A festa da insignificância”, um personagem disse: “Ninguém em torno de Stálin sabia mais o que é uma brincadeira. É por isso, a meu ver, que um grande novo período da história se anunciava”. O personagem, chamado Charles, referia-se a uma piada que Stálin contava e nenhum dos seus ministros conseguia rir, com medo de que o ditador estivesse falando sério.

É muito difícil prever fins de era. Mas quando o país entra numa recessão econômica é razoável prever o fim de uma longa política que resultou num desastre: foi a pior performance da História, pior que a do Marechal Floriano, em tempo de guerra.

No Flamengo, um amigo me perguntou o que era recessão técnica. Repeti o que tenho lido: o país não cresceu nos dois últimos trimestres. É como um time que passasse meio ano sem vencer.

— Se é a recessão técnica, por que não demitir o técnico, como no futebol? — concluiu o amigo.

Aloprado como sempre

“Nós temos muito o que mostrar e nada a esconder”
ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante 

Querem matar Eduardo Campos outra vez

“É necessário ter toda a cautela possível com essa inclusão do nome de Eduardo Campos nesse novo escândalo na Petrobras promovido pelo Governo do PT. Eduardo não está mais aqui para se defender. Ele se afastou do Governo justamente por discordar desse tipo de prática.

O Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, vai fazer de tudo para escapar da prisão e escolher este ou aquele, visando poupar os principais responsáveis pela degradação ética e administrativa dentro da maior estatal brasileira: o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.
A inclusão do nome de Eduardo nesse lamaçal do PT tem o único objetivo de atingir a candidatura de Marina Silva, que representa hoje a mais viável possibilidade de mudar tudo isso que o PT instalou no Brasil.


Não podemos aceitar que um réu confesso tente incluir nomes de inocentes nas falcatruas comandas pelo PT.”
Nota distribuída pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

domingo, 7 de setembro de 2014

Profecia

"Queres conhecer o Inácio, coloca-o num palácio"

Assim escreveu o Barão de Itararé (Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly 1895-1971) bancando profeta. Não deu outra. Colocaram o Inácio e agora todos sabem quem ele é, e como manda debaixo dos panos.

Romance para piano e violino, Opus 11



Antonín Leopold Dvořák (1841 - 1904)

Rondó da Liberdade

 
Marighella em debate nos anos 1960

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
  
Carlos Marighella (1911-1969) 

O conto do horário premiado


Cerca de 30 milhões de pessoas estão vendo o horário eleitoral na TV aberta, informa o Ibope. Mas quase metade diz que vê “sem nenhum interesse”, um terço diz que tem “um pouco” de interesse, e só 20%, cerca de seis milhões de eleitores, entre uma garfada e outra, estão prestando alguma atenção às pirotecnias e armadilhas publicitárias dos filmes que custam fortunas e são os maiores gastos das campanhas.

Mas, além das maiores despesas, os filmes para TV são sempre as maiores esperanças das campanhas, “vocês vão ver quando entrar o horário eleitoral, vamos poder mostrar o que fizemos” ou “com o horário eleitoral vão me conhecer melhor e saber minhas propostas de mudanças”.

A essas alturas, talvez os estrategistas dilmistas estejam questionando o tempo, dinheiro e cargos que gastaram para conseguir 12 minutos no horário eleitoral. Sem falar no que custa produzir esses 12 minutos por dia, embora dinheiro não seja o problema da campanha.

Tudo isso só para reiterar a esses seis milhões, nas faixas de menor escolaridade e renda, que o Bolsa Família vai continuar, que Dilma é sua pastora e nada lhes faltará?

Não é muito caro para chover no molhado? Não estão pagando cada vez mais e fazendo maiores bandalhas por um tempo que vale cada vez menos?

sábado, 6 de setembro de 2014

À deriva



A presidente está em constantes viagens de campanha; os ministros tiram “férias” para incrementar a candidatura da reeleição; os deputados e senadores estão em recesso branco por causa da eleição - ainda assim trabalhando apenas quatro meses este ano terão direito até a 14° salário integral. Com a cúpula dos poderes executivo e legislativo de fora, quem está governando o Brasil? Até 5 de outubro, estaremos navegando conforme as marés. E depois, seja lá o que Deus quiser e resta cantar: “Qual cisne branco em noite de lua/ Vai navegando num mar azul...”  

Brasil que político não vê


Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo, diz OMS
A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida e 75% das mortes acontecem em países mais pobres ou de renda média

Brasil está em sexto lugar em taxa de homicídios de menores, diz Unicef
Em números absolutos, país está atrás somente da Nigéria, que registrou 13 mil mortes de crianças e adolescentes


E tome Brasil na rabeira de todo mundo. Mas culpa não tem pai, nem mãe 

Eleitor já não acredita no impossível

A propaganda eleitoral gratuita passou a ser um tema apetitoso para os humoristas, o que indica que perdeu sua antiga sacralidade
Às vezes, quando se diz que a maioria dos brasileiros deseja mudar, os políticos costumam ironizar dizendo que esses mesmos cidadãos, ao mesmo tempo, "não sabem o que querem mudar". Não é verdade. São eles que têm dificuldade de enumerar as coisas concretas que pretendem modificar e que os cidadãos conhecem muito bem porque, além do mais, sofrem na carne muitas de suas consequências.

Os brasileiros às vezes revelam o que querem que seja mudado demonstrando com fatos o que rejeitam por considerarem inútil, desgastado e até ridículo.

Um exemplo concreto estamos vivenciando nestas eleições. Já é tema de conversa nos bares, ônibus e supermercados –um conjunto de lugares que os realizadores de pesquisas eleitorais deveriam frequentar mais – que a chamada "propaganda eleitoral gratuita", que perdeu 50% da audiência de outras vezes, assim como a propaganda que cria a poluição visual e acústica de ruas e praças que está irritando as pessoas, não só não interessa mais, como ainda chega a ser contraproducente.


Sai listão do escândalo Petrobras

Desta vez não se disse traído
Alertado sobre depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que envolvem parlamentares no escândalo, o ex-presidente Lula disse: “Dentre nós, se alguém cometer erro, que pague”. Resta cobrar.

Segundo a edição da revista Veja que começou a circular este fim de semana, o nome dos seguintes políticos envolvidos com negócios sujos da Petrobras são:

Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, PMDB
João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB
Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB
Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP
Romero Jucá, senador do PMDB
Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT
João Pizzolatti, deputado federal do PT
Mario Negromonte, ex-ministro das Cidades, PP
Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, PMDB
Roseana Sarney, governadora do Maranhão, PMDB
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, PSB - morto no mês passado em um acidente aéreo


Na época em que era diretor da Petrobras Paulo Roberto conversava frequentemente com o então presidente Lula, segundo contou à Polícia Federal.