terça-feira, 12 de agosto de 2014

Falou, senador!


Mal feitores e aloprados


Diferentes jornais colocam entre aspas frase da presidenta Dilma que diz: "Eu repudio integralmente esse tipo de ação ( manipular biografias na Wikipédia ), como fiz diante de todos os vazamentos. Nesse caso específico, é algo que quem quiser fazer individualmente que faça, mas não coloque o governo no meio."

Com essá frase, vinda do alto do máximo cargo do país, vem a idéia de que não há problema em cometer-se crime, desde que não se deixe impressão digital envolvendo outras pessoas.

A presidenta está errada, porque ao dizer isso deseduca a população, especialmente os jovens, e ainda incentiva ou mesmo insufla militantes a continuarem fazendo manipulações de biografias, desde que não usem computadores vinculados ao Planalto, nem outros órgãos públicos. Que sejam mal feitores, mas não aloprados.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A reciclagem política


A grande mídia custou a descobrir a mascarada que os políticos brasileiros vem aplicando para cima dos eleitores.  Apesar de ser uma velha estratégia, principalmente utilizada pelo petismo, quando está em jogo a reeleição, os jornais deram novo nome para a prática de propaganda enganosa depois que o PT reabilitou e deu nova formatação a velhos projetos, praticamente arquivados.

Quem vive fora dos grandes centros e sob o jugo petista, conhece há tempos a palhaçada de apresentar “novidades” que nada mais são que a ressurreição de antigas promessas que nunca saíram do papel. Essas nem foram postas em prática porque eram e ainda são apenas um recheio de campanha, uma cobertura adoçada, para regalar os incautos, sempre dispostos a ficar de joelho e de mãos postas a qualquer anúncio dos meliantes partidários.

Ninguém que se engane que vale tudo na política para se manterem cargos e poderes. Então não é de se espantar que apareçam agora, na boquinha da urna, uma enxurrada de promessas, sempre elas, para cima do eleitor desavisado ou, digamos, “encantado” pela varinha mágica de um troquinho à frente.

Em meio a tal reciclagem política, continua a proliferar a propaganda factóide, que agrada demais aos correligionários, sempre dispostos a divulgar a boa nova. Não importam os dados, as cifras, tempo de conclusão ou viabilidade das obras e projetos. Para esses pobres coitados, que estão ajudando na manutenção de um caos político, nada importa que não seja manter seus santos do pau-oco nos altares de câmaras e prefeituras.


De tanto rezarem para obter uma dádiva, esperam que sejam atendidos um dia para infelicidade geral. É que o egoísmo da pilantragem tem repercutido mais no bolso do honesto, que não tem onde se socorrer em bolsas de caridade duvidosa ou comissões que secam o Erário. 

Saneamento perde de goleada

Nani Humor

Testes para saídas no ensino


De um lado, adolescentes pouco estimulados pelos estudos, muitas vezes cursando séries atrasadas. Do outro, um currículo escolar extenso porém desconectado da realidade, em aulas excessivamente teóricas e incapazes de suprir deficiências anteriores dos alunos.

Esses são, segundo especialistas, alguns dos ingredientes que levam a altos índices de evasão no ensino médio brasileiro, ciclo que é considerado hoje o principal gargalo da educação no país.

O tema voltou a entrar em evidência neste mês com um relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) apontando que, entre os jovens mais pobres, menos de um terço conclui o ensino médio no Brasil.

"É no ensino médio que desembocam todos os problemas anteriores da formação", explica à BBC Brasil Andrea Bergamaschi, gerente de projetos da ONG Todos Pela Educação.

Números do ensino médio brasileiro

*O número de matrículas no ciclo aumentou 120% em 21 anos, para 8,37 milhões de matrículas em 2012, segundo o Ministério da Educação

*Apenas 51,8% dos jovens de 19 anos haviam concluído o ensino médio em 2012, segundo o Anuário da Educação (da ONG Todos Pela Educação, com informações do IBGE)

*31,1% dos alunos do ensino médio estavam cursando série não ideal para sua idade em 2012


domingo, 10 de agosto de 2014

Sonhos


O filme “Sonhos”(Yume), de 1990, um dos últimos do japonês Akira Horosawa (1910-1998) é baseado em sonhos do cineasta em momentos diferentes. Com base em imagens mais do que no diálogo, divide-se em oito histórias distintas de sonho. Na história “O vilarejo dos moinhos”, jovem mochileiro chega a um pacato vilarejo cercado por correntezas. O viajante encontra um velho ancião da vila, muito sábio, que está consertando a roda quebrada de um moinho. O ancião explica que as pessoas do seu vilarejo decidiram há muito tempo atrás abrir mão da influência poluidora da tecnologia moderna e retornar para uma sociedade mais feliz e limpa. Escolheram a saúde espiritual a despeito da conveniência, e o mochileiro fica surpreso e intrigado com esta noção. No final da sequência que é também o final do filme, a procissão de um funeral de uma mulher ocorre no vilarejo, que ao invés de estar de luto, celebra contente o fim de uma boa vida. O ancião, que até então conversava com o jovem viajante, resolve acompanhar a procissão, não sem antes contar-lhe sobre algo que o jovem presenciou ao entrar na vila - crianças colhendo flores e colocando-as sobre uma pedra ao lado da trilha. O ancião diz que há muito tempo um homem havia morrido ali depois de muito sofrer, e desde então o ato de colocar flores sobre a pedra debaixo da qual foi sepultado se faz uma tradição do vilarejo. O viajante se despede do lugar repetindo o gesto das crianças.

Tem quem pague

Gasto do Planalto com comunicação cresceu 30% no primeiro semestre. A Secom teve uma despesa de R$ 109,3 milhões com propaganda no semestre passado 29,7% do que o mesmo período de 2013 que foi de R$ 84,3 millhões

Nossa Casa da Mãe Joana


  
“A falta de honradez no governo é problema de todos os cidadãos. Não é suficiente para fazer seu próprio trabalho. Não há nenhuma virtude nela. A democracia não é um prazer. É uma responsabilidade"
Dalton Trumbo (1905-1976)

Não é de hoje que o Planalto vem revelando que deixou de ser uma das representações máximas da República para se tornar a central sindicalista do PT, que gere a pelegada instalada por todo canto do país.

O escândalo das alterações nas informações de jornalistas dentro do Wikipédia, feitas de dentro do palácio governamental, são tão escandalosas como os casos do tiro no pé de Carlos Lacerda, quando de dentro do Catete, saiu a ordem para o atentado, ou aquele do edifício Watergate, com a invasão de escritório democrata. Parece exagero, mas em todos a ordem foi de dentro do governo, independente de quem fez ou quem ordenou. E os casos citados geraram enormes consequências para os governos envolvidos. 

A denúncia de que agora nova alteração foi feita através de um computador do Serpro, órgão governamental, só vem enfatizar que estamos sob o comando de uma ditadura de fachada “democrática”, que promove a perseguição política e desrespeita direitos civis.

A alteração mostra que o PT, no governo, está disposto a fazer de tudo, e isso inclui qualquer ilegalidade, para assegurar o comando do país, não bastando a famigerada “regulamentação da mídia”. Embora possa parecer um excesso de algum funcionário “mais dedicado”, ou conhecidos aloprados, não passa de um crime contra a individualidade. E em qualquer nível, por menor que seja – mesmo uma calúnia ou difamação, como qualificam o ocorrido -, contra o indivíduo por um agente do governo, é crime de ditadura.

Espanta é que o atual caso não mereça a mesma revolta de outros tempos. Uma atrocidade dessas, que pode acometer qualquer cidadão em qualquer canto do país, só merece repúdio que não se está vendo, na devida medida. Estaremos já silenciosos ante as atrocidades petistas, acostumados ao crime como os que vemos diariamente no noticiário, que nem já reclamamos mais? Uma atitude perigosa é o silêncio conivente ou complacente diante da injustiça. Quem cala pode estar tornando mais negro o próprio futuro e dos seus, prostituindo seus direitos, em favor de uma gentalha autoritária, fascista, com nítidas intenções de manobrar dados que favoreçam companheiros e achincalhem adversários como é costume dos governos ditatoriais.    


Ao longo dos três anos e meio do governo Dilma, o IP da Presidência foi usado para realizar cerca de 170 alterações na Wikipédia. Muitas modificaram verbetes relativos a órgãos ligados à Presidência e de ministros e ex-ministros como Moreira Franco, Antonio Palocci, Thomas Traumann, Ideli Salvatti e Alexandre Padilha, além do assessor especial da presidente, Marco Aurélio Garcia, e do vice-presidente, Michel Temer". Leia mais sobre o assunto 

sábado, 9 de agosto de 2014

Vote certo


Semelhanças há

Que fim pode esperar um reino que premia delatores, alimenta quadrilhas de ladrões, desterra vassalos, destrói bens, exalta libelos, não ouve as partes, cala as testemunhas, paralisa a população, ama arbítrios, rouba os povoados, vende nobrezas, condena inocentes, alenta gabelas (*tributo pago ao senhor feudal) e arruína o direito de muitas pessoas?”
Juan Eslava Galán

Congresso de ouro

Nani Humor

O Brasil, com sua imensidão continental, também dá show na estatística dos super-ricos. Eles hoje são 172 mil. Entraram para a categoria, no último ano, 7 mil abençoados. Para ocupar a categoria, é necessária uma carteira mínima de R$ 1 milhão apenas para aplicação, independente de patrimônio. E isso acontece num país em que o governo se vangloria de enfim ter reduzido, com certas maquiagens, que não admite, as desigualdades sociais. Esse é mais um queijo furado que oferecem de bandeja seus ratos de sempre. Famintos por uma lasquinha do suíço, o melhor do mercado. 

Assim, neste país em que os miseráveis já não existem, para o governo, esses super-ricos proliferam assustadoramente, ainda mais na chocadeira que se tornou a política. Tanto que os suplentes de candidatos ao Senado são os mais ricos desta eleição. Quase todos estão na categoria super-rico de lambuja. Na média, os primeiros-suplentes declararam ter fortuna de R$ 7,3 milhões - mais de 15 vezes o patrimônio médio de todos os 25 mil candidatos registrados para concorrer neste ano. São esses super-ricos, a elite milionária, que vão discutir as leis para reger o país já solapado por tanto interesse monetário. 

Ah, os tempos em que, como na época de Machado de Assis, os senadores tinham no máximo um tílburi ou pegavam o bonde puxado a burro para ir ao Senado, na praça da República.      

O golpe municipal dos condomínios


Enquanto áreas verdes são desmatadas para os condomínios, projeto Minha Casa Minha Vida, saudado pelo governo petista, é construído em solo inadequado para edificações, sem sistema de esgoto, pois não há na região, em meio ao mato e isolado de qualquer serviço
Município que deveria investir em educação, saneamento, atração de indústrias, empregos, prefere reforço de caixa eterno com os impostos prediais através de condomínios. Quando não sabe encontrar saída para desenvolver o município, governos adotam a jogatina do “Banco Imobiliário”. Uma solução prática para angariar impostos ad eternum, gerar umas divisas extras quando da implantação e mostrar à população o “desenvolvimento” com a vinda de novos moradores. É uma varinha mágica que atende perfeitamente os desonestos governos incapazes, pois dá dinheiro e visibilidade. De quebra, ainda pode render uma “doação” para campanha bem adequada.

O PT não criou a fórmula, mas se tornou um usuário contumaz quando os seus governos não têm qualidade administrativa. E a jogatina começa mesmo antes das eleições, quando os maiores patrocinadores de campanha são imobiliárias. Como aconteceu em 2008, em Maricá. A invasão dos condomínios foi inclusive anunciada pela revista oficiosa do próprio prefeito como um grande passo no progresso municipal. De lá para cá, emergiram condomínios por todo canto num município que não tem rede de esgoto – apenas uns 4% com o in natura jogado nas lagoas – e sem abastecimento de água na maior parte da região.

Os problemas não foram empecilho para o surgimento de condomínios, a maior parte de médio para alto luxo, num município ainda mais com sérios problemas na saúde, na educação, na geração de empregos, no comércio. E com grave problema de, no futuro, contar com um aumento assustador da população de baixa renda, criando bolsões de favelização. 

O gestor municipal tão bem se saiu em capitalizar as imobiliárias que até trouxe investidores estrangeiros também enganados pelo desenvolvimento da região (?). Gastou fortunas, que poderiam ser aproveitadas em melhorias municipais, nas feiras imobiliárias na Itália e na França para conquistar os estrangeiros através de vídeos promocionais do “grande avanço” municipal. E saiu no lucro, das doações e de uma falsa média de renda no município dormitório, pois a maioria dos novos habitantes trabalha fora daqui.

Enfim, uma jogada de mestre da esculhambação que se acha magnânimo ao lotear até áreas naturais, que logicamente estão fora da seu espaço verde, ao troco de um dinheirinho como contrapartida para a administração, a fim de criar novos ilusionismos. Assim forma a base de uma futura cidade com massa populacional acima de suas posses, de seus serviços básicos, de seu atendimento social, sem educação e geração de empregos. A Nova Maricá cresce como um monstrengo para glória de comissionados e os eternos come-e-dorme correligionários. PT, saudações.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Político nunca decepciona

Nani Humor

Limites de presidente-candidata


Se a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff gastar tudo o que informou à Justiça Eleitoral, o Brasil registrará neste ano sua mais cara campanha da história: R$ 298 milhões. O montante previsto para as despesas, estabelecido como teto – portanto, não necessariamente precisa ser gasto em sua totalidade –, não é uma exclusividade da campanha do PT, mas, transcorrido o primeiro mês da corrida eleitoral, chama a atenção justamente por se tratar de uma candidata que faz uso do aparato público em todas as suas agendas políticas.

O futuro com aumento de desigualdades

“Se as elites políticas não reagirem, as coisas ficarão muito feias”
Nancy Fraser é esse tipo de mulher que parece avançar na idade sem mudar, acumulando sabedoria. Ao mesmo tempo entre a serenidade reflexiva e a paixão intelectual, analisa a crise do presente, sua complexidade, com um foco de grande alcance. Seus trabalhos no campo da filosofia política se centraram nos problemas da justiça social. Em seu livro “Escalas da Justiça” (Herder, 2008) ela aborda as três dimensões que considera essenciais, todas elas definidas por palavras que começam pela letra 'r': os problemas de redistribuição da riqueza no plano econômico; os de reconhecimento no âmbito dos direitos individuais e coletivos; e os problemas de representação, na esfera política.

A americana de 67 anos viveu e analisou o avanço do capitalismo de Estado organizado, a partir do qual surgiu o modelo social europeu que propiciou as maiores cotas de justiça social, e capitalismo neoliberal, que minou o Estado de bem-estar e nos levou à grave crise de 2008..

Nancy Fraser alerta sobre as consequências do aumento das desigualdades e sobre a obsolescência das formas atuais de participação política. Ela considera urgente encontrar novos mecanismos para a tomada democrática de decisões, também, em escala transnacional.

Leia mais sobre alerta das consequências doaumento das desigualdades

Mentir ou enganar? Tanto faz

Governo reforma prédio escolar para ser a sede de reserva ecológica 
O príncipe europeu tinha uma só questão. Era ser ou não ser. O consorte da nobreza petista, em Maricá, sempre está apenas com uma dúvida: Mentir ou enganar? Qualquer que seja a opção, estará felicíssimo com seu ego. Ambas são o único caminho para não mais voltar à miséria física, pois da miserabilidade moral nunca saiu.

É dessa maneira que saem os projetos mirabolantes da ratatuia, que sempre vêm embrulhados em grandeza social. Como da criação da área de reserva ambiental, da qual excluiu um costão em Ponta Negra por interesse na criação de um estaleiro. Um agrado comum para os poderosos endinheirados que possam contribuir para campanhas eleitoreiras. As mesmas que entronizam e eternizam o partidão aqui e em outras terras.

Em outra compensação de um condomínio fechado, em distrito sem escola, se destrói parte da área nativa e paga-se o contributo de R$120 mil para o educador transformar a escola antiga e abandonada pelos poderes numa sede de parque mais prestigiosa e de maior visibilidade. Uma merreca em termos de criminalidade ambiental, mas está em jogo a campanha da própria mulher ao legislativo estadual e um reforço no imposto predial. É mais um dinheiro que entra para a poupança eleitoreira do casal. E por um desses paradoxos, a candidata aparece como defensora da educação, mas vê com alegria o sepultamento de uma escola.

Assim vai para o espaço o atendimento escolar em detrimento de ambições políticas e interesses econômicos privados. Em troca, o município ganha mais um, o enésimo, factoide com que o governo municipal possa espalhar nas redes e jornais associados ou comparsas bem pagos.

Essa mesma escola, a qual prometeu, em 2009, revitalizar e inclusive doaria “uma estante velha”, que tinha em casa, para formação de biblioteca, será reformada enfim para sede de uma reserva municipal. O que deveria atender à educação será agora um prédio com quiosques, videoteca e biblioteca com até 5 mil volumes (!!) bem mais do que a própria biblioteca municipal entregue hoje às baratas e que sequer sonha com videoteca. É muita cretinice esbanjada em uma só propaganda enganosa.

Troca-se assim área nativa e escola para a população próxima por um projeto para encher páginas de jornais com publicidade de um governo que sempre fará mais, muito mais do que se imagina, para si do que para o contribuinte.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os invisíveis

O crime: Diante da foto, silêncio
Exércitos de silêncio
Sob frio e sol
Sem protesto
Agitam as bandeiras
De quem lhe mata a fome
E quem mais poderia ser senão políticos?

Campanha ou champanha


Segundo a Advocacia Geral da União, os gastos da campanha são arcados pelo Partido dos Trabalhadores ou pela coligação. No caso do uso do avião presidencial, caberá à Secretaria de Controle Interno da Presidência da República calcular o valor a ser ressarcido. (Que mal se pergunte: Alguém jura de mãos postas que o PT, partido do governo, vai ressarcir a dinheirama pública, quando acha que todo o cofre é dele e inclusive a presidente em campanha? Nasceu morto o crédulo.)

Se a campanha da presidente-candidata Dilma gastar tudo o que informou à Justiça Eleitoral, o Brasil registrará neste ano sua mais cara campanha da história: R$ 298 milhões. Dá para fazer uma farra, e farra haverá, porque dinheiro vai ter de sobra.

Olha quem fala


Quem aponta para uma próxima recessão é nada menos do que o conselheiro de Lula e agora de Dilma, Luiz Gonzaga Belluzo. Acredita que os próximos dois anos serão difíceis para quem for eleito, sendo difícil impedir uma recessão. “A ideia de que vai colocar a inflação a todo o custo na meta, à custa do desemprego, não vai encontrar acolhida, sobretudo entre aqueles que ascenderam na escola social nos últimos anos”.

É preciso educar os políticos


Os políticos brasileiros, antes mesmo de se candidatarem, deveriam ser cidadãos. E não são. O pecado capital que levam para as tribunas é a mentira. Negam desavergonhadamente suas diatribes. Não têm sequer conhecimento do que é cidadania. Para eles, é qualquer coisa como ter uma carteira de identidade, e chega. Muito longe disso, é respeitar deveres e direitos do outro. Algo para o que se lixam com escárnio.

Não são nem serão dignos de serem chamados cidadãos. Fazem ainda mais para nunca merecerem tal título, pois suas ações mais parecem de bandidos.

Podem fazer as campanhas que forem para incentivar o uso do voto, ressaltar a sua importância na construção de uma democracia. Os próprios políticos não ajudam nem assim querem. É uma falta de educação generalizada entre eles. São os mais deseducados. Não só por falha domiciliar, mas porque nunca se educaram para os cargos que almejam ou dizem merecer.

Acreditam que saber ler e escrever – coisa que muito sabem bem mal – é o suficiente. Não é, nem será. É preciso educação que negam também às futuras gerações, que acharão ser a política o caminho mais fácil para a fama e o dinheiro. Uma perda lamentável de consciências jogadas ao lixo para satisfação de meros meliantes.