quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Com ou sem impeachment, é o fim do petismo

Não há mais como defender a continuidade desse período infeliz que já dura uma dúzia de anos, mesmo para o mais ardoroso defensor do petismo ou para fundadores do PT, como o advogado Hélio Bicudo. Somam-se agora a crise política, a crise econômica e a crise moral, a mais detestável de todas, contra um desgoverno e um projeto de poder que não tem mais como se sustentar.
Claro que os aprendizes da Venezuela, Cuba e Bolívia estão indo e irão para as ruas, como se tivessem um discurso político convincente, defender o governo lulopetista, inclusive ameaçando a nação, dizendo que pegarão em armas, montarão piquetes, farão sua guerra suicida diante da vontade da maioria absoluta da população brasileira.
Mas acabou! Eis o resumo da opereta vermelha.


A imponderável Dilma Rousseff, que já não consegue completar duas ou três frases, vê desmoronar sua tentativa de continuar presidindo o país, sufocada pela descrença política até de seus pares e daqueles que aparentemente deveriam estar ao seu lado, como o lobo Lula e seu uivo de cordeiro.

Vive de aumentar impostos para equilibrar a economia, ou de ameaças que não passam de balões de ensaio (como foi a CPMF) que aparecem num dia e somem no outro. Desmoralizada por escândalos constantes de seu partido (mensalão, Pasadena, petrolão etc.) e pela escalada diária da inflação (com aumento nos preços de alimentos, gás, luz, água, combustíveis, transportes etc.), não consegue ao menos pensar que foi o próprio PT que desmereceu o que anteriormente fora feito para sanear a economia no país, optando pelo caminho demagógico das urnas para se manter no poder. Esqueceu lições básicas em nome da demagogia de seu bruxo-mor. Não fez o que deveria ter sido feito em três administrações federais e agora tenta resolver tudo em frágeis canetadas palacianas. No caso específico da energia elétrica, sua incompetência foi absurda e monstruosa, desregulamentando completamente o setor, impondo custos altíssimos às empresas e aos contribuintes.

A inflação asfixia a economia, todos sabem disso. E não se resolve nada com passes de mágica, como sonha o autor da frase brilhante da “marolinha”. Enquanto isso, o Brasil sofre desgaste diário na área internacional, é ameaçado constantemente de rebaixamento de nota pelas agências de classificação de risco; é um país desnorteado que rola morro abaixo.

Os governistas apresentam um orçamento com um déficit primário de R$ 30,5 bilhões para 2016, causando turbulência no mercado e ainda mais tempestades para a já cambaleante economia nacional, às voltas com a previsão de PIB negativo em 2016. Em 2015, o primeiro semestre já registrou um PIB negativo de 1,9%, próximo ao que o governo previra para o ano: retração de 2%. Ao mesmo tempo, busca compensações, aumentando ainda mais a carga tributária imposta ao brasileiro, punindo sobretudo as classes mais desfavorecidas da população.

Além da total desarticulação econômica e política, os petistas não conseguem disfarçar, mesmo com a artilharia de sua mídia amiga e de militantes pagos nas redes sociais, o noticiário diário de fraudes, golpes, propinas e crimes contra o país. Incompetentes e irresponsáveis, arrasaram o país, liderados por um boquirroto, com sua conversa mole de ajudar aos pobres. Eis o resumo.

Resta ao PT e aos seus ideólogos, inclusive os que estão atrás das grades, depois de todo o mal que causaram ao país em 12 anos, pedir pra sair e cair fora de fininho.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dilma Imposto Magica aparece 11 bi mr m explica dinheiro do bolso do povo

Como chegamos aonde estamos

O quadro do crescimento do funcionalismo público federal no pé desta matéria é um resumo preciso, visto pela realidade concreta da sua execução nos 10 anos que antecederam o final de 2013, dos objetivos e dos métodos do PT.

Confira os números:

“Desenvolvimento social e combate à fome” é o tipo de programa que se encaixa naquela célebre definição do ex-presidente Reagan: “Devemos medir o seu sucesso pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas”. O objetivo do PT é precisamente o inverso pelas razões hoje de todos conhecidas.


O crescimento em metástase de funcionários da “Presidência da República” é auto-explicativo…

O site oficial do Ministério das “Cidades” (aqui) abre com o texto “O Programa” e segue com “Linhas de Atuação” e eu ofereço aqui e agora um prêmio a quem conseguir encontrar naquele inacreditável “lero” qualquer coisa que se possa concretamente definir e palpar.

Se o item 1 nos fala do pão, o item 4 nos diz do circo, armado, é lógico, por cima do imenso rombo aberto no casco da economia brasileira através do qual, à par da Petrobras e demais estatais e obras públicas, a Copa do Mundo e a Olimpíada ajudaram a drenar o Tesouro Nacional até a situação terminal de hoje.

“Advocacia Geral da União” e cercanias estão aí nas manchetes, mostrando a que tipo de “acordão” se dedicam, e para quê.


“Justiça” (vejam lá o numerão!) é aquela dos juízes de R$ 96 mil por mes que anualmente se auto-outorgam 78% de aumento, especialmente em tempos de crise épica.

E este “Educação“; qual será a que terá conseguido 50% de aumento de quadros: a verdadeira que produz ciência, tecnologia, dúvidas e tolerância ou aquela outra de espírito mais jesuíta?

Na curva descendente vem aquilo de que o PT acha que o Brasil não precisa: “Trabalho“, “Ciência e Tecnologia“, “Planejamento”, “Orçamento e Gestão“, “Previdência“, “Agricultura“…

A lista fecha com aquilo que o partido de Lula e Dilma tem trabalhado ostensivamente para destruir: “Saude“, “Defesa“, etc.

Seja como for, tudo que está na área verde — cada um dos funcionários que entrou na folha que você e sua família pagam, estando empregados ou não — não sai dela nunca mais por determinação de suas majestades os próprios beneficiados.

O Brasil não desatola enquanto não nos rebelarmos contra essa submissão insana que faz dos brasileiros os últimos súditos de um sistema feudal.

O Estado quebrou

Buraco negro
Uma ONG esquálida descobriu e denunciou ao Ministério Público o que o Banco Central escondia: o custo do flerte eleitoral de Dilma com a irresponsabilidade fiscal

Na sexta-feira 17 de janeiro do ano eleitoral de 2014 chegou uma carta ao escritório dos procuradores federais que atuam no Tribunal de Contas da União, em Brasília. Cinco páginas descreviam detalhes dos “truques e maquiagens” usados pelo governo Dilma Rousseff para fechar o Orçamento com superávit.
Advertiam: a “contabilidade criativa” corroía a confiança de investidores na estabilidade da economia. Eles exigiam remuneração cada vez mais elevada para comprar os títulos governamentais, que sustentavam o endividamento em espiral do setor público.
Foi a primeira denúncia formal das pedaladas fiscais.

Passaram-se 19 meses e 13 dias.

Dilma jogou a toalha, ontem. Confessou má gerência ao apresentar uma exuberante meta de déficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento da União para 2016. O vice Michel Temer gastou o dia recitando pecados compartilhados, e até imolando-se em lamento de impotência diante de uma plateia de empresários paulistas: “Nem eu nem o governo temos uma estratégia”.

Cinco quilômetros ao sul do Palácio do Planalto, numa casa simples em Brasília, quatro pessoas passaram o dia em reunião. Compõem o efetivo da organização não governamental Contas Abertas. Ela não recebe dinheiro público, mantém uma página na internet sobre transparência orçamentária e tenta sobreviver com esquálida receita de pesquisas (R$ 48 mil mensais) inferior à remuneração de assessor ministerial com jeton de conselho de empresa estatal.

Foram esses integrantes do Contas Abertas que, no verão da reeleição presidencial, pesquisaram, revelaram e denunciaram, por escrito, as consequências das pedaladas do governo Dilma. Viram com olhos de ver o Orçamento, enquanto nas universidades, bancos e consultorias a maioria dos economistas se mantinha crédula, genuflexa e cegamente viciada na interpretação de boletins do Banco Central.

Rombo na economia

A linguagem do BC é sempre dogmática, propositalmente cifrada para permitir múltiplas e variadas possibilidades de escolhas. Suas publicações costumam torturar até fazer gritar o idioma. Em geral, incitam à construção de uma espécie de teologia da economia brasileira.

Desta vez, o Banco Central resolveu omitir. Manteve um volume crescente de bilhões de reais em passivos da União fora dos registros sobre a dívida pública. Ocultou, deliberadamente, o rombo nas contas federais.

O Tribunal de Contas comprovou, depois de 17 meses de auditoria sobre as pedaladas provocada pela Contas Abertas: “O BC deixou à margem de suas estatísticas passivos da União que, de acordo com os seus próprios critérios, deveriam compor a dívida líquida do setor público.” E assim, concluiu, “faltou com a diligência e transparência esperada no desempenho de suas atribuições”.

O flerte eleitoral com a irresponsabilidade fiscal levou à quebra do Estado. Despesas floresceram numa etapa de receita declinante. No Tesouro sobram faturas pendentes.

Uma delas (“restos a pagar”) é de R$ 227 bilhões — sete vezes mais que a meta de déficit para 2016. Outras são mais recentes, como o aumento (27,3%) para todo o funcionalismo.

Devem resultar em aumento de carga tributária, com peso maior para os pobres, dependentes de serviços públicos cada vez mais precários e frequentemente indisponíveis, por sucessivas greves.

José Casado 

Toma que o filho é teu


Dilma Rousseff jogou a batata quente nas mãos do Congresso Nacional.

Emparedada por não poder repetir as pedaladas, sob pena de, aí sim, dar motivos para o impeachment, pois estaria cometendo crime de responsabilidade no exercício do atual mandato, a presidente quer que deputados e senadores decidam onde passar a navalha nas despesas públicas e quais impostos devem ser criados para cobrir o bilionário rombo do Orçamento de 2016.

Rigorosamente falando, a presidente quer socializar o pepino com o Parlamento após o naufrágio da tentativa de recriar a CPMF, uma aventura que não se sustentou por mais de três dias. O desarranjo é de tal ordem que, pela primeira vez, o governo admite o fechamento no vermelho das contas públicas, no próximo ano.

A confissão do fracasso possibilitou duas leituras. Na primeira, dos governistas cheios de otimismo, a medida seria um avanço e teria efeito pedagógico no Parlamento. Afinal, argumentam, dos males o menor, é melhor ter um orçamento real e transparente do que uma peça de ficção, com pedaladas e outros penduricalhos típicos de soluções ortodoxas.

A outra leitura é a de economistas, jornalistas especializados e do próprio mercado. A decisão do governo revela debilidades altamente preocupantes. A saber: o enfraquecimento nítido do ministro Joaquim Levy, constantemente derrotado pelos “estatizantes” do núcleo duro do Planalto. Ela também coloca na marca do pênalti a avaliação do Brasil pelas agências internacionais de risco.

O subtexto embutido no inusitado orçamento deficitário será interpretado por essas agências como o abandono, pelo governo, do superávit primário, um dos pilares da boa política econômica, adotado em 1999. O passo seguinte pode ser o rebaixamento da nota do país.

Quanto ao ministro Levy, está patente a sua perda de oxigênio. No time econômico de Dilma o capitão não é ele, é Nelson Barbosa. E o mandachuva é Aloizio Mercadante, essa destacada mediocridade. Bombardeado a montante e a jusante, pela FIESP e pelo braço esquerdo do lulopetismo, os ditos movimentos sociais, Joaquim Levy anda meio grogue e com as pernas cambaleantes.

Outra debilidade, ainda mais grave, a absoluta falta de uma estratégia do poder central para reorganizar as finanças públicas.

Neste governo as coisas acontecem assim. Qualquer planejamento com mais de quatro dias é exercício de futurologia. Ou não foi assim na última semana?

Dilma sempre foi verticalista e de decisões monocráticas. De uma hora para outra, muda a postura, joga a criança no colo do Congresso Nacional, e diz ”toma, que o filho é seu”. Com que propósito?

A presidente quer tirar a castanha do fogo com as mãos dos parlamentares. Como não há o menor espaço para a criação de novos impostos, o único caminho para cobrir o rombo de mais de R$ 30 bilhões seria cortar despesas obrigatórias. Leia-se cortes em programas sociais, contenção de salários dos funcionários públicos, regras mais rígidas para a aposentadoria.

Mas a primeira mandatária prefere dar uma de “João Sem Braço”, para cima da Câmara e do Senado. Imagine o quanto as galerias das duas Casas ficarão lotadas de aposentados e servidores públicos, para não falar dos sindicalistas da CUT e de outras Centrais?

Esperta, a presidente.

Só se esqueceu de um detalhe: ali no Parlamento o mais ingênuo tira as meias sem descalçar os sapatos.

A proibição do Tancredo

“É proibido gastar” era a principal mensagem do discurso que Tancredo Neves pronunciaria diante do ministério, impedido horas antes de assumir pela doença que o levou.

Só agora, tanto tempo depois, percebe-se a profundidade da decisão inconclusa, que nenhum dos sucessores seguiu. De Sarney a Dilma, um festival de gastança assolou o país. O resultado está à vista de todos: falta dinheiro. Mais do que aumentar impostos capazes de alimentar a ciranda, importaria cortar gastos, mas não no Executivo, argumentam seus responsáveis. No Congresso, mas sem interromper aumentos abusivos nas folhas de pagamento de parlamentares e serviçais, oui sequer as obras faraônicas. Nos tribunais inexiste diferença, apesar de ser a mesma a carência de recursos. Vale repetir, não se fala apenas dos vencimentos de quantos integram os três poderes, mas de projetos milionários para ampliar luxuosas instalações.


Valeria a proibição estender-se à iniciativa privada, às corporações e múltiplas entidades da sociedade civil. O diabo é que todos sustentam os cortes, mas desde que seja na casa do vizinho. Na deles, de jeito nenhum. Para os empresários, melhor do que proibir gastos é demitir em massa. Para os trabalhadores e os funcionários públicos, a saída é fazer greve.

A proibição do Tancredo tornou-se uma impossibilidade definitiva. Só não gastam os excluídos, que aliás aumentam em número, em especial depois da mistificação dos governos do PT, empenhados na propaganda de que os menos favorecidos ascenderam à classe média. Começaram todos a gastar, sem poder.

Continuaremos mergulhados nas profundezas da crise enquanto a nação inteira não se conscientizar de ser imperiosa para todos a proibição de gastar. Que tal convencer os banqueiros? Os líderes sindicais e os marajás do serviço público, sejam ministros, membros do Judiciário ou do Legislativo? Profissionais liberais, patrões, empregados e terceirizados – todos pregam a redução de gastos, para os outros.

A conclusão não se faz esperar. Já falta dinheiro para o governo governar. Breve faltará para os legisladores legislarem. E aos juízes, para julgarem. À sociedade, para morar, alimentar-se e vestir-se. Na hora do caos, adiantará lembrar a proibição do Tancredo?

Durou menos de 24 horas a sugestão de alguns oposicionistas para o Congresso devolver ao governo o projeto do orçamento para 2016, por conta da impossibilidade de deputados e senadores votarem o aumento de impostos. Serviu para que desanimassem a imagem sorridente do senador Renan Calheiros entre os ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa, recebendo o documento e prometendo que o Legislativo faria o melhor possível para cumprir seu dever...

A difícil situação do Leste Fluminense

Em novembro de 2007 foram iniciadas as obras do mais importante projeto da Petrobras na América Latina, um gigantesco complexo petroquímico, sediado em Itaboraí, um município do leste fluminense.

O processamento e refino da mistura dos hidrocarbonetos permitem a obtenção dos componentes que serão utilizados na produção de combustíveis, lubrificantes, fertilizantes, tintas e tecidos, por exemplo. Por isso, o complexo petroquímico adquiriu uma grande relevância para o desenvolvimento do Estado, com um investimento previsto de 8,4 bilhões de dólares, propiciando a criação de novas indústrias, o fortalecimento do setor de serviços e o crescimento sustentável do Estado.

Quando implantado, o projeto geraria mais de 200 mil empregos diretos ou indiretos, uma vez que inúmeras empresas transferir-se-iam para a região, constituindo importantes cadeias produtivas e de fornecedores do país.

Evidentemente, um empreendimento destas dimensões não poderia ficar restrito a um único município e, dessa forma, constituiu-se o CONLESTE, um consórcio com a participação de 15 municípios (mais de 2 milhões de habitantes), que vem executando um programa de articulação comprometido com a agenda do milênio, promovendo a melhoria dos programas de qualificação e capacitação dos seus habitantes e apoiando o incremento da competitividade das empresas.

A formação de quadros e a capacitação da mão de obra na região têm sido importantes, em função dos baixos índices locais de escolaridade.

A oferta de postos de trabalho, se correspondida pela absorção desta mão de obra, diminui as condições de pobreza e evita que profissionais de outras regiões desbanquem os locais, reduzindo o aumento da população à margem do desenvolvimento.

Os primeiros anos foram animadores, e trouxeram sensíveis transformações no desenvolvimento local. Hotéis e inúmeros prédios residenciais começaram a ser construídos.

Entretanto, a partir de 2012, a situação mudou. Em primeiro lugar, com a redução do preço do petróleo no mercado internacional, os royalties diminuíram sensivelmente, e muitos investimentos foram cancelados, com obras paralisadas.

A nova situação financeira da Petrobras resultou no redimensionamento do projeto e o que seria um complexo petroquímico, transformou-se numa refinaria e numa central de produção de gás, ambos com as obras paralisadas.

A consequência imediata foi a saída de muitos empreendimentos interessados em se instalar naquela região. Uma autoridade disse recentemente, com humor e ironia, que, se continuar desse jeito, vai acabar sendo um posto de gasolina.

Por força de minhas atividades profissionais, tenho viajado frequentemente para Campos e Friburgo, e passo por muitos dos municípios do CONLESTE. A situação é crítica, pois várias das iniciativas do Estado e dos municípios sofreram quebra de continuidade.

Além disso, surgiram os problemas típicos dessas crises, como o aumento da população de rua e dos índices de criminalidade, pois muitos postos de trabalho foram encerrados, a interrupção dos projetos de qualificação de mão de obra e a paralisação das obras de melhoria da infraestrutura das cidades.

Entendo ser decisiva a retomada das obras e de outros projetos estratégicos do governo federal para o Rio, apoiando o inegável esforço do Estado e das prefeituras, cada qual procurando fazer a parte que lhes cabe.

A Petrobras também deve priorizar a continuidade de seus investimentos na região pois, afinal de contas, esta é uma obra que interessa ao todo o país.
Paulo Alcantara Gomes

Orçamento.16, confissão de roubo

O governo produziu um rombo e quem vai ter que cobrir esse rombo somos nós? 
Senador José Agripino, presidente do DEM
Nunca antes na história deste país governante algum admitiu ter cometido crime. Dilma, confiante em sua imputabilidade, imune entre as paredes do Planalto, confessou crime administrativo com o envio do projeto de orçamento fiscal ao Congresso. Mostra que vai gastar dinheiro público ainda mais do que o que pode e, pior, esconde o verdadeiro tamanho do roubo. Mente mais uma vez. Dos apontados R$ 80 bilhões, agora surgem nas contas maquiadas apenas um furinho de R$ 30 bilhões. Mas seriam bem mais.

Enviar para o Congresso contas com déficit não é mostrar transparência como defendem os governistas, sempre subservientes. É atestado assinado de culpabilidade em levar um país à ruína. O rombo criminoso é de responsabilidade do Executivo, que está se eximindo e jogando a solução no colo dos parlamentares, que não são executores do programa governamental.

É obrigação de Dilma, se fosse presidente de respeitabilidade ao nome e ao cargo, traçar as metas para que não haja rombo (roubo) nas contas públicas. Na medida em que declara em documento oficial que está faltando dinheiro é inadmissível que possa ser tolerado tal crime sem punição à ré.

Quem tem responsabilidade sobre as contas do governo é o governante, que deve indicar as medidas para a verdadeira transparência e equalidade entre receita e gastos. Quem não cumprir o mandamento ético e moral, além de fiscal, não dá pedalada. Leva uma população a se sacrificar para pagar as contas do que não fez. E isso não é Justiça, é autoritarismo. Está-se assim mais próximo ao absolutismo de Maria Antonieta, a dos brioches, do que de uma democracia.

O crime fiscal de Dilma tem suas digitais do "façam o que mando". Não só por seu desprezo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, na qual pedalou à vontade. Vai mais além. O documento é um recado ao contribuinte: "Gasto o que quero e vocês que paguem". É descaramento de cretino na veia.

Manter um governante nesta situação é menosprezar toda a História e declarar a República Federativa do Brasil uma nação de bandidos, paraíso da malandragem, estado de ladrões, com uma marionete na chefia e um exército de bandidos infiltrados.

Roupa nova

O Procurador confirma que é inútil a nação esperar Janot

Qual a diferença entre a bonitinha Lidiane Leite e a, bem, Dilma Rousseff que padecem da mesma feiura política? A prefeita ladrona ostentação de Bom Jardim que confessou no Instagram que “o dinheiro tá sobrando” foi apresentada aos eleitores pelo ex-marido impedido de concorrer por ser ficha suja. A longevidade da carreira política de muitos bandidos encarnados em políticos mostra a doença que nos impede de mexer em time que está perdendo – o time é o país. É intrigante que vote em gente pior do que ele, submetendo-se a uma classe política desprezível.

Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE, mostrou a Rodrigo Janot que os indícios ligando Dilma ao que ela está umbilicalmente ligada exigem investigação. Contudo, o Procurador desconfia muito de Eduardo Cunha, desconfia um pouco de Renan Calheiros e confia muito em Dilma Rousseff que o reconduziu ao cargo. Como não confiar na governante que convida para jantar quem está obrigado a investigá-la? Se Janot tinha desconfianças, digeriu todas no jantar em que lhe foram servidas certezas.

Na resposta a Mendes, quase abolindo o TSE, exorta os derrotados a aceitarem a vitória dos vitoriosos nas eleições. Não entendi: Janot está dizendo que Mendes e os investigadores da Lava Jato perderam a eleição? Sob a superfície gretada desse pensamentosinho que maneja determinado pau que nasce torto para dar em Francisco sem dar em Chico, há um país indignado, não pela derrota nas eleições (apesar da crônica de esgoto anunciada), mas pela perpetuação da derrota sob o governo que Janot resiste em investigar.

Em 2011, o SUS atendeu 390.048 pessoas com doenças diarreicas; 90% por falta de saneamento básico, um número africano. Metade era de crianças de 0 a 5 anos de idade, a faixa etária mais vulnerável e que tem nessas doenças uma das principais causas de morte. Mortes evitáveis e doenças cuja prevenção custa menos do que o tratamento. Então, sabe o projeto do governo federal em parceria com os estados de expandir o saneamento básico e racionalizar recursos para civilizar esses índices? Inexiste. Assim como quaisquer interesses do país invisíveis no horizonte dos patifes que o sacrificam no apego covarde ao poder cujo dia a dia se resume a si mesmo.

Não sabendo como saciar a obsessão tóxica de prolongar uma existência oca, a presidente a preenche com vexames sucessivos, inebriada na ilusão de que governa. A revogação inevitável da ressuscitação suicida da CPMF é o penúltimo deles. Pensando demonstrar força, mas sem vigor moral para reconhecer que o governo degenerado e zonzo é a razão da crise, a presidente metida a durona ostenta involuntariamente toda a sua fraqueza.

Nesta espécie de Bom Jardim expandido, o Procurador confirma que é inútil a nação esperar Janot e descumpre o dever de reconhecer que a diferença entre uma Lidiane foragida ostentação e uma presidente intocada é somente a ostentação, voluntária em uma e inconsciente na outra. Em dois anos – breves para ele, extenuantes para o Brasil –, terá a vida inteira para se envergonhar.

A escória ainda resiste humilhando o povo

 Nunca antes na história desse pais um governo foi tão recalcitrante, aético e amoral como este da Dilma. A imoralidade bateu às portas do Palácio do Planalto e ali fez sua moradia permanente. É, na verdade, uma casa de esquizofrênicos. É também uma casa onde a corrupção fez o seu ninho mais fértil desde que o Lula botou os pés lá dentro e o seu principal ministro, José Dirceu, saiu algemado para o presídio da Papuda.

O sindicalismo, que deu origem ao PT, apodreceu, esfacelou-se nos sucessivos escândalos do mensalão e da lava jato. Não à toa, dois dos seus principais homens de finanças foram flagrados roubando os cofres públicos. Delúbio Soares, o primeiro tesoureiro, vive com uma tornozeleira eletrônica, vigiado dia e noite como um bandido comum. O segundo, João Vaccari Neto, está recolhido à penitenciária. Pesam contra ele acusações seríssimas: a de roubar a Petrobrás e acharcar empresários para manter o PT do Lula no poder.

A orgia financeira, porém, não acaba aí. Ao lado do gabinete da Dilma, numa sala decorada de estrelas vermelhas, um senhor de barba rala, com cara de assustado, como se estivesse a qualquer momento esperando para ser algemado, é o terceiro tesoureiro da quadrilha. Trata-se de Edinho da Silva, um ex-deputado estadual por São Paulo, inexpressivo na política e na vida social, já denunciado na Lava Jato. De comum entre os três, apenas o fato de não serem expoentes do partido, razão pela qual foram escolhidos a dedo por Lula como boi de piranha para intermediar o assalto às empresas públicas.

Os brasileiros vivem hoje uma situação vergonhosa, calamitosa, desastrosa. Os ministros e os ex-ministros do PT são vaiados e até ameaçados. Não podem sair às ruas sem escoltas com medo de serem agredidos ou insultados pela população. A Dilma, empoleirada dentro de um gabinete, só sai de lá para entregar as casas inacabadas do “Minha Casa, Minha vida”, um programa assistencialista adotado por políticos fisiológicos em troca de voto.

O Brasil parou. E a presidente, sem iniciativa, entrega ao Congresso Nacional um orçamento que já prevê um déficit de mais de 30 bilhões reais. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi jogada no lixo pelo Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento, com o argumento cínico de que ela é omissa quando se refere a um orçamento aleijado como o que eles apresentaram ao Senado Federal. O que se pode entender desse descalabro econômico? Que a Dilma deixou de governar, que não tem paciência para administrar o país, que a lama despejada dentro do Palácio do Planalto já chegou à sua sala. E o pior: vive cercada de ministros corruptos envolvidos na Lava Jato. A Dilma, com a sua incompetência, desmantelou uma geração de brasileiros que até há pouco tempo vivia gritando em manifestações e estádios de futebol, o slogan ufanista: “Sou brasileiro, com muito orgulho...”

No início desta semana três fatos marcaram a política brasileira que dão bem a dimensão do descaminho político do Brasil: Zé Dirceu sendo inquirido pelos próprios petistas na CPI da Lava Jato, silencioso, com cara de presidiário; o pedido de impeachment da Dilma feito pelo jurista, Hélio Bicudo, 93 anos, um dos fundadores do PT; e a denuncia feita pelo Ministério Público ao primeiro bando da operação Lava Jato que incluem, entre outros personagens, o próprio Dirceu e João Vacari Neto, ex-tesoureiro do PT, que sempre viveu à sombra do Lula. E a julgar pelas palavras do Juiz Sergio Moro, a operação Lava Jato ainda vai chegar ao chefão.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

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É este governo que saberá liderar o país para que vençamos as crises?

lailson 31082015Quanta falta de vergonha: até outubro último vivíamos no país das maravilhas. Era o que dizia Dilma. A farsa acabou

Cabe ao governo compatibilizar despesas e receitas ao confeccionar o Orçamento da União. Não o fez. Algo inédito. Um espanto!

Terceirizou o serviço ao propor ao Congresso um orçamento com um buraco de 30 bilhões de reais para 2016.

Ou o Congresso descasca o abacaxi que não é dele ou devolve o abacaxi ao governo.

O que o buraco no orçamento significa?

Que o Brasil quebrou. O governo gastou muito além do que podia para garantir a reeleição de Dilma e a permanência do PT no poder.

Mobilização permanente na América Latina



Os Governos mais populistas começam a rachar devido à estagnação da economia
 É lugar-comum dizer que a atividade política se tornou uma campanha permanente. Os governantes falam à população por meio de um proselitismo incessante. Nas grandes cidades da América Latina se nota um comportamento simétrico: a democracia está sulcada por um protesto permanente. Os cidadãos percorrem avenidas para expressar com o corpo suas demandas. Como se ao marketing dos que os governam eles opusessem seu antimarketing. Apesar de se espraiar por toda a região, o fenômeno carrega significados muito distintos.

É claro que este estado de assembleia é a variação local de uma corrente planetária. A expansão das redes sociais e as transmissões de TV em tempo real levam o mal-estar social às ruas, seja em Madri, em Túnis ou em Nova York. Mas há peculiaridades regionais. Uma delas é o declínio do poder sindical de convocação, que três décadas atrás determinou a queda das ditaduras militares. Agora exercem uma pressão específica, mais curta e despolitizada.

Mesmo assim, continua havendo um tipo de protesto inspirado em reivindicações específicas, atreladas a organizações sociais. O exemplo mais claro é o dos estudantes chilenos, que desgastaram Sebastián Piñera e facilitaram a volta de Michele Bachelet. As marchas dos professores mexicanos contra as reformas de Enrique Peña Nieto seguem, respeitada a distância, um modelo semelhante. Assim como os “piquetes” dos produtores agropecuários argentinos, que em 2008 bloquearam as principais rotas do país para resistir ao aumento de impostos. Todas essas iniciativas são promovidas por entidades com as quais se pode negociar.

Ainda com essas características, no México a multiplicação de “vigílias” atinge proporções fora do normal. Há em média três protestos por dia percorrendo alguma avenida da capital federal. Os Governos são permissivos porque ainda pesa sobre eles o dramático precedente de 1968, quando Gustavo Díaz Ordaz gerou o massacre estudantil de Tlatelolco.

Ao longo da última década, surgiram manifestações de outro tipo. Carecem de uma face institucional identificável. Organizam-se por meio das redes sociais. E exprimem uma rejeição global aos que mandam. Nessa modalidade se encaixam os panelaços argentinos de 2012 e 2013; os protestos venezuelanos de 2014; as mobilizações brasileiras, que se ergueram contra o preço dos serviços e derivaram para uma rejeição generalizada à gestão de Dilma Rousseff; e as marchas equatorianas contra Rafael Correa. Manuel Castells batizou essas manifestações de wikirrevoluções, porque são construções coletivas e emitem uma mensagem fragmentada e até contraditória. Impossível imaginá-las sem o Twitter e sem o Facebook. O Governo mexicano entendeu bem isso, e é acusado de usar um sistema de robôs de Internet para desmanchar protestos organizados nessas redes. Nessas mobilizações já não são canalizadas exigências “associativas” negociáveis.


Na Venezuela, na Argentina e no Equador surgem demandas de caráter institucional, relacionadas à independência judicial e à liberdade de imprensa. O problema da corrupção está sempre presente.

Não é por acaso que estas manifestações com reclamações gerais ocorram em países onde existe um grande desequilíbrio de poder. Ou seja, democracias pouco competitivas, cuja cena eleitoral é dominada por uma força monopolista. Os protestos de rua são a saída rudimentar encontrada por setores da população que carecem de um instrumento institucional eficaz para limitar quem está no poder.

Como, além disso, a falta de uma organização de oposição dá força às inclinações hegemônicas dos governantes, a esfera pública se transforma em um campo de batalha ideológico. A capacidade de diálogo se reduz a zero com as consequências vistas no Equador e na Venezuela: a reação policial e militar diante dos que protestam é cada vez mais agressiva.

Resultado de imagem para panelaço

O caso brasileiro é diferente. Ali ocorreu uma circunstância especialíssima: o descontentamento dos que queriam substituir Dilma Rousseff se somou ao desencanto de seus próprios eleitores, que interpretam o atual ajuste econômico como uma traição à exigência das urnas. A popularidade da presidenta caiu a 7% oito meses depois da reeleição.

Há uma razão pela qual as manifestações se tornam mais intoleráveis para os Governos da Argentina, Equador ou Venezuela do que para os do México, Brasil ou Chile. Kirchner, Correa e Hugo Chávez chegaram ao poder cercados por protestos populares. Essa circunstância alimentou o mito de toda liderança carismática: o caudilho é a encarnação “do povo”. A presença “do povo” nas praças, insatisfeito e ofensivo, torna-se insuportável porque corrói esse imaginário. Por isso os governos populistas não estariam diante de cidadãos que se manifestam de forma voluntária, mas sim de uma conspiração, maquinada pelos Estados Unidos para desestabilizar as administrações populares e assim garantir privilégios que estão sendo ameaçados por uma ressaca marinha igualitária. Correa, Maduro e Cristina Kirchner recitam esse mantra. O PT brasileiro, por sua vez, delega a mesma explicação a intelectuais periféricos.

Mesmo assim, no Brasil surgiram sinais de uma nova época: houve protestos importantes no Nordeste, onde o PT concentra seu eleitorado. Essa característica combina com o que acontece no Equador. Correa já não enfrenta somente as classes médias republicanas, contribuintes inquietos porque a corrupção dilapida seus impostos. As mobilizações mais recentes contaram com sindicatos e associações indígenas. É um estigma similar ao de Maduro, que precisou suportar a oposição do movimento estudantil, que tinha sido um suporte inicial de Chávez. Na Argentina o Governo peronista enfrenta os principais sindicatos peronistas.


Os Governos populistas começam a sofrer o desmoronamento de sua base. É compreensível. A América Latina é a região que menos cresce. Segundo a Cepal, este ano a expansão será de apenas 0,5%. Cai o consumo e aumenta o desemprego. Em 2002, começou uma onda de bonança graças ao aumento do preço das commodities e à baixa taxa de juros internacional. O cientista político Andrés Malamud afirma que, entre 2006 e 2014, se reelegeram dez presidentes na região, e apenas um saiu do poder sem concluir seu mandato. Um contraste formidável com os 20 anos anteriores: 13 presidentes foram desalojados antes do tempo.

A mobilização permanente projeta uma imagem de instabilidade. Quando autores como Kathryn Hochstetler são relidos, percebe-se que sem protestos não há queda de Governos. Mas também não é possível fazer isso apenas protestando. Ao descontentamento das ruas se deve somar a perda do controle parlamentar.

A encenação de rua dos conflitos confirma que os sistemas políticos latino-americanos sofrem disfunções de longa duração. No entanto, há um motivo para o otimismo. As interrupções institucionais se regulam pelos procedimentos previstos nas Constituições. Até há pouco mais de 30 anos o nó górdio da crise era cortado com um sanguinário golpe militar. É preciso comemorar, então, uma gigantesca evolução.

Eles só pensam naquilo

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que tem como qualificação profissional a militância no Sindicato dos Bancários e na bancada federal do PT-SP, sem noção de tecnologia e do mundo das comunicações modernas, que há anos prega a “regulamentação da mídia” (e talvez por isso tenha sido colocado no ministério pela ala soviética do partido ), é a cara do Brasil atual, onde a militância sindical é a mais alta qualificação para qualquer cargo.

Agora, ele quer atrapalhar a comunicação entre os brasileiros, chamando o WhatsApp de “pirata” e querendo “regulamentá-lo”, naturalmente inspirado por operadoras de telefonia que dizem estar perdendo dinheiro enquanto o usuário economiza nas tarifas e nos impostos escorchantes. Quem vai pagar um SMS se pode mandar mensagens, vídeos e áudios de graça pelo WhatsApp? Quem é estupido o bastante? Que “causa” de alguns merece a manutenção do atraso de todos? Mas eles só pensam em regulamentar.

Esse pessoal odeia tanto a TV Globo porque, mesmo com enormes verbas públicas e publicidade oficial, nunca conseguiram fazer uma emissora (ou um jornal, uma revista, uma rádio ou um site ) “de esquerda” que fosse popular e influente. A TV Brasil, Lula dizia que seria nossa BBC, é um fracasso absoluto, que custa uma fortuna mas ninguém vê. Tem mais funcionários do que espectadores. O maior sonho deles seria estatizar a Globo e aparelhá-la para suas causas “progressistas”, mas quebrariam a empresa em seis meses, por incompetência e ladroagem.

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Quando eles falam em “regulamentar”, boto logo a mão no bolso e encosto na parede, é o Estado querendo tomar mais dinheiro do cidadão para sustentar os desperdícios e roubos de pessoas que nada entendem das áreas que comandam e têm como principal objetivo manter o partido no poder.

Enquanto isso, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação já acumula 18 bilhões de reais em taxas pagas por usuários e operadoras, e o governo não sabe o que fazer com a bolada, explicando por que a internet no Brasil é uma das piores e mais caras do mundo.

Na campanha Dilma falava em “banda larga para todos”... rsrs.

A conta foi entregue

Dia de Sol

Diante da apresentação de um orçamento com inédito furo de 30 bilhões, o governo continua torrando dinheiro com marketing tentando elevar a expectativa do povo que ludibriou na eleição passada. A conversa fiada do momento é o site dialogabrasil, que pretende ouvir todo mundo a respeito do que o governo fará daqui pra frente. Ao menos poderão dizer que estão fazendo o que o povo disse para fazer, como se não houvesse um Ministério do Planejamento repleto de gente encarregada de programar nosso futuro.

As possibilidades que se apresentam são clássicas: aumenta-se impostos, restringe-se gastos, programa-se enxugamento da máquina, vende-se patrimônio ou imprime-se dinheiro. Sobre impostos, a ideia de jerico do retorno da CPMF que, na época do governo Lula, era avaliada em torno dos 30 e tantos bi que faltarão no ano que vem, já foi posta para o escanteio sob risco de interrupção do jogo.
Restringir gastos significa nem repor a dipirona quase vencida dos postos de saúde atualmente ocupados por cubanos, interromper diversas obras do PAC I, II ou X, e largar os fornecedores do Minha Casa, Minha Vida com um cheque sem fundos na mão, entre outros malefícios para o povo, humilde ou não.

Enxugamento da máquina pública implica, entre outras medidas, fazer desaparecer da folha de pagamentos as pessoas agregadas sem motivo a dezenas de milhares de D.A.S. elevados. Claramente, nenhum político faria isso com eleitores que lhe devem o emprego. Vender patrimônio pode envolver mais poços de pré-sal empurrados a companhias internacionais, cobrar de Evo Morales pela refinaria roubada, colocar em leilão todas as estatais e, se não der certo, anunciar no E-Bay uma refinaria semi-nova no Texas. Sobre imprimir dinheiro, conforme já alertava Delfim Neto há 40 anos, o governo não precisa de dinheiro, porque isso ele mesmo pode fabricar. O que precisa é de recursos, o que, efetivamente, não tem. 

Sempre há possibilidade de dar o cano pura e simplesmente nas contas que tem a pagar. Não pega muito bem, mas é uma opção adotada por pessoas desesperadas, quando não têm cheque especial (nem um agiota) para cobrir aquilo que gastam além do salário. A última instância é ajoelhar humildemente e implorar alguns trocados ao FMI ou à China.


É claro que qualquer proposta de solução para o problema econômico, em que o Brasil foi colocado pela absoluta falta de ação no sentido de evitar a tragédia, será causador de desconfortos, revoltas e mais problemas. Não foi por falta de avisos ou experiências anteriores. Foi, talvez, excesso de confiança na capacidade de embromar todos durante todo o tempo até a próxima eleição, quando poderão jogar a culpa na ingovernabilidade causada pela oposição.

É curioso que o corajoso "choque de realidade" que, conforme mencionou o senador Jorge Vianna, escancarou as dificuldades enfrentadas pelo governo brasileiro, nunca tenha sido mencionado antes ou mesmo depois das eleições. O assunto sempre foi tratado com insolente indiferença quando mencionado pela oposição. Vamos ver o que as sequelas de todo esse imbróglio causarão nas eleições do ano que vem. Vamos ver como os sindicatos conduzirão os movimentos reivindicatórios deste ano e do ano que vem, considerando que todos eles conclamaram seus sindicalizados a votarem em Dilma, aquela que nunca prejudicaria os trabalhadores e trabalhadoras desse país.

Não foi vista, até o momento, nenhuma atitude de reconhecimento por parte do governo a respeito da responsabilidade pelas condições humilhantemente desesperadoras em que deixaram o país. Nunca houve, em nenhum sentido, mesmo que parcialmente, o reconhecimento de que de alguma maneira fizeram algo errado. Nunca mencionaram que os bilhões que torraram contra os interesses do Brasil investindo em outros países são parte da causa de terem que emitir mais essa nota promissória fajuta para o povo que os elegeu. Aparentemente, a culpa é do povo que não votou com o governo.

Você conhece algum país assim?

Corrompendo a corrupção

Lula pode ser preso a qualquer momento, assim como Palocci. Ambos poderão ser postos a ferros no mesmo dia e poderão fazer companhia, finalmente, ao solitário José Dirceu, o guerreiro às avessas, a Pedro Correa, o reincidente, ao príncipe sinistro da Odebrecht e a outros quase 100 encarcerados até o momento. Dilma poderá perder seu mandato por conta de pedaladas fiscais, por sua formidável incompetência, pelas contas vergonhosas de sua imunda campanha eleitoral, pelo conjunto de tudo isso ou, por incrível que possa parecer, por ainda mais do que tudo isso. A corrupção virou um procedimento usual do petismo e por ela o partido irá morrer aos poucos, à míngua, com direito a um gran finale de uma das maiores farsas da vida nacional.


Não bastasse todo o “conjunto da obra” lulopetista, a intelectualidade de esquerda brasileira, ao contrário, está viva e respirando. Não pulsa nem faz bolhas; só respira e observa, como se fosse um crocodilo à espreita. A “culturalidade” de esquerda, todavia, não desaparecerá assim tão fácil quanto o PT. Jornalistas, a soldo ou não, resistirão por décadas até se darem conta do fiasco sociológico e político em quem foram envolvidos. Artistas de cinema e televisão, locutores de rádio, colunistas e articulistas, mesmo tendo a capacidade máxima de ver e entender o que está acontecendo, vão demorar para abrir mão, não de sua ideologia, mas de seu idealismo marxista, do encanto cultural do qual são insumo funcional e servil.

Matéria no Fantástico em 30 de agosto de 2015 dá conta do “próximo passo” das hordas culturais em ação. Um deles será o que tentará relativizar a corrupção, como se todos fossemos, em natureza, tão justos, retos e honestos quanto Lula, Maluf, Demóstenes, Collor e tantos outros. A mídia de predominância marxista trata agora de dizer que todos somos corruptos, distorcendo o viés claro e direto que diz que corrupção, na acepção até então entoada pela imprensa, é ato ilícito praticado com a presença de agente público numa das pontas. O noticiário, fique atento, vinha tratando corrupção como fenômeno strictu sensu, ou seja, envolvendo empreiteiras, políticos, empresas estatais, doleiros. Agora, num passe de mágica filosófico, corrupção passa a ser ...tudo! Usar vaga de deficientes no supermercado, furar uma fila, pedir a leniência de um guarda de trânsito, ultrapassar com faixa contínua, colar em prova, passar em sinal vermelho ou por cima de faixa de segurança sem parar, tudo vai virar...corrupção!

A intelectualidade brasileira (uma verdadeira horda de idiotas que nem merece a titulação) fará coro a esta nova “descoberta”. O que era ilícito penal, agora vira corrupção ativa. Assistir um assalto sem fazer nada, por caracterizar omissão, passa a ser considerada corrupção passiva e assim por diante. Nossa formação, baseada na ética judaico-cristã, no respeito às leis da república será torpedeada cada vez mais pelos aparatos sórdidos a serviço da ideia gramsciana. Abra o jornal, ligue a TV e ouça no rádio o que eu aqui observo e comprove você mesmo.

A distorção é tanta que já começaram a inverter a lógica “evolutiva” da corrupção. Sabemos todos que a corrupção tipificada e mais corriqueira é aquela que envolve a busca de vantagens pessoais na realização de negócios com o setor público. Sabemos também que ela se desdobra e se multiplica pelos dutos da impunidade e que ela é de cima para baixo, ou seja, os que estão acima corrompem ou são corrompidos e este fenômeno se desdobra até o “chão”, onde está a população, que entende que pode, sim, incorrer no mesmo crime, diante da disseminada impunidade. Em pleno processo de “corromper o que é certo”, intelectuais de esquerda passam a divagar que devemos corrigir a corrupção potencial já nas tenras idades, ensinando práticas boas e legais na infância para que os adultos sejam “imunizados”.

Eis a esquerda brasileira com seus aparelhos, tentando me dizer que sou tão ladrão quanto Cerveró e tão bandido quanto José Dirceu. Não sou, nunca fui e jamais serei. Meus filhos e netos também não. A ignóbil esquerda brasileira ainda não tem correta noção de certo e de errado.

A gente ensina.

O velho e o novo

No Brasil, a construção da democracia e de suas instituições é um longo processo. Isto porque o passado patrimonialista ainda nos aprisiona. Qualquer avanço é fruto de muita luta e de pequenas vitórias. Como não temos tradição de rupturas, a tendência é sempre incorporar o derrotado na nova ordem. Que, obviamente, deixa de ser plenamente nova; pois, ora mais, ora menos, rearranja o poder político mantendo frações do passado no presente. Esta permanência não só dificulta a plena constituição do Estado Democrático de Direito, como impede até que o pensamento crítico se incorpore à vida política nacional.

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A tendência histórica à conciliação transformou o aparelho de Estado numa esfera onde os antigos vícios da gestão da coisa pública permaneceram petrificados. O entorno era modificado mas a essência mantinha-se a mesma. Como se a História não se movimentasse. Pior, como até se o processo eleitoral de nada adiantasse, restringindo-se à mera substituição dos gestores, sem alterar seus fundamentos.

Virou lugar-comum afirmar que as instituições de Estado brasileiro estão em pleno funcionamento. As ações de combate à corrupção são demonstrações que reforçam a afirmativa. Contudo, cabe perguntar se a permanência da corrupção em todos os níveis e em todos os poderes da República não representa justamente o contrário. Ou seja, que as instituições funcionam mal, muito mal. Se há tanta corrupção, é porque é fácil instalar uma organização criminosa, político-partidária ou não, no interior dos órgãos estatais. E com a garantia da impunidade ou, no máximo, de suaves punições que estimulam, em um segundo momento, novos atos contrários ao interesse público, como no binômio mensalão-petrolão, onde o núcleo duro é o mesmo, mas em uma magnitude — em termos financeiros e temporais — muito maior.

Identificar a permanência e apontar a necessidade urgente de enfrentá-la não é bem visto no país das Polianas. E haja Poliana. Se a análise se concentrar em Brasília, como símbolo do poder, é possível detectar que, apesar de vivermos uma das mais graves crises da história republicana, não há nenhuma possibilidade de mudança, mudança efetiva. A atual paralisia política é resultado da dificuldade de construir uma saída mantendo os velhos interesses no aparelho de Estado. O resto é pura fraseologia vazia. Como diria o titio Joel Santana: cock-and-bull story.

O petismo, no auge, contou com apoio entusiástico da elite brasileira. Mesmo após as denúncias do mensalão, publicizadas na CPMI dos Correios. Para as classes dirigentes, o projeto criminoso de poder foi visto, apenas, como uma forma de governança, nada mais que isso. Quando Dilma Rousseff iniciou seu primeiro mandato, foi muito elogiada pela forma como administrava o governo e pelo combate — ah, Polianas — aos malfeitos, forma singela como definia a corrupção, marca indelével do seu período presidencial. Quem apontava as mazelas era visto como rancoroso, um pessimista contumaz.

No momento que Fernando Collor renunciou à Presidência da República, já tinha ocorrido uma recomposição de forças, desde o mês anterior à autorização para a abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, a 29 de setembro de 1992. Ou seja, a movimentação em torno de Itamar Franco, vice-presidente, permitiu que o bloco político-empresarial estabelecesse e garantisse as condições de governabilidade, que tinham sido afetadas desde o início do mandato, um ponto fora da curva entre os períodos presidenciais desde 1945. A queda de Collor — sem nenhuma sustentação social ou no Congresso Nacional — pode ser compreendida, então, mais como um rearranjo do bloco político-empresarial, redefinindo interesses no interior do aparelho de Estado, do que uma vitória das ruas, dos caras-pintadas. As ruas — mesmo sem o querer — acabaram permitindo uma saída confiável no interior de uma ordem política intrinsecamente antirrepublicana.

As acusações que pesam contra Dilma Rousseff são incomparavelmente mais graves do que aquelas imputadas a Fernando Collor. Os atos de corrupção, a desastrosa gestão econômica e o controle da máquina estatal por uma organização criminosa com tentáculos nos Três Poderes não têm paralelo na nossa História. Mas por que a crise política se estende? Por que a crise econômica parece não ter fim? Porque não foi encontrada uma saída segura para a classe dirigente, porque Michel Temer não é Itamar Franco, porque Dilma Rousseff não é Fernando Collor, porque o Partido dos Trabalhadores não é o Partido da Reconstrução Nacional e porque as crises político-econômica de 2015 é mais complexa que a de 1992.

A principal dificuldade para ser encontrada uma saída política nos moldes da (triste) tradição brasileira deve-se principalmente à sociedade civil. Hoje, com todas as limitações, ela vem se organizando e se mobilizando de forma independente do Estado e de seus braços, como os partidos políticos. As três grandes manifestações — de 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto — não têm paralelo na História do Brasil. Um acordo pelo alto, costurado pelos velhos interesses, é muito difícil — e pode ter vida curta. É necessário ir mais fundo. Não basta a simples troca de presidente. O receio maior de Brasília é ter de enfrentar o Brasil real. Aquele que não quer mais ver a corrupção impregnando as ações de Estado, tenebroso método de gestão e de desqualificar a política, “fazendo-a descer ao plano subalterno da delinquência institucional”, como bem escreveu o ministro Celso de Mello.

A virtude do príncipe

 Se o próprio príncipe é virtuoso, o povo cumprirá os seus deveres sem que lhe ordene; se o próprio príncipe não é virtuoso, pouco importa que dê ordens; o povo não as seguirá.
Confúcio

Um Brasil que nunca existiu até agora

O Brasil pode estar ganhando muito mais do que perdeu com a descida da Petrobras aos nove círculos do inferno para onde foi arrastada durante os três últimos governos da República. Nunca se roubou tanto da brava gente brasileira, embora se tenha roubado sempre ─ e provavelmente se continuará roubando enquanto o país, na prática, for propriedade do “Estado” e obedecer à sua regra número 1, pela qual é obrigatório, para quem quer produzir alguma coisa, pedir licença a quem não produz nada.

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Mas há sinais concretos de que o espetacular surto de corrupção dos últimos anos, quando nossos atuais governantes decidiram transformar o uso privado do patrimônio público em programa, método e sistema de administração, está oferecendo uma oportunidade inédita ao Brasil do futuro ─ a de deixá-lo mais resistente do que jamais foi às epidemias de criminalidade oficial causadas pelos que mandam no governo, dentro e em volta dele, e que agora chegaram ao seu grau de intensidade máxima.

Essa recompensa será a passagem do país a uma situação até agora praticamente desconhecida na história brasileira: a de funcionamento pleno de um estado de direito no território nacional. O trabalho para isso está sendo feito numa modesta jurisdição local, a de Curitiba, pelo juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara da Justiça Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Ninguém está dizendo aqui que o Brasil perdeu pouco, porque a verdade é que perdeu muito. Provavelmente nunca se saberá ao certo ─ a conta começa num número mínimo de 6 bilhões de reais, estimativa oficial da própria Petrobras para o prejuízo sofrido com esse redemoinho de corrupção que a empurrou para o precipício, e vai até cifras não mapeadas pela aritmética comum.

Mas, por maior que seja a perda, sempre será apenas dinheiro ─ e a sabedoria popular diz que tudo o que pode ser pago com dinheiro é barato. Caras, mesmo, são aquelas coisas que o dinheiro não consegue comprar. Uma das mais preciosas é a segurança trazida pelos regimes em que o cidadão vive, no dia a dia da vida real, sob o comando da lei. Não é possível haver civilização se não há estabilidade, e não é possível haver estabilidade sem um sistema judicial que funcione.