sexta-feira, 16 de maio de 2014

A alma do negócio


“É preciso criar” se tornou o lema de administrações públicas fajutas. Sem desejar trabalho, mas dinheiro no bolso, governinhos de quinta categoria adoram criar necessidades que não existiam apenas para poderem fazer jus ao cargo de tamanha importância que ocupam. Aí começam a instalar em seus redutos produções importadas para poderem demonstrar principalmente o trabalho social da cambada.
Quem muito serve de exemplo do que os cretinos são capazes é o governinho de Maricá, sempre disposto a apadrinhar, ou literalmente se apropriar, de obras dos outros, e ainda por cima fazer instalações próprias.
Foi assim com os mendigos, hoje sumidos, que em 2009 começaram a infestar o município de repente, sem mais nem menos, onde sua presença era quase nula. Apareceram praticamente do nada em bando. Se encastelaram no anfiteatro e foi preciso muita grita na imprensa para tirar de lá todo o grupo, que ali tomava banho e até lavava roupa, estendendo as mesmas sobre as arquibancadas para secar. Aí veio o apelidado poder público e deu um basta na instalação, aproveitando para mostrar como trata a “questão social”. Espalhou por todo o canto o grupo e hoje até fala em prestar melhor assistência médica a eles, quando não há hospital digno de assim ser chamado no município.
Agora surge na imprensa a notícia que será feita uma exposição sobre a presença indígena em Maricá. Outra armação, pois nunca houve aldeiamento desde o fim dos índios no Rio de Janeiro. Em 2009, promoveram uma série de ações para instalar um grupamento indígena à força na região com índios expulsos de Camboinhas. Literalmente importaram uma aldeia, que já há tempos esteve em outro município. Servia para dar mais um trabalhinho para quem não tem nenhum na ação social. Foi um tal de colocar oca aqui e ali, até uma foi construída na praça e incendiada. Depois saíram atrás de local para instalar a taba, o que encontraram justamente em área dita particular, onde os índios até pediam quentinha pelo telefone. Afinal índio petista tem dessas regalias.

Enfim mais uma invenção petista para reescrever a história e aparecer como salvadores da raça. Se não fosse uma calhordice, poderia até se dizer que é uma cretinice, outra a mais, para levar os trouxas no bico. E como tem trouxa por aí, capaz mesmo de visitar a mostra e sair com a boca cheia de formiga espalhando sobre a realeza indígena de Maricá. Nem sabem que os verdadeiros índios são os próprios imbecis.   

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Copa não dará impulso duradouro à economia


Relatório afirma que Fifa é a única que se beneficiará diretamente com o Mundial, mas ressalta que, apesar de não haver ganho econômico significativo, país-sede pode ter efeitos positivos em sua imagem.
 Mesmo sediando a Copa do Mundo de 2014, o Brasil não pode contar com um impulso duradouro à sua economia. Apesar de gerar confiança para o país, o efeito econômico do evento, de tão baixo, não deve ser considerado. Essas são algumas das conclusões de um relatório divulgado na terça-feira pelo banco alemão Berenberg e pelo Instituto de Economia Mundial (HWWI), de Hamburgo.
Mesmo que empresas dos setores de segurança, gastronomia ou de construção se beneficiem com o evento no curto prazo, a Copa do Mundo não gera impulso a longo prazo para a economia do país-sede. Como exemplo, o relatório afirma que dados coletados após os Jogos Olímpicos na Grécia, em 2004, e a Copa do Mundo na África do Sul, em 2010, comprovariam a tese.
Leia artigo na íntegra


Um show

"A girlie-show do Carroussel" -  Edward Hopper (1882/1967)

Era o que faltava

(...)
"O curioso é que o radicalismo petista, antes nutrido por ranços ideológicos, agora se inflama pela defesa das ilegalidades cometidas. A confusão entre o Estado e o partido é tão obscena que eles perderam a vergonha de reinvindicar legitimidade para seus desvios." 
O artigo, na íntegra, de José Aníbal, "Era o que faltava" está aqui 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

País gasta mais do que os EUA em eleição


O Brasil é o que mais gasta com campanhas eleitorais no mundo, segundo o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ao comentar reportagem do Globo, mostrando que será usado algo em torno de meio bilhão de reais com campanhas eleitorais este ano. Este dinheiro, afirma Reis, vem de doações de grandes empreiteiras e bancos, que têm interesses no governo, numa “relação espúria” entre as partes.
Com base em um estudo do professor Geraldo Tadeu Monteiro, do Iuperj, Reis mostrou que o país gasta mais, inclusive, que os Estados Unidos, um dos países que têm tradição em realizar caras disputas eleitorais. O estudo aponta que, em 2012, o gasto eleitoral no Brasil em relação ao PIB (2,3 trilhões de dólares) foi de 0,89 de dólar por eleitor, enquanto nos Estados Unidos (com PIB de 16,5 trilhões de dólares) foi de 0,38 de dólar.
Gil Castelo Branco, do site Contas Abertas, diz que, para cada R$ 1 doado para campanhas, as empresas obtêm de volta R$ 8,50 em obras públicas. Para ele, as doações são “promíscuas”. Ele fez um levantamento que indica que as eleições custaram ao país, em quatro anos (de 2010 a 2014), um total de R$ 9,5 bilhões, mais do que será gasto com 45 obras de mobilidade para a Copa.
Leia mais em aqui

Ação mais útil

“Talvez fosse mais útil à sociedade como um todo - no Brasil ou em qualquer outro país - que a pobreza e a desigualdade fossem combatidas através de uma ação conjunta real, que associasse nossas imperfeições de seres humanos às nossas ambições comuns, e que o resultado dessa ação atingisse não somente os alunos que entregam seu dever de casa no dia certo, mas igualmente aqueles bagunceiros, que do fundo da sala ficam jogando bolas de papel no seu professor de inglês que nada pode fazer.”
Trecho do artigo de James Flannery, da BBC Brasil, “Para Inglês Ver: A luta contra a pobreza tem que ser de todos”


Ceia à brasileira


A Cultura no centro do desenvolvimento

Ao largo das últimas décadas, a Unesco aprofundou a idéia de que, em um modelo desejável de desenvolvimento, a Cultura ocupa um lugar central. Não apenas porque é um vetor que fomenta o desenvolvimento, mas também porque é uma referência que orienta o modo como se desenham as sociedades. Qualquer sociedade é um modelo complexo, em que a presença da cultura se encontra, de forma transversal, junto à economia, à política e à religião. Cada um desses elementos pode ser dominante e estruturador dos outros, mas também podemos encontrar distintas formas de articulação nas que não exista a predominância de alguma delas.
Na sociedade contemporânea existe uma tendência a ver o lado econômico como referência,. Não é apenas uma herança de teorias e práticas capitalistas ou marxistas, se converteu em uma evidência que está além da teoria, da interpretação ou da prática, como se qualquer outra perspectiva fosse marginal.
Leia na íntegra, em espanhol, o artigo dos ex-secretários de Cultura Jorge Barreto Xavier (Portugal) e José Maria Lassale (Espanha)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Sonho da Copa pode virar fiasco


A revista alemã "Spiegel" dedica dez páginas ao Mundial e prevê que país do futebol pode ter protestos e tiroteios em vez de festa. Maracanã, diz a reportagem, teve a alma roubada e é exemplo de como políticos se distanciaram do povo.

A um mês da Copa, a maior e mais importante revista da Alemanha, a Der Spiegel, faz uma previsão sombria sobre o Mundial no país do futebol. Com o título "Morte e jogos", o semanário traz em sua capa uma imagem da bola oficial do torneio em chamas caindo sobre o Rio de Janeiro. Em três matérias, que juntas somam dez páginas, é apresentado um retrato dos atrasos nas obras, da insatisfação dos brasileiros com os altos custos do evento e dos prováveis embates nas ruas das cidades-sede.
"Justamente no país do futebol, a Copa do Mundo pode virar um fiasco: protestos, greves e tiroteios em vez de festa", afirma a matéria, assinada pelo jornalista alemão Jens Glüsing e que leva o título de "Gol contra do Brasil". "As notícias serão sobre protestos e greves, problemas com infraestrutura e violência", prevê.

O impacto econômico vai decepcionar?

Desde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa, em 2007, autoridades de Brasília têm exaltado o potencial do torneio para gerar empregos, acelerar investimentos em infraestrutura e atrair turistas com os bolsos recheados de dólares.
"O Mundial é uma oportunidade histórica para promovermos desenvolvimento socioeconômico no âmbito local e nacional", disse à BBC Brasil Joel Benin, assessor para Grandes Eventos do Ministério dos Esportes.
"Ele gerará 3,6 milhões de empregos, movimentará R$ 65 bilhões (este ano) e deixará um legado importante na área econômica".


"A Copa é, basicamente, uma grande festa. Foi um erro associar
 o torneio a obras de infraestrutura que deveriam ter sido 
feitas há muito tempo para o Brasil continuar crescendo"
Pedro Trengrouse, consultor da ONU para o Mundial e professor da Fundação Getúlio Vargas

Nas últimas semanas, porém, alguns analistas têm advertido que o torneio pode decepcionar aqueles que esperam um efeito econômico significativo – seja no curto ou no longo prazo.
Dois relatórios recentes, da agência Moody's e da consultoria Capital Economics, por exemplo, chamam a atenção para o pequeno peso em relação ao PIB dos gastos potenciais dos turistas e investimentos em infraestrutura ligados ao evento.

Rede Pau nos Ratos

Necessidade não permitida

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, esteve em Paris na última semana para a abertura da exposição de Cândido Portinari no Grand Palais, considerada como projeção artística do Brasil no exterior através de "soft power". Em entrevista de página inteira para o jornal Le Figaro, disse a ministra que a cultura "não é um luxo. Ela é uma necessidade". Só não consegue explicar é por que o setor é tão maltratado nos governos petistas, como em Maricá, onde cultura mais se refere aos shows de bundalelê nem os tais centros de cultura e esporte já serem maltratados antes mesmo da inauguração.


“O Brasil tem no governo do PT uma política de sucesso que serve de exemplo para o mundo. Certamente não foi feito tudo em 12 anos, e nem seria possível consertar em 12 anos o que não foi feito em 500 anos. De qualquer forma, eu não tenho dúvida nenhuma que os 12 anos de PT nos enchem de orgulho por tudo que foi feito nesse país” 
Lula

Pra onde vai o dinheiro

A administração pública federal bem que podia explicar por que os conselheiros das empresas públicas tiveram um crescimento de 19% nos jetons famigerados quando as principais estatais registraram queda no lucro e mesmo prejuízos nos últimos trimestres. Foram 465 pagamentos a servidores públicos federais por assentos em conselhos de administração ou fiscal, remuneração que varia, de acordo com a empresa, mas pode chegar a R$ 20 mil por mês. Com a palavra, a presidenta ex-conselheira da Petrobras. Não há melhor para explicar os exagerados aumentos públicos quando o povão se regula pelo salário mínimo.


Crime atrás de crime

A Prefeitura de Maricá, mais uma vez, como já vem se tornando rotineiro, publica um anúncio promocional de página inteira no jornal O Dia – sempre o mesmo, no qual há grande influência dos “cumpanheiros” – que custa os olhos da cara. Em país sério, o primeiro anúncio publicado já levaria para a prisão o prefeito meliante por usar dinheiro0 público para se promover em obras que são obrigação, dever e não dádiva.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pura imaginação


"Democracia é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder"
Carlos Drummond de Andrade

Dias de ira



Espantado com o acúmulo de brutalidades? Quer entender o que está se passando na terra da cordialidade na véspera de converter-se em palco de uma festa global? Então separe, tente diferenciar os tipos de agressão e de agressores. A carga de violência continuará igual, porém a descompactação do fenômeno facilitará a compreensão das partes e do todo.

O que está sendo designado como “manifestação popular” é geralmente uma ação política oportunista, claramente orquestrada para obter ganhos imediatos de autoridades perplexas e atônitas num momento de grande tensão e nervosismo. Chantagem pura. Neste conjunto situam-se as greves inesperadas, intempestivas, fora do calendário, fruto de cisões e disputas entre lideranças sindicais e seus padrinhos políticos.

Amor bandido


sábado, 10 de maio de 2014

Pintura brasileira


Parque Municipal de Belo Horizonte - 
Alfredo da Veiga Guignard  (1896/1962)

Rede Pau nos Ratos

Cultura x manipulação

Ribeirão Preto, a 31ª cidade mais rica do país, com PIB per capita de R$ 30.209, abre este mês mais uma edição da tradicional Feira do Livro. Apesar do poderio econômico, o Cartão Livro entregue aos estudantes da rede pública não chega nem perto do que a prefeitura de Maricá ofereceu aos alunos. Enquanto os paulistas darão R$ 18 (Estado) e R$ 16 (prefeitura), a vilazinha fluminense esbanjou com farta distribuição de vale livro que ia de R$ 50 a R$ 200 numa apelidada Feira Literária, que custou R$ 1 milhão. Depois não se diga que foi mais uma manobra eleitoreira maricaense. Ainda mais porque a feira no Rio de Janeiro não tem mais seguimento.

Metrô de boca

A presidente Dilma, pela terceira vez consecutiva, em Curitiba, anunciou a liberação de verbas para o metrô curitibano. As demais visitas foram feitas em 2011 e em outubro do ano passado pelo mesmo motivo, mas agora com o governo aliado do pedetista Gustavo Fruet o custo da obra ficou mais vitaminado, passando para R$ 4,5 bilhões, quando já foi de R$ 1 bilhão, na primeira promessa, e de R$ 1,8 bilhão, na segunda. No entanto, apesar de ser o maior investimento da capital paranaense, ainda sequer saiu do papel. 

Arena de ouro

A Arena da Baixada,estádio do Atlético Paranaense e uma das sede da Copa, foi muito bem aquinhoada pelo governo. Foram financiados pelo poder público 88% da reforma, até o que se tem notícia. E quem disse que a Copa não custaria um centavo público? 


Mais candidatura

Apesar da vergonha mundial junto à Fifa, o Brasil, que não tem nenhuma, resolveu também se candidatar para sediar o Mundial de Clubes em 2017/2018 e de quebra o Mundial de futebol de areia em 2017. E tome de abrir a torneira do Erário para novas construções.

Merenda a preço de ouro

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) condenou o ex-prefeito de Belford Roxo, Alcides de Moura Rolim, a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 47.938,56 (equivalente a 18.819,36 Ufir-RJ) pagos a mais em contrato superfaturado com a empresa I.R. Gomes Villar. Em 2009, para abastecer por 66 dias a merenda de escolas e creches municipais, o governo gastou R$ 1.121.136,04. Entre os gastos estavam o quilo da banana prata extra contratado por R$ 2,75, quando no mercado custava R$2,58. A prefeitura comprou 4.500 quilos da fruta, pagando um total de R$ 123.750,00 quando poderia ter desembolsado R$ 116.100,00 uma diferença de R$ 7.650,00 pagos a mais. O quilo da maçã extra, adquirido por R$ 3,95, custaria, segundo a pesquisa de mercado, R$ 2,54. A compra de 6 mil quilos da fruta custou aos cofres de Belford Roxo R$ 23.700,00 uma diferença de R$ 8.460,00 a mais se comparado com os preços cotados no mercado.

Mais ex-prefeito punido


Outro multado pelo mesmo TCE-RJ foi o ex-prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes. A multa de R$ 12.736,50 se deveu por irregularidades no repasse de R$ 125 mil à Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio para realização do evento Feira Forte 2007. O ex-prefeito não apresentou documentos e esclarecimentos necessários à aprovação da subvenção concedida pela prefeitura à associação comercial  e também não soube explicar por que o dinheiro repassado pelo município foi integralmente usado na montagem do evento Feira Forte 2007. O art. 12 da Lei 4.320/64, só permite a transferência de recursos – por meio de subvenção – para cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas.

Revolução social de mentirinha


O PT tem enganado muita gente desde que assumiu o poder. O partido do social cada vez mais se tornou o partido do voto. Em vilazinhas como Maricá, chegou mesmo a emplacar o slogan de “Aqui o povo governa”. Só se for o povo da rua, empregado em massa para as quase 30 secretarias, e quase 96 subsecretarias, divididas em feudos entre os edis com uma reserva estratégica para atender aos privilegiados mais confiantes como secretaria de Governo e Gabinete do Prefeito.
O socialismo de fachada se tornou um chamariz para os incautos e emprego para os imbecis, dispostos a tudo pelo trocadinho mensal do Erário. E governos dessa laia se dispuseram a lotear terrenos, privilegiando imobiliárias, distribuindo fartamente moedas ditas sociais ou esmola anti-miséria como o bolsa família, cujo valor fica abaixo do considerado como ganho miserável pela Unesco.
O novo escândalo, entre os muitos por vir, revela a cafagestada de um partido de trambiqueiros em nome do social. O prefeitinho chegou a servir de garoto propaganda de uma imobiliária, abriu espaço na home da Prefeitura para anunciar o grande negócio de casas e apartamentos vendidos através do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Isso foi em 2011 e agora surge a notícia que a empresa tão privilegiada faliu.
As obras que deveriam começar em novembro daquele ano até hoje não se iniciaram e a incorporadora está fazendo propostas indecorosas para a devolução do dinheiro. Foi o primeiro dos muitos calotes previstos no setor, que está com vendas zero no município.
Essa é apenas uma parte da revolução socialista anunciada pelos petistas, que continuam a governar como outras gestões, apostando apenas no factóide, na mentira, no falso asfalto, na instalação de canos (para quando chegar a água), enfim, nas obrinhas de sempre que deveriam ser obrigação de quem está no governo, como em países sérios, e não dádivas governamentais a orgulhosos puxa-sacos. É a governabilidade de dar para receber, em votos.
O socialismo revolucionário, a ponto de nunca aplicar um centavo no verdadeiro atendimento à população, esbanja milhões em propagar uma maravilha de gestão. Não há hospital digno em instalações ou material para os doentes; há postos de saúde despencando e sem mínimas condições (alguns receberam uma demão de tinta, e só, para dar a sensação de mudança); não construiu novas escolas, adaptaram casas para tanto (contra a legislação é claro), distribuiu laptops, mas faltam material escolar, uniforme e o ensino é pra burro com cartilha cheia de erros. Insiste em estimular o emprego, mas apenas com promessas, pois nunca investiu em trazer indústrias ou em projetos de grande empregabilidade numa população que divulgam estar na casa dos 150 habitantes, muito maior do que grandes cidades no mundo.
O comércio foi entregue às moscas sem um programa de estímulo, organização de tráfego, fim da camelotagem, calçadas trafegáveis. O passo o ponto se tornou uma constante no atual governo, que insiste estar trazendo grandes nomes comerciais, mas sem qualquer contrapartida de uma melhoria urbana e transportes públicos adequados.
Fica difícil acreditar numa revolução social quando o que se tem é um saco de mentiras, outro saco de bobagens e muita ratazana comendo do bom e do melhor às custas do povo. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cenário de incertezas

Se a primeira década do século favoreceu o crescimento econômico e promoveu as lideranças políticas da América Latina, o cenário de curto prazo para a região não será dos mais fáceis. A queda dos preços internacionais das commodities e a mudança da política monetária americana empurram países latino-americanos a uma encruzilhada. Mesmo com a atividade mais acelerada no México e nos Andes, a América Latina já não vive mais um "superciclo" favorável. Nenhum de seus países vai dispor da mesma margem de manobra macroeconômica que teve para enfrentar a crise financeira de 2008.
Leia na íntegra o artigo "Cenário econômico para a América Latina é de incertezas à frente"

Eureka!


Eco social

(Eco dum Fado roufenho na telefonia dum táxi)

Vede, vede
o triste sudário
desta gente que até suja as próprias dores!
Apenas musgo involuntário
numa parede
onde mijam os Senhores

José Gomes ferreira

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mais uma merreca de fantasia


O Centro de Artes e Esportes Unificados, obra do governo federal, em Maricá, ainda não foi inaugurado - ao menos não houve qualquer notícia sobre isso. São 3 mil m² de área que os governos pretendiam em janeiro que fosse aberta o mais rapidamente possível. Mesmo sem inauguração, o CEU já oferece cursos como o de capoeira, mas a biblioteca, que junto com o cineteatro e a sala de auviovisual compõe a base da unidade, continua às moscas literalmente com uma merrequinha de livros jogados em estantes. E a julgar pelo espaço destinado à biblioteca, haverá pouca oferta de livros, uma vez que o local possui apenas seis estantes modulares.

Nada consta


"Programa de partido ninguém lê e, se lê, perde tempo. Se lê e acredita, cretiniza-se"
Elio Gaspari

O Brasil está com ódio de si mesmo

O Brasil está irreconhecível. Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos. Há uma mutação histórica em andamento. Não é uma fase transitória; nos últimos 12 anos, os donos do poder estão a criar um sinistro “espírito do tempo” que talvez seja irreversível. A velha “esquerda” sempre foi um sarapatel de populismo, getulismo tardio, leninismo de galinheiro e agora um desenvolvimentismo fora de época. A velha “direita”, o atraso feudal de nossos patrimonialistas, sempre loteou o Estado pelos interesses oligárquicos.
Leia mais a íntegra do artigo de Arnaldo Jabor

quarta-feira, 7 de maio de 2014

PT saudações

“O passado petista - que imagina ser eterno presente - terá de ser enfrentado democraticamente, mas com firmeza, para que seja respeitada a vontade das urnas”.
Marco Antônio Villa, historiador, no artigo Adeus PT

Discurso em Se...


(para uma cidade em dó maior)

Se houvesse interesse do governo pela cultura
Se os projetos culturais
não se resumissem ao bumbum-baticubum
Se escolas tivessem bibliotecas
e mais dignidade para os professores
Se pais (ah! com salários mais dignos),
fossem incentivados a ler para os filhos
Se biblioteca municipal fosse ponto de encontro
para os de 2 aos 80 anos
Se cultura tivesse tratamento vip em local seis estrelas
e não se encampassem, como “popularização”,
os tais projetos de rua.
Se escolas, prédios limpos e abertos,
fossem verdadeiros pólos para ler, pensar e sonhar
Se não se cometessem tantos crimes
em nome da Cultura,
se os livros tivessem vez em todos os prédios municipais,
se governantes e políticos se orgulhassem
de possuir bibliotecas,
ou que ao menos gostassem de ler livros;
as leis teriam justiça e políticos, respeito,
as crianças não ficariam nas ruas ao Deus dará,
e com prazer iriam à escola.

Se ler não fosse obrigação e aprisionamento,
mas prazer e liberdade;
e se as livrarias tivessem vez e voto na cidade...
Os doentes teriam melhor tratamento nos hospitais
e os velhos mais respeito em toda cidade;
as obras públicas seriam mais transparentes e adequadas;
o meio ambiente seria saneado
até com ruas arborizadas.
Cultura seria fonte de renda como em cidades civilizadas,
o povo seria dignificado
para ocupar seu lugar de direito,
dono, patrão e senhor da vida pública
William Blake foi poeta, pintor
e tipógrafo inglês que viveu na época 
das revoluções Americana e Francesa

Eis a política

“...fingir ignorar o que se sabe e saber o que se ignora; entender o que não se compreende e não escutar o que se ouve; sobretudo, poder acima de suas forças; ter frequentemente como grande segredo o esconder que não se tem segredos; fechar-se num quarto para talhar penas, e parecer profundo quando se é apenas, como se diz, oco e vazio; desempenhar bem ou mal um papel; espalhar espiões e pagar pensões a traidores; amolecer sinetes, interceptar cartas e procurar enobrecer a pobreza dos meios pela importância dos objetivos: eis toda a política, ou então morra eu!”
Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732/1799) foi autor teatral francês, mas também secretário, diplomata e agente secreto de Luís XV

terça-feira, 6 de maio de 2014

Pra inglês ver



“Pobre Dilma Rousseff. A presidente do Brasil projeta a aura tediosa de eficiência da (chanceler alemã) Angela Merkel, mas com a performance dos Irmãos Marx. Os atrasos nos preparativos para a Copa do Mundo já embaraçaram o país, enquanto a preparação para as Olimpíadas de 2016 é ‘a pior’ que o comitê internacional já viu. A economia também está numa depressão. O Brasil, que já foi o queridinho do mercado, tem perdido o interesse do investidor. O país precisa de um choque de credibilidade. Se Dilma não o fizer, a eleição presidencial de outubro fará.”
Editorial de segunda-feira do jornal britânico Financial Times 

A fábula da corrupção

A que ponto chegamos!

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em "malfeitos", basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.
Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.
 Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente e o único sociólogo a ocupar tal cargo em todo o mundo. Veja a íntegra aqui

segunda-feira, 5 de maio de 2014

É preciso mudar


"Você tem de sentir a dor e reformar ao mesmo tempo. Não dá para passar por uma desaceleração econômica sem mudar o comportamento das pessoas e do governo"
Stephen Jen, ex-economista do FMI, em entrevista aqui


Tudo se perdendo

Rede Pau nos Ratos

Merenda a preço de ouro

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) condenou o ex-prefeito de Belford Roxo, Alcides de Moura Rolim, a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 47.938,56 (equivalente a 18.819,36 Ufir-RJ) pagos a mais em contrato superfaturado com a empresa I.R. Gomes Villar. Em 2009, para abastecer por 66 dias a merenda de escolas e creches municipais, o governo gastou R$ 1.121.136,04. Entre os gastos estavam o quilo da bana prata extra contratado por R$ 2,75, quando no mercado custava R$2,58. A prefeitura comprou 4.500 quilos da fruta, pagando um total de R$ 123.750,00 quando poderia ter desembolsado R$ 116.100,00 uma diferença de R$ 7.650,00 pagos a mais. O quilo da maçã extra, adquirido por R$ 3,95, custaria, segundo a pesquisa de mercado, R$ 2,54. A compra de 6 mil quilos da fruta custou aos cofres de Belford Roxo R$ 23.700,00 uma diferença de R$ 8.460,00 a mais se comparado com os preços cotados no mercado.

Mais ex-prefeito punido


Outro multado pelo mesmo TCE-RJ foi o ex-prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes. A multa de R$ 12.736,50 se deveu por irregularidades no repasse de R$ 125 mil à Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio para realização do evento Feira Forte 2007. O ex-prefeito não apresentou documentos e esclarecimentos necessários à aprovação da subvenção concedida pela prefeitura à associação comercial  e também não soube explicar por que o dinheiro repassado pelo município foi integralmente usado na montagem do evento Feira Forte 2007. O art. 12 da Lei 4.320/64, só permite a transferência de recursos – por meio de subvenção – para cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas.

sábado, 3 de maio de 2014

O que não pode faltar


Pode-se passar sem pão. Não se vive sem dignidade

Anônimo tunisiano

Dois e Dois são Quatro


Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena

- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.

Ferreira Gullar

Câmara dos expertos


Sonho de qualquer sociedade é ter, com orgulho, câmara de especialistas, homens sóbrios, sábios, sabedores das necessidades do povo, de como provê-las e principalmente com disposição política para ter iniciativa de realizar o que for preciso. Sonho dos sonhos que muita cidadezinha por este mundão de Deus quase chegou lá. Foram bem pertinho, todas sem um respingo de corrupção ou uma escarrada de descaso na cara do eleitor.
Mas há aí outras que nem conseguem chegar ao calcanhar dessas, reúnem apenas os espertos de 1001 utilidades. Como aquela câmara lá da vila de fim de linha, terra dos Patos, onde os regabofes supimpas são custeados pelo dinheiro do povo. Às vezes se faz de casa da luz vermelha, se vendendo por patacas. Mas o mais das vezes arma o circo. Também pudera com os integrantes que tem, é fácil armar barraca, ou melhor, tendinha. Vendem como banca de camelô qualquer iniciativa. Tudo sob as vistas de uma arquibancada de palhaços.
Os espertos até se fazem expertos disso ou daquilo, mas não têm como disfarçar a falta de educação e de formação. Uns até se pintam de edis da saúde, mesmo que da saúde só saibam aquela que vendiam em seus quiosques. Outros bancam a educação, que nunca tiveram nem terão. Uns também copiam de cabo a rabo leis estaduais e federais, colocam debaixo a assinatura e as transformam em municipais como criação única. São edis xerox. Ainda há quem se arvore estrategista de segurança pública – aí aparecem os tais “xerifes” – com o problema resolvido: vamos recorrer a quem sabe.
A Casa parece mesmo um antro de piadistas. E é. Só que muito bem pagos pelo Erário, com presença em duas sessões semanais que muitas vezes somadas não chegam a meia hora de trabalho suado. Para bancar a palhaçada, estão na platéia os palhaços, pagando impostos e trabalhando para que a turba de calhordas continue a usufruir a boa vida e muita grana.  

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Arthur Rubinstein toca Chopin


Minute Waltz Op. 64 No. 1 in D flat

E tá correndo o tempo!


“Temos uma corrupção desenfreada. O governo que deveria dar exemplo está atolado na corrupção. É o governo que, se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela”.

Paulinho da Força, deputado federal, nas comemorações do 1º de Maio, em São Paulo

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Os corruptos sentem alguma coisa?


Os políticos são capazes de ter sentimentos? E os corruptos? A política deveria ser uma das artes mais nobres, já que sua finalidade é a busca da felicidade dos cidadãos que depositam sua confiança em seus representantes. É assim? Existe nela sentimentos ou só é feita de negociações frias, compromissos, intrigas e corrupções?
Em razão das últimas denúncias contra a empresa brasileira Petrobras, que foi orgulho mundial, temos visto nos meios de comunicação uma verdadeira dança de cifras de milhões de dólares que em boa parte poderiam ter acabado no bolso de quem deveria ter protegido uma empresa criada com o esforço de milhares de cidadãos.
É uma dança de zeros que se repete a cada vez nas já rotineiras acusações de corrupção política. Uma dança que revela o pouco apreço que existe pelo dinheiro público, fruto do esforço cotidiano de tantos trabalhadores e de pequenos empresários que trabalham quatro meses de graça para o Estado para pagar impostos. Para receber o quê em troca?

Rede Pau nos Ratos

As comemorações Dia do Trabalho, tão gratas aos políticos e governos brasileiros que transformam o feriado num bundalelê, praticamente apagam outra data que deveria ser lembrada: o Dia da Literatura Brasileira, que homenageia o aniversário de José Martiniano de Alencar (1829/1877). O romancista, jornalista, advogado, cronista, dramaturgo também foi político aguerrido e sabia bem o que dizia: “Queremos acabar com a impunidade, por isso devemos encorajar as instituições que combatem o crime dentro da lei.” 


Trabalho!? 

A grande mídia, em colunas, noticiou que Lurian Lula da Silva, a filha de Lula, conseguiu trabalho na “Maricá Já”, empresa de comunicação e eventos de Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ), e sua mulher, Rosângela Zeidan. É interessante esse “trabalho” numa empresa que não tem sede, endereço, registro funcional ou CNPJ, igualzinho a camelô. Será que Lurian estaria trabalhando na informalidade ? Quem diria, filha de ex-presidente operária informal de prefeitinho, a mais de 800km de casa!

Pouso do urubu

Depois do badalado vídeo promocional, prefeito de Maricá aproveita para visitar os locais das “grandes realizações” anunciadas. Posou mesmo no alto de Ponta Negra, local para o teleférico. Segundo promessas, tudo estará pronto até o final do ano. Quem não pode (fazer), trapaceia, já dizia o ditado velho.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Que falta faz!


“Parece que a tendência dos políticos é para desprezar as verdadeiras necessidades do povo, desbaratando os dinheiros públicos em gastos desnecessários e obras de injustificada realização. O bom senso parecer ser a faculdade que mais falta faz ao país!”

Antonio da Silva Mello  (1886/1973), médico e ensaísta brasileiro

Derretimento de uma campanha

O êxodo por um governo

Dá mesmo o que pensar o êxodo haitiano do Acre. O governador petista, aproveitando a desgraça da cheia, humanitariamente, resolveu oferecer melhor destino aos refugiados. E escolheu logo São Paulo, maior capital do país, com grande oferta de empregos. Pergunta-se porque a escolha daquela cidade e não de enviar gente para outras também capacitadas a receber refugiados?
O gesto pareceria despercebido se não fosse a estranha coincidência de que com a enxurrada de refugiados se criaria um problemão para o governo paulista, adversário, e daria chance para que o candidato petista, envolvido em suspeita de transação mal resolvida, pudesse deslanchar e aparecer como salvador dos haitianos. Seria assim um defensor intransigente dos direitos humanos como é o governo federal, que vem empurrando o problema com a barriga. Mais um caso de direitos humanos que passa longe de qualquer tratamento pelos petistas, que criam um rosário de cargos e funções no setor, mas tudo de fachada.
Como o governo acreano não recebeu qualquer apoio federal, do próprio partido - a presidência levou mais de 40 dias para visitar o local da calamidade -, parece ter decidido em causa própria ajudar o companheiro na candidatura próxima. Nada melhor para um defensor dos direitos humanos do que despachar gente como gado para criar um abacaxi de presente aos paulistas. Com a bomba na mão, o candidato Alkmim se veria enredado em resolver o problema para não ficar com a pecha de um governante mal qualificado ao dar soluções humanitárias.
A solução acreana é digna de página maquiavélica como só é capaz a mente petista do qualquer crime por um governo. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pensamentos (in)diferentes

A notícia é bem clara: 20% da população brasileira atual nasceu antes de 1964. É um orgulho pertencer a uma elite, que pela idade deve estar lá por volta dos 1o%. Somos os sobreviventes de um outro país que do alto das suas dezenas de anos podem apreciar o antes, com o sonho, lembrar tristes o durante do sofrimento, e o agora vivenciar uma sabedoria. Pequena e particular mas de cada um de nós.
Claude Louis Sangáde 

Roda de samba


Carybé, pseudônimo do argentino Hector Julio Páride Bernabó (1911/1997)
 foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, 
muralista, pesquisador, historiador e jornalista brasileiro naturalizado

O boom do encalhe

Os sucessivos escândalos envolvendo a Petrobras não só afetam a imagem e os negócios da empresa. Muita gente de fora se vê num dilema com a série de notícias envolvendo a estatal. Um dos setores atingidos é o imobiliário, principalmente em cidades próximas a projetos da Petrobras. Não adianta nem mais a enxurrada de promessas de governinhos petistas sobre o petróleo como alavanca do progresso de suas cidadezinhas dominadas. A compra e venda de imóveis, por exemplo, em cidades como Itaboraí e Maricá, ambas no Rio de Janeiro, praticamente estancou. Se teme um encalhe ainda maior no negócio se persistir (e parece que ainda vai durar muito) a crise na Petrobras.
Depois do boom com a descoberta dos poços do pré-sal e com o anúncio dos governos municipais de grandes investimentos imobiliários estrangeiros, os corretores estão em polvorosa com o número de negociações no setor que beiram a zero. Os preços dos imóveis até subiram além da conta, em comparação a outros municípios bem mais saudáveis sócio-economicamente, mas não mais se vende.
Os empresários alertam para o excesso de promessas governamentais que estão indo pelo ralo como outro grande motivo para a queda. Isso sem contar com as revelações das farsas municipais sobre investimentos, o que tende a piorar o panorama imobiliário. 
Maricá, por exemplo, que tem anunciado investimentos estrangeiros no setor, em parte devido às viagens de negócios do prefeitinho, com dinheiro público, bancando agente imobiliário de negócios privados, está com as empresas do setor praticamente às moscas. E ainda há outros voos da dupla governamental na agenda para “vender” mais negócios da China sem qualquer contrapartida para o município.

Recado do poder


“(...) Estamos convictos de que são culpados*. Culpados de serem governados, é claro. Mas é preciso que vocês mesmos se sintam culpados. E não se culparão enquanto não se sentirem cansados. A gente está cansando vocês, é tudo. Quando estiveram exaustos, o resto vai por si”
Alberto Camus, em “Estado de sítio”
* “Preciso de culpados”, dizia o imperador em "Calígula", do mesmo autor

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Bertold Brecht

Quem me defende

Quem se defende porque lhe tiram o ar
ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
que diz: ele agiu em legítima defesa. Mas
o mesmo parágrafo silencia
quando você se defende porque lhe tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente. Durante os anos todos em que morre
não lhe é permitido se defender.

Arquitetura e o poder

Aquário municipal lembra o Congresso, outro símbolo do Poder

A recente divulgação de vídeo promocional de Maricá (RJ), essa Vila dos Patos, é um pequeno exemplo de como, através da arquitetura, o poder resolve se implantar de vez. A apresentação de obras como teleférico, com vista panorâmica, e aquário municipal não passam de mais uma aplicação da arquitetura que pode estar intimamente ligada ao poder para atender aos interesses de governo, e só dele. Bem esclarecedora sobre essa relação é a reportagem de El País, “A arquitetura e o poder”:
 “Há anos, Rem Koolhaas declarou estar convencido de que sua sede para a televisão chinesa em Pequim, um enorme arranha céu espetacularmente fotogênico, contribuiria para levar o progresso e a democracia à China. Não ocorreu a ele que se já se tem o símbolo não há necessidade de mudança. Pela mesma época, Normal Foster concluía em Astaná, a atual capital do Kazaquistão, sua primeira interferência urbanística na cidade: a imensa pirâmide do Palácio da Paz e Reconciliação. Bem mais do que Nursultan Nazarbaiev – o presidente do país que, em 1997, fez coincidir a fundação da nova cidade com o dia de seu aniversário -, Foster é o grande protagonista da operação urbanística que quer transformar o antigo país da estepe na primeira capital do século XXI. O último exemplo de como a melhor arquitetura está servindo a regimes totalitários para enviar uma mensagem de progresso adquire as formas curvas do novo edifício assinado por Zaha Hadid: o Centro Cultural Heydar Aliyev. Construído em Bak (Azerbaijão), quer contribuir para a modernização e, portanto, democratização, da antiga república soviética. (...) É difícil querer vender progresso em um país governado, há 40 anos, por uma mesma dinastia”.

A habilidade (deles)


"A habilidade específica do político consiste em saber que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele próprio e aos seus aliados. Na política como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objetivos mais nobres será expulso, exceto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem à custa do “ruído e da fúria, que nada significam”. Não podem prestar atenção a nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos políticos como classe". 
Bertrand Russell (1872/1970)

domingo, 27 de abril de 2014

Jornal da Dilma

Pra quem gosta ...


“O PT só engana mesmo quem quer ser enganado”

Ferreira Gullar

O alto risco Brasil, segundo a Alemanha


Quando faltam apenas seis semanas para o começo da grande festa esportiva que representa o campeonato mundial de futebol no Brasil, o ministério de Assuntos Exteriores alemão divulgou um novo relatório sobre um tema muito sensível: a segurança que o país oferece aos milhares de turistas que chegarão à nação para aproveitar a grande festa e, ao mesmo tempo, torcer pelos seus times.
O relatório do ministério, em sua seção “serviços ao cidadão”, que é lida com atenção por todas as grandes agências de turismo do país e pelos turistas que compram pacotes de férias, oferece uma imagem desoladora do Brasil: uma nação onde não as leis não são respeitadas e onde o turista corre o risco de ser vítima de ladrões, sequestradores ou simplesmente de se envolver em confrontos entre a polícia e grupos criminosos, como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.
Leia na íntegra

Dez anos em queda


O Brasil é um dos países cuja indústria mais perdeu competitividade na última década, segundo um estudo da consultoria Boston Consulting Group (BCG) divulgado na sexta-feira. O estudo analisa a competitividade de 25 economias exportadoras e tem como base um novo indicador criado pela BCG para medir os custos de produção da indústria em cada país.
Ele mostra que enquanto em 2004 os custos da indústria brasileira eram 3% menores que os da indústria americana, hoje são 23% maiores. Com isso, estariam hoje no mesmo patamar da indústria italiana e belga e só seriam mais baixos que os de fabricantes australianos, suíços e franceses.
Leia na íntegra

sábado, 26 de abril de 2014

Assim será o futuro?


Mentirinhas em promoção


A prefeitura de Vila dos Patos armou mais uma arapuca – de muito custo e bem feita profissionalmente – para enganar os trouxas de sempre e servir para alarde na carteira dos comissionados. São 9 minutos de vídeo divulgado no site do governo sobre uma maravilhosa cidade, riquíssima com o dinheiro do pré-sal, a ponto de dedicar 1 minuto da peça ao desfile da Grande Rio, no sambódromo, falando da cidade. Mas a beleza é um saco de mentiras das mais cabeludas, quando não de engambelações politiqueiras das mais escandalosas.
A fantasia de estilo Second Life está à solta no vídeo promocional para dar a sensação de um futuro mais maravilhoso do que se pode ter em grandes cidades pelo mundo, que respeitam o cidadão. Mais ainda, a realidade da tela sugere que tudo aquilo será feito no tempo recorde, digno de registro do Guiness, de dois anos e meio. O infeliz que diz sim ao que vê só pode mesmo pastar em meio à lama e ao lodaçal, porque adora engolir mentiras.
Uma que está sendo propalada inclusive é da ligação de monotrilho, com “trens japoneses que já estão aí”, - segundo uns mais afoitos propalam para a grandeza do prefeito - com mais de 120 km como se tal obra pudesse ser feita nas coxas, a toque de caixa de um dia para o outro. Mais ainda, estariam os apressadinhos em vangloriar o “trabalho” do alcunhado prefeito divulgando mesmo os trabalhos da obra que só está mesmo na internet. 
O vídeo encanta os boçais com um toque de que tudo está sendo feito e em pouco tempo o município sairá da lama para o primeiro mundo. São amostras de encher os olhos: teleférico, ligação aquaviária e a urbanização de 46 km de costa, inclusive com um campo de golfe aberto ao público e um aquário municipal. Tudo aparece no melhor estilo virtual sem qualquer obra começada ou sequer estar no papel. Um vídeo, que custou os olhos da cara, para continuar a empulhação. 
Como anuncia o vídeo, esse “futuro já começou”, pois não há qualquer referência a construção de hospitais - ao menos um, digno – nem se fala em melhoria do fornecimento de água, tratamento das lagoas efetivo, ou instalação de usinas de tratamento de lixo e esgotos. Afinal, a maravilha de cidade, segundo o vídeo, não produz lixo nem cocô.
A apresentação é um corolário de engana que eu gosto. Há referência de investimentos de R$ 500 milhões para saneamento e distribuição de água quando ambos inexistem na cidade. Para ser ver o engabelamento dos números, a mesma quantia foi aplicada há mais de 25 anos, em recursos privados e públicos, no saneamento das lagoas de Araruama, que ainda continuam poluídas. No entanto, em Vila dos Patos, a quantia é considerada fabulosa e está resolvendo o problema. Chegam a anunciar crescimento sustentável e planejado! Quá-quá-rá-quá-quá.
São os investimentos virtuais que tapam os olhos. O tal saneamento não passa de instalação de canos para recolher água pluvial e esgotos que seguirão in natura para as lagoas, o que um bom cidadão sabe que é crime recolher as duas espécies de água num mesmo cano. E o abastecimento de água continuará por anos ainda muito precário. Talvez se torne ainda mais crítico com a instalação da cidade maravilha proposta na internet, uma vez que há propaganda de criação de inúmeros condomínios residenciais.
O que o vídeo não mostra são os asfaltos recém colocados, finos e aguados, que se rompem a qualquer chuva; as drenagens solucionadoras de enchentes que alagam tudo em segundos de chuvisco; o péssimo recolhimento de lixo e a falta de um aterro sanitário prometido; as servidões espalhadas no entorno das lagoas com tubulações secas por falta de ligações; dois grandes rios da cidade sem dragagem; a falta de calçadas dignas. Isso sem contar com as promessas que só serviram à campanha passada como o hospital, o centro cultural – já vai para dois anos em construção, e a escola técnica entre um colar de outras pérolas inventadas para continuar no poder.  

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Atraente



Chiquinha Gonzaga (1847 - 1935)

Duas em um

"- E qual é a posição dos deputados?
- Na aparência, sentados; por dentro de cócoras"

Eça de Queirós

Boa ideia: cinema sustentável


As cidades paulistas, a partir deste mês, estão contando com um novo ingrediente em suas agendas culturais. O Cinesolar, baseado em projeto holandês, é o primeiro cinema itinerante sustentável do Brasil. Patrocinado pelas empresas Votorantim Cimentos e Votorantim Energia e pelo Instituto Votorantim, o projeto realizará exibições de curtas e longas-metragens, além de oficinas de sustentabilidade voltadas para crianças e adolescentes. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.  
O Cinesolar é uma estação móvel equipada com placas solares que possibilitam, através de um sistema conversor de energia solar para elétrica, a exibição de filmes e apresentações artísticas – tudo isso utilizando energia limpa e renovável. O diferencial desta iniciativa é que o próprio veículo possui toda a estrutura para realizar esse tipo de ações, desde cadeiras para o público até uma cabine de DJ.

O veículo percorrerá 20 cidades de São Paulo até junho.