terça-feira, 22 de abril de 2014
O grande roubo
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881/1922)
O segredo do poder
Um conto indiano fala do espanto do rei Asoka quando viu uma mulher, com gestos, fazer o rio Ganges subir contra a corrente. Soube então que a velha era uma prostituta muito conhecida em uma das suas cidades. Impressionado com o feito, mandou chamar a prostituta, que se apresentou diante dos sábios do reino para questionarem a façanha. Ficaram ainda mais impressionados, porque a velha confessou ter poder sobre as coisas como arrancar árvores e fazê-las rodopiar, ou virar montanhas de ponta cabeça. Podia mesmo tirar Asoka do trono e lançá-lo nos ares. Todos surpresos com as infinitas possibilidades da prostituta quiseram saber de onde provinha tanto poder.
- Conheci muitos homens mas não faço distinção entre eles. Não privilegiei, nem desprezei ninguém. A todos, apesar das diferenças, concedi os mesmos favores. Nunca demonstrei nem subserviência, nem desdém. O segredo do meu poder é só esse.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Voo de aloprados
Todos sabem que há governo na cabine de comando, mas não há
piloto. Há lá dentro pelo menos dois maus elementos, mesmo que a Física nos
informe que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. A não ser, como na
física nuclear, ambos sejam nêutrons, o que não é o caso. E a porta está
blindada impedindo que se saiba o que andam fazendo. Mas certo mesmo é que
colocaram o avião Republiqueta voando pelo piloto automático. Os passageiros
sofrem horrores, porque não há como tirar os aloprados da cabine.
E o Republiqueta voa numa montanha russa. Sobe e desce, faz
looping e o escambau, porque a turma da cabine fica apertando botão atrás de
botão tentando acertar o rumo.
Sabe-se lá quando vão conseguir ao menos estabilizar o
Republiqueta para continuar por pouco tempo um voo tranquilo.Também sequer
pode-se pensar que pretendam pousar alguma vez, deixar as alturas dos urubus.
Quem sabe queiram passear mais tempo como condores. Resta mesmo rezar para que
alguma vez acertem nos botões, porque não se agüenta mais looping de aloprado.
O partido oportunista
“Não sou adversário do PT, nem de Lula, nem de partido
nenhum. Sou um cidadão que pensa e analisa a situação do país. Falo do que está
diante de mim. Lula combateu toda a política de Fernando Henrique e depois
adotou tudo, mas nunca disse que fez isso. Ao contrário, disse que era herança
maldita. Ele não tinha projeto político, exceto aquela utopia comunista que
havia fracassado no mundo inteiro. Ele inventou um jogo de mão dupla constante:
Bolsa família para os pobres e empréstimos do BNDES para os ricos. Divulguei
recentemente o manifesto de fundação do PT, cujo teor é quase igual ao
Manifesto Comunista de Karl Marx, de 1848. Mas o que sobrou disso? Aliança com
Paulo Maluf e o bispo Edir Macedo? Esse é o comunismo do PT? Virou um partido
oportunista”
Ferreira Gullar, em entrevista para o jornal Cândido, do
Paraná
Rede Pau nos Ratos
“Limpeza” in natura
Site dito jornalístico, integrante do jornalixo de Vila dos
Patos, anuncia que estão sendo feitas a dragagem e a limpeza de um dos rios que
desembocam nas lagoas da região. A obra serve para solucionar as enchentes na
região. Também integram a primeira parte de um projeto de implantação do
sistema de esgotamento sanitário. Essa primeira etapa, ao custo de R$ 60
milhões, atendendo dois bairros, será bancada pela Petrobras. O que não informa
o jornalixo é que o trabalho não vai evitar as enchentes na região, que não têm
como causa os rios, mas seu entorno, que vem recebendo água de outros locais. E
a grande mentira é uma implantação de rede de esgotos, quando se sabe que a
mesma foi “implantada” precariamente pelo governo municipal com o vazamento dos
dejetos in natura e das águas pluviais numa mesma rede. Ao mesmo tempo, os
esgotos sanitários não terão estação de tratamento. Em conclusão, a bosta vai
continuar a poluir as lagoas e sujar a casa alheia nas chuvas.
Novo dicionário
Os petistas estão mudando o significado dos termos do
dicionário. Difamação pública virou mera liberdade de opinião quando aplicada
aos adversários. Se o difamado for do partido, então é caso mesmo de crime.
Assim também roubo, apropriação indébita, só se for referente aos outros. Ações
desse tipo feitas por eles não passam de contribuição social. O importante,
para eles, “é fazer a história mentir em proveito próprio”, segundo Jean-Claude
Carrière
Estrategistas de galinheiro
Com o surgimento das Unidades de Polícia Pacificadora,
criadas pelo governo Cabral, no Rio de Janeiro, ninguém desconhece que a
bandidagem resolveu emigrar para cidades pequenas sem qualquer aparato policial
para contê-la. O problema vem se agravando rapidamente por falta de solução dos
órgãos estaduais. Devido a isso os vereadores de uma dessas cidades resolveram
jogar para a galera. Num festival de purpurina, discutiram por duas sessões, como
se não tivessem mais o que fazer, as medidas que podem adotar para conter o
tsunami de bandidos. É de uma deslavada cara de pau a atitude dos edis, porque
muitos estão com fichas bem sujas de processos judiciais. Agora é descobrir
como políticos bandidos podem dar uma solução à marginalidade que assola a
vilazinha se não a mera fórmula de recorrer às autoridades policiais, o que
levaram duas sessões para aprovar, depois de até bancarem estrategistas de
ocasião.
Resposta engatilhada
Com a grita geral pelo aumento dos crimes em Vila dos Patos,
o governo municipal, depois de uma “atitude” dos vereadores, ressuscitou o
velho projeto de quatro anos atrás: um gabinete de gestão integrada com central
de monitoramento de ruas. O custo está orçado em R$ 1,5 milhão – segundo alguns
já sumiu - para um prédio de três andares e 20 câmeras de seguranças espalhadas
pelas ruas do Centro. A derrubada de um antigo posto da Guarda Municipal para a
construção do prédio do novo gabinete é uma “resposta” atrasada ao problema.
Mais uma vez o governo municipal zela por manter engatilhado sempre um projeto
miraculoso para resolver questões municipais que nunca serão resolvidas com
paliativos.
domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
O melhor (e mais atual) discurso
Este é talvez o melhor e mais atual dos discursos. E não foi
feito por nenhum político, mas por Charlie Chaplin, em seu primeiro filme
sonoro, “O grande ditador” (1940), numa sátira aos regimes totalitários da época.
Mesmo tantas décadas depois, ainda defende e propala os ideais inerentes à Humanidade
com maiúscula, contra a mascarada destes tempos.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
O ministro cabeçudo
O ministro Wang Anshi (1021/1086), na China imperial, apesar
de reformador, ganhou popularidade como o “Ministro Cabeçudo”, considerado que
era de incapaz de aceitar bons conselhos e se recusar a admitir erros. Se
implantou instituições de socorro popular, hospitais, dispensários, cemitérios públicos,
baseando-se num modelo de fundações caritativas criadas pelos mosteiros
budistas, ficou mesmo conhecido como o homem dos três não vale a pena: “Não
vale a pena temer a ira divina, não vale a pena respeitar a opinião pública e
não vale a pena conservar as tradições”.
Segundo Lin Yutang (1895/1976), escritor chinês muito
conhecido no Ocidente, em “O sábio jovial”, o ministro tinha muita semelhança
com certos administradores públicos de hoje. Wang Anshi não tolerava oposição de
nenhuma espécie, viesse de amigos ou de adversários. Com grande capacidade de
persuasão, sabia como fascinar o imperador com a ideia de um Estado forte e
estava decidido a lutar por suas teorias sociais mesmo com “o esmagamento de
toda oposição e em particular com a anulação da censura imperial, cujo primeiro
dever era fazer a crítica da orientação política e da maneira pela qual se
conduziam os negócios públicos”.
A grande curiosidade do relato de Yutang sobre o ancestral
ministro é a semelhança com que hoje qualquer um pode esbarrar virando uma
esquina brasileira. Wang Anshi se considerava um reformador e todo aquele de
quem não gostava era um “reacionário”. “Acusava todos que o criticavam de
pretenderem malevolamente dificultar as reformas”. O ministro até mesmo chegou
a ser apontado de tentar fechar a boca do povo, “amordaçar toda a liberdade de
crítica ao governo”. Parece longe a história do ministro cabeçudo chinês, mas há
nela muita coincidência com certos governantes de hoje no Brasil.
O mal do encantamento
“O homem deixa-se facilmente enlevar pelo encanto do maravilhoso,
e é explorando este segredo da fraqueza humana que o charlatanismo abusa da
simplicidade dos crédulos e à custa deles bate moeda na forja da impostura, ou
sacrifica à sua corrupção as inocentes vítimas que loucamente espontâneas se
precipitam nesse perigoso desvio da razão”
(Joaquim Manuel de Macedo , “As
víctimas-algozes”, 1869)
Soube que vocês nada querem aprender
Valeriano Bécquer, "Gustavo Adolfo Bécquer lendo" (1864),
Biblioteca Nacional, Madrid
Bertolt Brecht
Soube que vocês nada querem aprender
então devo concluir que são milionários.
Seu futuro está garantido – à sua frente
Iluminado. Seus pais
cuidaram para que seus pés
não topassem com nenhuma pedra. Neste caso
vocês nada precisam aprender. Assim como estão
podem ficar.
Havendo dificuldades, pois os tempos
como ouvi dizer, são incertos
Vocês têm seus líderes, que lhes dizem exatamente
o que têm a fazer para que fiquem bem.
Eles leram aqueles que sabem
as verdades válidas para todos os tempos
e as receitas que sempre funcionam.
Onde há tantos a seu favor
vocês não precisam levantar um dedo.
Sem dúvida, porém, se fosse diferente
vocês teriam muito o que aprender.
Eugen Berthold Friedrich Brech (1898/1956), além de poeta,
foi um dos mais influentes dramaturgos e encenadores do século XX contribuindo com
o teatro moderno criando principalmente o conhecido Berliner Ensemble.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A paixão (nossa) de García Márquez
"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
Gabriel José García Márquez (1927/2014)
Ernesto Nazareth, um clássico
Ernesto Júlio de Nazareth (1863/1934) foi pianista e um dos
grandes compositores brasileiros, deixando 211 peças para piano.
Confissão de um imbecil
“Leve para longe de mim essa inteligência perigosa, porque
minha estupidez é sagrada!”
(De um conto indiano sobre a inteligência de um viajante e a
estupidez de um beduíno, bem pode ser a fala de muitos)
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Nunca ovelha
"O que não somos nunca é ovelha - fiel ovelha do Santo Padre,
de Sua Majestade o Rei, do Partido, da Convenção Social, dos Códigos da Moral
Absoluta, do Batalhão, de tudo que mata a personalidade das criaturas."
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
Monteiro Lobato (1882/1948) em carta ao amigo Godofredo Rangel em 7/6/1914
A mensagem do vento de março
(...)
Ouve, o vento no olmo! É de Londres que sopra
E fala de ouro, de esperança e mal-estar
De poder que não ajuda; de saber de sobra
Que do pior e melhor não é capaz de ensinar
Dos ricos ele fala, e estranha é a história
Dos que têm, cobiçam, e de mais se apossam;
E eles vivem e morrem; e a terra e sua glória
São apenas um fardo que mal suportam
William Morris (1834/1896) escritor inglês concentrou seu
interesse em poesia narrativa sempre transparecendo idéias socialistas
Patologia de um prefeito
Quaquá, prefeitinho de Vila dos Patos (daí o adequado
vulgo), não é apenas um modelo de político corrupto. Atestam isso as dezenas de
processos a que responde como ainda as duas condenações (não cumulativas) por
inelegibilidade numa aberrante decisão dos tribunais, que ainda deixa impune e
solto o condenado. Se por isso ainda não conseguiu vaga no xilindró, agora cada
vez mais esbanja como um caso patológico de psiquiatria. A megalomania tomou
conta do ex-menino pobre da Mumbuca, que caçava rã para comer. Com a ascensão à
presidência regional do PT, - só podia ser mesmo desse antro -, vestiu de vez a
capa presidencial e como um chefe de nação caiçara esbanja em viagens para
tratar de negócios para o feudo. Assim foi com os bondes de comissionados para
a Itália e França, onde vendeu empreendimentos imobiliários, a custos
milionários para os cofres públicos; a Cuba, para pedir benção e jogar pra
galera, e agora chega mesmo à China, com um secretário que saiu do subúrbio
carioca para tratar de portos em mandarim.
O Brasil tem 7.408 km de costas, do cabo Orange ao arroio
Chuí - 9.198 km se considerarmos as saliências e as reentrâncias do
litoral - mas o tal sujeitinho empombou com a construção de um porto justamente
numa área de proteção ambiental e cultural. Quer porque quer instalar um porto
que empresas já deram para trás desde o início para poder anunciar
eleitoralmente um grande feito, já que não fez nada em seis anos. Insiste em
criar mais um factóide como essa viagem à China para fazer a cabeça dos imbecis
caiçaras, que só estão com ele devido ao dindim mensal do Erário. Com isso pode
arrecadar os votos para eleger a digníssima madame Z, sua consorte amasiada, à
Câmara estadual.
Esse é o reflexo mais recente de sua megalomania de medíocre
depois que vestiu o manto de chefe do seu partido no Estado, que vem gerindo
com os coturnos de um ditador.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O 'soldadinho-playboy'
O PT descobriu que era preciso possuir uma milícia política para se proteger de seus adversários e tem financiado – Vila dos Patos é um celeiro deles – seus soldadinhos de bosta. São eles que promovem atos que os correligionários não poderiam praticar por falta de decoro e assim manchar a imagem imaculada do santo partido. Daí recorre aos mercenários sempre dispostos a tudo por dinheiro.
Como o recente caso de Rodrigo Grassi Cademartori,
autointitulado “Rodrigo Pilha”, baderneiro com carteirinha de assessor
parlamentar da deputada federal Érika Kokay (DF). O “soldadinho” postou na
internet o vídeo hostilizando e insultando o presidente do Supremo Tribunal
Federal, Joaquim Barbosa, chamado de “fascista” e de outros nomes. A deputada
classifica como um direito de expressão (?) o insulto público ao ministro da
Suprema Corte, a quem, em outro vídeo, o palyboyzinho classifica o ministro
Joaquim Barbosa de “covarde” e o chama de “coxinha”.
O assessor baderneiro é um grande trabalhador do país, pago
com dinheiro público, ocupado que está em repetir chavões para intimidar,
inclusive fisicamente, qualquer um que avalie ser adversário do PT, e divulgar
suas fotos em momentos de lazer – pilotando uma lancha, por exemplo, com um
copaço de cerveja do lado do timão. Também organiza “protestos” como aqueles contra
o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e a blogueira cubana Yoani Sánchez. É uma
farra, mais uma, que o PT promove com o dinheiro público que deveria estar
financiando trabalho, nunca “armando” desocupados. A mesma ladainha
A resolução da Comissão Executiva Nacional do PT, lançada semana
passada, é mais uma das gracinhas que os petralhas adoram aplicar no povo
sempre de olho em garantir apoio nas urnas. Num arroubo de patriotismo,
vestiram a camisa da “defesa incondicional da Petrobras” contra os que querem
sua privatização, repetindo o discurso que já usaram e abusaram nas eleições de
Lula e Dilma. Foram agora até capazes de um gesto muito mais típico de
propaganda de Estado Novo: “Quem agride a Petrobras, agride o Brasil”. Poderiam
até reviver no documento “O Petróleo é nosso”, mas aí poderia sugerir que a
Petrobras é deles, o que pegaria muito pior.
Como sempre o partido mostra que vive de slogans, por vezes
de modelo não muito respeitável e repetindo fórmulas de outros tempos, para se
defender dos escândalos em que seus próprios protegidos são protagonistas. É
preciso para eles manter a máscara de protetores de patrimônio nacional desde
que o mesmo esteja sob o domínio deles.
À nota divulgada pela comissão petista não convém lembrar
que o que está em jogo nos escândalos recentes nada mais é do que a péssima
gestão da empresa apadrinhada pelo loteamento de cargos feito pelos próprios
governo e PT.
Ninguém em sã consciência é contra a Petrobras como empresa,
mas contra a farta distribuição de cargos a incapazes de gerência, que só estão
lá para favorecimento e fortalecimento do partido, promovendo casos esdrúxulos
como o de Pasadena e da refinaria em Pernambuco. Qualquer
um é contra o sucateamento da empresa promovido em 12 anos de governo petista,
que levou a nº 4 do petróleo mundial a cair desbragadamente para posição de
empresinha em 120ª posição. Tudo para que o governo seja servido, e bem, nas
jogadas eleitoreiras.
Ninguém deve esquecer que é a Petrobras quem vem sofrendo,
principalmente nos últimos anos de Didi, a faxineira do Planalto, com o
controle de seus preços, abaixo do mercado mundial, só para impedir que suba a inflação
e não seja com isso afetada a imagem da presidente em plena aceleração
eleitoral. Sem falar que se tornou um propinoduto importante na malha de
distribuição de recursos para políticos e suas siglas.
O que mais querem os petistas é tapar o sol com a peneira.
Sempre fizeram esse trabalho sujo de imputar aos outros crimes, que eles mesmos
cometem sob outras formas, ou embrulhar CPIs gigantes para não dar em nada. É
preciso para eles sempre parecerem as vestais, todas puras, imaculadas. Mais
franciscanos do que os coturnos petistas não há.
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