Os seguidores de Bolsonaro não deveriam ser tão rigorosos com Lula. Afinal, o próprio Bolsonaro está às vésperas de se tornar também um presidiário. Só não se sabe se reagirá como um homem quando lhe baterem à porta. Mais provável é que tenha de ser levado à força, pedalando o ar e chorando, como o covarde que sempre foi —isso se já não tiver se escondido numa embaixada. De qualquer forma, será também um condenado. E o potentado estrangeiro que, para eles, intervirá no Brasil para descondená-lo, também tem a cueca suja: Donald Trump, presidente dos EUA, condenado em 34 acusações relacionadas a comprar o silêncio de uma atriz pornô com quem teve relações, fraudando a eleição de 2016 e a vencendo.
Se ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro estigmatiza uma pessoa, os bolsonaristas deveriam envergonhar-se de ver Bolsonaro íntimo do deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL e condenado em 2012 a sete anos e dez meses pelos mesmos motivos.
Como se não bastasse, o núcleo duro da quadrilha bolsonarista conta com uma chusma de generais, coronéis, majores, brigadeiros e policiais já presos preventivamente pelo crime mais grave numa democracia: atentar contra ela.
Como, para júbilo nacional, Bolsonaro não demorará a ir lhes fazer companhia, teremos um novo presidiário ilustre.
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