sábado, 7 de maio de 2016

Lula e Dilma já estão presos, porque foram aprisionados pelo fracasso

A jornalista Mônica Bergamo, da Folha, que tem acesso privilegiado ao lulopetismo, publica a informação de que “o ex-presidente Lula está deprimido, chateado e muito preocupado”. A descrição é de um de seus melhores amigos, que prefere dizer que o petista está “deprê”, assinala a colunista, acrescentando que Lula não teve orientação oficial de médicos para faltar ao ato da CUT no 1º de Maio. “Ele estava mesmo rouco e abatido. Mas poderia ter comparecido à celebração ao lado de Dilma Rousseff, ainda que não fizesse discursos”, revela Mônica Bergamo.

A falta de solidariedade a Dilma, num momento crucial como a festa do Dia do Trabalho, em evento próximo ao local onde ele mora, evidencia bem a falha de caráter de Lula da Silva, que só costuma defender os próprios interesses.

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Não é para menos que o criador do PT esteja deprimido, embora sua situação ainda não possa ser comparada ao precário estado de saúde de sua sucessora, hoje submetida a uma pressão insuportável, às vésperas de ser afastada da Presidência da República.

Na verdade, Lula e Dilma têm muitos pontos em comum, são iguais em quase tudo e ambos se tornaram prisioneiros de si mesmos. Não podem mais viver como pessoas comuns, circular nas ruas, entrar num restaurante, viajar em avião de carreira. Em qualquer espaço público que tentarem frequentar, serão vaiados e perseguidos, com toda certeza .

Lula não concede entrevista a jornalistas desde 2012, quando veio à tona o escândalo de Rosemary Noronha, a amante que mantinha às custas do erário. De lá para cá, apenas deu entrevistas à TV CUT e a outros órgãos da imprensa amestrada. Geralmente, suas declarações são transmitidas pelo Instituto Lula, ele nem aparece em cena.

Desde a posse na reeleição, Dilma também está longe dos jornalistas. As raras entrevistas são arranjadas, tipo Jô Soares, concedidas sem perguntas de real interesse público e possibilidade de réplica pelos repórteres. Sua mais recente coletiva nem teve perguntas, ela apenas leu um discurso redigido pela assessoria e foi embora.

JORNALISTAS CERCEADOS

No Estadão, os repórteres Tânia Monteiro e Leonencio Nossa relatam que nos governos petistas os assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência passaram a cercear o trabalho dos jornalistas, para que não se aproximassem de Lula e Dilma.

“Em 2005, em um evento de Lula em Vitória da Conquista, na Bahia, a Secretaria recorreu a telas de galinheiro para delimitar a área destinada a jornalistas. Hoje, nos eventos de Dilma no Planalto, os assessores do governo montam cercadinhos distantes do palco e impedem a circulação dos jornalistas nas cerimônias”, informam os repórteres do Estadão.

Agora, Lula está denunciado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, por crime de obstrução à Justiça. E a presidente Dilma também será investigada pelo mesmo motivo, pois atuou de forma para tentar a libertação do empreiteiro Marcelo Odebrecht, com a cumplicidade do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, que ela recentemente nomeara para o Superior Tribunal de Justiça.
Jamais um presidente brasileiro teve prestígio internacional como Lula da Silva, como é chamado no exterior. Foi o primeiro operário de pouca instrução a ser guindado à Presidência de um país da importância do Brasil, gigante pela própria natureza, quinto maior em população e extensão territorial, a oitava economia do mundo.

O exemplo anterior, de Lech Walesa, não tem comparação, pois a Polônia abriga apenas 20% da população brasileira e seu PIB não está nem entre os 20 maiores. Além disso, sabe-se que Lula jamais leu um só livro, enquanto o líder polonês tinha muito mais instrução e formação técnica.

A maior diferença, porém, é que Walesa teve forte apoio dos países ocidentais e do Vaticano para chegar ao poder e transformar a Polônia no primeiro país da Cortina de Ferro a abandonar o comunismo. Lula só teve auxílio do regime militar no início da carreira, mas depois se fez praticamente sozinho, embora tenha contado com ajuda de empresas como a OAS, que passou a apoiá-lo financeiramente quando o PT começou a eleger prefeitos e ser cliente de empreiteiras.

Hoje, Lula é uma pálida lembrança do grande líder político que se tornara no cenário mundial. Em breve, as importantes universidades que lhe outorgaram títulos honoríficos terão de cancelá-los, por motivos óbvios.

Quanto a Dilma Rousseff, ia entrar para a História como a primeira mulher a ser eleita para a Presidência, mas será lembrada mais especificamente por ter sido submetida ao impeachment e à investigação criminal pelo Supremo.

E assim caminha a Humanidade, do lado debaixo do Equador.

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