É uma agenda tão distante do Brasil que mais parece a de um candidato ao conselho de paz –na verdade um covil de autocratas– que o autocrata-mor Trump está empurrando goela abaixo da ONU.
A excursão de Flávio, no entanto, é bancada pelos cofres públicos brasileiros. No total, ele vai receber US$ 7.900, mais de R$ 42 mil, dinheiro do Senado. O filho 01 aproveitou para se batizar no rio Jordão –pela segunda vez, a primeira não deve ter sido bastante– e tocar no Muro das Lamentações, com quipá na cabeça e oração a Jesus.
Ao voltar da viagem, nos planos de Flávio estão a escolha de seu "Paulo Guedes", seu "Posto Ipiranga", um nome ligado ao mercado financeiro para comandar a economia do país, e o milagre de se tornar eleitoralmente competitivo no Nordeste, região que é tratada nas redes bolsonaristas a pontapés preconceituosos.
A indefinição quanto ao palanque com Tarcísio de Freitas em São Paulo continua. As próximas pesquisas, principalmente as internas, encomendadas pelos partidos, vão decidir se Tarcísio irá optar pela candidatura a presidente ou pela reeleição a governador. Quem conseguir pontuar mais perto de Lula será o escolhido. Até o azarão Ratinho Jr. tem chance.
O cenário no Rio de Janeiro não é menos complicado. Nas eleições municipais, o golpista Alexandre Ramagem –que, indicado por Bolsonaro, recebeu do PL mais de R$ 26 milhões para torrar na campanha– perdeu de lavada para Eduardo Paes, que mira o Palácio Guanabara com apoio de Lula. O certo é que o candidato a governador preferido por Flávio será alguém ao estilo Ramagem: tiro, porrada e bomba.
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