Mas o espetáculo de horror não para por aí. Entre as medidas mais assombrosas, está a instituição de um sistema de delações entre pesquisadores. A ordem é clara: se alguém ousar manter programas de diversidade ou usar “linguagem codificada” para esconder tais iniciativas, é hora de reportar. Caso contrário, as consequências podem ser severas.
Esse ambiente, que mais lembra uma caça às bruxas, tem provocado um efeito paralisante. Conferências canceladas, pesquisas interrompidas e cientistas temendo pela renovação de seus vistos. Até mesmo ensaios clínicos em andamento – que poderiam salvar vidas – estão ameaçados pela burocracia.
A ironia é escancarada: o país que se gaba de premiar o mérito, agora desmantela programas de inclusão e marginaliza a ciência em nome de uma suposta moralidade. Enquanto isso, o atraso na liberação de fundos e na condução de projetos compromete avanços no tratamento de doenças como câncer, diabetes, entre outras – tudo em nome de uma agenda que subestima a inteligência coletiva.
A delação, antes associada a regimes autoritários, basta lembrar do fascismo e do nazismo, agora veste o jaleco branco ou variações do tipo. E o preço dessa política não é apenas a erosão da confiança entre cientistas, mas a estagnação de avanços que poderiam beneficiar toda a humanidade. Num cenário desses, cabe perguntar: quem será o próximo a ser silenciado? Escreva e leia enquanto há tempo!
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