Deparamo-nos com uma questão mais básica: qual é a finalidade do nosso trabalho? É aumentar a produção e o consumo? Ou promover o desenvolvimento e crescimento dos seres humanos? É usualmente afirmado que uma coisa não pode ser separada da outra. O que é bom para a indústria é bom para as pessoas e vice-versa. Isso soa como a proclamação de uma harmonia deliciosa, predeterminada, mas é, de fato, uma deslavada mentira. É fácil demonstrar que muitas coisas que são benéficas para a indústria são ruins para as pessoas. E esse é hoje o nosso dilema. Se continuarmos no caminho em que estamos, o progresso só será realizado às custas de seres humanos. E, assim, temos de fazer uma escolha. Numa linguagem bíblica, temos de escolher entre Deus e Cesar.
Isso pode soar muito dramático, mas se quisermos falar seriamente sobre a vida então as coisas ficam dramáticas, de fato. O que tenho em mente é não só a questão de vida e morte mas também se optamos pelo aumento de morte na vida que vemos à nossa volta ou se optamos por vidas de vitalidade e atividade. A finalidade precípua da vida é tornar-se cada vez mais vital, mais repleta de vida. As pessoas iludem-se a esse respeito. Vivem como se tivessem deixado de viver ou como se nunca tivessem começado a viver.
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