quinta-feira, 27 de março de 2025

Ricos cada vez mais ricos: nos EUA, o 0,1% agora detém 14% da riqueza nacional











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A metade mais rica das famílias americanas possuía cerca de 97,5% da riqueza nacional no fim de 2024, enquanto a metade inferior detinha apenas 2,5%, de acordo com os números mais recentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Os dados mostram a enorme concentração de renda na economia americana. E essa desigualdade não para de crescer: o 0,1% que está no topo da pirâmide social detém nada menos do que 13,8% da riqueza total dos EUA, um nível recorde. Quatro anos atrás, essa fatia era de 13%.

Essas 133 mil famílias ganharam nesse período mais US$ 6 trilhões em riqueza líquida, principalmente devido ao aumento no valor das ações e de investimentos no mercado financeiro.

Por outro lado, as 66,6 milhões de famílias que compõem os 50% mais pobres do país viram sua riqueza líquida aumentar apenas marginalmente, 2,5%, ao longo de quatro anos – um acréscimo de US$ 1,25 trilhão.

Este grupo chegou a deter 2,7% da riqueza nacional em 2022, o maior nível na série histórica do Fed desde 1989, mas depois perdeu espaço para os atuais 2,5%.

O 0,1% mais rico, que ganhou dinheiro sobretudo com investimentos financeiros, detém cerca de um quarto de todas as ações negociadas nos EUA, o que representa quase metade de sua riqueza, enquanto cerca de um quinto da fortuna deste grupo está em participações de negócios privados.

Dividido por faixas etárias, o período viu a riqueza dos EUA se acumular cada vez mais entre os lares mais velhos. Nos últimos quatro anos, a participação da riqueza detida por pessoas com 70 anos ou mais aumentou 3,8 pontos percentuais, atingindo 31,4% do total. Esses americanos mais velhos possuem 38,3% das ações corporativas, acima dos 32,9% no final de 2020.

Os ganhos são, em parte, um reflexo da demografia, já que a chamada geração baby boomer, nascida no pós Segunda Guerra Mundial, quando os EUA tiveram um pico de taxa de natalidade, está entrando na casa dos 70 anos.

Bloomberg

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